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Paraná pode atrasar vacinação de grupos prioritários após receber menos vacinas do Ministério de Saúde, diz Beto Preto

Secretário Beto Preto recebe doses da vacina de Oxford no Aeroporto Afonso Pena — Foto: Jonathan Campos/AEN

Secretário Beto Preto recebe doses da vacina de Oxford no Aeroporto Afonso Pena — Foto: Jonathan Campos/AEN

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou que o estado pode ter dificuldades de concluir a vacinação contra a Covid-19 dos grupos prioritários caso o Ministério da Saúde não envie mais doses dos imunizantes.

O Paraná recebeu 265,6 mil doses da CoronaVac e 86,5 mil da vacina de Oxford/AstraZeneca, totalizando 352,1 mil unidades. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) era receber cerca de 400 mil doses, no total.

Beto Preto afirmou que irá encaminhar uma nota técnica ao Ministério da Saúde solicitando maior número de doses ao Paraná com base na distribuição proporcional à população do estado.

“Nós entendemos que a distribuição deve ser equitativa e isonômica principalmente pela população. Independentemente de termos grupos, neste momento, de profissionais da saúde, o Paraná não tem números menores. Entendemos que existe aí um número grande para ser recomposto. Caso contrário, teremos dificuldades de fechar os grupos prioritários”, disse.

A vacinação contra a Covid-19, no Paraná, começou na segunda-feira (21), após a chegada do primeiro lote da CoronaVac. Até sexta-feira (22), 57,2 mil pessoas tinham recebido a primeira dose do imunizante, em todo o estado.

O secretário argumentou que o Paraná possui vários sistemas de saúde voltados para o combate à pandemia.

“Entendemos que precisamos receber um pouco mais de vacinas, mas dentro da isonomia, dentro de uma equidade, nada mais, para que não exista desequilíbrio”, afirmou Beto Preto.

Imunização no Paraná

O Paraná começou a campanha de vacinação contra a Covid-19 no dia 21 de janeiro, com as 265,6 mil doses da CoronaVac, produzidas pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

O estado espera receber mais 240 mil doses do imunizante referentes aos 4,8 milhões aprovados para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na sexta.

As primeiras 132.771 doses – metade do lote – foram entregues para Curitiba, região metropolitana e interior na terça (19). Na quinta-feira (21) todos os municípios já haviam iniciado a imunização.

Em relação às doses da vacina de Oxford, a imunização deve ser iniciada na segunda-feira (25), de acordo com a Sesa.

Quem será vacinado na primeira etapa no Paraná?

A primeira remessa recebida na segunda-feira (18), com doses da CoronaVac, vai imunizar, segundo o Ministério da Saúde, 126 mil pessoas no Paraná.

A definição de grupos prioritários seguiu critérios do Ministério da Saúde, como tempo de contato (ou exposição) com os pacientes infectados pela Covid-19 e pessoas com maior risco de complicações pela infecção causada pelo Sars-CoV-2.

O objetivo da Sesa é que as três primeiras fases da campanha sejam realizadas até o fim do 1º semestre de 2021.

  • Primeira fase: trabalhadores da saúde; idosos a partir dos 75 anos de idade; pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, como asilos e instituições psiquiátricas; população indígena.
  • Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos.
  • Terceira fase: pessoas com comorbidades, que possuem doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras.
De acordo com o governo estadual, a expectativa é que 4 milhões de pessoas dos grupos prioritários sejam vacinadas até maio.

Segundo a previsão da Sesa, 8 milhões devem ser imunizadas até o final de 2021. A aplicação das demais doses vai acontecer conforme novas remessas cheguem ao estado.

Com G 1

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Little Mouse perdidaço

FURA FILAS QUE USAM BLACK-TIE  

 

 

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A vida como ela é: todos querem a boquinha no Tribunal de Contas

Fevereiro aproxima-se com a vaga a ser aberta no Tribunal de Contas do Estado pela aposentadoria compulsória do guarapuavano Artagão de Mattos Leão.

A vaga é da Assembleia Legislativa do Paraná e o Chefe da Casa Civil do Governo Ratinho Junior, deputado estadual de Pato Branco Guto Silva, quer enfrentar o filho de Artagão, também deputado estadual, no voto qualificado dos parlamentares e ficar por 32 anos na cadeira sem nunca mais apertar a mão do povo remelento em campanha eleitoral.
Em seguida, João Carlos Ortega torce para que o jandaiense Ratinho não o esqueça ao indicar um prestigiado para a vaga destinada ao Governador no mesmo TCE, com a expulsória de Nestor Baptista, radialista curitibano indicado pelo Álvaro Dias, nos anos 80 do século passado. A família Ortega está ainda dispersa em cargos públicos na SEDU, Itaipu e Prefeitura de Jandaia do Sul, e se reencontrariam no sonhado tribunal.
Acontece que os dois apadrinhados do atual governo foram protagonistas do neoextinto decreto de exoneração de assessores comissionados e na reintegração dos mesmos, daí a desconfiança de todo mundo da política paranaense neste Exército de Brancaleone que cerca o político Ratinho.

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Ministério Público de olho

Em São Miguel do Iguaçu os funcionários administrativos da Saúde saíram na frente da vacinação.
Os outros profissionais que estão enfrentando a Covid 19 estão atônitos e surpresos, mas a denúncia chegou aos ouvidos do Ministério Público Estadual.
Vai dar pano pra manga…

 

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Trilha sonora

por Eduardo Bueno

Preciso dizer que a cantora, compositora, dançarina, atriz, modelo e manequim de origem porto-riquenha Jennifer Lopez (que o pragmatismo ianque reduziu para J.Lo), nunca fez muito a minha cabeça. Mas eis que de repente, não mais que de repente, trajando sobretudo branco mais branco que o cavalo branco de Napoleão e com diamantes do tamanho do Ritz pendendo das orelhas, ela adentrou a varanda do Capitólio – sem invadi-lo: fora convidada para estar ali – e soltou a voz cantando “This Land Is Your Land”, de Woody Guthrie.
Woody Guthrie (1912-1967) foi um dos pilares da canção de protesto, se não o seu inventor. Militante incansável, cujo violão trazia gravada a mensagem “Essa máquina mata fascistas”, andarilho, sem-teto, herói libertário e maior ídolo de Bob Dylan, ele compôs “This Land Is Your Land” numa espelunca em Nova York, em 1944. Seu objetivo era confrontar a edulcorada “God Bless America”, de Irving Berlin. “This Land Is Your Land” virou o hino da América insurreta, rebelde e combativa – quando isso não remetia a um bando de milicianos supremacistas brancos, terraplanistas com chifres na cabeça e o apoio tácito da polícia.
O que cabe assinalar aqui é que em 1950, quando já havia composto cerca de mil canções, Guthrie escreveu “Old Man Trump”. A música era sobre um especulador imobiliário escroque e racista que obtivera financiamento público para construir casas populares, mas desviou verbas, fez obras de péssima qualidade e impediu negros de morarem no conjunto habitacional Beach Haven, onde, por acaso, Woody Guthrie tinha ido parar. Esse ser ignóbil chamava-se Fred Trump. E era o pai do escroque, racista e ignóbil Donald Trump, então com quatro aninhos de idade – mas que já sabia mentir.
Trump, esse baita filho, já estava em seu enclave brega, na Flórida, enquanto J.Lo cantava, após Lady Gaga ter interpretado o hino dos EUA e antes de Bruce Springsteen, herdeiro direto de Guthrie e Dylan, tocar “We Take Care of Our Own”, canção que virou hino da campanha de Biden. Só que antes de partir para o que se espera seja o eterno opróbrio, o filho de Fred Trump ainda cometeu uma última ilegalidade: despediu-se da presidência ao som de “Macho Man”, do Village People. A questão não é a escolha da canção – divertida e debochada (embora eu duvide que o desprezível homem-cenoura seja capaz percebê-lo). A questão é que o Village People já havia proibido o tramposo de tocar as músicas deles.
Como seu pai, Donald Trump sempre achou curto o braço da lei. Acontece que agora periga ser pego de calças curtas pelos cocares, jaquetas de couro e cassetetes do Village People – ou pelo violão de Woody Guthrie –, enquanto os EUA podem enfim seguir sua trilha sonora longe dos esgares e grunhidos do old man Trump.

*Publicado no jornal Zero Hora

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Escorregadiço….

Enquanto isso, na visita do secretário…

Os cliques são de Goioerê, durante a recente visita do secretário de Estado da Administração, Marcel Micheletto. O prefeito Betinho Lima aproveitou e foi mostrar o problema no arroio Schmdt, que corta a cidade. Acabou escorregando e caindo. Ah, acontece, mas as redes sociais não perdoam…

*Quem foi criança nos anos 1970 e assistiu o desenho animado “Carangos & Motocas” vai entender.

 

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Bolsonaro em queda

Descrédito impõe que próximo presidente da Câmara paute pedidos de impeachment

Folha de São Paulo

O Datafolha voltou a questionar o eleitorado sobre o apoio a um processo de impeachment de Jair Bolsonaro. Que o tema siga na pauta do país é sinal inequívoco de que o governo instalado há pouco mais de dois anos constitui uma anomalia.

Em maio do ano passado, quando o presidente se dedicava a insuflar ataques golpistas contra os demais Poderes e era acusado de interferir na Polícia Federal em benefício de sua família, 46% dos brasileiros aptos a votar entendiam que o Congresso deveria abrir um processo para afastá-lo —contra a vontade de 50%.

De lá para cá, Bolsonaro acumulou nova e farta coleção de vilezas, notadamente na sabotagem aberta às políticas de combate à pandemia, cujo fracasso nacional culminou na tragédia de Manaus. Hoje, 42% apoiam o impeachment, ante 53% contrários à medida.

Conforme o Datafolha, a aprovação a seu governo caiu de 37%, em janeiro, para 31%. No período, os que consideram a gestão ruim ou péssima passaram de 32% a 40%, cifras semelhantes às do pior momento desta administração, em junho (32% e 44%, respectivamente).

Desde Fernando Collor, que não concluiu seu mandato, um presidente eleito não ostentava números tão ruins a esta altura.

Ainda assim, Bolsonaro dispõe de apoio suficiente para tornar difícil o avanço de um processo de impedimento já —embora a pregação mortal contra medidas de distanciamento, a defesa charlatona de medicamentos ineficazes e a ofensiva infame contra a vacinação possam facilmente ser consideradas crimes de responsabilidade.

Mesmo calcada em fundamentos jurídicos, a deposição institucional de um mandatário é evento sobretudo político. E, como se percebe na disputa pelos comandos da Câmara dos Deputados e do Senado, a providência não conta, até aqui, com a ampla maioria corretamente exigida pela Constituição.

Para esta Folha, o impeachment é recurso extremo, vagaroso e sempre traumático. Infelizmente não há como ignorar, todavia, a conduta indigna de Bolsonaro, nem os quase 60 pedidos de abertura de processo que aguardam decisão já tardia —e cujas motivações têm amparo em não poucos pareceres jurídicos, como mostrou o jornal.

Analisá-los é imperativo para o próximo presidente da Câmara, e congressistas não devem se esquivar de debater às claras seus fundamentos. Trata-se de resposta que não pode ser sonegada à sociedade.

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Após prisão, filha de Roberto Jefferson ganha cargo na liderança do PTB na Alesp

Cristiane Brasil foi convidada por Douglas Garcia, líder do PTB na Assembleia paulista, para reorganizar o partido no estado

Cristiane Brasil, ex-deputada e nova assistente parlamentar do PTB em São Paulo

A ex-deputada federal pelo Rio de Janeiro Cristiane Brasil (PTB) assumirá nesta quinta-feira (21/1) o cargo de assistente parlamentar na liderança do PTB na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Ela foi presa em setembro do ano passado acusada de desviar verba pública no Rio de Janeiro.

Brasil, que é filha de Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, será responsável pela reorganização do partido, como disse ao Metrópoles. Ela se mudou para São Paulo no início deste ano. A conservadora foi convidada por Douglas Garcia, deputado bolsonarista e líder da legenda, que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news.

“Vou ajudar o líder [Douglas] e o presidente atual [do PTB de São Paulo], Chico Galindo, ex-prefeito de Cuiabá, a organizar o partido e a fazer um trabalho de atendimento que eu fazia muito em Brasília. Vou atender prefeitos, vereadores, só que agora sem ser parlamentar. Agora vou trabalhar como dirigente partidária, mas sem estar na linha de frente”, declara.

De acordo com Brasil, a prisão foi um “trauma” em sua vida pessoal e política. A ex-deputada, que estava em pré-campanha para a Prefeitura do Rio de Janeiro, acreditava que poderia vencer a eleição. “[A prisão] foi um divisor de águas na minha vida. Ali eu disse que não tem mais condições, a política não me merece, não dá para mim”, afirma a agora assistente parlamentar.

Cristiane Brasil foi eleita três vezes vereadora e uma vez deputada pelo Rio de Janeiro. Ela foi nomeada ministra do Trabalho por Michel Temer, em 2018, mas a ministra do STF Cármen Lúcia suspendeu a posse – e ela nunca chegou a assumir o cargo.

Com Metrópoles.