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Vacina russa contra covid-19 pode ser produzida em Brasília

Diretor de Negócios Internacionais da União Química, o ex-deputado Rogério Rosso trabalha diretamente em um acordo com a Rússia para a produção da Sputnik V, a vacina contra covid-19, em Brasília. Um acordo de confidencialidade mantém os termos da negociação em sigilo.

Mas dois técnicos da União Química foram a Moscou discutir o assunto e iniciar as tratativas para a transferência da tecnologia. Rosso deve embarcar na segunda quinzena de outubro. O ex-deputado disse confia totalmente na eficiência da vacina para a imunização contra o novo coronavírus.

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Boiada tóxica

Conselho subserviente ao ministro Ricardo Salles revoga proteção garantida a mangues e restingas

Tela de reunião virtual dividida em nove, com uma pessoa em cada espaço.
O ministro Ricardo Salles (no alto, à esquerda) com membros do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) durante reunião virtual. – Reprodução/Youtube

Ninguém pode acusar Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, de descumprir a missão recebida do presidente Jair Bolsonaro: solapar o sistema de proteção de recursos naturais no país. Para repetir a frase cínica usada pelo titular da pasta em abril, trata-se de “passar a boiada”, como o golpe aplicado na reunião de segunda-feira (28) do Conama, conselho nacional da área.

Caíram de uma só vez três resoluções do órgão. Na manobra mais grave, revogou-se a proteção garantida a manguezais e restingas. Outra desfez a obrigação de manter vegetação no entorno de reservatórios de água. A terceira suspendeu a necessidade de licenciamento ambiental para projetos de irrigação.

Antes que a reunião terminasse, Salles também fez autorizar a queima de certos poluentes, como alguns defensivos agrícolas, em fornos para produção de cimento —resíduos problemáticos, assim, chegarão ao ar que respiramos.

Facilitar sua ocupação favorece a carcinicultura, indústria da criação de camarões que gera raros empregos e muita poluição. Não se entende por que o Conama põe o interesse de poucos à frente do geral e do sustento de milhares de caiçaras que exploram os mangues, nem por que entrega frágeis áreas de restinga à especulação imobiliária.

Salles aplainou o caminho da boiada ao transformar o Conama num órgão sob controle do ministério. Antes de sua chegada ao governo federal, o conselho contava com maior diversidade: organizações da sociedade civil tinham 23 assentos (hoje são 4), e governos estaduais, um representante cada (o total foi reduzido de 27 para 5).

O ministro quer eliminar qualquer contribuição de ONGs e da academia na definição de políticas ambientais. Desregulamentar, quando há excesso de exigências, e rever normas problemáticas ou mal definidas não é pecado, mas o aperfeiçoamento tem de se fundamentar em discussão transparente e calcada em estudos técnicos.

O atropelo capitaneado por Salles a mando de Bolsonaro pode revelar-se uma vitória de Pirro, pois redundará em prolongada judicialização. Seu método implica aumentar a insegurança jurídica, o que aventureiros tomarão como carta branca para aumentar a devastação.​

 

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A PF não pode virar polícia política, André Mendonça

Se não é liberticida de coração, o ministro da Justiça, André Mendonça, está bancando sê-lo. Como noticiamos há pouco, a Polícia Federal, que está sob o guarda-chuva da sua pasta, incluiu Ricardo Noblat no mesmo inquérito que investiga comentários idiotas de Guilherme Boulos nas redes sociais sobre Jair Bolsonaro. Em 27 de março, Noblat comentou no Twitter: “Do jeito que as coisas vão, cuide-se Bolsonaro para que não apareça outro louco como o Adélio”. O jornalista estaria sugerindo que as pessoas deem facadas no presidente, segundo a livre interpretação do deputado José Medeiros, do Podemos, usada pela PF para partir para cima de Noblat.

O jornalista, que já é alvo de outro inquérito por ter compartilhado uma charge de Aroeira ironizando o comportamento de Bolsonaro na pandemia, disse ao UOL:  “Eu fiz o comentário na sequência de um outro comentário que alguém tinha colocado e eu interpretei como um sinal de ameaça. Eu só comentei aquele tuíte que tinha aparecido. Não estava instigando coisa nenhuma. Eu estava dizendo que tem louco para tudo.”

Tem mesmo. Tem louco até para colocar a Polícia Federal para perseguir jornalistas. Mas é loucura com método, assim como na época em que Lula era presidente da República. Durante o governo petista, a polícia não era usada contra o varejo — comentários e opiniões –, mas diretamente contra o atacado, as reportagens sobre escândalos de corrupção e assemelhados. No governo de Jair Bolsonaro, o objetivo é intimidar a imprensa no varejo, para tentar evitar o atacado. Em ambos os casos, a principal vítima é a Constituição.

O Antagonista

 

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Ação contra desvios de verbas destinadas à saúde apreende R$ 266 mil na casa de secretário municipal

  Operação mira esquema gigantesco de corrupção na área da saúde
Operação mira esquema gigantesco de corrupção na área da saúde

Uma operação que apura desvios de dinheiro público na área da saúde apreendeu R$ 266 mil na casa do secretário municipal de Saúde de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta terça-feira (29). O agente foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Ele não foi preso.

A ação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, prendeu sete pessoas em Curitiba, Pinhais, Araucária, Campo Largo e Londrina, e cumpriu 18 ordens de busca e apreensão.

Durante buscas realizadas em um imóvel localizado em Pinhais, a Polícia Civil apreendeu R$ 25 mil em espécie. Na local, uma mulher foi presa suspeita de ser a operadora financeira da associação criminosa.

O que diz a prefeitura

Por meio de nota, a Prefeitura de Araucária informou que vai colaborar com todas as informações que forem necessárias.

O secretário municipal da saúde, Carlos Alberto Andradedisse à prefeitura que os recursos encontrados em casa são lícitos e declarados no imposto de renda. O município afirma que Andrade apresentará os comprovantes à Justiça assim que for solicitado.

A nota acrescentou que o secretário também fez uma reunião com servidores da pasta para dar satisfação.

Raio X

Dinheiro apreendido em operação contra desvios de verbas destinadas à saúde — Foto: Polícia Civil do Paraná/Divulgação

Dinheiro apreendido em operação contra desvios de verbas destinadas à saúde — Foto: Polícia Civil do Paraná/Divulgação

A ação batizada de “Raio-X” foi deflagrada depois de dois anos de investigação e cumpriu, no país todo, quase 300 ordens judiciais.

São investigadas organizações sociais que administram hospitais públicos e são suspeitas de firmarem contratos superfaturados com a conivência de agentes públicos.

No Paraná, foram autorizados o cumprimento de 11 mandados de prisão e 18 ordens de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, quatro mandados de prisão não foram cumpridos, os alvos não foram localizados no Paraná. No entanto, ainda de acordo com a polícia, essas pessoas têm endereços em cidades de outros estados, onde podem ter sido localizadas.

No norte do Paraná, duas pessoas foram presas. Segundo o advogado de um dos presos, ele era funcionário de uma empresa de Araçatuba que alugava equipamentos de Raio-X para a prefeitura do interior de São Paulo. A defesa afirma que o homem foi desligado da empresa há cerca de um ano.

Todas as prisões são temporárias e os presos serão levados para São Paulo, onde prestarão esclarecimentos e ficarão detidos.

Com G 1 PR

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Boulos terá que explicar críticas a Bolsonaro em depoimento à PF

O advogado de Boulos, Alexandre Pacheco Martins, compareceu à sede da corporação, em Brasília para saber mais detalhes da intimação

 (crédito: AFP / NELSON ALMEIDA)
O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSol, Guilherme Boulos, foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento por conta de críticas na internet ao presidente Jair Bolsonaro. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, que diz que ele deve ser interrogado como parte de um inquérito aberto pelo Departamento de Inteligência Policial (DIP). O Correio entrou em contato com a PF para saber mais detalhes da investigação contra o político, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Ao tomar conhecimento da decisão, Boulos usou as redes sociais para repudiar a atitude da corporação. Ele alegou que a PF foi usada indevidamente por Bolsonaro, contra quem concorreu à Presidência da República nas eleições de 2018.

Segundo Boulos, o presidente quer intimidá-lo e prejudicá-lo no pleito deste ano. Ele ainda comentou que o Bolsonaro recorreu à PF porque está com medo de que o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos-SP), vice-líder do governo no Congresso Nacional, perca as eleições para a prefeitura paulistana — segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha, na semana passada, o parlamentar lidera as intenções de voto na capital, com 24%. O atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), é o segundo, com 20%, enquanto Boulos aparece em terceiro, com 9%.

“Nós não temos medo nem rabo preso. Bolsonaro está usando a PF para nos intimidar e eleger Russomanno. Isso mostra que eles têm medo da nossa candidatura, porque ela é a que tem mais chances de ir ao segundo turno e derrotar o Bolsodoria em São Paulo”, criticou Boulos, fazendo referência também ao governador João Doria (PSDB). Ele também reclamou que o sonho de Bolsonaro “é transformar a PF numa Gestapo”, a polícia secreta oficial da Alemanha Nazista.

“Às vezes eu fico pensando se a Polícia Federal e o Ministério da Justiça não têm outras coisas para fazer, como, por exemplo, investigar o Queiroz”, atacou Boulos.
O Correio entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Com Correio Braziliense.

PITACO: Absurdo! Estamos caminhando para um Estado totalitário? Na Alemanha de Hitler tudo começou assim. Na Rússia de Stalin, idem. Grande retrocesso!

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FHC NO RODA VIVA

Nesta segunda (28) foi a vez do ex-presidente Fenando Henrique Cardozo sentar-se no centro do Roda Viva da Cultura. Prestes a completar 90 anos FHC continua o mesmo.
Sobre o advento da reeleição que ele criou em seu governo disse ter se arrependido e que o ideal seria acabar e propor mandato de cinco anos. Posto quatro anos ser pouco para todas as realizações. Sobre o STF reconheceu que indicou três ministros: Ellen Gracie, Gilmar Mendes e Nelson Jobim. Derramou elogios para Gilmar Mendes a quem disse ser um grande criminalista com graduação na Alemanha (sobre ficar mandando soltar criminosos do colarinho branco nenhum piu). Sobre possíveis nomes para a sucessão de Bolsonato em 2022 optou por citar três nomes, todos do PSDB, o governador de Porto Alegre (Eduardo Leite), o João Dória de São Paulo, e o Luciano Hulk do Caldeirão. Quantos aos de outros partidos, passou batido. Continua ainda achando que só existem tucanos no país.
FHC defendeu a criação da CPMF por que em seu governo ela esteve presente no início com 020, até chegar a 0,38 quando foi extinta pelo Congresso. Emendou dizendo que o governante tem o direito de criar novos impostos. Insensível ao não ater-se ao fato de que o Brasil já tem uma das maiores cargas tributárias do planeta e serviços prestados de quinta categoria. Esse é o nó górdio da questão, que o doutor por Sorbonne nao visualiza. Passou batido neste quesito.
Mas o momento hilário da entrevista ocorreu quando FHC referiu-se ao Bolsonaro quando ele diz que é “muito amigo” do Donald Trump, emendou dizendo: “como alguém pode ser amigo de outra pessoa se nem sabe falar o idioma desta pessoa?” Os entrevistadores foram ás gargalhadas. Bolsonaro é monoglota, fala mal e porcamente, o português de Camões. Claudica no idioma pátrio. As palavras saem aos borbotões. Isso é irrefutável.
Sobre o icônico apartamento que teria na Avenue Foch em Paris disse ser invenção da imprensa que insiste em ir lá e tirar fotos. Nunca teve propriedade em Paris.
Foi isso.

 

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Ecovia anuncia retorno das tarifas integrais de pedágio na BR-277, após cumprir descontos previstos em acordo de leniência

Ecovia anunciou retorno das tarifas de pedágio na BR-277, após cumprir descontos previstos em acordo de leniência — Foto: Divulgação/Ecovia