Arquivo mensais:agosto 2017

Casal poderoso manteve a aparência

O crime e a pena

Lembra de Henrique Pizzolato, que foi diretor do Banco do Brasil, fugiu para a Itália usando documentos falsos com o nome do irmão falecido e foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro? Ele começou a cumprir a pena em fevereiro de 2014, quando foi preso na Itália (veio para o Brasil em outubro de 2015).

Faça as contas: 2014 mais 12 anos = 2026, certo? Errado: Pizzolato já está no regime semiaberto, que lhe foi concedido pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo. Dorme na cadeia. De dia, vai trabalhar na rádio OK FM, como assistente de programação, algo que jamais fez na vida. O salário é de R$ 1.800,00 mensais. Mas que fazer? A lei exige um emprego! A rádio pertence a seu companheiro de cela, Luiz Estêvão, hoje também seu patrão.

Exclusividade

Não estranhe o caso de Pizzolato. Num país onde Suzane Richthofen teve folga da prisão no Dia das Mães, que é que se pode esperar?

Sexo é ciúme

A delação mais esperada no país, hoje, é de um tipo diferente: tem, além da ladroeira, sexo, ciúmes, chifres, brigas federais. O que se sabe: um captador de recursos teve um caso com uma parlamentar federal casada. Houve belos hotéis, brigas com arranhões, ciúmes ferozes, erros (o marido entendeu que o casamento agora era aberto, e também andou escapulindo; a esposa não quis saber, e por pouco não se cria uma crise – o Chifrudão).

Sexo é cultura

Nomes? Imagine! Este colunista adora continuar vivo. Mas pitadas de cultura e pesquisa ajudam a chegar lá. Comece por Jacques Offenbach, compositor de sucesso, francês nascido na Alemanha, rei do can-can. E vá para Shakespeare, Julio Cesar, no monumental discurso de Marco Antônio nos funerais de Cesar. Termina aqui a parte cultural: o restante é briga feia de casal. Se a chefia não enquadra marido e esposa, a coisa iria longe. O fato é que os chifres doeram, mas pior seria perder os excelentes empregos.

 

Do Carlos Brinkmann

 

 

 

 

Propina institucionalizada

Se temos reclamado da corrupção no Brasil, ir ao Paraguai nos dá uma sensação diferente. Lá, a propina é institucionalizada e acontece com o conhecimento de todos. No Brasil, o corrupto fica à espreita, aguardando o momento de aproveitar o dinheiro público. Embora negativa em todas as circunstâncias, a grande diferença é que a ciência da propina do outro lado permite planejar o custo sem todos os danos indiretos com a intensidade como acontece aqui.

Para a importação no Paraguai, por exemplo, há um custo oficial para os agentes da aduana. Caso o protocolo não seja atendido, o processo fica parado por longo tempo. Por isso, todos sabem, todos pagam e os processos continuam com a institucionalização dos pagamentos extras. É a típica adequação ao sistema. Quem estiver interessado em usufruir dos benefícios paraguaios, precisará entender as características locais e se adequar da melhor forma possível. Felizmente, aqui em Santa Catarina, contamos com a seriedade dos agentes aduaneiros neste sentido.

PF DERRUBA CASA DE LADRÃO DE VEÍCULOS

Na tarde desta segunda-feira (28/08/2017), por volta das 17h, servidores da POLÍCIA FEDERAL, equipe em serviço no GPFAZ (Grupo de Polícia Fazendária) deram cumprimento a Mandado de Prisão expedido contra CHARLES MEDINA PORTILHO, o qual foi localizado na casa de sua tia, no bairro Jardim Aporã. Na garagem do imóvel os policiais encontraram também dois veículos preparados para o transporte de mercadorias ilegais, sendo que após consulta foi constatado que os automóveis eram produto de furto/roubo sendo utilizados com placas de carros similares e sem restrições. Diante dos fatos a proprietária da casa (ANTÔNIA CAPO GONZALEZ), o preso e os veículos foram conduzidos até a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR onde foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante.

Espaço ao Contraditório: Paulo McD estomagado

Paulo reage contra a doação de terreno que estava reservado para ampliação da Guarda, do Foztrans e do SAMU

Após o projeto de lei 47/2017 ser aprovado na Câmara Municipal, a Prefeitura doou um terreno no Parque Presidente, muito bem avaliado, para o Governo do Estado com o propósito de construção do Centro de Segurança Integrada.  Este terreno foi adquirido na gestão do ex-prefeito de Foz do  Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi, por meio de negociação de dívidas de IPTU com o antigo proprietário.

O terreno de aproximadamente 5 mil m² (incluindo o espaço de uma antiga rua) estava reservado para ampliação do espaço dividido entre Guarda Municipal, Foztrans e SAMU. Vale lembrar que o Governo Estadual possui vários terrenos na cidade, dentre elas uma área extensa próxima ao Colégio Agrícola e a Polícia Militar, não se fazendo necessário da parte da prefeitura, abrir mão de uma importante propriedade que poderia liberar espaço físico e proporcionar maior comodidade aos órgãos municipais.

Ao comentar o assunto no programa Contra Ponto da Rádio Cultura, o ex-prefeito Paulo demonstrou indignação com o erro do Poder Executivo Municipal. Para ele, o Estado pode utilizar imóveis próprios, entre tantos na cidade, para construir o prédio do centro integrado. Também cobrou reativação do centro de operações integradas com monitoramento, instalado no quartel da Guarda e que está abandonado.

“Não entendo porque começar tudo do zero e ainda matar o projeto de ampliação futura da Guarda Municipal, do SAMU e do Foztrans”, apontou. Paulo afirmou que as instalações inauguradas na gestão dele incluem o centro de monitoramento com 120 câmeras, agentes treinados para vigiar, salas de apoio para todos os órgãos de segurança, sala de gerenciamento de crise, auditório e sala de reunião do gabinete de gestão integrada (GGIn).

Planejamento

Na opinião do ex-prefeito, “quem está no comando da cidade tem a obrigação de enxergar além, pensar no futuro, planejar a cidade, pensar como as coisas vão ficar. Quando assumimos a prefeitura, o quartel da Guarda era no Boicy, com estruturas caindo aos pedaços, uma vergonha. Começamos a pensar em um novo quartel. Um empresário me procurou falando sobre a área do prédio no Parque Presidente onde funcionava uma casa de shows e estava penhorada pelo BRDE. Fizemos a proposta e de um valor de R$ 3 milhões, compramos por R$ 1 milhão e ali instalamos a estrutura do novo quartel e depois o serviço integrado de monitoramento, SAMU e Foztrans”.

Quanto ao terreno localizado aos fundos do quartel, Paulo Mac Donald relatou que o interesse surgiu porque futuramente a Guarda Municipal precisaria ser ampliada. “O proprietário dessa área devia IPTU e concordou em entregar esse terreno em troca da dívida. Ficou por aproximadamente R$ 25 o metro quadrado e hoje vale R$ 300 o metro. Foi um grande negócio para o Município e uma aquisição estratégica. Agora, com essa doação, estão matando esse projeto de expansão da Guarda que serviria também para maiores acomodações para o Foztrans e o SAMU”, conclui Mac Donald ao agradecer o espaço na emissora para expor o seu inconformismo com o ato do atual prefeito.

Da assessoria do Paulo McD

Batom na cueca: Barata Filho enviou flores para Gilmar e esposa, diz força-tarefa da Lava-Jato

Procuradores encontraram e-mail com a confirmação do pedido de flores feito pelo empresário

POR O GLOBO

Ministro Gilmar Mendes presidindo a sessão – Ailton de Freitas / Agência O Globo 

A força-tarefa da Lava Jato no Rio e procuradores da República da 2ª Região, que atuam no caso em segunda instância, encaminharam ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, um ofício com novas evidências da proximidade entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o empresário Jacob Barata Filho. Após análise de e-mails de Barata Filho foi encontrada uma mensagem com a confirmação de um pedido de entrega de flores ao casal Guiomar e Gilmar no mesmo endereço que consta no aparelho celular do empresário como sendo da esposa do ministro. O pedido de envio das flores foi realizado em 23 de novembro de 2015.

A análise dos e-mails foi autorizada pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro no curso da operação Ponto Final.

 

Editorial: helicoca, helicoca, helicoca

Do comunique-se

helicoca

(Imagem: Divulgação/Polícia Federal no Espírito Santo)

Censurar a imprensa. Foi isso que a juíza Gabriela Jardon Guimarães de Faria, da 6ª Vara de Justiça Cível de Brasília, fez ao decidir que a expressão “helicoca” não pode mais ser usada pelo Diário Centro do Mundo. O veículo cunhou o termo ao noticiar o caso de Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), que teve um helicóptero com meia tonelada de pasta base de cocaína apreendido, em 2013. Na decisão, a magistrada ainda pede a exclusão do Google de “todas as notícias que associem o nome do requerente às palavras ‘helicoca, helicóptero ou cocaína’ e a retirada de vídeos do YouTube com tema”. Data da década de 1960 quando as redações recebiam listas com nomes e palavras censuradas. Era tempo de ditadura no Brasil. Ou melhor, ainda é – ao menos na visão da família Perrella e da juíza.

Gabriela Jardon afirma em sua decisão que é “perfeitamente executável” a proibição de uso do termo “helicoca” em notícias que falam sobre o caso. De acordo com ela, a imprensa deve “continuar” a exercer seu múnus jornalístico no relato do episódio, mas com “desprezo” à expressão e mais: sem criar palavras como modo de substituição. Talvez o que a magistrada não sabe é que “exercer múnus jornalístico” passa pelo chamado direito à liberdade de expressão, previsto na Constituição Federal de 1988. Talvez não seja necessário, mas é bom reforçar: o direito à liberdade de expressão significa que qualquer indivíduo possa se manifestar livremente sem medo de retaliação ou censura por parte do governo ou de outro membro da sociedade. Ao Portal Comunique-se, parece que o básico não foi respeitado.

Quanto à situação nos tempos de ditadura, a única diferença agora é que a censura não passa desapercebida, não fica nos corredores das redações ou em rodas de conversa isoladas. O barulho foi grande e as pessoas que são no mínimo sensatas responderam: vai ter helicoca, sim. Nas redes sociais, o termo chegou a ficar entre os mais comentados no fim de semana. As derivações – que não poderiam aparecer por nada – foram criadas: heliPóptero e cocacóptero para ficar nos mais citados. Os questionamentos também apareceram: o que levou a juíza Gabriela Jardon voltar à década de 1960 com uma proibição que passa por cima de um direito conquistado a tanto suor?

Com espanto, a equipe do Portal Comunique-se espera que o país não dê passos ainda mais largos rumo ao passado. Os Perrella estão envolvidos em uma história de 445 quilos de pasta base de cocaína em um helicóptero. É helicoca pura esta história. Francisco Ramos e Caroline Narcon Pires de Moraes, advogados do DCM, formalizaram recurso junto à juíza Gabriela Jardon, para que ela reconsiderasse a decisão. E que seja reconsiderada, porque não faz sentido proibir um veículo de comunicação de usar determinado termo – ainda mais quando a palavra em questão está relacionada a um parlamentar que diz não fazer nada de errado, “apenas trafica drogas”. Vale lembrar à Justiça que o comércio de drogas é proibido no país, assim como a censura.

Corrupção está devorando a Câmara de Curitiba

Do Fernando Tupan

osias moraes

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) descobriu que a corrupção está nas entranhas da Câmara Municipal de Curitiba. Mais um vereador está sendo investigado pelo MP-PR por apropriação de salário de funcionários: Osias Moraes (PRB), da Igreja Universal do Reino de Deus, o quinto em menos de um mês. Moraes ainda tem um agravante: é suspeito de nomear um fantasma (um pastor nomeado no gabinete estava exercendo o evangélio na cidade de Maringá, 400 km de Curitiba). Com tantas denúncias, a expectativa do curitibano é que as laranjas podres sejam afastadas. Segundo uma oposicionista, tudo indica estar ocorrendo uma operação abafa no parlamento e os frutos estragados permanecerão apodrecendo no Palácio Rio Branco.

PITACO: E na Câmara de Foz do Iguaçu? Será que tem vereador com os direitos políticos suspensos por oito anos exercendo, normalmente, a vereança? Será que está tudo dentro dos conformes? Será que não têm assessores de vereadores condenados em segunda instância firmes nos cargos? Perguntas, perguntas…