“O país fica parado quatro meses e mais da metade desse tempo com horário eleitoral gratuito. Ninguém aguenta!”- Dias Toffoli, presidente do TSE, contra o baixo nível do segundo turno.

22out

Do Terra:

“Estou pedindo para vocês terem consciência. No dia 26 de outubro, votem em Aécio Neves”, diz Lindinalva Silva, irmã do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em vídeo que circula na internet a favor do candidato do PSDB. Ao contrário da irmã, Lula está em campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), sua sucessora.

No vídeo, Lindinalva exibe uma folha de papel e, questionada por uma espécie de “apresentadora”, explica que o documento diz respeito a “umas leis, uns projetos que a Dilma está criando”. “Então é muito importante que todos vejam”, afirma – o internauta, no entanto, não consegue ler o que está escrito no papel.

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22out

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Fábio Campana

Em empate técnico com Dilma Rousseff (PT) até a semana passada, Aécio Neves (PSDB) agora ultrapassou-a no Rio Grande do Sul para além da margem de erro da pesquisa. Segundo a mais recente pesquisa do Ibope, Aécio tem 48% das intenções de voto (eram 44% na pesquisa anterior) contra 42% de Dilma (eram 43%). Votos nulos e brancos, 7%. Indecisos, 3%.

Levando-se em conta apenas os votos válidos, excluídos os brancos e nulos, Aécio cresceu dois pontos percentuais e tem 53%. Dilma oscilou dois pontos percentuais para menos e está com 47%.

BRASÍLIA

Se depender de Brasília, Dilma não se reelegerá

No Distrito Federal, Aécio esmaga Dilma por 68,3% a 31,7% dos votos válidos

 

 

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22out

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A CPI da Petrobras no Congresso recebeu nesta quarta-feira (22) um ofício da estatal informando que o diretor de abastecimento da empresa, José Carlos Cosenza , está “impossibilitado” de prestar esclarecimentos à comissão. O depoimento do diretor estava marcado para o início da tarde desta quarta mas, segundo documento enviado ao comando da CPI pelo gerente setorial de relacionamento com o Poder Legislativo, Carlos Henrique Lopes Sampaio, Consenza teve uma “intercorrência clínica” no início da noite de terça-feira (21). O diretor foi medicado e está afastado de suas funções pelos próximos dois dias”. Informações da Folhapress.


O atestado médico disponibilizado à CPI não informa os sintomas nem a doença de Consenza. A Petrobras disse ainda que Consenza está disposto para remarcar sua participação na CPI. Ele ficou no cargo ocupado por Paulo Roberto Costa, delator de um esquema de corrupção que desviou recursos públicos para partidos políticos e envolvia construtoras.

Segundo a assessoria, a reunião da CPI está mantida. A oposição vai tentar transformar o encontro em sessão administrativa para analisar requerimentos. São necessários 17 votos para a mudança de tema da CPI. A base aliada defende o adiamento para evitar que a reunião se transformasse em palanque para a oposição na reta final da sucessão presidencial.

Pela manhã, o presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), se reuniu com o ministro Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) no Palácio do Planalto.

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22out

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A defesa de Alberto Youssef informou que vai apresentar ainda nesta quarta feira, 22, à Justiça Federal em Curitiba (PR) um pedido de impugnação do depoimento de Leonardo Meirelles – suposto testa de ferro do doleiro nas indústrias farmacêuticas Labogen. Em depoimento na segunda feira,20, Meirelles afirmou que ele mantinha negócios com o PSDB e com ex-presidente nacional do partido senador Sérgio Guerra (PE), morto em março. Informações do Estadão Online.

O criminalista Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, disse que pedirá ainda uma acareação entre os dois – o doleiro e Meirelles são réus em um dos processos da Operação Lava Jato, sobre superfaturamento nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

“Meu cliente afirma peremptoriamente que nunca falou com Sérgio Guerra, nunca teve negócio com ele e nunca trabalhou para o PSDB”, afirmou o criminalista Antônio Figueiredo Basto. “Estamos pedindo uma impugnação do depoimento do Leonardo e uma acareação entre eles.”

Meirelles é apontado como laranja de Youssef no laboratório Labogen, indústria de remédios que estava falida e que o doleiro usou para tentar conquistar um contrato milionário com o Ministério da Saúde, na gestão do então ministro Alexandre Padilha, para fornecimento de medicamentos. Segundo o Ministério, o contrato não chegou a ser assinado.

O negócio teria sido intermediado, segundo a PF, pelo deputado federal André Vargas (sem partido-PR), que foi flagrado usando um jato pago pelo doleiro. Meirelles afirmou à Justiça Federal, em audiência da segunda feira, 20, que Youssef trabalhava também com o PSDB, além dos partidos PT, PMDB e PP. Ele disse ter ouvido o doleiro citar o nome de Guerra em uma conversa telefônica e ainda citou “um outro parlamentar” tucano da mesma região do doleiro.n

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22out

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Editorial, Gazeta do Povo

O ex-presidente, em comício em São Paulo, reforça explicitamente o “nós contra eles” e faz novo ataque à imprensa


Decididamente, Lula não pertence àquele reduzido time de pessoas públicas que atualmente estão no topo da política nacional e que se mostram comprometidas com a seriedade. É mais que frequente o hábito (ou seria vício?) do ex-presidente de descambar para a demagogia barata, ultrapassando quaisquer limites – desde o do simples bom senso até o do respeito à ética e às instituições. O discurso de campanha que pronunciou em São Paulo na última segunda-feira, ao lado da presidente-candidata Dilma Rousseff, inscreve-se como um dos mais emblemáticos excessos de sua loquacidade.
É certo que a presente campanha eleitoral para a Presidência já está marcada na história como uma das mais renhidas e, por que não dizer?, sórdidas. Disputa-se não apenas o mais alto cargo da República, mas a prevalência de quem é o pior entre “nós e eles”. Estrategistas de campanha conseguiram incutir na sociedade, com elevados graus de fanatismo fundamentalista, discussões sobre qual dos lados é o mais corrupto, qual deles é o mais incompetente e qual deles mente mais. Chegamos ao ponto extremo de que a decisão de voto se dará por um terrível critério: o eleitorado está sendo chamado não a escolher o melhor, mas o menos pior.

Lula pode até não ter sido o inventor dessa estratégia, mas foi por sua voz carrascante que ela foi amplificada e aprimorada ao longo do tempo. Não apareceu agora, pois há muito se ouve dele o discurso de uma pretensa luta de classes, não com o objetivo idealista de buscar a superação das desigualdades, mas como instrumento puramente eleitoreiro. De um lado, os pobres e os trabalhadores assalariados e explorados; de outro, o que genericamente chama de “azelite” para nela incluir a “imprensa golpista”, os bancos e tantos quantos pretendam democraticamente divergir “deles”.

No comício de São Paulo, no entanto, Lula se superou. Deixou de lado suas convenientes generalidades para dar nomes aos “inimigos” que a ocasião eleitoral lhe permite. Citou nominalmente, por exemplo, a jornalista Miriam Leitão, comentarista de economia dos mais importantes veículos de comunicação do país – aquela mesma que foi vítima de manipulações sorrateiras que servidores do Palácio do Planalto promoveram para distorcer sua biografia profissional na enciclopédia aberta Wikipedia. Citou também William Bonner, apresentador e editor-chefe do Jornal Nacional. Textualmente, pediu Lula à plateia presente ao comício: “Daqui para a frente é a Miriam Leitão falando mal da Dilma na televisão, e a gente falando bem dela [Dilma] na periferia. É o [William] Bonner falando mal dela no Jornal Nacional, e a gente falando bem dela em casa. Agora somos nós contra eles”.

O ex-presidente desceu ao nível do inimaginável para alguém que já ocupou, por dois mandatos, o cargo de líder supremo da nação. Reduziu-se a um animador de palanque, não dispensando ataques também ao adversário “deles”, o senador tucano Aécio Neves: “Esse rapaz não teve educação de berço para respeitar as mulheres. E, sobretudo, uma presidente, mãe e avó. Esse cidadão agrediu, com seu cinismo, tentando deixar Dilma temerosa”, referindo-se à postura mais ofensiva de Aécio no debate da última quinta-feira.

Lula se esqueceu de que mãe e avó é também a jornalista Miriam Leitão, igualmente vítima das mesmas masmorras da ditadura em que penou a presidente Dilma. Quando da falsificação da biografia da profissional feita nas antessalas do Palácio do Planalto, não se ouviu de Lula qualquer defesa do respeito que se deve às mulheres. O?mesmo ocorreu quando a máquina de marketing petista empregou todo tipo de terrorismo eleitoral contra outra mulher, Marina Silva. “Elas”, assim como “eles”, quando criticam ou discordam, passam a não fazer parte da classe do “nós”.

É lastimável que o futuro do país seja discutido neste nível.

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22out

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Fábio Campana


Não há engov habilitado a desopilar o fígado da senadora Gleisi Hoffmann, acusada de ser beneficiária direta do desvio de R$ 1 milhão da Petrobras através do doleiro Alberto Youssef. Ela concentra sua ira no deputado Fernando Francischini, a quem acusa de não revelar tudo das denúncias de Youssef, mas apenas o que lhe diz respeito. Gleisi reclama de Francischini porque ele não atacou um membro de seu partido, o deputado Luiz Argôlo (BA), acusado da mesma forma de Gleisi, de ter recebido pelo menos R$ 330 mil do esquema do doleiro Alberto Youssef. Ora, pois, Gleisi admite a acusação contra ela, só não

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22out

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Esta é a segunda sentença de ações originadas a partir da Operação Lava Jato

A Justiça Federal do Paraná condenou a doleira Nelma Mitsue Penasso Kodama a 18 anos deprisão pela prática de 91 crimes de evasão de divisas, a pena será em regime inicialmente fechado.

Nelma também foi condenada por outros crimes: evasão de divisas, operação de instituição financeira irregular, evasão de divisas tentada, corrupção ativa e pertinência a organização criminosa.A sentença foi publicada nesta quarta-feira (22) e cabe recurso.

 

LEI

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22out

  • O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) acha que “é só o começo” a denúncia envolvendo a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) no Petrolão.

  • O delator Paulo Roberto Costa revelou que o esquema corrupto destinou R$ 1 milhão para Gleisi e o marido Paulo Bernardo, em 2010.

  • Gleisi e o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) afirmam, como os demais delatados, que nem conhecem Youssef ou Paulo Roberto.

  • Dinheiro para o PT não é problema, como diriam Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o tesoureiro petista João Vaccari. O partido aumentou em R$ 40 milhões a previsão de gastos nos últimos 5 dias. No total, serão R$ 338 milhões. Isso no caixa 1.

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22out

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IstoÉ

No momento em que a campanha de Dilma Rousseff prega que nunca houve tanto combate à corrupção, a análise do histórico de um dos ministérios mais importantes do poder Executivo, a Casa Civil, mostra que os escândalos sempre estiverem próximos da gestão do Partido dos Trabalhadores.

José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil de 2003 a 2005, no governo Lula, foi condenado e preso por envolvimento no mensalão. A seguir, cairia Erenice Guerra, que chefiou a pasta entre abril e setembro de 2010, após denúncias de tráfico de influência envolvendo seu filho.

No governo Dilma, foi a vez de Antonio Palocci (foto), ministro entre janeiro e junho de 2011, pedir demissão em virtude de denúncias de enriquecimento ilícito. Sua sucessora na Casa Civil, Gleisi Hoffman, que ocupou a pasta até fevereiro de 2014, não passou livre de escândalos. Ela teria recebido, segundo denúncia do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, R$ 1 milhão, originados de propinas, para bancar a campanha ao Senado.

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22out

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Marina Dias
David Friedlander
Folha de S. Paulo

João Vaccari, o bancário de origem modesta que se tornou responsável pelo dinheiro do PT e agora é apontado como elo entre o partido e um esquema de corrupção na Petrobras, vira alvo de ataques na campanha

O assunto não estava na pauta, mas surgiu na manhã de segunda (20), durante reunião de 18 dos principais dirigentes do PT, em São Paulo. Alguém falou sobre as denúncias de corrupção na Petrobras e João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, foi direto ao ponto que tanto atormenta os petistas: “Nunca operei com Paulo Roberto”.
A luz amarela piscou no PT depois que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa citou Vaccari, no mês passado, como um dos operadores do esquema de desvio de recursos da estatal investigado pela Operação Lava Jato. Desde então, o nome do tesoureiro petista parece estar em toda parte quando o tema é corrupção no governo federal. Suspeita-se que cobrava pedágio das empreiteiras com contratos na Petrobras, intermediava negócios com fundos de pensão de estatais e recebia comissão para resolver problemas em Brasília.

Conforme revelou a Folha, em fevereiro o tesoureiro esteve numa empresa do doleiro Alberto Youssef, que confessou participar do esquema na Petrobras, dias antes das prisões da Lava Jato. Deixou o lugar quatro minutos depois, mas até hoje não explicou o motivo da visita. O suposto papel do bancário de 55 anos no esquema ainda precisa ser comprovado pelas autoridades, mas evocou no PT o fantasma de Delúbio Soares, o tesoureiro petista condenado e preso por causa do mensalão.

Vaccari não deu entrevista para esta reportagem. Oficialmente, o partido também evita o tema, para não correr riscos na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.

Discrição


Como Delúbio, Vaccari é cria do movimento sindical e visto como um soldado do PT. A militância o fez abandonar as aulas de economia na PUC-SP, após dois anos de curso. Filho de agricultores do interior do Paraná, mudou-se para São Paulo e começou a carreira como escriturário do antigo Banespa, aos 19 anos. Dois meses depois, filiou-se ao Sindicato dos Bancários, do qual foi presidente.
Além de tesoureiro do PT, Vaccari é conselheiro da Itaipu desde 2003 e recebe R$ 21 mil por mês para comparecer a seis reuniões por ano. Casado e pai de uma médica, leva uma vida discreta, segundo quem o conhece. Gosta de cachorro, de cozinhar e mora há anos na mesma casa em Moema, bairro na zona sul da capital paulista.

Nos momentos de folga, costuma ir com a mulher para o apartamento que a família possui no litoral sul de São Paulo. Dois anos atrás, começou a fazer exercícios para emagrecer por recomendação médica. Perdeu 15 quilos. “A camisa dele até fechava, não acreditei”, brinca um amigo. Vaccari acabou desistindo e engordou outra vez.

No PT, a função de Vaccari desde 2010 é arrecadar dinheiro, pagar as contas do partido e repartir verbas de campanha em anos eleitorais. Desde que virou tesoureiro, angariou R$ 628,6 milhões para a sigla. Nesse trabalho, é considerado um profissional extremamente cuidadoso.

Empresários que estiveram com ele disseram à Folha que Vaccari prefere guardar os detalhes importantes das conversas na memória. Quando é melhor anotar, rabisca códigos que ninguém mais entende em folhas soltas que depois enfia nos bolsos.

As reuniões ocorrem nas sedes do PT em São Paulo ou em Brasília. Em algumas ocasiões, Vaccari marca encontros no Sindicato dos Bancários, na capital paulista. Em outras, vai pessoalmente até o escritório dos doadores.

Mochila

Um empresário que pediu para não ser identificado disse à Folha que, quando a contribuição é feita em espécie, o tesoureiro guarda o dinheiro, sem contar, numa mochila preta que carrega com ele. Quantias maiores vão para contas indicadas por Vaccari.

Ligado ao grupo do ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, que também presidiu o Sindicato dos Bancários nos anos 90, contou com o aval do ex-presidente Lula para assumir a secretaria de finanças do PT.

Mas não é a primeira vez que o nome de Vaccari aparece em escândalos. Ele é réu num processo em que é acusado de desviar dinheiro da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), quando era presidente. Os recursos teriam financiado campanhas eleitorais.

O petista reconhece má gestão na cooperativa, mas nega os desvios e diz que seu trabalho na Bancoop foi sanear problemas deixados pela administração anterior.

Vaccari é respeitado no PT, mas não é unanimidade. Não se dá com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de quem foi suplente no Senado, e brigou com o deputado Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma, e o ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins.

A desavença com Franklin foi no final do ano passado, quando o tesoureiro se recusou a contratar uma empresa indicada pelo ex-ministro para prestar serviços para a campanha de Dilma.

A encrenca com Edinho e Mercadante é de 2010, quando Vaccari não concordou em assumir a dívida da campanha do ministro, então candidato ao governo paulista.

A equipe de Dilma tem certeza de que o caso Petrobras dará dor de cabeça. Se o envolvimento de Vaccari ficar comprovado, os riscos para o PT tendem a aumentar.

Bancoop

Vaccari é réu em processo criminal na Justiça em que é acusado de formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, durante o período em que foi presidente da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo)

O petista reconhece que no passado houve má gestão na cooperativa, mas nega desvios e diz que só entrou na cooperativa para sanear problemas deixados pela administração anterior

Petrobras

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef disseram ao Ministério Público Federal que Vaccari era o encarregado de distribuir para o PT recursos desviados de obras executadas pela estatal

Em nota, Vaccari afirmou que “nunca tratou de assunto relativo ao partido com Paulo Roberto Costa”

Itaipu

No debate presidencial da Record, no domingo (19), Aécio Neves (PSDB) perguntou a Dilma Rousseff (PT) por que, diante das acusações contra Vaccari, a presidente o mantinha como conselheiro de Itaipu

Vaccari é conselheiro desde 2003 e recebe R$ 21 mil por mês para ir a seis reuniões por ano. O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, também é conselheiro da empresa, ao lado de um representante do Itamaraty e de um diretor da Eletrobras, entre outros indicados pelo governo

O caixa

Desde que assumiu a tesouraria, Vaccari arrecadou R$ 628,6 milhões para o PT.

Fonte: TSE
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22out

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Além dos escândalos de desvio de recursos da empresa para abastecer campanhas do PT e aliados, o site da Petrobras entrou na campanha de Dilma Rousseff (PT). O ícone “fatos e dados” do site da Petrobras diz o seguinte: “Somos a empresa de energia que mais investe no mundo. Hoje, nosso valor de mercado, de US$ 104,9 bilhões (valor de 7 de maio de 2014), é seis vezes maior do que em 2002 (US$ 15,5 bilhões). E estamos construindo uma empresa ainda maior. Descobrimos grandes reservas de petróleo e de gás e chegamos a um patamar diferenciado no setor petrolífero mundial”. A comparação é feita com 2002, ano em que o PT assumiu o comando da estatal.

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22out

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Fábio Campana


Depois de muita negociações e recuos, Romário finalmente decidiu apoiar Aécio Neves. Ontem, de madrugada, um telefonema dos dois selou o acordo. Romário gravou hoje em Brasília, sem alarde, um depoimento que será exibido amanhã à noite, no programa de TV do tucano.
Romário, eleito senador com 4,6 milhões de votos no Rio de Janeiro, é visto na campanha de Aécio como um trunfo para a busca de votos nestes últimos dias no terceiro maior colégio eleitoral do Brasil.

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22out

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Edmar Bacha

Aécio sabe que políticas de inclusão são um imperativo, pois o país continua a ser uma Belíndia, e que é preciso retomar o crescimento

Meu voto em Aécio se justifica de duas maneiras. A primeira é que, se Dilma tiver mais quatro anos, acabará de quebrar o país e nos encaminhará para uma séria crise política e social. Não é difícil ver o porquê. Nos quatro anos de seu governo, o crescimento da economia foi o menor de todos os períodos presidenciais completos de nossa história republicana desde Floriano Peixoto.

A culpa desse desempenho medíocre não vem de fora, pois nossos vizinhos sul-americanos (exceto pela Argentina e Venezuela que seguem políticas parecidas com as de Dilma) vão muito bem, obrigado. Neste ano, o crescimento do PIB brasileiro deverá ser zero, algo inédito na história do país em períodos sem crise cambial.

A culpa também não é da equipe econômica, pois ela apenas executa com docilidade a política determinada em cada detalhe pela presidente. Foi Dilma quem retirou a autonomia do Banco Central; criou um orçamento paralelo de alquimias contábeis entre o Tesouro e os bancos públicos; destruiu a capacidade de investimento da Petrobras e da Eletrobras; aparelhou partidariamente as agências reguladoras; fez os leilões de concessão de infraestrutura se tornarem um fiasco quando não uma fonte adicional de corrupção.

O resultado disso é a queda do PIB, a alta da inflação, a derrubada do investimento, a desindustrialização, o deficit externo e o aumento da dívida pública.

Dilma promete um governo novo, com ideias novas. Mas como faria isso se está convencida de estar no caminho certo? Se fosse reeleita, continuaria colocando em prática suas arraigadas convicções equivocadas sobre economia e administração pública. O resultado seria manter o país ladeira abaixo, com frustração popular, recessão, desemprego e inflação.

Felizmente, isso não vai acontecer porque tem Aécio Neves no meio do caminho.

Após 12 anos de “nós contra eles”, que lembram o “ame-o ou deixe-o” da ditadura, Aécio é a esperança de reconciliação nacional. Sua história política é similar à de seu avô, Tancredo Neves, que sempre buscou a união dos extremos, o apaziguamento das diferenças, o convencimento pelo argumento, e não pela força.

Todo o ódio que o marqueteiro de Dilma fez destilar nessa campanha eleitoral sórdida será apagado, e Aécio, como fez em Minas Gerais, governará com competência, sem rancores ou partidarismos.

Por sua experiência no governo de Minas, Aécio sabe que políticas de inclusão social são um imperativo. Apesar da propaganda do governo sobre “a nova classe média”, o Brasil continua a ser uma Belíndia –uma mistura da pobreza da Índia com a riqueza da Bélgica. Dados do Banco Mundial mostram que o Brasil mantém uma das mais desiguais distribuições de renda no mundo.

As informações que a Receita Federal finalmente começa a liberar revelam que a concentração de renda no país é bem maior do que a indicada pelas pesquisas domiciliares (Pnad) e ela não está sendo reduzida, ao contrário do que dizem os arautos do governo Dilma.

Aécio sabe também que para superar a pobreza, ao lado de uma política de transferência de renda, é fundamental ter uma estratégia de crescimento –equitativa e sustentável– que leve o país, ao longo de uma geração, ao nível de renda do mundo desenvolvido.

Para isso precisamos restabelecer a estabilidade econômica e o equilíbrio das contas públicas e externas. Precisamos atrair o setor privado para investimentos maciços em infraestrutura, dar a nossas indústrias condições de competir no mercado internacional e, principalmente, melhorar nossos sistemas de educação, segurança e saúde.

Em seu programa de governo, Aécio tem propostas exequíveis para enfrentar esses desafios. Contará com uma equipe de auxiliares à altura da nobre tarefa de refazer a união entre os brasileiros e recolocar o país na rota do desenvolvimento.

Edmar Bacha, 72, economista, é membro da Academia Brasileira de Ciências e sócio-fundador do Instituto de Estudos de Política Econômica – Casa das Garças. É autor de “Belíndia 2.0″ e de “O Futuro da Indústria no Brasil” (Civilização Brasileira)

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22out

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Arnaldo Jabor

Dilma Rousseff: seu duro passado de militância e luta lhe deixou um viés de rancor e vingança, justificáveis. Ela foi uma típica “tarefeira” da VAR-Palmares e hoje, como tarefeira do PT, ela quer realizar o sonho de sua juventude. Por isso, quer estatizar o que puder na economia, restos de sua formação… (eu ia dizer “leninista”, mas é “brizolista”).Seus olhos fuzilam certezas sobre como converter (ou subverter) a pátria amada. Petistas e brizolistas acham que democracia é “papo para enrolar as massas”, como já declarou um professor emérito da USP; ela idealiza o antigo “proletariado” e despreza a classe média “fascista”, como acha outra emérita professora.

Ela desconfia dos capitalistas e empresários, ela quer se manter no poder e virar o PT num PRI mexicano; ela finge ignorar a queda do muro de Berlim, o fim da guerra fria, ela ama o Lula, seu operário mágico que encarnou o populismo “revolucionário”.

Conheci muitas “dilmas” na minha juventude. As “dilmas” eram voluntariosas, com uma coragem irresponsável diante da muralha da ditadura. Professavam uma liberdade mais grave do que os hippies da época; era uma liberdade dolorosa, perigosa, sacrificial, suicida, sem prazer, liberdade e luta. Até respeitável.

Mas, para as “dilmas” e “dirceus” do passado, a democracia era uma instituição “burguesa”. Ela se considerava e se acha ainda “membro” (ou “membra”?) de uma minoria que está “por dentro” da verdade, da chamada “linha justa” que planejava um outro tipo de “liberdade” (Lenin: “É verdade que a liberdade é preciosa; tão preciosa que precisa ser racionada cuidadosamente” ).

Ela se julgava e se julga superior – como outros e outras que conheci (inclusive eu mesmo – oh, delícia de ser melhor que todos; oh, que dor eu senti ao perder essa certeza…). Nós éramos os fiéis de uma “fé cientifica”, uma espécie de religião da razão que salvaria o mundo pelo puro desejo político – éramos o “sal da terra”, os “sujeitos da história”. Toda a luta progressista de hoje se trava entre a esquerda que amadureceu e ficou socialdemocrata e a esquerda que continua na ilusão de 63. A velha esquerda brasileira existe como nostalgia de uma esquerda que desapareceu.

Dilma foi executiva da comissão de frente que organizou a aliança de Lula com a liderança sindicalista pelega e com a direita mais vergonhosa do País, liderada por Sarney et caterva. Como era “trabalhadeira”, Lula se impressionava com ela (ele que odeia o batente) e transformou-a em um “poste” que se revelou persistente no erro, com a típica burrice dos teimosos.

E aí ela começou a governar com um medidas e táticas pretensamente “socialistas” em um país capitalista. Dá em bolivarianismo, esse terror contra o povo da Venezuela.

A “claque” sindicalista que subiu ao poder nunca desistiu de seus planos; suas mentes são programadas para repetir as mesmas táticas. A esquerda velha continua fixada na idéia de “unidade”, de “centro”, de Estado-pai, ignorando a intrincada sociedade com bilhões de desejos e contradições.

Muitos riquinhos e mauricinhos hoje dizem que votam na Dilma porque ela seria “contra a pobreza”. Não sabem de nada, tinham 10 anos quando FHC fez o Plano Real contra a vontade do PT e seus aliados. Hoje, esses mauricinhos se dão ao luxo de se sentirem de “esquerda”, antes de irem para a balada.

São absolutamente ignorantes sobre política e acham o PT um partido de “esquerda”, quando é claramente de “direita” (“É a economia, estúpidos!” – James Carville, assessor do Clinton contra Bush).

O povão do Bolsa Família não pode entender isso, mas esses babacas que estudaram deviam ser menos primitivos. Os petistas dão graças a Deus que muitos de seus eleitores não sabem ler. Por exemplo, eles não têm ideia do que seja o escândalo da Petrobrás e do aparelhamento do Estado cleptomaníaco que foi montado. Não entenderam nem o mensalão, pois, como disse o Lula, “povo pensa que dossiê é doce de batata”. Votarão no escuro de suas vidas. Como se explica isso?

Resposta: o País tem um movimento “regressista” vocacional. O verdadeiro Brasil é boçal, salvacionista, para gáudio dos seus exploradores. E o PT aproveita.

A crescente complexidade da situação mundial na economia e na política os faz desejar um simplismo voluntarista que rima bem com o fundamentalismo islâmico ou com a boçalidade totalitária dos fascistas: “complexidade é frescura, o negócio é radicalizar e unificar, controlar, furar a barreira do complexo com o milagre simplista” (Lenin: “Qualquer cozinheiro devia ser capaz de governar um país”).

O Plano Real e uma série de medidas de modernização que abriram caminho para a economia mundial favorecer-nos são tratados como se fossem uma política do governo atual, que só fez aumentar despesas públicas e inventar delírios desenvolvimentistas virtuais. Não houve um lampejo de reconhecimento pelo país que FHC deixou pronto para decolar e que foi desfeito (Stalin: “A gratidão é um sentimento de cachorros…”).

Nesta eleição, não se trata apenas de substituir um nome por outro. Não. O grave é que tramam uma mudança radical na estrutura do governo, uma mutação dentro do Estado democrático. Querem fazer um capitalismo de Estado, melhor dizendo, um “patrimonialismo de Estado”. Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica.

Não esqueçamos que o PT não assinou a Constituição de 88, combateu a Lei de Responsabilidade Fiscal, foi contra o Plano Real para depois roubá-lo como se fosse obra do Lula. Alardeiam coisas novas que “vão” fazer, se eleitos de novo mas, pergunta-se: por que não fizeram nada durante doze anos?

É isso aí, bichos… Se Dilma for eleita, teremos o início de um bolivarianismo “cordial”.

Arnaldo Jabor é jornalista e cineasta.

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22out

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Dora Kramer

Remexendo na gaveta de recortes de jornais – valorosos e não raro mais úteis que o Google – encontro um texto escrito em 7 de setembro de 2010. Apenas coincidência a data da independência. O título, Macunaíma. O herói sem nenhum caráter de Mário de Andrade.

Faltava pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição em que o então presidente Luiz Inácio da Silva fazia o “diabo” e conseguiria na etapa final realizada em 31 de outubro eleger uma incógnita como sua sucessora.

Deu todas as garantias de que a chefe de sua Casa Civil, Dilma Rousseff, seria uma administradora de escol para o Brasil. Não foi, conforme comprovam os indicadores de um governo que se sustenta no índice positivo do emprego formal, cuja durabilidade depende do rumo da economia.

Como ex-presidente, Lula agora pede que se renove a aposta. Sem uma justa causa, apenas baseado na ficção por ele criada de que a alternância de poder faz mal à democracia brasileira. A propósito de reflexão a respeito da nossa história recente, convido a prezada leitora e o caro leitor ao reexame daquele texto.

“Só porque é popular uma pessoa pode escarnecer de todos, ignorar a lei, zombar da Justiça, enaltecer notórios ditadores, tomar para si a realização alheia, mentir e nunca dar um passo que não seja em proveito próprio?

Um artista não poderia fazer, sequer ousaria fazer isso, pois a condenação da sociedade seria o começo do seu fim. Um político tampouco ousaria abrir tanto a guarda. A menos que tivesse respaldo, que só revelasse sua verdadeira face lentamente e ao mesmo tempo cooptasse os que poderiam repreendê-lo tornando-os dependentes de seus projetos dos quais aos poucos se alijariam os críticos por intimidação ou cansaço.

A base de tudo seria a condescendência dos setores pensantes e falantes; oponentes tíbios, erráticos, excessivamente confiantes diante do adversário atrevido, eivado por ambições pessoais e sem direito a contar com aquele consenso benevolente que é de uso exclusivo dos representantes dos fracos, oprimidos e assim nominados ignorantes.
O ambiente em que o presidente Luiz Inácio da Silva criou o personagem sem freios que faz o que bem entende e a quem tudo é permitido – abusar do poder, usar indevidamente a máquina pública, insultar, desmoralizar – sem que ninguém consiga lhe impor paradeiro, não foi criado da noite para o dia. Não é fruto de ato discricionário, não nasceu por geração espontânea nem se desenvolveu por obra da fragilidade da oposição.

Esse ambiente é fruto de uma criação coletiva. Produto da tolerância dos informados que puseram seus atributos e respectivos instrumentos à disposição do deslumbramento, da bajulação e da opção pela indulgência. Gente que tem vergonha de tudo, até de exigir que o presidente da República fale direito o idioma do País, mas não parece se importar de lidar com quem não tem pudor algum.
Da esperteza dos arautos do atraso e dos trapaceiros da política que viram nessa aliança uma janela de oportunidade. A salvação que os tiraria do aperto em que estavam já caminhando para o ostracismo. Foram ressuscitados e por isso estão gratos.

Da ambição dos que vendem suas convicções (quando as têm) em troca de verbas do Estado.

Da covardia dos que se calam com medo das patrulhas.
Do despeito dos ressentidos.
Do complexo de culpa dos mal resolvidos.
Da torpeza dos oportunistas.
Da superioridade dos cínicos.
Da falsa isenção dos preguiçosos.
Da preguiça dos irresponsáveis.

Lula não teria ido tão longe com a construção desse personagem que hoje assombra e indigna muitos dos que lhe faziam a corte não fosse a permissividade geral. Se não conseguir eleger a sucessora não deixará o próximo governo governar. Importante pontuar que só fará isso se o País deixar que faça; assim como deixou que se tornasse esse ser que extrapola”.

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22out

Gestão de 2007, de Paulo Mac Donald Ghisi, é desaprovada pela Primeira Câmara do Tribunal. Recurso de Celso Samis da Silva não modifica decisão sobre o exercício de 2004. Cabem recursos

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) emitiu parecer prévio recomendando a irregularidade das contas de 2007 de Foz do Iguaçu (Região Oeste), sob responsabilidade do então prefeito, Paulo Mac Donald Ghisi. Os motivos foram o resultado deficitário das fontes não vinculadas, de R$ 11.592.031,00, que representam 10,07% do valor das receitas; e a ausência de pagamento da dívida fundada para o exercício de 2007, relativamente ao parcelamento de R$ 1.195.137,75.

Alguns itens foram convertidos em ressalva. Entre eles estão a ausência de pagamento dos precatórios notificados antes de julho de 2006; a falta de repasse dos valores consignados em folha de pagamento em favor do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social); e a falta de inscrição na dívida fundada dos precatórios notificados entre maio de 2000 e julho de 2006.

Também integram o rol de ressalvas a desaprovação da prestação de contas pelo Conselho Municipal de Saúde; a ausência de instituição do Sistema de Controle Interno; a movimentação de recursos em instituição financeira privada; e a entrega de prestação de contas com atraso.

Em razão das irregularidades, o Tribunal determinou a aplicação de duas multas ao ex-prefeito, no valor de R$ 1.450,98, cada – totalizando R$ 2.901,96. A sanção está prevista no artigo 87, Inciso IV da Lei Orgânica do TCE (Lei Complementar Estadual nº 113/2005).

O gestor pode recorrer da decisão, tomada na sessão de 7 de outubro da Primeira Câmara. Os votos dos conselheiros foram embasados em instrução da Diretoria de Contas Municipais e parecer do Ministério Público de Contas.

Recurso de Revista

Na sessão de 2 de outubro, o Pleno do TCE votou pela admissão e acolhimento parcial do Recurso de Revista interposto pelo ex-prefeito de Foz do Iguaçu Celso Samis da Silva, para efeito de afastar a restrição relativa ao item “obrigações financeiras frente às disponibilidades”. Contudo, foi mantido o parecer prévio pela irregularidade das contas de 2004 do Município.

A decisão inicial, que recomendou a irregularidade das contas daquele exercício, apontou oito irregularidades: obrigações financeiras frente às disponibilidades; aplicações de recursos de royalties em despesas de pessoal e dívida; falta de repasse das contribuições dos servidores ao RPPS; e inexistência de conta corrente específica para o sistema de previdência. Outras restrições foram a ausência de dados nos sistemas de previdência, descentralizado e de cálculo atuarial; falta de documentos; e ilegalidade das alterações orçamentárias.

Nos dois casos, cabem recursos. Os prazos passam a contar a partir da publicação dos acórdãos no Diário Eletrônico do TCE, disponível no endereço www.tce.pr.gov.br. Após o trânsito em julgado dos dois processos, os pareceres prévios do Tribunal serão encaminhados à Câmara de Foz do Iguaçu. A legislação determina que as contas do chefe do Executivo Municipal devem ser julgadas pelos vereadores. Para que a decisão do Tribunal seja alterada e as contas sejam julgadas regulares, são necessários dois terços dos votos dos vereadores.

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22out

  • O Solidariedade e o PSDB pedem na CPMI da Petrobras, nesta quarta, a oitiva da ex-ministra Gleisi Hoffmann e o marido, ministro Paulo Bernardo (Comunicações), para explicar suas relações com o petrolão.

    A COISA TÁ FEIA, MADAME

    Dias antes de ser acusada de envolvimento no petrolão, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) passeava tranquilamente seu cachorro de estimação na 309 Sul, quadra onde moram senadores em Brasília.
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