“(…) uma hiena loira de nariz arrebitado, casada com uma gran-hiena, um dos líderes do ataque ao paquiderme público, assegura: “Está tudo normal! Não há motivo algum para uma CPI! Estão tentando fazer política eleitoral com uma situação absolutamente normal”.- Trecho do artigo do deputado Ademar Traiano (PSDB) publicado neste despretensioso blog.

21abr

Ganhadora do Prêmio Esso de Telejornalismo 2013, a reportagem “As crianças e a Tortura”, exibida pela Record, deixou de reconhecer um de seus coautores. Jornalista e cinegrafista, Gilson Dias teve seu nome retirado da lista de indicados para a comissão. “Há quase 60 anos, o prêmio é considerado o Oscar do jornalismo nacional. A exclusão de meu nome foi a maior decepção da minha vida profissional. Até hoje eu conto aos meus amigos e familiares, mas ninguém acredita”, explicou o profissional. O problema só foi resolvido após ação judicial.

----gilsondias1604Repórter-cinematográfico, Gilson Dias foi reconhecido com Prêmio Esso (Imagem: Arquivo Pessoal)O advogado que representou Dias, Kiyomori Mori, disse que a comissão do prêmio foi eficiente e responsável para atender o requerimento de retificação apresentado no Rio de Janeiro. “Nas imagens da série de reportagens é possível assistir por diversas vezes o crédito dado a Gilson Dias, como um dos corresponsáveis pela reportagem. A TV Record indicou 11 pessoas como coautores, entre eles repórteres, produtores, editores e até da equipe técnica, e todos eles foram reconhecidos pela comissão como responsáveis pelo trabalho e ganharam o prêmio. Não tinha o menor motivo por ter excluído o Gilson Dias da lista de indicados”, explicou.

Mori ressaltou que o erro aconteceu por causa da Record, que não informou que Dias deveria ser incluído entre os coautores, mesmo após a premiação errônea. “Ele pediu diversas vezes para que a comissão fosse informada, mas nada foi feito, o que demonstra o seu descaso com o profissional que trabalhou por 15 anos, teve perda auditiva e acabou demitido sem justa causa”.

No processo, além da correção a da premiação financeira, Dias, que é formado em jornalista desde 1990 e atualmente é contratado pelo SBT, pediu que fosse veiculada reportagem no ‘Jornal da Record’ retificando os nomes dos vencedores, semelhante a que foi divulgada em seguida da premiação. “O direito está previsto na lei que regula a liberdade de informação (lei 5.250/67), e obriga a transmissora a fazer uma nova reportagem em rede nacional indicando que o Gilson foi também um dos vencedores do prêmio”, lembrou o advogado.

A comissão do Prêmio Esso já entregou o certificado ao jornalista, que divulgou o documento em redes sociais. Dias tem em sua carreira outros prêmios, como a 33ª edição do Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos e o 13º Prêmio CNT de Jornalismo.

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20abr

Estou passando a Páscoa em Curitiba, por isso essa coluninha meia-boca desta segunda-feira. Terça-feira prometo dar um upgrade na bichinha. Vou falar de um muquirana que vive aprontando em Foz, sempre querendo se passar por vítima, mas não passa de um oportunista de carteirinha. Grande muquirana!

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20abr

Veículo identificou elo entre Youssef e deputado Luiz Argôlo, que nega

O doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato, mantinha um serviço de entrega de dinheiro vivo a seus clientes. É isso que aponta reportagem publicada neste fim de semana pela revista “Veja”. A publicação teve acesso a escutas feitas pela Polícia Federal e registrou conversas sucessivas entre o doleiro, identificado como “Primo”, e um interlocutor frequente — possivelmente um de seus clientes — conhecido pela sigla “L.A”. Em mensagens trocadas em setembro passado, “L.A.” cobrou de Youssef um pagamento.

— E aí? — perguntou “L.A”.

— Meninos foram para o banco agora. Vamos ver o que conseguimos sacar e vamos para aí — respondeu o doleiro.

Segundo a revista, no dia seguinte “L.A.” ligou novamente, e Youssef pediu a confirmação do endereço de entrega. Seu interlocutor respondeu então fornecendo um endereço completo. Horas depois, o doleiro escreveu: “Já chegou. Desembarcando. A caminho”. O endereço da entrega da encomenda é, segundo a “Veja”, o do apartamento funcional onde mora o deputado baiano Luiz Argôlo, que recentemente trocou o PP pelo Solidariedade.

O deputado nega ser “L.A.” e diz à revista que tudo não passa de uma ilação. Segundo “Veja”, no entanto, há outros fatos que ligam o deputado a Youssef. O doleiro teria transferido R$ 120 mil a Vanilton Bezerra, chefe de gabinete de Argôlo. Mas Bezerra nega essas transações.

Em outubro, “L.A.” avisou ao doleiro: “A fatura da Malga este mês será de 155. Preciso receber na data, por favor”. A Malga Engenharia é uma das empresas de fachada usadas pelo doleiro para receber repasses de propina.

“L.A.” dá a entender, segundo a reportagem, que tem uma espécie de conta clandestina com Youssef: “Tenho o saldo 36”, escreveu ele, ao fazer um balanço dos pagamentos recebidos do doleiro no fim do ano passado.

Procurado pela revista, o deputado reafirmou que não possui qualquer ligação com as investigações da Polícia Federal e estranhou “divulgações acerca de depósito indevido em conta de um assessor” de seu gabinete.

Enquanto esteve no PP, Argôlo era próximo de pessoas importantes do partido, como o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. Um irmão do ex-ministro, Adarico Negromonte, ia com frequência ao escritório do doleiro, mas, segundo ele, por uma infeliz coincidência: à revista, Adarico Negromonte afirmou que lá visitava um amigo que havia prometido lhe arrumar um emprego.

A revista lembra ainda que a segunda fase da Operação Lava-Jato deve esclarecer as dúvidas em relação a diversas mensagens e telefonemas dados e recebidos pelo doleiro. Fonte

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20abr

André Vargas, que de todo poderoso caiu em desgraça repentinamente, estava em São Paulo na última terça-feira e precisava se deslocar para Brasília. Com medo de sofrer represálias desistiu da viagem aérea e preferiu fazer o trajeto em carro. Fonte 

 

 

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20abr

 

‘O DOLEIRO DO PARANÁ’ – Youssef ‘aparece’ no final dos anos 90 em Londrina e Maringá

Pivô hoje da Operação Lava Jato, doleiro figura em processos antigos ao lado de políticos do Paraná

A extensa ficha do doleiro Alberto Youssef em processos envolvendo agentes públicos começou no final dos anos 1990, em Londrina e Maringá. Em Londrina, o doleiro é alvo de um único processo, que tramita desde outubro de 2000 na 4ª Vara Criminal. “É inacreditável, mas é verdade. O processo está há mais de 13 anos sem solução”, afirma o promotor Cláudio Esteves, um dos autores da ação em que o doleiro, ao lado de funcionários do alto escalão do extinto Banestado, é acusado por formação de quadrilha, falsificação de documento público, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Em Maringá, o doleiro responde a uma ação criminal e três por improbidade, que juntas apontam desvio de R$ 80 milhões da prefeitura – valor que corrigido chega a R$ 2 bilhões, segundo estimativa do procurador de Justiça José Aparecido Cruz, responsável pelas ações quando era promotor em Maringá. Em duas ações civis públicas por improbidade, Youssef foi condenado em junho de 2010 em primeira instância à suspensão de direitos políticos e a devolver recursos. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça e ainda não há decisão.

Nestes dois casos, também são réus o ex-prefeito Jairo Gianoto (1997-2000) e o ex-secretário de Fazenda Luiz Antonio Paolichi (assassinado em outubro de 2011). Um dos processos, em que o ex-deputado federal José Borba também é acusado, o MP apontou desvio de R$ 46 milhões. Borba teria sido beneficiado com R$ 92 mil desviados da Prefeitura de Maringá, dinheiro que teria sido utilizado para quitar dívida previdenciária. “Youssef agia emprestando dinheiro para aquisições de bens feitas por Gianoto e Paolichi e depois recebia em dinheiro desviado, com cheques da prefeitura”, afirma Cruz, que chegou a firmar acordo de delação premiada com o doleiro.

Outra ação por improbidade ainda tramita na Comarca de Maringá. Nela o MP relatou desvio de R$ 24 milhões, envolvendo o ex-prefeito Said Felício Ferreira (1993-1996), entre outros réus. Este processo ainda não foi julgado. Também pesa contra Youssef uma denúncia que tramita na 3ª Vara Criminal, em que ele é acusado de formação de quadrilha e peculato. Também são réus nesta ação a irmã do doleiro, um primo do doleiro, uma cunhada (irmã de sua esposa) e funcionário, além de agentes públicos.

Cruz lembrou que, ao investigar o esquema de desvio de dinheiro da Prefeitura de Maringá, viajou para cidades no Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão. Ele ouvia pessoas em cujas contas eram depositados cheques da prefeitura da cidade paranaense. “Ouvi o dono de uma casa de câmbio em Manaus que havia recebido dinheiro desviado”, contou. “Era um esquema muito simples de desvio de recurso e os agentes pareciam não ter medo de serem descobertos.”

AMA/COMURB E BANESTADO

Enquanto o MP de Maringá tentava estancar os desvios em que Youssef era coadjuvante, em Londrina os promotores acusaram o doleiro de ser o “líder da quadrilha” que criou uma empresa de fachada, a Freitas e Dutra, para lavar dinheiro. Uma conta corrente em nome da empresa fictícia foi aberta no Banestado e pelo menos R$ 120 mil foram depositados.

O depósito era um cheque emitido pelo proprietário de uma empresa sediada em Curitiba que havia vencido licitação fraudada em Londrina. O dinheiro, segundo a ação, era proveniente de crimes de peculato, fraude em licitação e formação de quadrilha, que envolvia o ex-prefeito Antonio Belinati (1997-2000), secretários municipais e servidores no escândalo que ficou conhecido como caso Ama/Comurb – um esquema que consistia em fraudar licitações na Autarquia do Ambiente e na Companhia de Urbanização para desviar dinheiro para pagamento de campanhas eleitorais. Um dos beneficiados com dinheiro desviado foi o deputado federal licenciado André Vargas (PT). Ele foi condenado a devolver R$ 10 mil que recebeu para a campanha do PT em 1998.

Os R$ 120 mil cobrados na ação foram sacados no dia seguinte ao depósito, fracionados em quantias de R$ 15,9 mil, para não alertar o setor de fiscalização do Banco Central. O autor dos saques não foi identificado.

Youssef, que demonstra ser afeito a acordos em troca de redução de pena, não quis colaborar com as investigações em Londrina e acabou sendo preso cautelarmente em dezembro de 2000. Os promotores apuraram que ele operava pelo menos 30 contas em nome de “fantasmas” no Banestado com objetivo de lavar dinheiro e destinar parte para contas no exterior. Os inquéritos foram conduzidos pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal assumiu o caso.

Desvios por meio do extinto Banestado também renderam ao doleiro um processo que tramita na Justiça Estadual em Curitiba. O MP acusou Youssef e antigos diretores do banco de desvio de R$ 16 milhões por meio de empréstimos irregulares feitos pelo então diretor de Câmbio e Operações Internacionais do Banestado “o qual, visando beneficiar terceiros, passou a deferir os referidos empréstimos para empresas de sua preferência, de forma ilegal e com propósitos escusos, tendo como única garantia, notas promissórias com aval dos sócios das empresas rés, já com o propósito de não serem cumpridas em seus vencimentos”.

Em primeiro grau, o juiz – apenas analisando documentos – considerou a ação procedente e condenou os réus. Porém, o TJ anulou a sentença em setembro do ano passado por entender que é necessário a chamada instrução, ouvindo testemunhas e acusados. A fonte desta matéria está aqui

 

 

 

 

 

 

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20abr

* Rogério Antonio Lopes
Brasil: ninguém segura a corrupção

A corrupção é uma praga tão antiga quanto a percepção da existência do espírito humano.

Já na primeira fração desse lampejo é possível que a corrupção estivesse presente, evidente que não em forma de “dinheiro na cueca” e nem de mensalão, mas no olhar furtivamente pecaminoso, procurando uma brecha para agir, uma fraqueza para sangrar. De lá para cá não parou mais, e até hoje onde houver um ser humano lá estará a maldita corrupção, assim como o amor, a generosidade e as realizações, ou seja, isso sempre vai existir, não há meio de acabar. Uma diferença porém, é de se destacar: o nível da corrupção. 

Em países desenvolvidos como Suécia e Finlândia, também se verifica a corrupção, porém em níveis “aceitáveis”, já no Brasil a impressão que se tem, é que o nível de aceitabilidade da corrupção e dos corruptos está mais obsequioso que hímen complacente. Como diria Olavo de Carvalho parece que o cidadão toma na cabeça – para não dizer outra coisa – e ainda sai dando risada. 

De certo modo o “fenômeno” é explicável. 
 
Em razão do nível educacional medíocre que o país oferece a seus cidadãos, os quais em sua maioria não tem condições de analisar adequadamente o contexto político, econômico e sociológico, a característica patriarcal acaba sendo uma realidade, apesar de todas as “políticas afirmativas” de vão desde ajuda de custo para o sujeito que está preso, até as neo cotas em universidades para dependentes químicos e “simpatizantes do sexo alheio”. 
 
Nesse contexto o exemplo é algo extremamente determinante. Nossas autoridades – temos autoridades dignas de serem canonizadas tal a retidão e lisura de seus atos – se superam a cada dia nos exemplos de corrupção. 
 
Esses maus exemplos legitimam desde as condutas dos flanelinhas que ameaçam e extorquem em todo o território nacional, passando pelo funcionário da farmácia que abre a caixa e tira o remédio lesando o cliente, até os rombos bilionários que emporcalham saúde e educação. As palavras comovem mas são os exemplos que arrastam, e para a corrupção arrastam mais ainda. 
 
Hoje se percebe funcionários desviando dinheiro destinado a compra de próteses, cadeiras de roda, remédios, enfim, nem os seculares asilos para idosos estão conseguindo escapar dessa onda de indecência e devassidão que tem permeado os serviços públicos e sociais sem que despertem a mínima indignação. 
 
A corrupção, ou melhor os corruptos, são engenhosos na sanha de se apropriarem do dinheiro público. Não é incomum conseguirem encherem as suas burras através de atos normativos imundos e saburrentos, a criatividade desse pessoal não tem limite. 
 
Onde vamos parar com essa orgia de devassidão do caráter e estupro cotidiano dos valores éticos e morais ? Simples: não vamos parar. 
 
Querem ver o porque ? 
 
Em pesquisa realizada pelo CRIP (Centro de Referência do Interesse público) – cerca de 97%- dos brasileiros consideram a corrupção um fenômeno grave ou muito grave de nossa vida pública. Muito bem, então já temos de plano uma massa de aproximadamente seis milhões de corruptos declarados. 
 
Dos outros 97% cerca de 50% tem potencial corruptível, ou seja, em “condições favoráveis” – leia-se: quando o cara acha que não vai ser descoberto – não pensaria duas vezes em “meter a mão”. 
 
Para concluir este quadro tétrico lembro Roberto Campos: “o Brasil só vai melhorar, diminuir as diferenças deletérias e guindar a corrupção em níveis aceitáveis quando a educação for de alta qualidade e houver um controle razoável de natalidade”. 
 
Alguma dúvida que a coisa só vai piorar ?

* Delegado Rogério Antonio Lopes é diretor do DPI – Divisão de polícia do interior.

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