Arquivo mensais:julho 2017

Jucá quer expulsar Requião

  • Da coluna Radar, de Veja, agora há pouco: Romero Jucá arquitetou uma estratégia para varrer do PMDB Kátia Abreu e Roberto Requião, dois senadores tidos como inadministráveis pelo Palácio do Planalto. Ao melhor estilo Jucá, o plano foi formatado de modo a não deixar suas digitais expostas. O líder do governo no Senado procurou correligionários descontentes com a dupla para saber se estavam dispostos a formular uma representação contra eles.

    No caso de Kátia, amicíssima de Dilma Rousseff, a operação foi mais simples. Já há um procedimento antigo contra ela, que Jucá levará adiante na Comissão de Ética do partido. Agora, ele está à procura de uma barriga de aluguel para fazer o mesmo com Requião, considerado histriônico e combativo pelo Planalto.

    No Contra-Ponto do Celso Nascimento & Cia.

VENDA DA PETROBRAS ARGENTINA VAI PARAR NA LAVA JATO

APÓS O IMPEACHMENT, BENDINE VENDEU SUBSIDIÁRIA A PREÇO DE BANANA

Retornando ao tema da prisão do irmão do vereador Rogério Quadros

Voltamos ao tema da prisão do policial Robson José dos Santos de Quadros, pela PM em Foz do Iguaçu. Como se sabe o Robson é irmão do também policial civil licenciado e atual presidente da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, vereador Rogério Quadros (PTB).

Importante registrar que o fato de o Rogério ter um irmão, também policial, que foi condenado e preso por determinação do TJ-PR, não atinge a sua honra. Rogério não pode se responsabilizar pelos atos do irmão, e ponto final.

Destarte, no primeiro momento da prisão do Robson, aventou-se a hipótese de que ele estaria homiziado na residencia do seu irmão o vereador Rogério, na ocasião em que a PM chegou para cumprir o mandado de prisão em aberto. 

Entretanto, a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, na pessoa do Galhardo, entrou em contato com o blog para refutar essa hipótese. O imóvel aonde o Robson foi preso não seria a residencia do vereador Rogério, alegou Galhardo, tendo enviado uma conta de luz da Copel para reforçar sua tese.

Estamos voltando ao assunto em tela para levar até nossos leitores as duas sentenças:
Uma que absolveu e outra que condenou o réu a 8 anos e nove meses de reclusão em regime
fechado pelo crime de concussão, com a consequente perda da função pública.

Como o ácordão condenatório é de 2013 vale dizer que passaram-se quatro anos sem que o réu começasse a cumprir a sentença, isto posto, pergunta-se:

O Rogério Quadros tinha conhecimento da condenação de seu irmão há época? Se tinha, e nada fez na condição de policial, prevaricou, e prevaricação dá também a perda da função pública. Mas quem tem que aferir essa questão não é este escriba, mas sim as autoridades competentes.

Abaixo disponibilizamos dois acórdãos.

No primeiro uma juíza de primeira instancia absolveu o réu.

No segundo acórdão o MP recorreu da decisão oportunizando que o TJ-PR condenasse o réu.

Boa leitura.

02.SentencaA.P.2004.28339ROBSONJOSEQUADROSDOSSANTOS

03.AcordaoeMandadodePrisaoA.P.2004.28339ROBSONJOSEQUADROSDOSSANTOS

 

 

PELO FIM DAS VISITAS ÍNTIMAS

O Brasil copia o que não presta dos países avançados, mas ignora o que é bom. A visita íntima a presos é uma regalia de estados atrasados, mantida aqui informalmente, numa interpretação elástica do art. 41 da Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/1984), que não menciona encontros para conjunção carnal.

Já os menores infratores ganharam o direito à visita íntima em 2012, com a Lei 12.594, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e regulamenta a execução das medidas socioeducativas destinadas a adolescente que pratique ato infracional. Em seu art. 68, caput, estabelece:
Art. 68. É assegurado ao adolescente casado ou que viva, comprovadamente, em união estável o direito à visita íntima.
A queda de braço entre um juiz federal de primeira instância, o Tribunal Federal da 1ª Região e a Advocacia Geral da União sobre as visitas íntimas a presos de alta periculosidade, líderes de grandes organizações criminosas, reacende o debate.
Os presos estavam usando suas visitantes para distribuir ordens de matanças contra rivais e agentes penitenciários, desmoralizando a Justiça e o Estado de Direito.
Quem comete crime não pode viver como o cidadão comum, que respeita o pacto social e insiste em trabalhar e ganhar a vida honestamente, acordando-se às 5h e pegando conduções superlotadas para cumprir sua obrigação e obter o sustento para sua família.
O Brasil está virando de cabeça para baixo: quem delinque merece toda a atenção do Estado, mantido pela sociedade, custando R$ 4 mil mensalmente ao contribuinte. Se for menor, o custo se eleva para R$ 7 mil. Preso por roubar, estuprar ou matar, não precisa dar um prego para garantir seu sustento.
Para um desempregado que esteja desesperado, sem comida para seus filhos pequenos, é mais vantajoso cometer um crime para ser preso e receber cinco refeições por dia, além de auxílio-reclusão de um salário mínimo e meio, valor acima da aposentadoria de um trabalhador comum.
A pena de prisão é uma punição. A ressocialização funciona em poucos casos, é mais uma dessas ilusões que se criam para enganar os incautos e por em marcha o faz-de-conta da vida pública brasileira.
O Brasil deveria adotar o sistema vigorante nos Estados Unidos, Inglaterra e outros países avançados, que assegura a visita de parentes do preso sem contato físico.
As cadeias brasileiras foram transformadas em motéis. Muitas mulheres confessam, em entrevistas reservadas, que são obrigadas a visitar os companheiros, ex-companheiros e ex-namorados presos, sob pena de receberem a visita do pistoleiro mais terrível da organização criminosa a que eles pertencem.

Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF e Jornalista.

 PM prende irmão do presidente da Câmara Municipal Rogerio Quadros

O cidadão da foto, irmão do presidente do legislativo Rogerio Quadros, foi preso pela PM cumprindo mandado expedido pelo judiciário

BO: 819556 / 2017

CUMPRIMENTO DE MANDADO JUDICIAL 

Endereço: R JOAQUIM GUIMARÃES – 426

Município: FOZ DO IGUAÇU

Bairro: JARDIM SÃO PAULO II

Envolvidos

ROBSON JOSÉ DOS SANTOS DE QUADROS

DESCRIÇÃO SUMÁRIA:

A equipe recebeu uma informação do Copom de que neste endereço havia um indivíduo que estava com um mandado de prisão expedido em seu desfavor, deslocamos até o local e constatamos que todas as informações batiam com as repassadas, então durante uma breve vigilância avistamos o indivíduo na frente da residência, foi dado voz de abordagem e dado fiel cumprimento ao mandado de prisão nº 000249986-05 expedido pela 4ª vara criminal de Londrina.
Trata-se da pessoa de Robson José dos Santos Quadros, policial civil da ativa.

Empresário Mário Camargo é o novo presidente do Codefoz

Eleição por aclamação aconteceu durante reunião plenária do conselho

Representantes da sociedade civil e de órgãos públicos elegeram a mesa diretora do Codefoz (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu) nesta quarta-feira, 26. A diretoria, eleita por aclamação, foi composta pelo empresário Mário Camargo (presidente) e pelos jornalistas Alexandre Teixeira (vice-presidente) e Gilmar Piolla (secretário).

A mesa diretora do Codefoz foi formada a partir de consenso entre os membros do colegiado. O mandato tem vigência de um ano. Participaram da plenária de eleição empresários, gestores públicos e integrantes das 37 instituições que compõem o conselho socioeconômico e as comissões técnicas.

Mário Alberto Camargo é diretor de Comércio Exterior da ACIFI (Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu). Alexandre Teixeira é assessor especial do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional e Gilmar Piolla é secretário municipal de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu.

À plenária, Mário Camargo agradeceu a confiança dos membros do Codefoz, disse estar honrado pela oportunidade de presidir o órgão e enfatizou o trabalho em equipe. “É um desafio grande, mas estamos preparados para fazer um grande trabalho juntamente com os colegas da diretoria, que são muito preparados e especialistas em várias áreas”, frisou.

Caminho único

A plenária de eleição foi conduzida pelo prefeito Chico Brasileiro (PSD), que é o presidente de honra do Codefoz. O gestor municipal reiterou a importância da união do conselho que resultou na eleição consensual. “Demonstra maturidade, harmonia e o caminho único que a sociedade iguaçuense está trilhando através do Codefoz”, pontuou Brasileiro.

O ex-presidente do Codefoz Roni Temp destacou a consolidação do órgão como instância de debate e proposição da sociedade iguaçuense. “Tenho muito a agradecer a todos que me ajudaram até aqui. Desejo sorte à nova diretoria, formada de pessoas preparadas que vão continuar o trabalho para transformar Foz na cidade que a gente sonha”, disse.

Cidade tecnológica

A pauta final da sessão do Codefoz foi a apresentação da experiência da cidade de Austin, no Texas (EUA), transformada em uma região de produção de tecnologia, inovação e iniciativas criativas. O tema foi abordado pelo executivo português Marco Bravo, que vive nos Estados Unidos, com mediação do diretor-superintendente do PTI (Parque Tecnológico Itaipu), Ramiro Wahrhaftig.

Em sua apresentação, Marco Bravo defendeu os benefícios sociais e econômicos do desenvolvimento tecnológico e fez um paralelo das condições texanas com a realidade de Foz do Iguaçu. “As pessoas estão interessadas não apenas em ganhar dinheiro, mas em qualidade de vida. Por isso Foz tem muito potencial, o clima é ótimo, a natureza é maravilhosa e as pessoas são acolhedoras”, afirmou.

O príncipe – Uma biografia não autorizada de Marcelo Odebrecht

Livro desvenda o sistema de pagamento de propinas de empreiteira e conta bastidores das relações da família

Dois anos depois da prisão do empresário Marcelo Odebrecht, a primeira biografia do ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome chegou às livrarias sem a chancela ou colaboração oficial da família, mas também sem a sua oposição.

Várias tratativas foram feitas entre os autores e o clã, que chegou a sinalizar interesse em participar. A conversa não avançou nas negociações, mas mesmo assim os autores, os jornalistas Marcelo Cabral e Regiane Oliveira, tiveram acesso ao até então impenetrável universo familiar dos Odebrecht.

MARCELO ODEBRECHT
O empresário Marcelo Odebrecht Foto: Rodolfo Burher/REUTERS

Se não traz novidades no campo policial, o livro de 400 páginas apresenta um retrato inédito da ideologia por trás da criação do sistema profissional de pagamento de propinas e caixa 2 para uma legião de políticos de todos os espectros ideológicos.

Marcelo subverteu a cultura corporativa criada pelo seu avô, Norberto Odebrecht, uma espécie de teologia que prega a honestidade e a transparência.

O Príncipe – Uma biografia não autorizada de Marcelo Odebrecht, da Editora Astral Cultural, mostra como a Tecnologia Empresarial Odebrecht, batizada de TEO para os iniciados, passou de apenas um guia corporativo para uma “teologia” empresarial que rege a visão de mundo dos convertidos para muito além do escritório.

A TEO começou a ser praticada por Norberto ainda na década de 1940 e foi sendo ampliada aos poucos, até ser formalizada a partir dos anos 1970. A diferença é que outros processos de gestão corporativa em voga dentro das empresas, como o Lean, da Toyota, são basicamente manuais que estipulam regras destinadas a aumentar a produtividade no trabalho. A TEO é mais do que isso: é uma espécie de filosofia de como viver a vida.

A publicação mostra que os colaboradores viam Marcelo Odebrecht não só como um líder empresarial, mas como o portador de um conjunto de valores passados de pai para filho. Tudo isso desmoronou com sua prisão, em 2015.

Embate. O livro apresenta também um retrato da relação conturbada entre Marcelo e o pai, Emílio, que foi o primeiro a sugerir a delação. A resistência inicial do filho em aceitar a proposta abriu uma discussão que contaminou toda a família.

Desde a adolescência de Marcelo, inúmeras pequenas discussões marcaram o dia a dia dos dois, causadas pelos motivos mais inocentes possíveis.

A obra ainda esmiúça os hábitos e a personalidade controladora do “príncipe”. Ele é apresentado como um executivo avesso a ostentações, mas habituado a manter um controle “marcial” sobre o ambiente, até mesmo dentro da prisão. Em sua cela no Complexo Médico de Pinhais, no Paraná, o detento mantinha sobre seus dois companheiros, ambos ex-diretores da Odebrecht, a mesma hierarquia da empresa.

SERVIÇO

O Príncipe – Uma biografia não autorizada de Marcelo Odebrecht

Autores: Regiane Oliveira e Marcelo Cabral

Editora: Astral Cultural

400 págs.

PITACO: Li numa sentada. Excelente! Compre pela Estante Virtual