Espaço do Leitor

Senhor língua, com tantas licenças sanitárias que precisam ser liberada, como a Prefeitura explica que duas irmãs, as duas  técnicas em Alimentos, estão trabalhando na controladoria? O certo não é mandar os técnicos exercerem a função pra atender o povo?

Obrigado.

MAGISTRADO JUSTO

O PENSAMENTO ULTRA-CONSERVADOR DO VEREADOR BRITO

Vereador Brito está, prá variar, envolvido em nova polêmica. O nobre edil dublê de médico/vereador não gostou nada da tal ideologia de gênero que está sendo discutida no Congresso Nacional. Está preocupado com a moral e os bons costumes. Segundo sua ótica se passar a lei, tornar-se-á possível que professores discutam em salas de aulas questões ligadas a política, ideologias, sexualidade de seus alunos, etc, etc. Pergunta-se: Qual o prejuízo que isso acarretará aos alunos?  Famílias brasileiras, grosso modo, não têm coragem de tratar dessa questão em família. Preferem eclipsar o assunto posto ser mais prático e menos trabalhoso.

Vejamos:

O professor é o senhor soberano em sala de aula, abnegado, e se está lá é porque preparou-se. Ponto.  
Isso posto, o vereador Brito tenta aprovar projeto de lei chamado “Escola Sem Partido”. Se se aprovada a lei os professores não poderão abordar determinados assuntos em sala de aula. Tipos política, ideologias, sexualidade etc, etc.
Ora, isso nos parece uma espécie de “cabresto”, querer patrulhar (na ditadura criou-se o termo “patrulhas ideológicas”) á atuação destes mestres em salas de aula. Uma ato repressor incabível em pleno século  XXI. Um retrocesso. Sem falar que o senhor é presidente de partido político, e não quer que as crianças saibam o que é isso? 

Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você… sábio ditado.

Vereador Brito, na Suécia e Holanda, dois países campeões em qualidade de educação no planeta, alunos não são tratados como “menino” ou “menina”. Lá eles são chamados de crianças. Se em determinada momento de suas vidas essas crianças se interessarem por pessoas do mesmo sexo, isso é visto com naturalidade, e não como ato atentatório as boas práticas.
Em 15 de maio de 2013, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprova uma nova resolução que obriga cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.
O Brasil tenta á duras penas modernizar-se, os primeiros passos surgem no horizonte com reformas necessárias que se embrionam. E o senhor como legítimo representante do povo deveria rever sua linha de pensamento, que, ao nosso ver, estão ultrapassadas, para não dizer retrógradas. Se essa sua lei for aprovada vai dar Fantástico na terrinha… e o senhor vai ficar famoso…

O SINPREFI, Sindicato dos Professores da rede Municipal de ensino, preocupado com o alcance dessa lei se aprovada, emitiu nota que você confere abaixo:

O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu lançou ontem (22) nota pública se posicionando contra o projeto do vereador Dr Brito (Patriota) sobre a “Escola sem Partido”. Na opinião do Sinprefi, os professores “terão seus direitos de liberdade de expressão cerceados dentro de sala de aula, num ato claro de tentativa de amordaçar os profissionais da educação e de desrespeito à seriedade do trabalho realizado com os alunos”. Ao lançar o projeto, no mês passado, o vereador Dr Brito afirmou que a medida busca “prevenir a prática da doutrinação política e ideológica nas escolas, bem como a usurpação do direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”. Acrescentou que “é fato notório que professores e autores de livros didáticos utilizam de suas aulas e de suas obras para tentarem obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas; e para fazer com que eles adotem padrões de julgamento e de conduta moral – especialmente moral e sexual – incompatíveis com os que lhes são ensinados por seus pais ou responsáveis”.

 

 

Os novos ricos da Lava Jato

Operação produz uma nova casta de milionários: os advogados criminalistas pagos a peso de ouro para livrar das grades os poderosos acusados de corrupção

VEJA

Algumas das marcas que a Lava Jato registrou até agora dificilmente serão superadas tão cedo. Na lista de milionários que a operação transformou em réus estão integrantes de duas das dez famílias mais ricas do Brasil. Somados, o patrimônio dos Odebrecht e dos Batista superam 8 bilhões de dólares. Estão, também, cinco donos e presidentes das maiores empreiteiras do país, cujo faturamento total representa mais de 26% de todo o dinheiro movimentado pela construção civil no Brasil. Estão, por fim, 37 políticos aparentemente muito bem remunerados pelos serviços ilicitamente prestados, tanto que o montante de propinas pago a parlamentares e agentes públicos pelas empresas envolvidas no petrolão já bateu na casa dos 10 bilhões de reais.

A essa fieira de cifras superlativas, outra se junta agora. Ao longo dos três anos de duração da maior operação anticorrupção do Brasil, o cortejo de ricos que desfilou pelas barras dos tribunais não deixou lá apenas a inocência. Uma parte de sua fortuna ficou por ali também — mais especificamente no bolso dos advogados contratados para defendê-los. Antes da Lava Jato, eram cerca de quarenta as grandes bancas de criminalistas do país, concentradas sobretudo em São Paulo e no Rio. Hoje, esse número dobrou. O novo mercado abrange Brasília e Curitiba e emprega uma rede de mais de 1.200 profissionais, que inclui desde o recém-formado encarregado de ir à penitenciária só para levar roupa lavada ao encarcerado vip até os defensores que não protocolam uma petição em tribunais superiores por menos de 1 milhão de reais. Poderosos entre os poderosos, esses supercriminalistas têm em torno de 40 anos, vêm de faculdades fora do eixo tradicional e já cobram entre 5 milhões e 8 milhões de reais por causa — pouco abaixo dos 10 milhões dos advogados da velha-guarda.

Adriano Bretas, que ilustra a foto da capa de VEJA nesta semana e a desta reportagem, é uma das mais jovens estrelas da geração Lava-Jato. Aos 35 anos, trocou a sala de 40 metros quadrados no centro de Curitiba por um andar inteiro no mesmo prédio. “Desfruto de um padrão de vida que jamais sonhei ter”, admite. O novo padrão inclui ótimos vinhos e charutos cubanos Cohiba Behike (350 reais a unidade). Formado na Faculdade de Direito de Curitiba e filho único de um criminalista, ele hoje acompanha cerca de cinquenta processos da Lava-Jato relacionados a quinze clientes. Estima-se que já tenha embolsado em razão da operação algo na linha de 20 milhões de reais.

Aos 34 anos, Ticiano Figueiredo é outro dos novos ricos. Em sua carteira de clientes figuram nomes como o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os empresários Joesley e Wesley Batista. Pouco mais de dez anos atrás, Figueiredo alternava o curso de direito na Universidade de Brasília com o trabalho de promoter de festas na capital federal. Morava em um apartamento de paredes finas no bairro de classe média do Sudoeste, em Brasília, e tinha um Ford Fiesta na garagem. Hoje, vive em uma casa de 5.000 metros quadrados no Lago Sul, dirige um SUV da montadora Jaguar e comemora vitórias profissionais com brindes de Château Pétrus (era dia claro ainda quando, numa quinta-feira de outubro, ele e seu sócio abriram uma garrafa do tinto bordelês, safra 1973, comprado em leilão por 9.000 reais, para comemorar a aceitação do pedido de desbloqueio na Justiça de 60 milhões de reais dos irmãos Batista).

 

Mesmo preso na penitenciária de Foz do Iguaçu detento comandava perigosa quadrilha

PF cumpre 12 mandados de prisão em operação contra tráfico de drogas e corrupção de menores no Paraná

Ação também combate os crimes de roubo e homicídios em várias cidades do estado.

Polícia Federal faz operação contra organizações criminosas no Paraná

Polícia Federal faz operação contra organizações criminosas no Paraná

A Polícia Federal (PF) cumpriu doze mandados de prisão preventiva na manhã desta sexta-feira (24) em uma operação contra tráfico de drogas, roubos, homicídios e corrupção de menores em Cascavel, Londrina, Nova Aurora, Foz do Iguaçu e Ubiratã, no Paraná.

A operação foi batizada de Égide. Do total de prisões, sete são contra pessoas que já estavam detidas.

De acordo com as investigações, os suspeitos buscavam a liderança no tráfico de drogas em Ubiratã, no oeste do estado, e agiam de várias formas. Um deles, cometia o crime de dentro da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu 2 (PEF 2) com o auxílio de telefones celulares e menores de idade.

Conforme a PF, dois celulares foram apreendidos em uma das celas da penitenciária na manhã desta sexta.

Quadrilha traficava drogas em Ubiratã, no oeste do Paraná (Foto: Divulgação/PF)

Quadrilha traficava drogas em Ubiratã, no oeste do Paraná (Foto: Divulgação/PF)

Ao todo, foram expedidos 34 mandados judiciais. Desses, 12 são de prisão preventiva, 20 são de busca e apreensão e dois são de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

Até a última atualização da reportagem, faltavam cumprir os mandados de busca e apreensão.

Os crimes investigados na operação são organização criminosa, homicídio, tentativa de homicídio, latrocínio, corrupção de menores e porte ilegal de arma.

O nome da operação faz referência à proteção que a PF representa para a sociedade, segundo a corporação.

Integrantes da quadrilha buscavam a liderança do tráfico em Ubiratã (Foto: Divulgação/PF)

Integrantes da quadrilha buscavam a liderança do tráfico em Ubiratã (Foto: Divulgação/PF)

Com G 1 PR