Arquivo mensais:janeiro 2017

VEÍCULO RECUPERADO

Às 2h do dia 27, uma equipe avistou um veículo Mitsubishi Pajero de cor preta, parado na rua Claudio Coutinho. O automóvel estava sem as portas laterais e traseira, sem o motor e sistema de câmbio. Ao lado do veículo havia três indivíduos, entre eles um menor de idade portando um galão com substância inflamável (gasolina) e 1 isqueiro. Foi constatado que o automóvel possuía indicativo de furto do estado de Santa Catarina. O automóvel foi conduzido até a delegacia da Polícia Civil.

ASSALTANTES SÃO PRESOS EM FLAGRANTE

Por volta das 13h do dia 27, um policial militar fez um acompanhamento tático com seu automóvel particular. Ele seguiu os autores de um roubo que aconteceu na BR 277, próximo ao viaduto da avenida Paraná. O referido policial solicitou apoio, sendo que os indivíduos abandonaram o veículo Fox de cor branca na Jaçana no Portal da Foz. Em seguida as equipes visualizaram dois indivíduos pulando muros das residências e portando arma de fogo. Foi realizado o cerco, sendo preso os assaltantes. Um deles estava portando um revólver calibre 38 com 6 munições intactas e uma mochila preta com pertences da vítima. O outro suspeito estava com uma bolsa vermelha e 20 munições de pistola calibre 9mm e 11 munições de revólver calibre 38.

CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO

Às 20h do dia 27, policiais da RPA realizaram a abordagem a um indivíduo no Jardim Grauna. Após consultar o nome do suspeito, constatou-se que havia um mandado de prisão em desfavor do mesmo.

CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO

Às 00h10 do dia 28, uma equipe da RPA abordou um indivíduo no bairro Cidade Nova. Ao consultar seu nome no sistema informatizado, foi constatado um mandado de prisão expedido pelo juiz de direito do juizado de violência doméstica e familiar contra mulher, vara de crimes contra crianças, adolescentes e idosos e de execuções penais.

POLICIAIS APREENDEM 1KG DE CRACK

Policiais do pelotão de Choque receberam uma denúncia, que três pessoa estriam embarcando em Foz do Iguaçu, em um ônibus com destino a cidade de Erechim e que estariam levando drogas em suas bagagens. A equipe abordou o ônibus na avenida Costa e Silva às 18h30 do dia 29.

Durante a abordagem foi localizada uma mochila preta com a quantia de 1kg de substância análoga a crack. O rapaz, proprietário da mochila, estava acompanhado com uma mulher e relatou que não eram proprietários do entorpecente. Na delegacia, a mulher informou que estavam apenas transportando, sendo que a proprietária da droga seria uma outra mulher.

DISPARO DE ARMA DE FOGO

Às 20h do dia 29, houve disparos de arma de fogo na rua Itaborai no bairro Arroio Dourado. Dois indivíduos estavam a bordo de uma motocicleta CG 125 preta, sendo que um deles efetuou disparo para o alto. Ao tentarem se evadir, foram abordados e detidos por um policial que estava de folga. Um adolescente conduzia a motocicleta. O passageiro estava portando um revólver calibre 22 na cintura.

APREENSÃO DE MUNIÇÕES

Por volta da 21h do dia 29, policiais da RPA realizaram abordagem a um rapaz que estava no centro da cidade de Missal. Na mochila do indivíduo foram encontradas 3 munições calibre 38 deflagradas, 2 munições calibre 22 e uma munição calibre 9mm, além de 5g de maconha, 6 correntes e uma anel. Ele foi detido e encaminhado à delegacia.

PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO

Às 2h do dia 28, policiais avistaram dois indivíduos em duas bicicletas na rua Almirante Barroso.  Um deles entrou em uma rua sem saída, retirou uma arma da cintura e apontou para a policial. Foi dada a ordem para largar, sendo que o indivíduo dispensou o revólver num latão de lixo. Enquanto a que a equipe estava fazendo a abordagem, a central de operações informou que havia uma vítima que tinha sido roubada nas proximidades. A vítima reconheceu o autor do roubo. Um revólver calibre 22 com 10 munições foi apreendido. O rapaz de 33 anos foi preso e conduzido para a delegacia.

VEÍCULO RECUPERADO

Às 10h do dia 28, algumas pessoas relataram que um veículo Vectra de cor azul estava abandonado na avenida Jules Rimet. O carro tinha sido furtado na cidade de Vera Cruz do Oeste e foi encaminhado à delegacia.

VEÍCULO RECUPERADO

Às 14h do dia 28, policiais encontraram no Jardim Jupira, um veículo Peugeot 307 de cor vermelha, que havia sido roubado a cerca de 30 minutos antes.

CONDUZIR VEÍCULO COM A CAPACIDADE PSICOMOTORA ALTERADA

Às 6h do dia 28, uma equipe se deparou com um veículo Ford/ Focus de cor preta em atitude suspeita na cidade de Medianeira. Ao tentar realizar a abordagem do veículo, o condutor fugiu e acabou colidindo na traseira da viatura vindo a danificar o pára-choques. Ele fugiu em alta velocidade fazendo curvas e derrapagens forçadas, vindo a ameaçar a integridade física dos pedestres que ali estavam. Durante a tentativa de abordagem, o condutor do veículo ford/focus acabou passando pelo canteiro que divide a via, vindo a danificar o pneu dianteiro direito, e na sequência retornou para a cidade de Medianeira pela contramão da BR 277. Nas proximidades de um hotel, o condutor acabou abandonando o veículo, e os dois ocupantes tentaram empreender fuga a pé, mas o condutor foi detido. Ele realizou o teste do etilômetro que aferiu quantia de 0,65 mg/l.

VEÍCULO RECUPERADO

Às 14h do dia 28, policiais encontraram no Jardim Jupira, um veículo Peugeot 307 de cor vermelha, que havia sido roubado a cerca de 30 minutos antes.

ALTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR

Às 17h do dia 28, dois indivíduos foram abordados no Jardim Três Pinheiros. Eles estavam em uma motocicleta com placa paraguaia. A numeração do chassi estava suprimido. O adolescente e a motocicleta foram encaminhados para a delegacia.

Polícia Federal emite nota sobre a morte na aduana

 Com relação aos fatos ocorridos no último sábado, dia 28/01/2017, na Aduana do Brasil, pista de entrada da Ponte Internacional da Amizade, envolvendo a morte de Ademir Gonçalves da Costa, a Polícia Federal em Foz do Iguaçu informa:

A Autoridade Policial de plantão, na data dos fatos, dirigiu-se ao local em conjunto com equipe de peritos, tendo iniciado os procedimentos investigatórios. Foi instaurado Inquérito Policial para apurar todas as circunstâncias relativas ao caso. Não haverá, por ora, coletiva relativa a essas investigações. Aguarda-se a elaboração dos laudos médicos para a conclusão do inquérito policial.

Quaisquer novidades relevantes ao Inquérito serão informadas através de notas pela Comunicação Social da Policia Federal em Foz do Iguaçu.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR

O QUE DISSE A RECEITA FEDERAL

Segundo matéria desta segunda á noite da RPC a Receita Federal informou que as câmeras de vídeos instaladas na aduna Brasil/Paraguai não estão funcionando. Uma das aduanas mais movimentadas, e perigosas do país, não tem câmeras de vídeo funcionando? Estranho, estranhíssimo!
E o mais estranho ainda foi a Receita Federal não emitir nenhuma nota sobre o trágico acontecimento na Aduana no último sábado. Até o fechamento desta edição não recebemos nenhum release. Fica o registro.

O QUE DISSE O IML DE FOZ 

Segundo o Rui Teles, chefe do IML de Foz do Iguaçu, nesta segunda feira uma viatura do IML de Curitiba viajou para Foz do Iguaçu para recolher material extraído do corpo da vítima na Aduna para realizar exames toxicológicos. Isso pode demorar alguns dias, alguns meses e vai por aí afora. Só Deus sabe quando este laudo chegará a terrinha. Este mesmo IML de Foz do Iguaçu disse que não pôde concluir a causa mortis da vítima. Estranho, estranhíssimo!

EX-VEREADOR FERNANDO DUSO FOI DEPOR NA DH

Por solicitação da delegacia de homicídios de Foz do Iguaçu o preso da Pecúlio, ex-vereador Fernando Duso, foi levado, algemado, para depor no inquérito que apura a morte de um adolescente nas cercanias da chácara do advogado Silvio Rorato. Duso aparece no inquérito policial como testemunha. O fato deu-se na última sexta feira. Silvio Rorato foi indiciado como provável responsável pela morte do jovem, que antes de ser morto, foi torturado. Ás investigações prosseguem.

GRUPO TORTURA NUNCA MAIS DE FOZ DO IGUAÇU EMITE NOTA

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O Grupo Tortura Nunca Mais de Foz do Iguaçu torna pública sua mais veemente indignação e repudio contra a tortura que resultou em morte  sofrida pelo trabalhador Ademir Gonçalves Costa.

Os fatos de amplo conhecimento da população de foz do Iguaçu revelam que Ademir foi detido para averiguação na Ponte Internacional da Amizade (Ponte que liga o Brasil ao Paraguai) no último dia 28 de janeiro, tendo sido vítima de tortura seguida de morte.

A tortura é um das mais graves violações dos direitos humanos e o Brasil tem um duplo compromisso com a erradicação da tortura. Primeiro, a Constituição de 1988 determina que ninguém será submetido a tortura ou tratamento degradante ou desumano, e que a tortura é inafiançável. Segundo, o Estado brasileiro é signatário dos instrumentos internacionais de proteção dos direitos humanos relativos à tortura.

Tendo em vista o exposto, o Grupo Tortura Nunca Mais de Foz do Iguaçu,  comunica que está encaminhando denúncia sobre o ocorrido para o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT)+, de acordo com a Lei nº 12.847, sancionada no dia 2 de agosto de 2013.

Comunicamos ainda que estamos vigilantes e aguardando as devidas providências das autoridades para que os responsáveis por esse crime sejam levados à Justiça.

Foz do Iguaçu, 30 de janeiro de 2017

Grupo Tortura Nunca Mais

Aluízio Palmar

 

 

 

Eike, o mágico


Do ex-secretário estadual de Planejamento, professor Danilo Cunha (PMDB), sobre as graves denúncias envolvendo Eike Batista:  “Eike, o capitalista mágico, que só o era por utilizar dinheiro público, dado por Lula, Dilma, Sérgio Cabral, Mantega etc. Com essa “competência “, até bicheiro faria melhor Os amiguinhos do PT e de Cabral são muito eficazes… no roubo.”

Saúde: visitas frustrantes a SC

Dirigentes da Associação e Federação de Hospitais de Santa Catarina e diretores de hospitais filantrópicos saíram frustrados da reunião com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi. Anunciada com muita expectativa de que seria marcada de atos concretos do setor saúde, a reunião no Conselho Regional de Contabilidade teve um balanço decepcionante.
O ministro falou durante mais de uma hora, fez um balanço dos 200 dias de gestão na pasta, destacou o esforço do Fórum Parlamentar Catarinense em aprovar emendas para a saúde no orçamento de 2017, mas nada que trouxesse alento aos hospitais filantrópicos. Ao contrário, chegou a afirmar que estes hospitais devem ser mantidos pelas comunidades e não pelos governos.Jogou uma ducha de água fria sobre os diretores ali presentes, sobretudo, porque a grave crise financeira do setor foi provocada pelo congelamento das tabelas do SUS há 12 anos.A presença do presidente da Caixa pouco acrescentou. As linhas de financiamento que lançou no evento decepcionaram os diretores. Ele apresentou taxas de juros de 1,7% ao mês, consideradas inviáveis para a maioria dos hospitais.O presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos (Fehosc), Hilário Dalmann, chegou a questionar o presidente da CEF: “Por que a saúde tem que pagar juros tão elevados se o setor automotivo e a agricultura pagam a metade do que está sendo oferecido?”E enfatizou que “esta taxa precisa ser revista”.

FONTE 

 

 

Temer, Aécio, Renan e mais 49 estão em delação homologada

Lista de nomes inclui apenas os citados por Cláudio Mello Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira

A delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho, homologada nesta segunda-feira (30) pela ministra Cármen Lúcia do STF (Supremo Tribunal Federal), inclui 52 políticos.

 Entre os implicados, estão o presidente Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Entre os nomes da oposição, estão os dos ex-ministros petistas Antonio Palocci (SP) e Jacques Wagner (BA), de acordo com informações do G1.

Entre os nomes próximos à cúpula do Planalto, estão os ex-ministros de Temer Romero Jucá (PMDB-RR) e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). O atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS) também é apontado na delação de Mello Filho.

A fuga de Eike

Eike Batista “sabia da ordem de prisão quando foi para os Estados Unidos”, disse Ancelmo Gois, de O Globo.

Ele fugiu para poder negociar um acordo preliminar com os investigadores.

E, provavelmente, para movimentar seu dinheiro no exterior.

 

OPERAÇÃO PECÚLIO: PF CONCLUI INQUÉRITOS DA 5ª E 6ª FASES E INDICIA 53

Conclusões sobre esquema de corrupção devem ser entregues à Justiça.

Ex-prefeito Reni Pereira (PSB) voltou a ser apontado como líder do grupo.

Do G1 PR

Reni Pereira (Foto: Felipe Gusinski/Cohapar/Divulgação)O ex-prefeito de Foz do Iguaçu Reni Pereira (PSB) foi preso durante a 4ª fase da Operação Pecúlio; ele é apontado como líder do grupo criminoso que atuava na administração municipal

A Polícia Federal concluiu os inquéritos da 5ª e 6ª fases da Operação Pecúlio, que investiga um suposto esquema de corrução na Prefeitura e na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. No documento de 322 páginas, 83 pessoas foram indiciadas, entre elas o ex-prefeito Reni Pereira (PSB), apontado como líder da organização criminosa, vereadores, ex-vereadores, ex-secretários municipais e empresários, alguns já réus na ação penal que corre na Justiça Federal.

Nas últimas duas fases, batizadas de Nipoti 1 e 2, foram presos 12 dos 15 então vereadores da cidade, além de empresários e ex-agentes políticos. As investigações apontaram o pagamento de uma espécie de “mensalinho” aos parlamentares em troca de apoio político na Câmara para os projetos de interesse da prefeitura. Em troca, aponta a PF, eram negociados cargos para familiares na administração e em empresas terceirizadas.

Outro esquema seria o de recebimento de propina para privilegiar o pagamento de empresas com contratos com a administração local envolvendo o então presidente da Câmara, Fernando Duso (PT).

O relatório conclusivo aponta que “a  organização ramificava-se partindo do topo  da cadeia de comando da municipalidade, passando então pelas  secretarias e autarquias, diretores e demais ocupantes de cargos comissionados, além de agentes externos aqui representados por empresários de vários setores, de forma a  dar plena vazão às demandas ilícitas, cujo objetivo principal era a captação de recursos desviados dos cofres da prefeitura de Foz do Iguaçu/PR”.

De acordo com o delegado Fábio Tamura, responsável pelas investigações, os indiciados devem responder pelos crimes de fraude a licitação e corrupção.

“Algumas das pessoas cujas condutas foram investigadas integravam uma complexa  organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens de natureza econômica e pessoal, mediante a prática de graves infrações penais, tais como corrupção ativa, passiva, peculato, dentre outras correlatas”, destaca o documento.

Com a conclusão dos inquéritos, caberá agora ao Ministério Público Federal (MPF) formular a denúncia e encaminhá-la ou não à Justiça Federal.

Procurado, o advogado do ex-prefeito informou que Reni Pereira está à disposição das autoridades e que aguarda a manifestação do MPF. E, a defesa dos demais suspeitos negam as acusações. A maioria diz que foram feitas em delações premiadas sem provas.

Nas duas fases, 28 suspeitos foram presos. Vinte continuam na cadeia, entre eles dez ex-vereadores preventivamente desde o dia 15 de dezembro de 2016. Cinco deles foram reeleitos e tomaram posse do cargo no dia 18, após determinação judicial.

Operação Pecúlio
As investigações da PF que levaram à deflagração da Operação Pecúlio, no dia 19 de abril de 2016, indicam um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu envolvendo fraudes em licitações para a contratação de obras de pavimentação e de serviços na área da saúde.

De acordo com o MPF, a organização criminosa era comandada pelo prefeito afastado Reni Pereira (PSB), que chegou a cumprir prisão domiciliar por 106 dias. Doze presos preventivamente deixaram a prisão depois de assinarem acordos de delação premiada. Além de empresários e do prefeito, foram presos secretários, diretores e servidores de carreira.

Além dos vereadores, três dos 85 réus da ação penal que resultou da operação permanecem presos. Eles respondem, entre outros, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações.

De cabeça raspada, Eike vai para Bangu

Empresário de estimação

Eike Batista (Foto: Reuters)
Eike Batista (Foto: Reuters) 

Mary Zaidan

Em março de 2010, o ranking de bilionários da revista Forbes anunciava um feito extraordinário: Eike Batista subira 53 posições em apenas um ano, tornando-se o oitavo homem mais rico do mundo. Um vencedor, um exemplo – “nosso padrão, nossa expectativa, o orgulho do Brasil”, segundo a ex-presidente Dilma Rousseff.

O então megaempresário, que já criara constrangimentos ao petismo – além de dívidas impagáveis que todos os brasileiros já estão pagando -, quebrou um ano depois dos elogios de Dilma. Agora, diante de um mandado de prisão, é uma bomba que pode detonar a qualquer momento. Daquelas que o alto comando petista preferia ver protegida pela cidadania alemã de Eike.

Assim como tudo que se refere a Eike, a história de sua prisão também é megalômana, digna de best-sellers. Envolve política e corrupção, milhares de dólares, ouro, fuga, dupla nacionalidade, Interpol.

Alvo da operação Eficiência da Polícia Federal, Eike foi delatado por dois doleiros aos procuradores da Lava-Jato, no Rio de Janeiro. Apurou-se que ele pagou US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador Sérgio Cabral, hoje na penitenciária de Bangu. A transação teria sido feita em 2011, por meio de uma triangulação entre bancos do Panamá e do Uruguai, maquiada por um contrato de venda de uma mina de ouro.

Dois dias antes de o mandado de prisão ser expedido, Eike embarcou para os Estados Unidos – a negócios, segundo seus advogados – usando seu passaporte alemão. Simplesmente espetacular.

Como se sabe, Eike não está só.

Trazê-lo à tona pode fazer com que a Lava-Jato encaixe mais peças no sofisticado quebra-cabeça que tem revelado a institucionalização da corrupção no país desde as primeiras incursões do mensalão, vista hoje como um ensaio de amadores.

As palavras dele podem corroborar com informações coletadas em arquivos e delações de dirigentes de outras empresas pagadoras de propinas. Dinheiro farto para engordar campanhas eleitorais, assegurar maioria parlamentar, rechear bolsos, garantir conforto e delícias de inescrupulosos.

Mesmo que Eike nada fale, só a expedição do mandado de prisão escancara a criminosa associação da corrupção com a política de campeões nacionais, cuja conta, estima-se, supera R$ 200 bilhões, só no BNDES.

Dinheiro que garantiu o posto de homem mais rico do Brasil para Eike e fez a fortuna de escolhidos de Lula e Dilma. Dinheiro que não financiou milhares de empreendedores capazes de amenizar a crise e o desemprego. Dinheiro que está sendo pago por todos os brasileiros.

A lista dos amigos campeões não é extensa. São empresas frequentes no rol de escândalos ou de grandes devedores. Ou nos dois.

Nela, incluem-se empréstimos à criminosa confessa Odebrecht, à Friboi, enrolada com o José Carlos Bumlai, amigo de Lula, à Fibria e à Lactos Brasil. Também está a falida megaoperadora de telefonia Oi, que manteve negócios suspeitos com a Gamecorp de Fábio Luís, filho de Lula. E instalou uma estação de rádio base (Erb), antena exclusiva próxima ao sítio de Atibaia que Lula garante que não é dele, mas que, como no lobo da história infantil, tem olhos, focinho e boca que remetem ao ex.

Eike conseguiu torrar R$ 20 bilhões do BNDES.

Cinco meses depois de frequentar pela primeira vez o top ten da Forbes, o empresário de estimação do PT, a quem Lula conferiu privilégios de interlocução antes mesmo de fazer o seu primeiro discurso na ONU, arrematou em um leilão beneficente o terno que o ex usou na posse, em 2003. Pagou R$ 500 mil.

Queria moldar a imagem de empresário do bem. E, assim como Lula, usou o chapéu alheio.

Lava Jato pode consagrar ou arruinar Supremo

Confrontados com o descalabro exposto nos depoimentos dos 77 delatores da Odebrecht, os ministros do Supremo Tribunal Federal deveriam esquecer a Constituição e o Código Penal por um instante, para se concentrar num conto de Ernest Hemingway. Chama-se ‘As Neves do Kilimanjaro’. Começa com um esclarecimento:

“Kilimanjaro é uma montanha coberta de neve, a 6 mil metros de altitude, e diz-se que é a montanha mais alta da África”, anotou Hemingway. “O seu pico ocidental chama-se ‘Ngàge Ngài’, a Casa de Deus. Junto a este pico encontra-se a carcaça de um leopardo. Ninguém ainda conseguiu explicar o que procurava o leopardo naquela altitude.”

O leopardo do conto serve de metáfora para muita coisa. Tanto pode simbolizar a busca romântica pelo inalcançável como pode representar o espírito de aventura levado às fronteiras do paroxismo.

O Supremo, como se sabe, é o cume da Justiça brasileira. Seus ministros acham que estão sentados à mão direita de Deus. Num instante em que a deduragem dos corruptores confessos da Odebrecht empurra mais de uma centena de encrencados na Lava Jato para dentro dos escaninhos da Suprema Corte, cabe aos ministros interrogar os seus botões: o que fazem tantos gatunos da política no ponto mais alto do Poder Judiciário?

Num país marcado pela corrupção desenfreada, os gatunos da Lava Jato beneficados com o chamado foro privilegiado simbolizam o sentimento de impunidade cultivado pela oligarquia política. Que pode virar instinto suicida se o Supremo for capaz de dar uma resposta à altura do desafio.

Um bom começo seria a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo, homologar até terça-feira (31) todos os acordos de delação. Isso liberaria a força-tarefa da Lava Jato para abrir os inquéritos que transformarão indícios em provas.

De resto, será necessário que o ministro sorteado para substituir Teori Zavascki na relatoria da Lava Jato se convença da importância do seu papel. Seja o seco Celso de Mello, o melífluo Ricardo Lewandowski ou qualquer outro, o novo relator precisa entender que a conjuntura cobra do STF um rigor compatível com a desfaçatez.

No futuro, quando os arqueólogos forem escavar esse pedaço da história nacional, encontrarão sob os escombros de um Brasil remoto carcaças que serão tão inexplicáveis quanto a do leopardo de Hemingway. Resta saber se serão as carcaças de gatunos suicidas ou de magistrados que não se deram ao respeito. A Lava Jato pode consagrar ou arruinar o Supremo.