MARINA, EM SEGUNDO LUGAR NAS PESQUISAS, FALOU AS PÁGINAS AMARELAS DA VEJA

Aos 60 anos, Marina Silva tenta, pela terceira vez consecutiva, eleger-se presidente do Brasil. Nas eleições de 2014, acomodada de última hora no PSB, chegou a figurar no topo das pesquisas, mas acabou em terceiro lugar. Hoje candidata pela Rede Sustentabilidade, legenda que criou em 2015, enfrentará condições precárias: aparições-relâmpago de oito segundos na televisão e direito a uma ínfima parcela da verba pública destinada a financiar as campanhas eleitorais. Em segundo lugar nas pesquisas, Marina acredita que a indignação popular, consequência dos escândalos de corrupção, terá peso fundamental nestas eleições, mas diz desejar que esse sentimento não “ceda ao radicalismo”. Para a ex-senadora, as intenções de voto atribuídas a seu principal oponente, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), são expressão de protesto que tende a arrefecer quando as pessoas perceberem que “saídas mágicas para o Brasil não têm base na realidade”. Veja trechos da entrevista à repórter Marcela Mattos na Veja.

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A foto da Copa é do brasileiro Rodrigo Villalba

Luiz Antônio Prósperi, de São Petersburgo / Rússia

Rodrigo Villalba, 40 anos, fez a foto da Copa da Rússia. Imagem flagrada na sua lente de 400 mm durante o jogo Senegal 2 x 0 Polônia, dia 19/6, em Moscou, ganhou o mundo. A Fifa se apoderou da foto e não deu crédito ao autor. Só depois da intervenção de uma funcionária brasileira da entidade é que o nome de Rodrigo apareceu. Em menos de uma semana alcançou mais de 650 mil de visualizações apenas no Instagram da Fifa.

O fotógrafo é brasileiro e há 10 anos exerce a profissão no futebol brasileiro e jornalismo. Já levou calote do Guarani ao não receber por um projeto de mídia implantado no clube. Villalba está na Rússia a trabalho pelo site Futebol Interior de Campinas.

Poucas horas antes de o Brasil enfrentar a Costa Rica, em São Petersburgo, Villalba conversou com o Chuteira FC e contou como fez a foto emblemática.

“Eu estava no estádio credenciado para fazer o jogo. Quando as duas seleções (Polônia e Senegal) entraram no campo, fiquei impressionado. Muito contraste. Senegal muito negro, negro. Polônia, branca. Fiquei com essa ideia na cabeça esperando por um momento.”

Villalba conta que não pensou em fazer a imagem com conotação de racismo, de, denúncia.

“Eu segui o que a Fifa prega, confraternização dos povos. Não era o negro e o branco. Não pensei nisso, nessa conotação de racismo. Fiquei esperando por um gesto entre os jogadores.”

Fotógrafo estava atento. De repente cai um senegalês e vem um polonês em socorro para o levantar do gramado. “Jogador de Senegal estendeu o braço e eu fiz a foto. Problema que ele vestia uma segunda pele verde. Pensei, assim não. Braço verde, não dá. ”

Jogo rola ainda no primeiro tempo e Villalba aponta a lente. Mané, o jogador mais famoso de Senegal, cai. Um polonês, o brasileiro naturalizado polonês Thiago Cionek, vem em sua direção, estende o braço e Mané aperta suas mãos como apoio para sair do chão. Pronto. Villalba dispara o botão e já tem a foto.

Um braço negro, outro branco. Um aperto de mãos solidárias, forte, a esmagar o mundo.

Rodrigo Villalba conta como fez a foto de Mané e Cionek no jogo Senegal x Polônia – foto: Prósperi

Satisfeito com o flagrante, “publiquei no meu Instagram”, disse o fotógrafo. Viralizou de imediato. A foto ganhou o mundo.

Colegas fotógrafos de Rodrigo Villalba se renderam à imagem. Jargão entre eles, fotojornalistas, a todo o momento que encontram autor da imagem histórica nos estádios, disparam: “Rodrigo, você já pode ir embora, voltar para o Brasil. A foto da Copa é sua”.

 

Mirante!

Espera-se de Neymar que seja um Michelangelo

O gênio nasce gênio, não é ensinado. Neymar é um desses personagens cujo dom se manifesta desde a primeira mamada. Veio ao mundo com aquele raro talento que faz os craques convencionais parecerem penas-de-pau. Para ele, o drible é fácil, a classe é natural. O gol, uma rotina. É assim desde as divisões de base do Santos. Pois bem. De um gênio espera-se genialidade, não choramingos.

Uma das características do gênio genuíno é que ele jamais se deixa estragar pelo sucesso. O êxito de Neymar é tão retumbante que acostumou mal o brasileiro. O sujeito senta na arquibancada ou defronte da tevê na expectativa de que o gênio faça com os pés o que Michelangelo fazia com as mãos: arte. Quando ela não vem, a decepção é brutal e automática. A crítica, inevitável.

Normalmente tratado pela imprensa esportiva a pão-de-ló, o gênio abespinhou-se com os reparos feitos à sua má atuação nas primeiras partidas da Copa. Neymar anotou no Twitter: “Nem todos sabem o que passei pra chegar até aqui, falar até papagaio fala, agora fazer…”

O gênio ainda não se deu conta, talvez por causa do excesso de juventude. Mas jogador de futebol que reclama das críticas é como capitão de navio que se queixa da existência do mar. Uma coisa não existe sem a outra.

“O choro é de alegria, de superação, de garra”, escreveu Neymar. “Na minha vida as coisas nunca foram fáceis, não seria agora né! O sonho continua, sonho não, OBJETIVO!” Ficou entendido que a diferença entre a genialidade e a mediocridade é que a genialidade tem limites.

Gente com vida difícil existe em cada esquina. Mas só o gênio possui salário com peso de ouro, residência em Paris, mansão em Angra, carrões na garangem, avião no hangar e namorada deslumbrante. Nessas condições, o choro é dispensável e a superação é inevitável. A garra, um imperativo lógico.

O ilógico é jogar mal e não conseguir marcar um gol em 90 minutos de jogo, esticando o martírio até a prorrogação. O gênio revela-se capaz de tudo, menos de exibir os sintomas da dor de consciência.

Para Neymar, o papaio fala porque falar é mais fácil do que fazer. Verdade. Mas um papagaio que fosse remunerado e tratado como gênio talvez ficasse com um insuportável sentimento de culpa se não pintasse uma Capela Sistina a cada partida. Por sorte, ainda há diante do gênio uma Copa por conquistar. O que leva ao título é o gol, não o choramingo.

Com Josias de Souza.

Esqueletos fósseis

De Míriam Leitão, n’O Globo

A conta de R$ 17 bilhões que a Petrobras foi condenada a pagar a 51 mil funcionários ativos e aposentados é mais um esqueleto deixado pela gestão petista. A quantia é uma enormidade. Para se ter a ideia, toda a receita estimada pelo estado do Espírito Santo este ano é de R$ 16,8 bilhões. É equivalente a 23 vezes o Orçamento do Ministério da Cultura, antes dos cortes impostos pelo governo.

O acordo foi feito pela Petrobras quando ela era presidida por José Sérgio Gabrielli e tinha um sindicalista na diretoria de Recursos Humanos. Foi considerado muito generoso na época e os dois lados comemoraram os resultados da Remuneração Mínima de Nível e Regime. Os jornais dos sindicatos explicaram como se calculava o piso e era exatamente como a empresa estava executando. E ao contrário do que foi dito por alguns ministros do TST, não trata o trabalhador em área de risco da mesma forma que o do escritório. Há diferenças de pisos. O acordo coletivo foi confirmado em 2009 e só virou um problema três anos depois de assinado, quando os sindicatos perceberam que o texto continha brechas que permitiriam outro entendimento. E, obviamente, passaram a requerer mais. Esse é o papel dos representantes sindicais.

A empresa deveria ter analisado o problema, redigido um bom acordo, feito o balanço dos riscos de maneira mais acurada ao longo dos últimos anos. O comitê que decide sobre provisionamento inclui as áreas jurídica, contábil e de conformidades e riscos. Esse comitê avaliou que não era provável que a empresa perdesse a ação. Era apenas “possível”. Assim recomendou que a estatal não fizesse a provisão. E ela deveria ter feito, tanto que perdeu a ação no TST.

A Petrobras vai recorrer e diz que tem esperança de conseguir inverter o resultado. Continua confiando na vitória apesar de o presidente do TST, ministro Brito Pereira, ter lembrado que o tribunal é a última instância em questões trabalhistas e avisado que a sentença terá que ser cumprida tão logo o acórdão seja publicado. Resta à Petrobras recorrer ao próprio TST, mas que argumentos levariam os ministros a mudar o entendimento? A empresa poderá recorrer ao STF, se houver uma questão constitucional envolvida.

Essa quantia despenca sobre a companhia quando ela se esforçava para reduzir os custos e resolver conflitos e passivos que haviam ficado das gestões anteriores do governo do PT. A empresa foi atingida pela corrupção que provocou entre outros problemas ações no exterior contra a companhia e que já custou um enorme volume de recursos para serem resolvidos. Teve também que suportar o ônus de investimentos decididos por razões políticas e que foram abandonados por serem inviáveis. Tudo teve que ser lançado a prejuízo. Aguentou por anos o custo do subsídio aos preços dos combustíveis. E agora, se for confirmada a derrota nessa ação bilionária, terá que pagar o preço de um acordo mal feito, mal redigido e mal executado. São muitos os esqueletos que ficaram da gestão petista na estatal e eles ainda não foram todos equacionados.

Os erros cometidos na administração do governo passado custaram no mínimo US$ 80 bilhões. Metade disso foi o custo de ser obrigada a vender combustível com preço controlado muito abaixo da paridade internacional. No Comperj, foram investidos US$ 13 bilhões sem retorno. O custo de Abreu e Lima que não será recuperado é calculado em US$ 10 bilhões. As duas refinarias premium que foram lançadas a prejuízo representaram US$ 1,5 bi. Tem ainda o que foi lançado como perdas por corrupção de R$ 6,2 bilhões. A compra de Pasadena representou uma perda de US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão. Na compra da refinaria Okinawa no Japão foram queimados outros US$ 400 milhões. Esses são apenas alguns dos esqueletos deixados na companhia. Bilhões em passivos tributários têm sido equacionados. Essa ação trabalhista é mais um desses esqueletos.

Apesar de a Petrobras não precisar desembolsar os recursos imediatamente, a avaliação de especialistas é de que isso cria uma insegurança jurídica para novas ações trabalhistas contra a companhia. No entanto, a empresa permanecia ontem confiante de que conseguirá provar que cumpriu exatamente o que foi negociado na ação coletiva.

EX-AMIGO DE FACHIN O CHAMA DE “VERME” APÓS MANOBRA PARA MANTER LULA PRESO

O ministro Edson Fachin, do STF, perdeu o respeito até daqueles que eram seus amigos; nesta noite, advogado Wilson Ramos Filho, o Xixo, que lecionou com Fachin na UFPR desabafou no Twitter, depois que o ministro do STF mandou arquivar ação que poderia dar liberdade ao ex-presidente Lula; Xixo o chama de “verme”; “O princípio da ‘colegialidade’ só vale contra a gente. O verme impede que seus pares apreciem a matéria”, disse o advogado em sua página no Twitter; ele já havia escrito um artigo em que, sem citar o nome, dizia: “Meu amigo morreu”

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Tumulto em bairro de Porto Alegre envolve deputado

Deputado José Otávio Germano em palpos-de-aranha

Fernando Gomes / Agencia RBS
Moradores chamaram a Brigada Militar devido ao tumulto Fernando Gomes / Agencia RBS

A tranquilidade de uma rua no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi quebrada no final da manhã desta sexta-feira (22), quando um tumulto em frente a um prédio levou os moradores a chamarem a Brigada Militar. Duas transexuais gritavam afirmando estar cobrando uma suposta dívida do deputado federal José Otávio Germano (PP), morador do local.

A guarnição da BM, composta por três soldados, tentou negociar o fim do protesto. Um dos policiais subiu ao sétimo andar, onde mora Germano, e voltou dizendo que ele iria pagar a dívida. Descrevendo o deputado como “muito alterado”, o soldado pediu que as transexuais esperassem a chegada de uma pessoa que iria trazer o dinheiro.

— Tô com o dinheiro aqui, R$ 2,5 mil. Tu vai me prometer que hoje tu vai aliviar — condicionou o soldado.

Após alguns minutos de conversa com os PMs, as transexuais aceitaram ir embora mediante a promessa de que o restante da suposta dívida será pago em breve. Uma delas mostrou à reportagem mensagens de celular em que o deputado a chamava para o seu apartamento no começo da manhã desta sexta.

Ela afirmou ter visto no convite a oportunidade de cobrar a dívida, convidando a amiga para isso. O plano teria sido frustrado quando o político bloqueou o contato no celular, o que teria movido as duas a promoverem o tumulto em frente ao prédio.

GaúchaZH entrou em contato com a Brigada Militar para que se manifestasse sobre o episódio, mas o 11º BPM disse que não foi registrada ocorrência. No sábado,  o batalhão divulgou que os soldados vão responder a uma sindicânciapara esclarecer por que mediaram o pagamento.

Procurado pela reportagem, Germano não atendeu as ligações. No seu gabinete, em Brasília, também ninguém atendeu. Neste domingo (24), o deputado publicou um esclarecimento em suas redes sociais (leia a íntegra abaixo). O deputado é réu em duas ações penais da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Por conta dos processos, dirigentes do PP já apresentaram um pedido à direção estadual do partido pedindo que ele não concorra nas eleições de outubro.

O QUE DIZ JOSÉ OTÁVIO GERMANO

“Surpreendido com a repercussão recebida por um episódio onde fui vitima de grosseira tentativa de extorsão, sinto-me no dever de prestar esclarecimentos aos gaúchos que me conhecem e acompanham minha trajetória pública.

Os diálogos registrados através de mensagens apenas confirmam a minha disposição de sair desse assunto, ao identificar que se trata de armação com evidente propósito de denegrir minha imagem pública.

Vivemos um momento de pré-julgamentos definitivos, nas mídias e nas redes sociais, especialmente, em episódios que envolvam agentes políticos.

Desejo por esta razão, ao reiterar minha isenção nesse episódio, ao mesmo tempo pedir desculpas pelo constrangimento que este fato possa ter causado a meus familiares, minhas filhas, aos amigos e a todos que acreditam no meu trabalho.

Minha resposta a partir de agora, será estar mais alerta a tais tipos de armação, típicas da baixa política praticado por pessoas inescrupulosas, é redobrar meu trabalho como forma de demonstrar definitivamente o propósito que me move como homem público e representante de significativa parcela do povo gaúcho, junto ao Congresso Nacional.

Ainda, sobre o fato ocorrido, deixo claro que se trata de oportunistas interessados em denegrir minha imagem diante da opinião pública, pois, no dia 12 de junho, às 19h26min, recebi mensagens ameaçadoras com teor idêntico ao colocado em prática a frente da minha residência. Reproduzo abaixo textos que recebi e tornarei público apenas dois, quando dizia o texto:

“3.5 é o número que eu ou alguém vai gritar por mim aí na frente do teu prédio.”

“Só vou parar quando tu avisar o porteiro que o dinheiro está na conta.”

Quanto ao conteúdo das ameaças que recebi, já o encaminhei ao meu advogado para que seja tomado as medidas necessárias para identificar e responsabilizar o autor.

Embora esteja muita triste com isso, reitero que durante minha vida toda tive que passar por desafios e provações, essa é mais uma, e com a benção de Deus superarei, pois a verdade sempre prevalecerá.”

FONTE

 

Bonato perdeu novamente. É a praxe


Bonato e sua advogada Márcia Miglioli de Carvalho tentaram me processar sem sucesso

Ano passado o Bonato (cheio de moral), em companhia de sua advogada Márcia Miglioli de Carvalho, foram até a 6ª SDP e pediram para falar com o delegado chefe. Prontamente atendidos, disseram-lhe que estavam no local para representar criminalmente contra este editor. As denúncias eram de calúnia, difamação e injúria (colocaram tudo). Mostraram-se preocupados com a possibilidade de o denunciado não ser encontrado para ser intimado da bronca. Doutor delegado os tranquilizou dizendo que isso não aconteceria, pois sou pessoa pública, muito conhecido, e coisa e tal…
Próximo passo, audiência para tentativa de conciliação no fórum, que não teve sucesso devido a intransigência do autor. Nas palavras da advogada dali para frente seria assim: escreveu, vem processo. Perderam a paciência comigo. Estavam bravíssimos.
E lá fui eu aguardar os tais seis meses para que a representação fosse registrada para preparar minha defesa. Sabe o que aconteceu? Doutora advogada não representou, doutor juiz arquivou o procedimento. Só posso concluir uma coisa: a advogada deve ter faltado á aula nesse dia, quando se tratou deste tema. Não tem outra explicação.
Isso, meus caros, vem corroborar mais uma vez aquilo que sempre falei do Bonato: O gajo é incompetente. Até o recôndito da alma. Em tudo que se meteu ao longo da vida terminou em trapalhadas. Vou repetir:
Ás inúmeras tentativas que fez de virar dono de restaurantes, fracassaram todas. A agencia de publicidade faliu. A tentativa de virar pintor fracassou (Justiça eleitoral confiscou os quadrinhos todos). A outra de virar cineasta também foi pro vinagre. O tal jornaleco vive claudicando. Se o vermelho não se eleger vai fechar.
O tal festival de humor acabou tudo na Justiça, sendo que o Paulo McD só não se tornou prefeito, em parte, por isso.
Em suma, o Bonato é um trapalhão. Não me sinto confortável um dizer isso, mas desgraçadamente é a  mais cristalina verdade.  Acho até que desperdiçaram o título de cidadão honorário que o vereador Marcio Rosa lhe deu. Bonato segue condenado por improbidade administrativa pela Justiça federal. Herança do fest/humor.