Coluna do Estadão diz que crise de febre amarela deve acelerar queda de Ricardo Barros

Ricardo Barros

De Andreza Matais e Marcelo de Moraes, na Coluna do Estadão:

A situação do ministro da Saúde, Ricardo Barros, piorou com o aumento ainda descontrolado de mortes relacionadas a febre amarela no País. Dentro do governo, a ideia é rifar Barros, mas manter a pasta com o PP. (Ilustração: Batistão).

Odebrecht diz que Mantega articulou apoio à Dilma via caixa dois

O pedido do ministro

Da coluna Radar de VEJA

Fora da cadeia, Guido Mantega terá problemas em breve. Em sua delação, Marcelo Odebrecht disse que recebeu do ex-ministro o pedido para garantir o apoio (e o tempo de TV) da base aliada à Dilma em 2014.

Via caixa dois, PROS,  PCdoB, PR e PP receberam, cada um, 7 milhões de reais da empreiteira. O PDT levou quatro milhões.

Com isso, a campanha de Dilma ganhou mais 2 minutos e 58 segundos no horário eleitoral gratuito. A operação ficou na mão de Edinho Silva e Alexandrino Alencar, que também conta o episódio em sua delação.

PITACO: Lembrando que o Pros é da tchurma do Cazuza que anda na fissura para emplacar “Dona Cazuza” numa boquinha na Câmara Municipal. A anterior foi um mimo do Mogênio.

QUEBROU AS REGRAS E PODE VOLTAR AO XILINDRÓ

Um preso da Pecúlio que delatou e ganhou o benefício da liberdade cautelar (com tornozeleira) pode voltar ao regime fechado. Motivo: Oficial de Justiça esteve vários vezes em sua residência e não o encontrou. Á conferir.

NEGOCIATA

Uma negociata no valor de 150 mil reais (pagos em duplicatas) que teria ocorrido na fronteira envolvendo uma provável candidatura pode explodir se um dos envolvidos resolver “cantar”… e ele teria fortes motivos para fazer isso. Questão de tempo…

Suplentes de vereadores presos em Foz devem assumir em fevereiro

Dos cinco parlamentares, apenas Anice Gazzaoui pediu licença do cargo.
Reeleitos tomaram posse na quarta-feira (18) após determinação judicial.

Vereadores suplentes estiveram reunidos com o presidente interino da Câmara de Foz do Iguaçu, Rogério Quadros, na manhã desta sexta (20)rio (Foto: Câmara Municipal de Foz do Iguaçu / Divulgação)Vereadores suplentes estiveram reunidos com o presidente interino da Câmara de Foz do Iguaçu, Rogério Quadros, na manhã desta sexta (20)rio (Foto: Câmara Municipal de Foz do Iguaçu / Divulgação)

Do G 1 Paraná

Os suplentes dos cinco vereadores presos de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, devem assumir os cargos no legislativo na primeira sessão ordinária de fevereiro, marcada para o dia 2. A data foi anunciada nesta sexta-feira (20) pelo presidente interino da Câmara, Rogério Quadros, após uma reunião com alguns dos substitutos.

Participaram do encontro Rosane Bonho (PP), suplente do vereador Luiz Queiroga, Marco Jancke (PTN), suplente de Darci Siqueira “DRM”, Luiz Brito (PEN), suplente de Rudinei de Moura, e Adenildo Rodrigues (PTN), o Kako, suplente de Anice Gazzaoui, a única que por enquanto protocolou o pedido de licença do cargo.

Os demais ainda estão analisando com os advogados se também se licenciam temporariamente da função. Se o pedido for apresentado e se aceito pelo jurídico da Câmara, os respectivos suplentes serão convocados.

De acordo com o regimento interno, os parlamentares podem perder o cargo, entre outros motivos, em caso de condenação, faltas não justificadas ou mesmo se ultrapassarem o limite de cinco ausências nas sessões, mesmo com justificativa. Inicialmente, a análise cabe à assessoria jurídica da Casa.

Apenas Anderson de Andrade (PCS), suplente de Edílio Dall’Agnol, não participou do encontro. De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, ele não foi localizado.

Os cinco parlamentares reeleitos e outros sete foram presos no dia 15 de dezembro de 2016 – um dia após a diplomação -, durante a 5ª fase da Operação Pecúlio, que investiga a prática de crimes contra a administração pública na Prefeitura de Foz do Iguaçu. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal.

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O banho de sol de Luleco

O Antagonista

O Antagonista flagrou Luleco curtindo as férias de verão com a família no SERHS Natal Grand Hotel. Bem longe do Uruguai.

Sombra, água fresca e acompanhando O Antagonista pelo celular.

 

 

 

POBRE DO ESTADO…

(…) onde seus dirigentes se veem obrigados a negociarem com facções criminosas para tentar contemporizar a gravíssima crise que assola o sistema carcerário nativo. É o fim dos tempos…

MODERNIDADE

E lá na terra do Tio Sam o presidente Donald Trump começou a governar pelo Twitter. Salve-se quem puder!

MODERNIDADE II

No Brasil 72% das pessoas se informam por meio das redes sociais…

PITACO: O Facebook deu voz a uma legião de imbecis…

COLOCANDO TEORI EM SEU DEVIDO LUGAR

Ao me deparar com inúmeras postagens sobre a canonização póstuma do ministro Zavascki, confesso que fiquei surpresa.

Parece que os brasileiros sofrem de “memória curta na forma aguda”.

Logicamente que sua prematura morte foi uma perda para seus filhos, família, amigos e companheiros do STF e de ideologia. Óbvio que me condoo com a dor alheia, mas sei exatamente diferenciar a perda humana da perda institucional.

Teori Zavascki na minha humilde opinião, não passará para a história como um herói brasileiro ou como aquele que tentou moralizar a República através de seu ofício. Zavascki era um homem alinhado com a esquerda e seus ideais. Foi um ministro que não poupou esforços para dar uma interpretação forçosamente benevolente quando os réus partilhavam da sua mesma orientação político-ideológica.

Lembram dos famosos “Embargos Infringentes“ na ação penal do Mensalão?

Lá estava ele, firme e forte na interpretação pró-quadrilha petista.

Lembram da ação para garantir a quase impunidade para José Dirceu e Delúbio Soares?

Lá estava ele a postos para entender o comportamento destes criminosos e apressar suas saídas do xilindró.

Lembram do caso do áudio escandaloso envolvendo o ex-presidente Lula e sua “criatura” Dilma Rousseff?

Ele foi uma voz destoante para censurar a conduta irrepreensível do juiz Moro e sua atuação profissional, a fim de proteger a dupla das garras da justiça.

Lembram do processo, em que poderia ter culminado com a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva?

Ele fez questão de abortar esta possibilidade e garantir que o acusado respondesse pelos crimes em completa liberdade, apesar das inúmeras e graves acusações existentes e que autorizariam uma eventual prisão preventiva.

Ele acertou também! Proferiu votos significativos e relevantes, mas muito longe de ser um expoente impar da nossa magistratura. De uma forma geral, ele, Teori, foi um juiz que abraçou a causa petista e em razão dela foi escolhido para atuar. Fez questão de ser discreto, mas não o suficiente para esconder suas tendências ideológicas, que muitas vezes se viram refletidas em suas decisões.

Portanto, muita hipocrisia e amnésia neste momento tentar fazer dele um herói da República, um magistrado perfeito e que apenas atendia aos interesses do país e da justiça, quando na verdade tinha nítidas preferências partidárias e se deixou influenciar por elas.

Respeito a dor de seus entes queridos, mas não compactuo com a comoção histérica da morte de um herói inexistente. Tribunais não são locais indicados para a política.”

Da lavra de Cláudia Wild

TRUMP NÃO ESTÁ SÓ 

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Por Mary Zaidan

Usados com fartura pelo recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, populismo e xenofobia, animados por pregações ufanistas, se tornaram ingredientes quase indispensáveis no caldeirão de ideologias extremadas, sejam de direita ou de esquerda. À fórmula, que nada tem de nova, se agregou mais um elemento: a demonização da política e dos políticos, como se o feiticeiro pudesse negar o feitiço quando dele se beneficia.

Vitoriosos em um planeta virado ao avesso, em que chineses comunistas defendem a globalização e capitalistas, o inverso, os adeptos dessa farsa de fazer política dizendo o contrário envenenam o mundo livre com soluções simplistas, discriminatórias, totalitárias.

Não raro, são pessoas que arrogam para si méritos extraordinários, que se consideram acima do bem e do mal, ungidas pela divindade – incriticáveis.

Trump e seus seguidores mais aguerridos dizem pregar a união, mas atiram pedras em qualquer um que se arvore em reprovar suas falas e seu comportamento. A imprensa é o diabo, a oposição, desprezível.

Apegam-se ao resultado eleitoral — ainda que Trump tenha sido derrotado no voto popular — como se a vitória conferisse ao eleito o condão de agir sobre todas as coisas, até acima dos princípios que regem a nação. Cabe aqui lembrar os direitos constitucionais das minorias, algo de que Trump faz pouquíssimo caso.

No Brasil, o ex Lula, sua sucessora deposta, Dilma Rousseff, e o PT têm práticas semelhantes. Quando dominavam o cenário, com aprovação nos píncaros, faziam chacota da minoria oposicionista, espaço que agora ocupam e para o qual corretamente exigem respeito. À mídia, exceto aos jornalistas domesticados, sempre atribuíram os piores adjetivos. Dizem-se democratas, mas tratam os discordantes como inimigos. Consideram golpe um impedimento constitucional, conduzido de acordo com a Constituição e aprovado nas devidas instâncias.

Os muitos disparates de Trump contra as mulheres ao longo da campanha também não ficam longe dos pensamentos de Lula. Em janeiro de 2010, o ex não deixou dúvidas quanto ao espaço reservado no seu íntimo ao sexo oposto: “uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele”.

No mundo de Trump, da direita fundamentalista que cresce na Europa e da esquerda latino-americana, a não-política se faz com a política de nacionalismo exacerbado, com fechamento de fronteiras e protecionismo. Como se possível fosse dar um cavalo de pau no sistema econômico mundial, nas mazelas e dores – e nas delícias – do mundo globalizado.

É dizer não à tecnologia e à conexão interplanetária, à internet e às redes sociais, incluindo o Twitter que Trump tanto preza.

Ditas de forma chula – “a carnificina americana acaba aqui” – e com excesso de lugares comuns – “Os Estados Unidos começarão a triunfar novamente, como nunca antes” –, as palavras de Trump no seu discurso de posse não se diferem muito das de Adolf Hitler ao convocar arianos para construir “o triunfo de uma nova Alemanha”.

De Hitler a Vladimir Putin, de Getúlio Vargas a Juan e Evita Perón, de Hugo Chávez a Evo Morales e os Kirchners, de Fidel Castro a Lula, todos e outros tantos beberam ou ainda bebem na fonte populista em maior ou menor dose. Para tal, interpretam e distorcem fatos ao bel prazer, abusam da mentira, do vale-tudo.

Trump não está só.

Não é teoria da conspiração. É dúvida

Um dos mais famosos assassinatos de todos os tempos, o do presidente John Kennedy, em 1963, foi investigado por uma comissão presidencial de sete notáveis que produziu um relatório de 888 páginas. Até hoje, metade dos americanos não acredita na sua conclusão, de que Lee Oswald, sozinho, deu os tiros que mataram o presidente. Mesmo assim, rebatê-la exige esforço e conhecimento.

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Presos de complexo onde estão estrelas da Lava Jato relatam ‘muito temor’ com rebeliões

Coluna PAINEL

Salve-se quem puder Presos que estão no Complexo Médico Penal de Pinhais — centro que abriga estrelas da Lava Jato, como José Dirceu, Eduardo Cunha e João Vaccari Neto — relatam “muito temor” com a onda de rebeliões em presídios pelo país. A ala onde vive parte dos políticos, lobistas e empresários é contígua a uma em que ficam criminosos comuns, condenados por atos como homicídio ou estupro, por exemplo. Os detentos também têm informação de que há, sim, membros de facções no complexo.