Arquivo mensais:agosto 2017

Funaro confirma que vendeu silêncio a Joesley

Josias de Souza

Num dos depoimentos que integram o seu acordo de colaboração judicial, o operador de propinas Lúcio Funaro confirmou à Procuradoria-Geral da República que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, sócio da JBS, para não revelar atos de corrupção. Na segunda denúncia contra o presidente da República, por obstrução de Justiça, o procurador-geral Rodrigo Janot sustentará que Joesley comprou o silêncio de Funaro e do ex-deputado Eduardo Cunha com o aval de Michel Temer.

A notícia sobre o conteúdo do depoimento de Funaro foi veiculada pelo repórter Jailton de Carvalho no site do Globo. A Procuradoria vinculará as revelações do novo delator com a gravação da conversa que Joesley manteve com Temer no Palácio do Jaburu. Para os investigadores, ações compra compra da língua de Funaro estão insinuadas no seguinte trecho do áudio tóxico:

— Joesley – Como o senhor “tá” nessa situação toda do Eduardo (Cunha), não sei o quê, Lava-Jato..

— Temer – O Eduardo resolveu me fustigar, né. Você viu que..

— Joesley – Eu não sei, como tá essa relação?

— Temer – (inaudível) O (Sergio) Moro indeferiu 21 perguntas dele (Cunha) que não tinham nada a ver com a defesa dele, era para me trutar. Eu não fiz nada (inaudível)… No Supremo Tribunal Federal (inaudível).

— Joesley – Eu queria falar assim… Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo. O que tinha de alguma pendência daqui para ali (com Cunha), zerou toda. E ele (Cunha) foi firme em cima. Já tava lá, veio, cobrou, tal tal tal, pronto. Eu acelerei o passo e tirei da frente. O outro menino, companheiro dele que tá aqui, que o (ex-ministro) Geddel (Vieira Lima) sempre tava…

— Temer: Lúcio Funaro…

— Joesley: Isso… O Geddel que andava sempre ali, mas o Geddel perguntou, mas com esse negócio eu perdi o contato, porque ele virou investigado. Agora eu não posso também…

— Temer: É, é complicado, né, é complicado…

— Joesley: Agora, eu não posso encontrar ele.

— Temer: Isso é obstrução de justiça, viu?

— Joesley:  Isso, isso… O negócio dos vazamentos, o telefone lá do Eduardo, do — Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, a não sei o quê. Eu tô lá me defendendo. Como é que, o que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo…

— Temer: Tem que manter isso, viu?

— Joesley: (inaudível) Todo mês, também…

— Temer: É… (inaudível)

Preso na penitenciária brasiliense da Papuda, Funaro já havia confirmado os pagamentos de Joesley em depoimentos que prestara antes de se tornar delator. Mas ele alegava que se tratava da quitação de uma dívida antiga. Coisa referente à suposta intermediação de negócios da JBS. Acertada a delação, Funaro modificou a prosa, para declarar que, de fato, comercializara o seu silêncio.

A nova versão combina mais com os fatos, pois a irmã do operador de propinas, Roberta Funaro, foi filmada em 18 de maio recebendo R$ 400 mil em dinheiro vivo das mãos de Ricardo Saud, executivo da JBS. Se o pagamento fosse lícito, raciocinam os investigadores, teria sido feito de outra maneira.

De resto, a delação de Funaro orna com a situação penal do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Ele responde a inquérito por ter procurado a mulher de Funaro para, por meio dela, convencer o marido preso a não enveredear pelo caminho da delação. Não colou.

A despeito dos esforços da Procuradoria, são escassas as chances de a Câmara autorizar o Supremo a investigar Temer. Os cargos e as verbas manuseadas pelo Planalto já não conseguem mobilizar uma maioria de 308 votos para aprovar matérias como a reforma da Previdência. Mas o governo ainda é capaz de seduzir os 172 votos de que precisa para evitar que os rivais de Temer levem ao painel da Câmara os 341 votos exigidos para levar adiante uma investigação criminal contra o presidente.

 

UM CONDENADO POR LESÃO CORPORAL NO EVENTO QUE VISA COMBATER A VIOLÊNCIA

Nesta quarta (30) a Câmara Municipal engalanou-se para receber a cúpula da Segurança Pública do Estado.
Presentes o senhor Prefeito Chico Brasileiro, e o Secretário de Estado da Segurança Pública Wagner Mesquita, e demais responsáveis pela segurança pública no município e região.
Na pauta Segurança Pública.
Toda a imprensa se fez presente para documentar o ocorrido.

Estivemos lá e nos congratulamos com esses abnegados servidores públicos que laboram no sentido de tornar Foz do Iguaçu uma cidade menos violenta, isso é admirável. Congratulations!

O toque destoante foi a presença no local de um dublê de político/jornalista condenado por lesão corporal.
O individuo em tela agrediu fisicamente, de forma covarde e traiçoeira (tempos atrás) este editor que vos fala. O triste episódio teve como palco o meio da rua, exatamente na porta da Câmara Municipal de Foz. O desfecho do caso deu-se com a condenação do agressor há seis de meses de reclusão por lesões corporais, transformados na obrigação de prestar serviços comunitários, o que foi feito.
Volto ao tema por julgar oportuno, afinal, este mesmo agressor é atualmente um assíduo frequentador do gabinete de um vereador. Diz-se que seria uma espécie de alter ego do edil, tem tanta influência sobre o mesmo, que conseguiu emplacar sua mulher como assessora deste mesmo edil. Os outros dois assessores também foram de sua lavra.

Pergunta-se: será que este edil, médico, não sente-se constrangido em ter em sua convivência diária um indivíduo que já foi condenado por lesão corporal? Será que não lhe deixa desconfortável o fato de saber que este mesmo condenado por agressão estar sendo investigado, atualmente, por decisão do MP, por suposta extorsão envolvendo venda de vaga para candidatura na cidade. Além de ter sido denunciado pelo GAECO por tentar dar o golpe do seguro do veículo. 

Com vocês, os meus diletos 17 leitores, ás suas conclusões que julgarem pertinentes…

Vereador Brito e o Cazuza, os dois protagonistas da história relatada acima.

O vereador Brito é investigado pela PF por suspeita de compra de votos. Deve ser por isso que se dá tão bem com o Cazuza…

 

Casal poderoso manteve a aparência

O crime e a pena

Lembra de Henrique Pizzolato, que foi diretor do Banco do Brasil, fugiu para a Itália usando documentos falsos com o nome do irmão falecido e foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro? Ele começou a cumprir a pena em fevereiro de 2014, quando foi preso na Itália (veio para o Brasil em outubro de 2015).

Faça as contas: 2014 mais 12 anos = 2026, certo? Errado: Pizzolato já está no regime semiaberto, que lhe foi concedido pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo. Dorme na cadeia. De dia, vai trabalhar na rádio OK FM, como assistente de programação, algo que jamais fez na vida. O salário é de R$ 1.800,00 mensais. Mas que fazer? A lei exige um emprego! A rádio pertence a seu companheiro de cela, Luiz Estêvão, hoje também seu patrão.

Exclusividade

Não estranhe o caso de Pizzolato. Num país onde Suzane Richthofen teve folga da prisão no Dia das Mães, que é que se pode esperar?

Sexo é ciúme

A delação mais esperada no país, hoje, é de um tipo diferente: tem, além da ladroeira, sexo, ciúmes, chifres, brigas federais. O que se sabe: um captador de recursos teve um caso com uma parlamentar federal casada. Houve belos hotéis, brigas com arranhões, ciúmes ferozes, erros (o marido entendeu que o casamento agora era aberto, e também andou escapulindo; a esposa não quis saber, e por pouco não se cria uma crise – o Chifrudão).

Sexo é cultura

Nomes? Imagine! Este colunista adora continuar vivo. Mas pitadas de cultura e pesquisa ajudam a chegar lá. Comece por Jacques Offenbach, compositor de sucesso, francês nascido na Alemanha, rei do can-can. E vá para Shakespeare, Julio Cesar, no monumental discurso de Marco Antônio nos funerais de Cesar. Termina aqui a parte cultural: o restante é briga feia de casal. Se a chefia não enquadra marido e esposa, a coisa iria longe. O fato é que os chifres doeram, mas pior seria perder os excelentes empregos.

 

Do Carlos Brinkmann

 

 

 

 

Propina institucionalizada

Se temos reclamado da corrupção no Brasil, ir ao Paraguai nos dá uma sensação diferente. Lá, a propina é institucionalizada e acontece com o conhecimento de todos. No Brasil, o corrupto fica à espreita, aguardando o momento de aproveitar o dinheiro público. Embora negativa em todas as circunstâncias, a grande diferença é que a ciência da propina do outro lado permite planejar o custo sem todos os danos indiretos com a intensidade como acontece aqui.

Para a importação no Paraguai, por exemplo, há um custo oficial para os agentes da aduana. Caso o protocolo não seja atendido, o processo fica parado por longo tempo. Por isso, todos sabem, todos pagam e os processos continuam com a institucionalização dos pagamentos extras. É a típica adequação ao sistema. Quem estiver interessado em usufruir dos benefícios paraguaios, precisará entender as características locais e se adequar da melhor forma possível. Felizmente, aqui em Santa Catarina, contamos com a seriedade dos agentes aduaneiros neste sentido.

PF DERRUBA CASA DE LADRÃO DE VEÍCULOS

Na tarde desta segunda-feira (28/08/2017), por volta das 17h, servidores da POLÍCIA FEDERAL, equipe em serviço no GPFAZ (Grupo de Polícia Fazendária) deram cumprimento a Mandado de Prisão expedido contra CHARLES MEDINA PORTILHO, o qual foi localizado na casa de sua tia, no bairro Jardim Aporã. Na garagem do imóvel os policiais encontraram também dois veículos preparados para o transporte de mercadorias ilegais, sendo que após consulta foi constatado que os automóveis eram produto de furto/roubo sendo utilizados com placas de carros similares e sem restrições. Diante dos fatos a proprietária da casa (ANTÔNIA CAPO GONZALEZ), o preso e os veículos foram conduzidos até a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR onde foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante.

Espaço ao Contraditório: Paulo McD estomagado

Paulo reage contra a doação de terreno que estava reservado para ampliação da Guarda, do Foztrans e do SAMU

Após o projeto de lei 47/2017 ser aprovado na Câmara Municipal, a Prefeitura doou um terreno no Parque Presidente, muito bem avaliado, para o Governo do Estado com o propósito de construção do Centro de Segurança Integrada.  Este terreno foi adquirido na gestão do ex-prefeito de Foz do  Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi, por meio de negociação de dívidas de IPTU com o antigo proprietário.

O terreno de aproximadamente 5 mil m² (incluindo o espaço de uma antiga rua) estava reservado para ampliação do espaço dividido entre Guarda Municipal, Foztrans e SAMU. Vale lembrar que o Governo Estadual possui vários terrenos na cidade, dentre elas uma área extensa próxima ao Colégio Agrícola e a Polícia Militar, não se fazendo necessário da parte da prefeitura, abrir mão de uma importante propriedade que poderia liberar espaço físico e proporcionar maior comodidade aos órgãos municipais.

Ao comentar o assunto no programa Contra Ponto da Rádio Cultura, o ex-prefeito Paulo demonstrou indignação com o erro do Poder Executivo Municipal. Para ele, o Estado pode utilizar imóveis próprios, entre tantos na cidade, para construir o prédio do centro integrado. Também cobrou reativação do centro de operações integradas com monitoramento, instalado no quartel da Guarda e que está abandonado.

“Não entendo porque começar tudo do zero e ainda matar o projeto de ampliação futura da Guarda Municipal, do SAMU e do Foztrans”, apontou. Paulo afirmou que as instalações inauguradas na gestão dele incluem o centro de monitoramento com 120 câmeras, agentes treinados para vigiar, salas de apoio para todos os órgãos de segurança, sala de gerenciamento de crise, auditório e sala de reunião do gabinete de gestão integrada (GGIn).

Planejamento

Na opinião do ex-prefeito, “quem está no comando da cidade tem a obrigação de enxergar além, pensar no futuro, planejar a cidade, pensar como as coisas vão ficar. Quando assumimos a prefeitura, o quartel da Guarda era no Boicy, com estruturas caindo aos pedaços, uma vergonha. Começamos a pensar em um novo quartel. Um empresário me procurou falando sobre a área do prédio no Parque Presidente onde funcionava uma casa de shows e estava penhorada pelo BRDE. Fizemos a proposta e de um valor de R$ 3 milhões, compramos por R$ 1 milhão e ali instalamos a estrutura do novo quartel e depois o serviço integrado de monitoramento, SAMU e Foztrans”.

Quanto ao terreno localizado aos fundos do quartel, Paulo Mac Donald relatou que o interesse surgiu porque futuramente a Guarda Municipal precisaria ser ampliada. “O proprietário dessa área devia IPTU e concordou em entregar esse terreno em troca da dívida. Ficou por aproximadamente R$ 25 o metro quadrado e hoje vale R$ 300 o metro. Foi um grande negócio para o Município e uma aquisição estratégica. Agora, com essa doação, estão matando esse projeto de expansão da Guarda que serviria também para maiores acomodações para o Foztrans e o SAMU”, conclui Mac Donald ao agradecer o espaço na emissora para expor o seu inconformismo com o ato do atual prefeito.

Da assessoria do Paulo McD