Arquivo mensais:janeiro 2017

Eike, o mágico


Do ex-secretário estadual de Planejamento, professor Danilo Cunha (PMDB), sobre as graves denúncias envolvendo Eike Batista:  “Eike, o capitalista mágico, que só o era por utilizar dinheiro público, dado por Lula, Dilma, Sérgio Cabral, Mantega etc. Com essa “competência “, até bicheiro faria melhor Os amiguinhos do PT e de Cabral são muito eficazes… no roubo.”

Saúde: visitas frustrantes a SC

Dirigentes da Associação e Federação de Hospitais de Santa Catarina e diretores de hospitais filantrópicos saíram frustrados da reunião com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi. Anunciada com muita expectativa de que seria marcada de atos concretos do setor saúde, a reunião no Conselho Regional de Contabilidade teve um balanço decepcionante.
O ministro falou durante mais de uma hora, fez um balanço dos 200 dias de gestão na pasta, destacou o esforço do Fórum Parlamentar Catarinense em aprovar emendas para a saúde no orçamento de 2017, mas nada que trouxesse alento aos hospitais filantrópicos. Ao contrário, chegou a afirmar que estes hospitais devem ser mantidos pelas comunidades e não pelos governos.Jogou uma ducha de água fria sobre os diretores ali presentes, sobretudo, porque a grave crise financeira do setor foi provocada pelo congelamento das tabelas do SUS há 12 anos.A presença do presidente da Caixa pouco acrescentou. As linhas de financiamento que lançou no evento decepcionaram os diretores. Ele apresentou taxas de juros de 1,7% ao mês, consideradas inviáveis para a maioria dos hospitais.O presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos (Fehosc), Hilário Dalmann, chegou a questionar o presidente da CEF: “Por que a saúde tem que pagar juros tão elevados se o setor automotivo e a agricultura pagam a metade do que está sendo oferecido?”E enfatizou que “esta taxa precisa ser revista”.

FONTE 

 

 

Temer, Aécio, Renan e mais 49 estão em delação homologada

Lista de nomes inclui apenas os citados por Cláudio Mello Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira

A delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho, homologada nesta segunda-feira (30) pela ministra Cármen Lúcia do STF (Supremo Tribunal Federal), inclui 52 políticos.

 Entre os implicados, estão o presidente Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Entre os nomes da oposição, estão os dos ex-ministros petistas Antonio Palocci (SP) e Jacques Wagner (BA), de acordo com informações do G1.

Entre os nomes próximos à cúpula do Planalto, estão os ex-ministros de Temer Romero Jucá (PMDB-RR) e Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). O atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS) também é apontado na delação de Mello Filho.

A fuga de Eike

Eike Batista “sabia da ordem de prisão quando foi para os Estados Unidos”, disse Ancelmo Gois, de O Globo.

Ele fugiu para poder negociar um acordo preliminar com os investigadores.

E, provavelmente, para movimentar seu dinheiro no exterior.

 

OPERAÇÃO PECÚLIO: PF CONCLUI INQUÉRITOS DA 5ª E 6ª FASES E INDICIA 53

Conclusões sobre esquema de corrupção devem ser entregues à Justiça.

Ex-prefeito Reni Pereira (PSB) voltou a ser apontado como líder do grupo.

Do G1 PR

Reni Pereira (Foto: Felipe Gusinski/Cohapar/Divulgação)O ex-prefeito de Foz do Iguaçu Reni Pereira (PSB) foi preso durante a 4ª fase da Operação Pecúlio; ele é apontado como líder do grupo criminoso que atuava na administração municipal

A Polícia Federal concluiu os inquéritos da 5ª e 6ª fases da Operação Pecúlio, que investiga um suposto esquema de corrução na Prefeitura e na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. No documento de 322 páginas, 83 pessoas foram indiciadas, entre elas o ex-prefeito Reni Pereira (PSB), apontado como líder da organização criminosa, vereadores, ex-vereadores, ex-secretários municipais e empresários, alguns já réus na ação penal que corre na Justiça Federal.

Nas últimas duas fases, batizadas de Nipoti 1 e 2, foram presos 12 dos 15 então vereadores da cidade, além de empresários e ex-agentes políticos. As investigações apontaram o pagamento de uma espécie de “mensalinho” aos parlamentares em troca de apoio político na Câmara para os projetos de interesse da prefeitura. Em troca, aponta a PF, eram negociados cargos para familiares na administração e em empresas terceirizadas.

Outro esquema seria o de recebimento de propina para privilegiar o pagamento de empresas com contratos com a administração local envolvendo o então presidente da Câmara, Fernando Duso (PT).

O relatório conclusivo aponta que “a  organização ramificava-se partindo do topo  da cadeia de comando da municipalidade, passando então pelas  secretarias e autarquias, diretores e demais ocupantes de cargos comissionados, além de agentes externos aqui representados por empresários de vários setores, de forma a  dar plena vazão às demandas ilícitas, cujo objetivo principal era a captação de recursos desviados dos cofres da prefeitura de Foz do Iguaçu/PR”.

De acordo com o delegado Fábio Tamura, responsável pelas investigações, os indiciados devem responder pelos crimes de fraude a licitação e corrupção.

“Algumas das pessoas cujas condutas foram investigadas integravam uma complexa  organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens de natureza econômica e pessoal, mediante a prática de graves infrações penais, tais como corrupção ativa, passiva, peculato, dentre outras correlatas”, destaca o documento.

Com a conclusão dos inquéritos, caberá agora ao Ministério Público Federal (MPF) formular a denúncia e encaminhá-la ou não à Justiça Federal.

Procurado, o advogado do ex-prefeito informou que Reni Pereira está à disposição das autoridades e que aguarda a manifestação do MPF. E, a defesa dos demais suspeitos negam as acusações. A maioria diz que foram feitas em delações premiadas sem provas.

Nas duas fases, 28 suspeitos foram presos. Vinte continuam na cadeia, entre eles dez ex-vereadores preventivamente desde o dia 15 de dezembro de 2016. Cinco deles foram reeleitos e tomaram posse do cargo no dia 18, após determinação judicial.

Operação Pecúlio
As investigações da PF que levaram à deflagração da Operação Pecúlio, no dia 19 de abril de 2016, indicam um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu envolvendo fraudes em licitações para a contratação de obras de pavimentação e de serviços na área da saúde.

De acordo com o MPF, a organização criminosa era comandada pelo prefeito afastado Reni Pereira (PSB), que chegou a cumprir prisão domiciliar por 106 dias. Doze presos preventivamente deixaram a prisão depois de assinarem acordos de delação premiada. Além de empresários e do prefeito, foram presos secretários, diretores e servidores de carreira.

Além dos vereadores, três dos 85 réus da ação penal que resultou da operação permanecem presos. Eles respondem, entre outros, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações.

De cabeça raspada, Eike vai para Bangu

Empresário de estimação

Eike Batista (Foto: Reuters)
Eike Batista (Foto: Reuters) 

Mary Zaidan

Em março de 2010, o ranking de bilionários da revista Forbes anunciava um feito extraordinário: Eike Batista subira 53 posições em apenas um ano, tornando-se o oitavo homem mais rico do mundo. Um vencedor, um exemplo – “nosso padrão, nossa expectativa, o orgulho do Brasil”, segundo a ex-presidente Dilma Rousseff.

O então megaempresário, que já criara constrangimentos ao petismo – além de dívidas impagáveis que todos os brasileiros já estão pagando -, quebrou um ano depois dos elogios de Dilma. Agora, diante de um mandado de prisão, é uma bomba que pode detonar a qualquer momento. Daquelas que o alto comando petista preferia ver protegida pela cidadania alemã de Eike.

Assim como tudo que se refere a Eike, a história de sua prisão também é megalômana, digna de best-sellers. Envolve política e corrupção, milhares de dólares, ouro, fuga, dupla nacionalidade, Interpol.

Alvo da operação Eficiência da Polícia Federal, Eike foi delatado por dois doleiros aos procuradores da Lava-Jato, no Rio de Janeiro. Apurou-se que ele pagou US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador Sérgio Cabral, hoje na penitenciária de Bangu. A transação teria sido feita em 2011, por meio de uma triangulação entre bancos do Panamá e do Uruguai, maquiada por um contrato de venda de uma mina de ouro.

Dois dias antes de o mandado de prisão ser expedido, Eike embarcou para os Estados Unidos – a negócios, segundo seus advogados – usando seu passaporte alemão. Simplesmente espetacular.

Como se sabe, Eike não está só.

Trazê-lo à tona pode fazer com que a Lava-Jato encaixe mais peças no sofisticado quebra-cabeça que tem revelado a institucionalização da corrupção no país desde as primeiras incursões do mensalão, vista hoje como um ensaio de amadores.

As palavras dele podem corroborar com informações coletadas em arquivos e delações de dirigentes de outras empresas pagadoras de propinas. Dinheiro farto para engordar campanhas eleitorais, assegurar maioria parlamentar, rechear bolsos, garantir conforto e delícias de inescrupulosos.

Mesmo que Eike nada fale, só a expedição do mandado de prisão escancara a criminosa associação da corrupção com a política de campeões nacionais, cuja conta, estima-se, supera R$ 200 bilhões, só no BNDES.

Dinheiro que garantiu o posto de homem mais rico do Brasil para Eike e fez a fortuna de escolhidos de Lula e Dilma. Dinheiro que não financiou milhares de empreendedores capazes de amenizar a crise e o desemprego. Dinheiro que está sendo pago por todos os brasileiros.

A lista dos amigos campeões não é extensa. São empresas frequentes no rol de escândalos ou de grandes devedores. Ou nos dois.

Nela, incluem-se empréstimos à criminosa confessa Odebrecht, à Friboi, enrolada com o José Carlos Bumlai, amigo de Lula, à Fibria e à Lactos Brasil. Também está a falida megaoperadora de telefonia Oi, que manteve negócios suspeitos com a Gamecorp de Fábio Luís, filho de Lula. E instalou uma estação de rádio base (Erb), antena exclusiva próxima ao sítio de Atibaia que Lula garante que não é dele, mas que, como no lobo da história infantil, tem olhos, focinho e boca que remetem ao ex.

Eike conseguiu torrar R$ 20 bilhões do BNDES.

Cinco meses depois de frequentar pela primeira vez o top ten da Forbes, o empresário de estimação do PT, a quem Lula conferiu privilégios de interlocução antes mesmo de fazer o seu primeiro discurso na ONU, arrematou em um leilão beneficente o terno que o ex usou na posse, em 2003. Pagou R$ 500 mil.

Queria moldar a imagem de empresário do bem. E, assim como Lula, usou o chapéu alheio.