Arquivo mensais:julho 2017

Marketing de turismo e futebol ao mesmo tempo não dá certo


Diretor de marketing de turismo de Foz do Iguaçu entrevistando jogador em São Paulo

Secretário Municipal de Turismo Gilmar Piolla viu-se na obrigação de chamar ás falas o seu Diretor de marketing da Secretaria, Washington Sena, que viajou para São Paulo na última sexta (28) para narrar um clássico do futsal entre o Foz Cataratas e o Corinthians. Sena justificou-se dizendo que a pessoa que estava escalada para fazer o trabalho pipocou, aí ele foi. Então, tá. 

CORUJA NO PINOTE


O que o coruja mais gosta é tirar foto ao lado de políticos… 

Continua a novela para ouvir o Oliveirinha na 6ª SDP. Cada policial que liga ele dá uma desculpa. A de hoje foi de que estava na estrada, em seguida a ligação sempre cai…
Ajoelhou, tem que rezar seo coruja.

CORNO DO LOTE, O REGRESSO

O corno do lote voltou as suas origens, pauteiro meia boca do jornaleco chinfrim… Mas sem esquecer de destilar a sua cicuta quando o patrão determina…  Quanto ironia, durante oito anos ficou no bem bom, desfilando de Mercedes…
Agora caiu a ficha e dá-lhe de escrever materinhas venenosa no jornaleco que ninguém lê, segundo o ex-prefeito Paulo McD. Foi ele que falou, e o Méc não mente…

 

 

Fiscalizações na Ponte Internacional da Amizade no fim de semana apreendem cocaína, maconha e spray de pimenta

                          Sábado (29) movimentado com grandes apreensões no âmbito da Operação Fronteira Integrada, equipes da Receita Federal e policiais do BPFron realizaram apreensões de cocaína, maconha e sprays de pimenta. As ações ocorreram na Ponte Internacional da Amizade durante o fim de semana.

                Na tarde de sábado (29), em Santa Terezinha do Itaipú/PR, servidores e policiais realizaram abordagem de rotina a um ônibus de linha que seguia para a cidade de São Paulo/SP. Durante a fiscalização encontraram uma grande quantidade de vidros de esmalte de posse de um homem de origem nigeriana. Desconfiados, os servidores realizaram uma fiscalização minuciosa nos frascos de esmalte e encontraram cocaína oculta nas tampas dos mesmos. Os frascos totalizaram 60 unidades com aproximadamente 200 gramas de cocaína. O homem foi preso em flagrante e confessou que pretendia levar a droga até a Tailândia.

              Mais tarde, por volta das 20hrs, os servidores abordaram um táxi paraguaio que possuía apenas uma mulher como passageira. Durante a fiscalização foi encontrada uma mala que continha tabletes de substância análoga a maconha e munições calibre 45. A passageira, uma brasileira menor de idade, assumiu que a droga era sua e que e que tinha o intuito de revendê-la. A maconha totalizou 17,71kg e haviam 35 munições. A mulher foi presa em flagrante e encaminha à delegacia de Polícia Civil por ser menor de idade.

             Ainda no sábado (29), perto das 22hrs, os servidores abordaram um ônibus de turismo que estava lotado com mercadorias estrangeiras no bagageiro. Ao verificar uma bagagem específica, foram encontrados diversos frascos de sprays de pimenta ocultos em meio a tintas de cabelos, pois as embalagens eram quase idênticas o que dificultava fazer distinção entre elas. O passageiro identificado como dono das mercadorias disse que não era o proprietário das mesmas e que apenas estava transportando em troca de R$ 70, como os demais passageiros do ônibus. No total haviam 80 frascos de spray de pimenta. O passageiro e o motorista do ônibus foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.

GDE apreende maconha no bairro Morumbi
Na tarde deste sábado (29), investigadores do Grupo de Diligências Especiais realizaram a apreensão de 21Kg (vinte e um quilos) de maconha em uma residência do bairro Morumbi.
A equipe recebeu denúncia anônima informando que em uma residência da Rua Nivaldo do Amaral teriam algumas caixas abandonadas no local e uma movimentação de veículos.
De imediato, os investigadores se deslocaram até o referido endereço onde lograram êxito em localizar duas caixas com o referido entorpetence. Na casa não foi localizado moradores e os vizinhos também não souberam informar quem ali residia.
A droga foi entregue na Delegacia da Polícia Civil, as investigações prosseguem com a finalidade de identificar os moradores da residência, bem como os responsáveis pelo entorpecente.

MOTOCICLETA RECUPERADA

Às 7h do dia 28, uma motocicleta Honda Broz de cor preta, sem carenagem foi encontrada na rua Engenheiro Rebouças no centro de Foz do Iguaçu.

CUMPRIMENTO DE MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO

Às 22h do dia 28, durante patrulhamento de trânsito na avenida Brasil, foi realizada abordagem a um jovem, que ao perceber a presença da viatura policial tentou mudar seu trajeto e abaixou a aba do boné escondendo o rosto. O adolescente de 16 anos tinha um mandado de busca e apreensão em seu desfavor, sendo encaminhado a Delegacia Especial do Adolescente.

VEÍCULO RECUPERADO

Às 13h do dia 28, um automóvel Ford Fiesta de cor prata que havia sido furtado, foi encontrado na rua Gávea no bairro Morumbi.

LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE

Por volta das 18h do dia 28, houve uma denúncia de que uma pessoa estava efetuando disparos de arma de fogo na rua Capibaribe.  Quando a equipe policial chegou ao local, foi informada de que teria dois indivíduos alvejados na Av. João Paulo II. As duas vítimas estavam com várias perfurações. Ambos informaram que foram no local cobrar uma dívida de um senhor que sacou um revólver e realizou diversos disparos. Uma equipe do Siate encaminhou os feridos até o hospital municipal.

CUMPRIMENTO DE MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO

Às 02h do dia 29, um adolescente de 16 anos foi abordado no bairro Portal da Foz. Havia um mandado de busca e apreensão contra ele.

CONTRABANDO / DESCAMINHO

Às 19h do dia 28, a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima de que 3 veículos estariam sendo carregados com mercadorias na barranca do Rio Paraná, próximo ao Marco das 3 Fronteiras. Um Fiat Idea foi abordado na rua Francisco Fogaça do Nascimento e estava carregado com 11 volumes de mercadoria de origem estrangeira. Na sequência outra equipe policial abordou o condutor do automóvel GM/Vectra na rua Elia Mikhael Nicola. Dentro do veículo foram localizados 10 volumes de mercadoria de origem estrangeira. Na continuidade os policiais desceram até a barranca do rio Paraná e encontraram em meio a mata 22 volumes contendo cigarros, óculos e relógios. Dois indivíduos foram encaminhados a Delegacia da Receita Federal.

APREENSÃO DE 50KG DE MACONHA

Às 19h do dia 28, foi tentado realizar abordagem a um indivíduo que estava em meio a um matagal na rua Cara no bairro Profilurb, mas ele fugiu. Foram apreendidos 72 tabletes de maconha que totalizaram 50kg.

CONDUZIR VEÍCULO AUTOMOTOR COM A CAPACIDADE PSICOMOTORA ALTERADA

À 1h30 do dia 29, o condutor de uma motocicleta estava dirigindo perigosamente no bairro Porto Meira, ignorando sinais luminosos e preferenciais. O indivíduo tentou entrar em uma residência e fechar o portão. Ele não possuía CNH e estava com forte odor etílico. Após aferição do teste do etilômetro foi constatado resultado 0,54mg/l.

FURTO

Por volta das 4h do dia 29, um indivíduo foi detido por uma equipe de uma empresa de segurança na rua Di Cavalcanti. O rapaz tinha furtado alguns produtos de um posto de combustíveis localizado na avenida Carlos Gomes.

MAUS TRATOS CONTRA ANIMAIS

Às 18h do dia 29, policiais militares encontraram um ambiente organizado para rinha de galo, com uma “arena”, gaiolas, esmaltes, espora, bicos e ferros no bairro Porto Meira. Uma ave foi encontrada morta. Na hora da abordagem duas pessoas foram detidas e outras fugiram. Uma equipe da Polícia Ambiental esteve no local e recolheu os materiais utilizados na rinha de galo. Os envolvidos foram conduzidos até a delegacia da Polícia Civil.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA / APREENSÃO DE MACONHA

Às 8h do dia 30, uma equipe foi atender uma ocorrência de violência doméstica na avenida Pôr do Sol. A solicitante informou que foi agredida pelo seu namorado, apresentando sinais de agressão no olho e no braço. O rapaz apresentava sinais de embriaguez e tinha arranhões no braço. Ela ainda informou que o namorado guardava um tablete de maconha no freezer.  514g de maconha foram apreendidas. Os envolvidos foram encaminhados para a delegacia.

CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO

Às 9h30 do dia 30, uma equipe da cidade de Santa Terezinha de Itaipu foi solicitada para averiguar uma situação de ameaça. Chegando no local a mulher disse que havia discutido com seu convivente e que ele teria ameaçado ela. Após consultar o nome do rapaz no sistema informatizado, foi constatado que havia um mandado de prisão contra ele.

ARMAS ABANDONADAS

Às 17h30 do dia 30, houve uma denúncia anônima de que teria duas armas abandonadas no lixeiro externo de uma empresa situada na avenida Olímpio Rafagnin no bairro Parque Presidente. Os policiais foram até o local e encontraram duas pistolas calibre 9mm e 4 carregadores que foram encaminhados para a delegacia da Polícia Civil.

POLICIAMENTO EM LOCAL DE MORTE

Por volta das 19h do dia 30, foi encontrada uma pessoa em óbito em uma estrada rural da cidade de Missal. Havia ferimentos na região do abdômen. Uma testemunha relatou que ouviu gritos e posteriormente visualizou uma motocicleta.

Temer “pato manco”

 
“Pato manco” (lame duck, no original inglês) é uma expressão para caracterizar governante que permanece no cargo, mas sem poder e sem prestigio. Normalmente ocorrem com governantes em final de mandato que nada mais tem a fazer do que aguardar a posse do sucessor. Mas caracteriza também o governante que perde prestígio popular, não tem apoio parlamentar ou não tem recursos orçamentários.O Governador Pezão no Rio de Janeiro reúne essas três condições desfavoráveis, enfrentando crises diárias. Já o Presidente Temer, ainda tem um razoável apoio parlamentar, mas grandes limitações de gastos e baixo prestígio popular. Nessa questão enfrenta a pressão do “Fora Temer”.

A menos da cassação definitiva da diplomação da chapa Dilma-Temer, eleita em 2014, o que resultaria na sua saída da Presidência – o que será analisada no próximo cenário – as condições institucionais sustentam a sua permanência até o final de 2018.

Qualquer eleição direta, intermediária ou antecipada (de 2018) dependerá de mudança constitucional, o que dificilmente ocorrerá no quadro político atual. O parlamento brasileiro, em que pesem pequenas escaramuças pessoais, prefere a convivência com o Presidente Temer do que a aventura de uma eleição direta. Tendo sempre o “fantasma Lula” presente.

Dadas as dificuldades institucionais Michel Temer ficaria na Presidência da República até o final de 2018, sem prestígio, muito contestado pela opinião publicada e com poderes relativos.

Solidão

Como resultado das revelações da colaboração premiada do Grupo Odebrecht, Temer ficará cada vez mais sozinho, com os seus principais companheiros tendo que se afastar do Governo. Como não terá condições de recompor politicamente, por um amplo comprometimento dos quadros da cúpula política de todos os grandes partidos com o esquema Odebrecht, tenderá a formar um governo tecnocrático. A outra opção será recorrer ao “baixo clero” dos que não estão envolvidos porque não foram atendidos pela Odebrecht, direta ou indiretamente.

Ainda que diretamente citado pela Odebrecht, Michel Temer tem um argumento institucional que o preservará na Presidência, a menos que a PGR faça uma denúncia e o STF a aceite, tornando o réu em crime comum. Nesse caso ele terá que se afastar da Presidência, por força constitucional.

Um governo tecnocrático poderá melhorar a eficiência da gestão pública, mas estará em permanente choque com o Congresso.

Ao longo dos dois próximos anos, Temer terá que se equilibrar entre diversas pressões.

Uma vez aprovadas as mini-reformas educacional, previdenciárias e trabalhista, além da PEC do Teto de Gastos, ele poderá empurrar para 2019 todas as demais mudanças significativas, apesar de pressões. A Reforma Política, já em discussão no Congresso independe do Executivo, que pode não se envolver.

As suas relações com o Legislativo se situação na aprovação das leis orçamentárias e em evitar que haja andamento em eventual processo de impeachment e adotar posições defensivas, contra “pautas bombas”.

Não faltam ao Governo instrumentos legais para governar, como já estão estabelecidos, não dependendo de mudanças legislativas substanciais.

Com poucos recursos orçamentários e sem a intenção de usar o poder do Estado para induzir o crescimento econômico, como fez o Governo anterior, a alternativa é retrair a ação estatal e deixar a cargo do setor privado a retomada do crescimento.

Este ainda está “viciado” na expectativa de obter benefícios governamentais e ficar na espera da sinalização da política pública.

Isto ainda remanescerá, ao longo de 2017, mas
“vai cair a ficha”, com a percepção de que não há “mais leite nas tetas” e que o semáforo está desligado.

Isso dará um pouco mais de folga ao Presidente, mas não tranquilidade. Terá que seguir o antigo lema dos escoteiros: “sempre alerta”.

A crise fiscal

Para vencer a crise fiscal, o Governo deu um grande lance: transferiu para o Congresso a distribuição dos limitados recursos orçamentários federais. Com a promulgação da PEC 241 (na Câmara), 55 (no Senado) e agora Emenda Constitucional nº 95: as bancadas mais fortes conseguirão manter os recursos e, em alguns casos, até aumentar em detrimento das mais fracas que perderão verbas. Aparentemente dentro de um regime democrático e “republicano”.

A Câmara dos Deputados deu o “troco” e retirou da Lei de Ajuda aos Estados as contrapartidas obrigatórias. Isso não significa que as contrapartidas deixarão de ser exigidas, mas que serão negociadas, caso a caso, entre Governadores e Ministério da Fazenda, como sempre ocorreu.

Os deputados não aceitaram o papel de algoz dos servidores públicos estaduais e da degradação dos serviços públicos estaduais. Com a aprovação da lei, como estabelecida pelo Senado, os Governadores ficariam “a cavaleiro” perante a sua população, alegando que foi obrigado a fazer os cortes, por causa da União, ou do Congresso Nacional. E encaminharia as reivindicações locais aos deputados federais do Estado. Eles é que receberiam a pressão dos eleitores, com o risco de não se reelegerem.

Agora a responsabilidade é total do Governador e do seu Secretário da Fazenda. Se não fizer os ajustes não terá auxílio do Governo Federal. E o algoz será o Ministério da Fazenda. Conflito que terá que ser arbitrado pelo Presidente da República.

A eventual melhoria da economia

O Presidente Temer terá algum sossego se os índices globais da economia melhorarem, o que é muito provável ao longo do primeiro semestre de 2017, porém com baixa sustentação para a sua continuidade já no segundo semestre.

Tudo poderá depender dos irmãos Niño e Niña, que são mais poderosos e mortíferos do que Trump e qualquer outro humano.

A safra agrícola 2016/17 vai ser altamente favorável, com produções recordes, animando a economia. Mas continua dependendo de fatores climáticos. Poderá não se repetir na safra 2017/18.

Para sustentar o surto de crescimento que será evidenciado no primeiro semestre de 2017, o que será analisado em outro cenário, terá que rever profundamente a política econômica.

Este cenário do “pato manco” se baseia na não revisão da política econômica, mantendo as mesmas ilusões atuais, enfrentando avanços e recuos, até 2018.

“Requião está andando com muitos vira-latas iguais a ele”, vocifera Jucá

Em resposta ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), o presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse que “Requião está andando com muitos vira-latas, devem ser igual a ele”. Jucá disse ainda que Requião virou um assecla da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do PT. “O senhor anda com a Gleisi Hoffmann em todo o lugar, inclusive em reuniões do PT. Faça um bom proveito”.

No vídeo de Jucá sobrou também para o filho de Requião, o deputado Requião Filho (PMDB). “Estamos investigando que o fundo partidário do Paraná nas últimas eleições municipais gastou 95% na campanha do seu filho a prefeito de Curitiba, que teve um resultado ridículo e expôs o partido a um vexame”.

Leia Mais »

PROCURADOR-GERAL VOLTA A PEDIR PRISÃO DO SENADOR TUCANO AÉCIO NEVES

PROCURADORIA-GERAL VOLTA A PEDIR PRISÃO DO SENADOR TUCANO
MPF PEDE A JUIZ FEDERAL O AUMENTO DA PENA DE LULA NO CASO DO TRIPLEX

RECURSO ALEGA QUE EX-PRESIDENTE CHEFIOU O ESQUEMA CRIMINOSO

Políticos não têm interesse em combater a corrupção, diz Moro

Folha de São Paulo

Para o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, falta interesse da classe política brasileira em combater a corrupção.

“Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção. Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusiva de policiais, procuradores e juízes”, afirmou Moro em entrevista concedida à Folha e a outros integrantes do grupo internacional de jornalismo colaborativo “Investiga Lava Jato” –o jornal é um dos coordenadores da iniciativa.

Rebatendo críticas sobre o fato de ter fixado benefícios para réus que ainda estão negociando delação premiada, o juiz afirmou que “o direito não é uma ciência exata”.

Segundo ele, a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mostra que não há investigações seletivas contra o PT.

Moro defendeu ainda o levantamento do sigilo da interceptação telefônica da conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff, em 2016. Segundo o magistrado, “as pessoas tinham direito de saber a respeito do conteúdo daqueles diálogos”.

Antes da entrevista, Moro disse que resolveu falar ao grupo “para incentivar o trabalho cooperativo de jornalistas investigativos”.

*

Folha – Há sentenças na Lava Jato que não se baseiam apenas em documentos, mas também em outros tipos de provas. Um exemplo é a condenação do ex-presidente Lula, que aponta que os benefícios concedidos ao ex-presidente têm como “única explicação” a corrupção na Petrobras. Qual sua posição sobre o uso de presunções desse tipo?

Sergio Moro – Sobre a sentença do ex-presidente, tudo o que eu queria dizer já está na sentença, e não vou fazer comentários. Teoricamente, uma classificação do processo penal é a da prova direta e da prova indireta, que é a tal da prova indiciária. Para ficar num exemplo clássico: uma testemunha que viu um homicídio. É uma prova direta.
Uma prova indireta é alguém que não viu o homicídio, mas viu alguém deixando o local do crime com uma arma fumegando. Ele não presenciou o fato, mas viu algo do qual se infere que a pessoa é culpada. Quando o juiz decide, avalia as provas diretas e as indiretas. Não é nada extraordinário em relação ao que acontece no cotidiano das varas criminais.

O ministro Gilmar Mendes tem sido um dos principais críticos à Lava Jato no Supremo e afirmou que a operação criou um “direito penal de Curitiba”, com “normas que não têm a ver com a lei”.

Não faria réplica à crítica do ministro. Não seria apropriado. Juízes têm entendimentos diferentes. Não obstante, nos casos aqui julgados, não há direito extraordinário. Na Lava Jato, para a interrupção do ciclo de crimes, era necessário tomar algumas medidas drásticas –entre elas, por exemplo, as prisões antes do julgamento. E as decisões têm sido, como regra, mantidas.

O sr. fixou um tempo máximo de prisão a três réus que negociam delações, caso o acordo deles vingue. A medida foi criticada por advogados que entenderam que isso equivalia a um estímulo à delação e que não cabia ao juízo interferir nessa negociação. Por que tomou essa decisão?

Não ingressei em nenhuma negociação. Naquele caso, houve colaboração mas não havia um acordo final. O próprio Ministério Público pediu que fosse reconhecida a colaboração e dado o benefício.

Mas o benefício extrapolou um processo específico. O sr. estipulou uma pena máxima para todos os processos a que eles respondiam.

Eu justifiquei o que fiz na decisão. Agora, é preciso entender que o direito não é uma ciência exata. Às vezes, pessoas razoáveis divergem. Faz parte da aplicação do direito.

Esse tipo de decisão, sobre benefícios a réus, provas indiciárias, prisões preventivas, não faz parte de uma inflexão que a Lava Jato está trazendo ao direito penal?

Não, de forma nenhuma. O que a Lava Jato revela é que a impunidade em crimes de corrupção no Brasil não é mais uma regra.

O que pode representar uma ameaça à Lava Jato?

Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção.
Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusivamente de policiais, procuradores e juízes. No Brasil, estamos mais preocupados em não retroceder, em evitar medidas legislativas que obstruam as apurações das responsabilidades, do que propriamente em proposições legislativas que diminuam a oportunidade de corrupção. Vejo no mundo político uma grande inércia.

Folha – Sobre as escutas que envolveram os ex-presidentes Lula e Dilma, o sr. escreveu que o conteúdo revelava tentativas de obstruir investigações. É possível entender que a medida de tornar público esse conteúdo tinha como objetivo proteger a Lava Jato?

A escolha adotada desde o início desse processo era tornar tudo público, desde que isso não fosse prejudicial às investigações. O que aconteceu nesse caso [dos grampos de Dilma e Lula ] não foi nada diferente dos demais. As pessoas tinham direito de saber a respeito do conteúdo daqueles diálogos. E por isso que foi tomada a decisão do levantamento do sigilo.
Um efeito indireto ao dar publicidade para esses casos foi proteger as investigações contra interferências indevidas. Afinal de contas, são processos que envolvem pessoas poderosas, política e economicamente. Na prática, pode haver tentativas. Então, tornar tudo público também acaba funcionando como uma espécie de proteção contra qualquer obstrução à Justiça. E isso é muito importante.
Foi seguida a Constituição. Dentro de uma democracia liberal como a nossa, é obrigatório que essas coisas sejam trazidas à luz do dia.

Folha – Na Lava Jato há mais de 150 acordos de delação premiada e muitos dos colaboradores ficarão presos por dois anos. Logo parte deles vai voltar às ruas. Quando isso acontecer, não pode haver uma sensação de impunidade, de que o crime compensa?

A colaboração de criminosos vem com um preço: ele não colabora senão pela obtenção de benefícios. Isso faz parte da natureza da colaboração. Muita gente não tem acordo nenhum, continua respondendo aos processos, alguns foram condenados, estão presos. Essas pessoas também vão sair da prisão um dia. Faz parte do sistema. O que acho que tem que ser comparado é que, no passado, como regra, o que havia era a impunidade. As pessoas nem sequer sofriam as consequências de seus crimes. Em muitos casos, nem sequer eram descobertas. A sensação de impunidade era ainda maior.

Raúl Olmos, da ONG “Mexicanos contra a Corrupção” (México) – No México não há nenhum efeito da Lava Jato. Qual a sua opinião sobre um país em que nada foi feito?

É difícil avaliar o que ocorre em outros países, não tenho detalhes de tudo. A globalização também acaba levando ao fenômeno da transnacionalização do crime. Se é assim, o combate aos crimes também tem que ser transnacional e envolver cooperação.

Milagros Salazar, do portal “Convoca” (Peru) – Como fazer quando há quatro ex-presidentes sob suspeita e empresários que pagaram pela corrupção, como é o caso do Peru, para que não haja a suspeita de que só a alguns se investiga?

Não tenho como avaliar o trabalho da Justiça no Peru. No Brasil, por vezes, há uma crítica de que a Justiça estaria atuando de maneira seletiva. Mas os processos são conduzidos com base em fatos e provas. Por exemplo, apesar das críticas de que há uma intensidade maior em relação a agentes do PT, temos preso e condenado um ex-presidente da Câmara [Eduardo Cunha], que era tido como inimigo do PT. Então, as críticas são equivocadas.
Outra coisa importante: o que as empresas brasileiras fizeram foi reprovável, mas há de se louvar a atitude delas quando resolvem colaborar. Não é correto vilificar as empresas brasileiras como se fossem as únicas no mundo que pagam propinas.

Adérito Caldeira, do jornal “@Verdade” (Moçambique) – Até a Lava Jato, a Odebrecht e o ex-presidente Lula eram considerados, pelo povo de Moçambique, benfeitores. Como o sr. se sente, de certa forma, desfazendo essa imagem?

O fato de essas empresas terem pago suborno a autoridades públicas nos países é algo reprovável. Mas isso também não desmerece tudo o que foi feito. Se a empresa de fato se comprometer a mudar seu comportamento, isso vai representar um ganho não só para ela, mas para os países nos quais os investimentos permanecerem. Aí haverá investimentos com uma prática de negócios mais limpa.

Emilia Delfino, do jornal “Perfil” (Argentina) – A lei argentina não permite que se faça um acordo com as autoridades brasileiras em que se deixe de processar a Odebrecht. Nesse caso, qual é a alternativa das autoridades para buscar as provas no país?

Não aceitando essa condição, os países vão ter que desenvolver seus próprios casos, com seus mecanismos de investigação, e eventualmente podem ser bem-sucedidos. Eu não sei o que aconteceu na Argentina, mas isso de um país estabelecer condições não é algo incomum na cooperação internacional.

Lisseth Boon, do site “Runrunes”, e Jesús Yajure, do site “El Pitazo” (Venezuela) – Foram usados laranjas para pagar propinas fora do Brasil?

Não tenho detalhes do que aconteceu em outros países. É um método comum na lavagem de dinheiro utilizar uma pessoa interposta, um “presta nombres”, para recebimento de vantagem indevida. A variedade dos procedimentos é inesgotável.