Arquivo mensais:junho 2017

Operação Calabar: mais de 90 PMs são acusados de envolvimento com o tráfico

Mais de 90 policiais militares (PMs) são alvos da Operação Calabar, desencadeada hoje (29) pela Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo o MP, estão sendo cumpridos 96 mandados de prisão preventiva contra PMs acusados de receber dinheiro de traficantes de drogas na região de São Gonçalo.

Também foram expedidos mandados de prisão contra pelo menos mais 71 acusados de envolvimento com o tráfico de drogas, pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo. De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público, e da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, os policiais recebiam dinheiro para não coibir o tráfico no município.

Os PMs foram denunciados por organização criminosa e corrupção passiva. Já os civis foram denunciados por tráfico de drogas e corrupção ativa.

Além dos acusados com mandados de prisão preventiva expedidos, mais cinco civis foram denunciados, acusados de serem os intermediários das propinas. Eles eram responsáveis por recolher o dinheiro com os homens que vendiam a droga, a fim de remunerar de forma ilícita os policiais.

A investigação teve início em 2016, depois da prisão de um homem flagrado com dinheiro oriundo de comunidades controladas pelo tráfico de São Gonçalo, que seria entregue a PMs. Ele aceitou fazer uma delação premiada sobre o esquema. Todos os policiais acusados eram do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), entre julho de 2014 e dezembro de 2016.

Investigações

As investigações interceptaram ligações telefônicas em que os policiais negociavam com traficantes por meio de telefones particulares e números sem cadastro. Na denúncia, o Ministério Público afirma que “boa parte do efetivo do 7º BPM (São Gonçalo) constituiu uma organização criminosa”.

O MP também denunciou o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco. Ele está preso desde 2002, após a morte do jornalista Tim Lopes. Apesar de não ser uma liderança do crime organizado em São Gonçalo, as investigações constataram que seu nome constava na lista de recebedores de dinheiro do tráfico local.

Considerados líderes do tráfico na região pela polícia e o MP, Shumaker Antonácio do Rosário e Érico dos Santos Nascimento, conhecido como Farme, estão entre os denunciados.

Azedinha convoca novamente o véio Chico

Azedinha não aguentou! Convocou de novo para escrever o véio Chico Alencar, o dinossauro do jornalismo nativo. Chico se recusa a entrar na modernidade usa até hoje uma velha máquina de escrever. Tem horror a computador (detalhe: Chico botou a azedinha na justiça do trabalho e perdeu). Gordoidão adora problemas…

Agora para completar o time Língua sugere a convocação do PUM. Ele deita e rola nas redes sociais com o bordão “poizé”. É tudo que consegue produzir.

Ainda sobre a azedinha…

Tiro o chapéu para a sinceridade do Paulo McD (pelo mesmo neste caso) que escreveu coluna por umas duas semana na azedinha até jogar a toalha, ao sair cunhou a frase lapidar:

“Não vou mais escrever em jornal que ninguém lê!

Palmas para o Méc que não se furtou de dizer a mais cristalina verdade. (Língua vem falando isso há 3 décadas).

SOBRE O 12ª FESTIVAL DE TURISMO

Acontece a 12ª edição do festival de turismo do Paulo Angeli.

A velha mídia está confusa. Em cada reportagem sobre o evento ouço coisas do tipo:

“é o maior festival do Brasil do gênero!” “é o maior festival da América do Sul do gênero!” “Cerca de 8 mil pessoas estão presentes”. “Cerca de 12 pessoas pessoas estão presentes”. “Cerca de 15 mil pessoa estão presentes”. Ninguém chega a um acordo.

Detalhes de quem banca o evento:

Só o ministério do Turismo repassou a estes eventos mais de 800 mil reais. A Itaipu repassou 30 mil dólares. Só num dos eventos de 2016 a prefeitura de Foz do Iguaçu repassou 200 mil reais. Estamos levantando quando repassou nas outras 11 edições. E também saber se o Estado do Paraná repassou e quanto.

Detalhe: Não somos, absolutamente, contra o evento. Somos contra o fato de o organizador não prestar contas de como e onde gasta essa dinheirama arrecadada dos cofres públicos. Entendemos, que, no final de cada evento, o organizador deveria publicar o balaço do festival dizendo quanto recebeu e como gastou. E isso nunca foi feito. Como o evento é bancado com recursos públicos nada demais em primar pela transparência, não é? Estamos na luta para conseguir que se faça a prestação de contas do festival de turismo. Tá dureza! Mas não desistimos.

Lembrando que o festival de humor do Bonato também foi incensado como sendo o maior do planeta e deu no que deu. Acabou com a carreira política do Paulo McD e azedou a vida do Ziraldo & Cia que não pode mais nem ouvir falar no nome do Bonato. Sem falar em mais gente importante de Foz do Iguaçu que segue condenada a devolver muita grana pelas condenações federais em cima do evento.

A CONDENAÇÃO DE DOIS POLICIAIS CIVIS 

Na edição de ontem contamos que a Justiça condenou os policiais civis Kaká e Paduan a 7 anos de reclusão em regime semi-aberto. Deixamos de acrescentar que o Juiz decretou também a perda do cargo público e os impediu de voltar ao trabalho, mas podem continuar recebendo seus salários até o trânsito em julgado. Eles podem recorrer.

O JANTAR INDIGESTO

Presidente Temer jantou na casa do ministro do STF Gilmar Mendes. Levou os ministros Elizeu Padilha e Moreira Franco, ambos denunciados na Lava Jato. A Globo descobriu e caguetou. Detalhe: o jantar na foi registrado na agenda oficial da presidência. Esse ministro Gilmar Mendes não se dá ao respeito. Uma vergonha para a Suprema Corte!

 

 

ESCLARECIMENTO SOBRE A DEFENSORIA PÚBLICA

Sandra Agostinho
Vereadora de Santa Terezinha de Itaipu publicou o texto abaixo no facebook sobre a administração Claudio Eberhard (PSDB) que capitaneia seu terceiro mandato.  Boa leitura.

 

A Administração Municipal mais precisamente o representante da administração responde por uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa por lotar em seu gabinete uma assistente que em desvio de função realizava atendimento na defensoria pública. O fato é que quando o vereador é eleito para fiscalizar e não omitir certas situações ou não é conivente com algumas irregularidades. Muitos da população fazem críticas, mas quando o vereador haja de forma que sejam para serem aplicadas as leis corretas também alguns não entendem dessa forma. Durante esse mês estamos recebendo vários questionamento sobre esse tema e alguns funcionário da Secretaria de Assistência social instigados pelo representante da administração no momento em que as pessoas estão indo lá procurarem o atendimento que é deles por direito, estes funcionários estão treinados para dizerem que foi a vereadora Sandra que acabou com a defensoria. O representante da administração como sempre diz em seus discursos que ja está em seu terceiro mandato, mas deveria ter feito esse concurso e tudo estaria resolvido. O que eu fiz no papel de vereadora foi apenas que cumprisse a lei. Muitos advogados que estão dispostos a darem um atendimento digno e permanente a população e não alguém apenas de cunho político que quando o gestor sai do mandato o advogado sai junto e deixa todos os processos em andamento parado. Queria apenas dizer que a defensoria não acabou apenas o representante da administração assuma o seu papel de gestor em fazer o concurso. conforme próprio entendimento da promotoria pública que nos autos denunciou o representante da administração por ato de improbidade administrativa. Ninguém aqui está brincando com as pessoas agora colocarem gente pra dizerem que eu acabei com a defensoria é uma falta de capacidade de mostrar que a lei está para ser cumprida. Estou a disposição para qualquer esclarecimento agora omitir o erro e querer jogar a responsabilidade naquele que apenas quer cumprir seu papel de fiscal do povo é uma hipocrisia.

Grande abraço VEREADORA SANDRA.

 

“O Estado chicaneiro de Gilmar Mendes”

A página do Facebook do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima é leitura obrigatória.

Ele desmascara todas as manobras para destruir a Lava Jato.

Hoje ele explicou exatamente o que Gilmar Mendes está tentando fazer no STF.

Leia aqui, por favor:

O combate à impunidade tem muito a perder hoje. Gilmar Mendes quer com seu discurso alcançar um meio para anular as provas de crimes de corrupção produzidas pela Lava Jato. Nesse aspecto, o Ministro Barroso está certo em alertar onde Gilmar Mendes pretende chegar. Vejam como ele pretende fazer.

Ao querer discutir a legalidade do acordo no momento da sentença (e aqui também em todos os recursos), o que Gilmar Mendes pretende é introduzir a possibilidade de se anular o acordo, mesmo que o Ministério Público o entenda cumprido.

Ao anular o acordo, Gilmar Mendes pretende anular tudo que foi produzido por este acordo, o que significa a anulação de todas as provas produzidas. Ou seja, se o acordo é nulo, nulas são as provas, usando, como sempre, a teoria do fruto da árvore envenenada. Se a árvore está envenenada, o fruto também está.

Dessa forma, abriria a possibilidade de serem anuladas ou reformadas todas as condenações de todas as operações em que foram as provas obtidas através ou em decorrência de um acordo de colaboração premiada, inclusive – e aqui especialmente – as condenações de Sérgio Moro na Operação Lava Jato.

Gilmar Mendes, espertamente, usa a indignação da população com os benefícios alcançados pelos irmãos Batista – afinal, ninguém gosta de impunidade – para alcançar MAIS IMPUNIDADE. Só que agora de todos os poderosos envolvidos e revelados pelas investigações. Alcança-se assim o sonho de salvarem-se todos os políticos, de Lula a Temer.

Assim, o objetivo é retomar o velho caminho da impunidade através de truques formais, como sempre aconteceu em operações anteriores à Lava Jato.

Retroagir a análise da legalidade do acordo, isto é APÓS o colaborador ter entregue fatos e provas contra si e contra terceiros, inclusive de fatos desconhecidos pelas autoridades, e de ter o colaborador aberto mão do seu direito de não se auto incriminar e de recorrer da sentença que aplica a pena acordada, OFENDE os princípios da boa-fé, da confiança e da segurança jurídica.

Isto é, permite que o Estado aja como um chicaneiro.

Espero que a maioria dos ministros do STF caminhe para confirmar o entendimento tão bem expresso pelo Ministro Celso de Melo, e não permita que seja aberta a possibilidade de anularem as provas produzidas pela Lava Jato.

Seguindo o exemplo de Joslei “bifesujo”

Delator diz que acordo de delação premiada não previa uso de tornozeleira eletrônica

Fernando Migliaccio, ex-executivo da Odebrecht, reclamou a Sergio Moro

O ex-executivo da Odebrecht Fernando Migliaccio (Foto: Divulgação/ Agência O Globo)

O ex-executivo da Odebrecht Fernando Migliaccio, responsável por pagamentos do departamento de propinas da construtora e preso desde fevereiro do ano passado, pediu ao juiz federal Sergio Moronesta quarta-feira (28) que corrija informação contida na sentença proferida em 26 de junho. Na decisão de Moro, constava que Migliaccio deveria usar tornozeleira eletrônica em regime aberto diferenciado, por dois anos, após o período de um ano em regime fechado. A defesa do ex-executivo diz que foi determinado, no acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal, que seu cliente cumpriria a segunda parte da pena sem o monitoramento eletrônico.

 

Ex-prefeito de Londrina é condenado a devolver mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos

Tio Bila se estrepou novamente

Antônio Belinati também foi condenado a oito anos de suspensão dos direitos políticos. Ação investiga fraude em licitação em um contrato de 1998.

O ex-prefeito também foi condenado a oito anos de suspensão dos direitos políticos. A sentença é de terça-feira (27), foi proferida pela juiz Marcos José Vieira, e cabe recurso.

A denúncia foi aceita em 2002 e é o principal caso de corrupção da terceira gestão de Belinati. Ex-secretários que atuaram junto com Belinati, à época, também foram condenados.

G1 tenta contato com a defesa de Antônio Belinati.

Após ter o mandato cassado em 2000, Belinati se candidatou por duas vezes para prefeito de Londrina. Em 2004, foi derrotado por Nedson Micheleti (PT) no segundo turno. Em 2008, foi eleito prefeito de Londrina pela quarta vez. Ele venceu no segundo turno o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), com 138.926 votos (51,73% dos votos válidos).

Porém, dois dias depois da eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pedia a impugnação da candidatura, impedindo assim que Belinati assumisse o cargo.

Atualmente, o atual prefeito da cidade é o sobrinho dele – Marcelo Belinati (PP).

PITACO: Belinati responde a mais de 90 ações judicias, não sei como dorme.