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Guerrilheiro de gogó

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O comandante em seu carro de combatel

Rogério Distéfano

O SENADOR ROBERTO REQUIÃO, em tão raro quanto iluminador discurso, ameaçou o Brasil com a “guerra civil” após o impeachment de Dilma. Devemos ouvir o senador Requião, ele entende do assunto ‘guerra civil’. Na quase guerra civil pós 1964 – que descambou em guerrilha de fancaria – o jovem advogado Roberto Requião saiu da universidade onde fora líder da esquerda. Engajou-se na guerra civil como seus contemporâneos José Dirceu, José Genoíno, José Aníbal e a presidente Dilma Rousseff? Não, a guerra civil ele faz no gogó.

Enquanto os contemporâneos pegavam em armas, sequestravam embaixadores, assaltavam bancos, desapareciam nos porões e apanhavam dos torturadores, Requião estava no bem-bom do Rio de Janeiro, cursando urbanismo (não confundir com urbanidade, que ele não conhece) na Fundação Getúlio Vargas. Na volta, enquanto fervia a repressão, o hoje senador instalou-se atrás do balcão d’A Nacional, a loja de móveis da família. A ‘guerra’ estava tão longe de seus olhos quanto perto de seu coração. Atesto que vi e ouvi de perto o guerrilheiro de balcão.

O pau comendo na guerrilha do Caparaó e o advogado-comerciante, mais vice que versa, manteve-se guerrilheiro de gogó. Seu aparelho foi montado no Jan Gil, boteco-pizzaria da esquerda festiva e dos radicais alienados – funcionava na sobreloja do edifício Ana Cristina, Praça Osório. Ali Requião cativava protocompanheiros petistas e protocompanheiras do grelo duro. Chegada a democracia, aí sim, Requião agarrou o bastão de comando, reuniu a tropa, passou a agitar a periferia e patrocinar ocupações.

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TJ-PR identifica casos de nepotismo envolvendo desembargadores

Situação foi apurada nos gabinetes de Laertes Gomes e Roberto de Vicente.

Parentes deles trabalhavam em situação de nepotismo cruzado.

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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) identificou dois casos de nepotismo envolvendo os desembargadores Laertes Ferreira Gomes e Roberto de Vicente. De acordo com a investigação interna, a mulher de Gomes exercia um cargo comissionado no gabinete de Vicente, enquanto o filho de Vicente trabalhava em comissão no gabinete de Gomes.

A investigação começou a partir de uma denúncia de outro desembargador, José Maurício Pinto de Almeida. Ele pediu providências ao presidente do TJ-PR, Paulo Roberto Vasconcelos. Na requisição, ele detalhou as denúncias contra os outros dois colegas.

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RODRIGO BECKER FOI SOLTO

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Rodrigo Becker, ex-secretário do Planejamento da prefeitura de Foz, funcionário de carreira da Sanepar, um dos réus da operação Pecúlio, foi solto nesta terça (30). Tudo leva a crer que celebrou delação premiada para ganhar a liberdade. Quem será que ele entregou? Mistério…

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Ficção e pieguice

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Num discurso de 50 minutos feito ontem perante o Senado Federal, com o qual pretendeu se defender das acusações pelas quais será julgada nas próximas horas pelos senadores, a presidente afastada Dilma Rousseff produziu uma peça de ficção entremeada por lances de pieguice explícita

Editorial, Estadão

Num discurso de 50 minutos feito ontem perante o Senado Federal, com o qual pretendeu se defender das acusações pelas quais será julgada nas próximas horas pelos senadores, a presidente afastada Dilma Rousseff produziu uma peça de ficção entremeada por lances de pieguice explícita. Foi um fecho melancólico do itinerário político de uma chefe de governo que, simplesmente, fez tudo errado e levou o País para o buraco. Tudo consequência do autoritarismo e da soberba de um projeto de poder irresponsavelmente populista, agravado pela incompetência gerencial e pela inapetência para o jogo político reveladas pela criatura imposta por Lula para revezar com ele a cadeira presidencial.
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Dilma, o fim de um tempo no Brasil

Num país que passou da euforia à depressão em apenas quatro ou cinco anos, Dilma vai ser a carga que se despeja ao mar no decorrer da tempestade

Dilma, proibido (Foto: Arte: Antonio Lucena)

Nas ações de campanha contra a destituição em que participou a ainda presidente do Brasil, era impossível não notar numa fotografia gigante colocada ao fundo do palco onde Dilma Vana Rousseff, então com 22 anos, mostrava um olhar altivo, quase arrogante, no decorrer do julgamento que a condenou por participar na luta armada contra a ditadura militar. O cartaz tinha já aparecido na campanha eleitoral de 2014 e a sua recuperação do baú da memória não se justifica apenas pelo seu valor iconográfico ou pelo sublinhado que faz ao perfil de uma combatente.