Arquivo mensais:Maio 2017

Ex vereador Rodrigo Cabral deverá passar uns dias na PEF 1

download

Ex-vereador Rodrigo Cabral (Foto) foi condenado a 4 anos e 11 meses no processo da operação federal denominada Sustenido. A pena é de semi aberto. Rodrigo, através de seu advogado, fala mansa, recorreu ao TRF 4 com pedido de liminar em habeas corpus para o não cumprimento da sentença. Debalde, nesta terça (30) o desembargador relator denegou o pedido. Com isso o processo retorna a primeira instância em Foz do Iguaçu e o juiz deverá decretar a prisão do paciente que será recepcionado na penitenciária estadual 1 (Pef 1), onde deverá ficar por uns 30 dias (para familiarizar-se com o “cheiro do boi”). Na sequencia receberá uma tornozeleira eletrônica e irá para casa no Porto Meira.
O apetrecho deverá ficar na canela do mancebo por 1/6 da pena, uns seis ou sete meses. (fala mansa perdeu mais uma).

PITACO: A lembrança que temos do ex-vereador foi numa elegante mesa de restaurante chique de Buenos Aires em companhia de seu amigo Eduardo Teixeira, o fraldão. Vaidosos, tiraram Selfie e postaram nas redes sociais. As ilustres senhoras juntas, off course.

EX-SECRETÁRIO DE SAÚDE CHARLES BORTOLO GANHA LIMINAR 

images
Dentista sentiu-se perseguido, demandou no judiciário e ganhou.

Charles Bortolo, ex-secretário de Saúde de Foz do Iguaçu, foi preso na operação Pecúlio. É fato. Como é concursado da prefeita deste 1988 no cargo de cirurgião dentista consultor,  assim que deixou o xadrez voltou ao trabalho. Ocorreu que, segundo o mesmo, por motivos de vingança sua superiora  (Luz Marilda Cardona) o transferiu para os confins aonde  o Judas perdeu as botas…, ao invés de lotá-lo novamente na UPA João Samek onde sempre atendeu.
Irresignado Charles entrou com pedido de liminar em mandado de segurança que foi julgado e deferido pelo douto juiz Wendel Fernando Brunieri (autos 0014806-36.2017.8.16.0030 da 2ª VARA FAZENDÁRIA), que deu prazo de 5 dias para que a prefeitura proceda a transferência do dentista para a UPA João Samek, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais)   á pessoa da autoridade apontada como coatora, diretamente. E assim, esse ínclito juiz recolocou as coisas em seus devidos lugares.

O vice que oferecia uma pacificação joga o país num confronto irracional

Eduardo Knapp/Folhapress
Sao Paulo, SP, BRASIL, 30-05-2017: Presidente Michel Temer (PMDB) passa ao lado do prefeito Joao Doria (PSDB) na abertura do Forum de Investimentos Brasil 2017 no Hotel Grand Hyatt, em Sao Paulo (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress, PODER).
O governo do “pacificador” de 2016 dá sinais de que joga na estratégia da tensão

Serão necessários alguns meses e muita paciência para que se reconstruam os acontecimentos da tarde de quarta-feira passada, quando Michel Temer botou a tropa do Exército na Esplanada dos Ministérios. Foi um lance de baderna institucional de um governo que não tem o adequado planejamento da segurança da capital. Até que se possam comparar versões, vale o que está escrito: o decreto tem a assinatura de Temer.

O governo do “pacificador” de 2016 dá sinais de que joga na estratégia da tensão. Precisa de “black blocs” para desqualificar as manifestações do “Fora Temer” e das “Diretas-Já.

Não se diga que os mascarados saem da periferia do Planalto, como em 1968 os terroristas que praticavam atentados a teatros saíam do Centro de Informações do Exército. No ano passado, um capitão da ativa foi detido numa manifestação em São Paulo, numa história para lá de girafa. (No século passado, quando oficiais se metiam em atentados sem vítimas fatais, terroristas de esquerda já haviam matado gente com uma bomba no saguão de aeroporto de Guararapes e assassinado um capitão americano.)

A estratégia da tensão tem um efeito narcótico para um governo fraco. Ela cria problemas novos, graves, sejam quais forem. ‘Black blocs” noturnos incendiando ministérios depois de uma manifestação programada com antecedência e realizada em paz são uma flor dessa estratégia. O Exército entrando na Esplanada a pedido do presidente fecha a corbeille.

Temer prometeu um ministério de notáveis e nomeou uma equipe de suspeitos. No domingo, o governo anunciou uma dança das cadeiras do ministro Osmar Serraglio da Justiça, com Torquato Jardim, da Transparência. Tirar Serraglio da Justiça remediava o erro de tê-lo posto, mas por que deveria ir para a Transparência? Serraglio recusou a proposta e voltará à Câmara. No mundo das transparências, seu suplente, o deputado Rodrigo Rocha Loures, foi filmado carregando uma mala de dinheiro da JBS e Serraglio, grampeado chamando um urubu da Operação Carne Fraca de “meu chefe”.

Numa entrevista à repórter Daniela Lima, Torquato Jardim disse o seguinte: “O que interessa, em primeiro lugar, é a economia. A crise não é política –a mídia transformou em crise política–, mas econômica.”

Alô, alô, doutor, dois ministros de Temer foram-se embora porque meteram a mão onde não deviam, outros nove estão sendo investigados a pedido da Procuradoria-Geral da República, e foi vosso chefe quem teve sua conversa com Joesley Batista. A imprensa nada teve a ver com esses episódios.

Temer, como todos os seus antecessores (e sucessores), tem enormes queixas da imprensa. Ele tem razão quando reclama de que o fatídico “tem que manter isso aí” seguiu-se a uma frase na qual Joesley dizia que estava “de bem” com Eduardo Cunha. Nada a ver com o trecho em que o empresário trata de ajuda pecuniária ao encarcerado.

Quando a charanga do Planalto atribui o conjunto da conversa a um momento de inocência de Temer, zomba de inteligência alheia.

O doutor Rodrigo Janot e o ministro Edson Fachin tornaram espinhosa a defesa do varejão da Lava Jato, mas ministro da Justiça gesticulando contra serve só para agravar a situação.

Do Elio Gaspari

Apartamento de luxo de Antonio Belinati vai à leilão no dia 13 de julho

Antonio Belinati Foto Divulgação

Redação Paiquerê/Lino Ramos

O Edifício Costa do Marfim fica na rua Belo Horizonte, região central de Londrina, repletadas de apartamentos de alto padrão.o luxo. O imóvel fica no 5º andar e tem 366 m² de área bruta, sendo 322 m² de área privativa. O valor de avaliação é de R$ 912.719,38. E o lance inicial é de R$ 547.631,62.A Sétima Vara Cível de Londrina marcou para o próximo dia 13 de julho o leilão de um apartamento pertencente ao ex-prefeito Antonio Belinati, o “Tio Bila”. O imóvel fica no Edifício Costa do Marfim e será leiloado porque o locatário do apartamento não pagou os valores de condomínio, que chegam a R$ 95.060,74.

O apartamento possui cozinha planejada, sala de jantar, sala de estar com 3 ambientes, sala de tv, duas áreas de sacada, lavabo, três quartos com armários, suíte, quarto de serviço, lavanderia, despensa com armários e 3 garagens.

O apartamento está no nome de Cyntia Salles Belinati, filha de Tio Bila, mas segundo a empresa JE Leilões,é de usufruto de Antonio Casemiro Belinati.

O Leilão da 7ª Vara Cível de Londrina será no dia 13 de julho, no Hotel Thomasi, com início às 9 horas e oferta por valor superior ao valor de avaliação. Se não houver, em seguida começa o segundo leilão.

DELEGADO QUE TENTOU SABOTAR LAVA JATO VAZOU CARNE FRACA PARA PETISTA

O Antagonista

O MPF denunciou o delegado Mário Renato Castanheira Fanton por quebra de sigilo funcional, ao vazar informações sigilosas da Operação Carne Fraca para o ex-deputado André Vargas, quando o petista foi preso na Lava Jato em 2015.

Na denúncia, o MPF diz que o vazamento ocorreu dentro do carro que transportou Vargas de Londrina a Curitiba. Fanton era o responsável pela investigação da Carne Fraca.

Mas não é só isso. Fanton esteve envolvido no episódio do “grampo” na cela de Alberto Youssef – plano claramente forjado para tentar anular a Lava Jato. Fanton, que testemunhou a favor de Marcelo Odebrecht, acabou denunciado por calúnia.

Na 32ª fase da Lava Jato, batizada da Operação Caça-Fantasma, a PF descobriu a participação de Edson Fanton, tio do delegado, num esquema de abertura de offshores envolvendo o banco panamenho FPB Bank.

É bom lembrar que Vargas foi vice-presidente da Câmara e secretário nacional de comunicação do PT… e apoiava mensaleiros com o punho erguido.

Procurador preso gostava de vinhos caros e rodas de pôquer

Vinhos de alto padrão à mesa

Ângelo Goulart Vilella, o procurador que foi preso pela Polícia Federal por receberia uma mesada da JBS, não se contentava com qualquer coisa. Afinal, de que valem os esquemas de corrupção, se seus beneficiários não puderem levar uma vida abastada.

Além do apreço por acessórios de alto gabarito, o investigador era conhecido por promover longas rodadas de pôquer e festas em sua casa. Não servia qualquer coisa. Quem frequentava as pajelanças lembra que eram comuns garrafas de vinho acima de 100 reais à vontade do freguês

HubertIndiretas

Polícia Federal apreende 134 quilos de cocaína na BR 277

A Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR efetuou no início da tarde de hoje (31/05/2017), a apreensão de aproximadamente 134 quilos de cocaína na forma de pasta base e prisão em flagrante de uma pessoa. A droga era transportada em um veículo VW/KOMBI, que foi abordado na BR 277 em Santa Terezinha de Itaipu/PR. Os Policiais responsáveis pela diligência desconfiaram das características do teto/cobertura do veículo e iniciaram vistoria minuciosa no automóvel, sendo que após a retirada completa da lataria superior do veículo foram localizados inúmeros tabletes da droga ocultados naquele compartimento. Tendo em vista que o preso optou por permanecer em silêncio por ocasião de seu interrogatório, não foram obtidas informações acerca do destino da droga bem como de outros detalhes inerentes ao seu transporte. No entanto, pelas características e quantidade da droga, assim como pelo local da abordagem, há fortes indícios da transnacionalidade da conduta. Estima-se que nos locais de destino, o quilo da droga possa ser comercializado por até R$ 20.000,00 (vinte mil reais).

popos

Release da PF em Foz do Iguaçu

CONTRABANDO OU DESCAMINHO

Durante patrulhamento, por volta de 09:35h, foi avistado um veículo Monza. Que saiu da rodoviária de Santa Terezinha em atitude suspeita, que foi acompanhado e abordado tentando adentrar no estacionamento de um hotel, na rua Leonizio Magagnin no Centro. Sendo que dentro do veículo estavam algumas bolsas contendo mercadorias oriundas do Paraguai. Diante dos fatos o cidadão a mercadoria e o veículo foram entregues a Receita Federal, na operação muralha para procedimentos cabíveis.

MOTO RECUPERADA

Por volta das 21h40min,  compareceu no plantão de polícia militar, em Medianeira,  uma senhora, a qual relatou que sua mãe, teve sua motocicleta Honda/c100 Biz, furtada na data de 29/05/2017 e que devido ao fato postou um pedido de ajuda em uma rede social para saber possíveis informações que levasse a recuperação do veículo, uma pessoa lhe informou ter visto uma motocicleta com as mesmas características da que foi furtada, em estado de abandono em um mato nas proximidades do clube de bailes costa oeste. Diante dos fatos a motocicleta foi encaminhada juntamente com a solicitante a delegacia de polícia civil local para os procedimentos cabíveis.

 

OPINIÃO

Um fio de esperança

* Carlos Eduardo de Santi


mosca

Enquanto os réus na Operação Pecúlio transitavam pelos corredores da Justiça Federal para as oitivas das testemunhas de sua defesa, a Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu, sob nova direção, apresentou nesta terça-feira, 30 de maio, na Câmara Municipal, o Relatório Detalhado Quadrimestral (RDQ). Trata-se de uma formalidade estabelecida pela Lei nº 141/2012, que visa à prestação das contas públicas pelos gestores do Sistema Único de Saúde em todas as esferas de governo. O RDQ contempla, entre outras informações, um resumo da produção dos serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada do município bem como o montante e a fonte dos recursos aplicados no período de quatro meses. Além da apresentação em audiência pública, o relatório deve ser previamente submetido à apreciação do Conselho Municipal de Saúde.

Terça-feira, oito horas da manhã de um dia frio. Como de costume (são três apresentações anuais do referido relatório), não foi notada a figura do cidadão comum na Casa de Leis – em contraste com a presença maciça dos representantes da gestão, disponíveis para esclarecer as dúvidas – possíveis – sobre os serviços de saúde do município. A apresentação se estendeu por pouco mais de uma hora e só diferiu das anteriores do gênero em um único ponto: desta vez, cerca de dois terços dos vereadores se fizeram presentes (ainda que aterrissando em conta-gotas). Nas legislaturas passadas, o quórum prevalente era de dois a três edis, que mal paravam nas dependências do plenário, em meio a um auditório entregue às moscas.

Podemos depreender algumas coisas desse episódio.

A primeira é que a população, aquela mesma que congestiona as redes sociais com piadinhas e vídeos sarcásticos sobre políticos e o caos que tomou conta do país, que sai (?) às ruas para reclamar a renúncia do presidente Michel Temer e a prisão de Lula & cia e que mostra reverência ao excepcional trabalho do juiz Sérgio Moro e sua equipe na Operação Lava-Jato, parece ainda não ter compreendido que a situação do nosso país só será realmente transformada mediante sua participação efetiva nos fóruns de controle social estipulados pela Constituição Federal. Ainda que a divulgação do evento não tenha sido proporcional à sua importância (e a explicação para isso deve ser buscada e corrigida para os eventos futuros), nenhuma justificativa é plausível para o absoluto distanciamento popular como se verificou. As mídias, inclusive, também deixaram a desejar (nem mesmo o telejornal da principal emissora de TV da fronteira pautou em sua edição uma nota sobre o assunto).

A segunda evidência é a de que Foz do Iguaçu tem um longo caminho a percorrer para recuperar o fio da meada no quesito saúde pública. Não é necessário rememorar os transtornos herdados da gestão passada, de conhecimento público e notório, que culminaram com um saque monstruoso nos cofres públicos, segundo apurou o Ministério Público. Mas as dificuldades para recolocar a máquina nos trilhos são enormes. Os primeiros meses do ano serviram apenas para que a nova gestão pudesse dimensionar o tamanho do estrago (sim, a recém empossada equipe da Saúde é basicamente a mesma que geriu o setor no governo interino da ex-prefeita Inês Weismann, aliás, atual secretária da pasta). Salvo alguns nós desatados, aqui e acolá, os problemas ainda são os mesmos. E sua solução, gradual e parcial, demandará tempo, massa encefálica e – claro – recursos financeiros. Não dá para esperar grandes milagres neste ano; uma gestão mais austera, racional e eficiente já estará de bom tamanho.

Mas o que mais chamou a atenção no evento foi mesmo a presença dos nobres edis. Mais do que isso, foi a forma como se comportaram – um a um – os representantes do legislativo iguaçuense ao final da apresentação do relatório: com respeito, simplicidade e demonstrando que têm feito a lição de casa, ou seja, fiscalizado efetivamente os serviços públicos do município. Aliás, eis aí um dos pilares básicos do exercício da função legislativa.

Praticamente todos os vereadores presentes se manifestaram, embora não exatamente em referência aos dados apresentados, mas procuraram transmitir a experiência obtida com as visitas aos diversos serviços de saúde. Evidentemente, ativeram-se aos pontos negativos – a maioria ligada à infraestrutura predial depreciada e a processos de trabalho falhos. Mas isso não foi de todo ruim, afinal, demonstraram a intenção de atuar como parceiros do Executivo na solução dos problemas (inclui-se aí a busca de recursos financeiros junto a outras instâncias governamentais e seu consequente repasse à Secretaria da Saúde). Isso tudo sem deixar de exercer o seu papel constitucional peculiar de fiscalizar, assim o disseram.

Confesso que fui surpreendido positivamente pela postura dos nossos novatos vereadores (13 dos 15 eleitos estão na primeira legislatura). Espero – e há motivos concretos para isso – que realizem um trabalho digno, porque o espectro de seus antecessores paira como uma assombração naquela Casa de Leis.

* Carlos Eduardo de Santi é médico veterinário, graduado em Tecnologia da Gestão Pública, pós-graduado em Vigilância Sanitária, foi coordenador da Vigilância Sanitária e diretor de Atenção Básica na Prefeitura de Foz do Iguaçu. Servidor público de carreira desde 2000, atualmente exerce a chefia do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).