Arquivo mensais:agosto 2017

PF DERRUBA CASA DE LADRÃO DE VEÍCULOS

Na tarde desta segunda-feira (28/08/2017), por volta das 17h, servidores da POLÍCIA FEDERAL, equipe em serviço no GPFAZ (Grupo de Polícia Fazendária) deram cumprimento a Mandado de Prisão expedido contra CHARLES MEDINA PORTILHO, o qual foi localizado na casa de sua tia, no bairro Jardim Aporã. Na garagem do imóvel os policiais encontraram também dois veículos preparados para o transporte de mercadorias ilegais, sendo que após consulta foi constatado que os automóveis eram produto de furto/roubo sendo utilizados com placas de carros similares e sem restrições. Diante dos fatos a proprietária da casa (ANTÔNIA CAPO GONZALEZ), o preso e os veículos foram conduzidos até a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR onde foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante.

Espaço ao Contraditório: Paulo McD estomagado

Paulo reage contra a doação de terreno que estava reservado para ampliação da Guarda, do Foztrans e do SAMU

Após o projeto de lei 47/2017 ser aprovado na Câmara Municipal, a Prefeitura doou um terreno no Parque Presidente, muito bem avaliado, para o Governo do Estado com o propósito de construção do Centro de Segurança Integrada.  Este terreno foi adquirido na gestão do ex-prefeito de Foz do  Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi, por meio de negociação de dívidas de IPTU com o antigo proprietário.

O terreno de aproximadamente 5 mil m² (incluindo o espaço de uma antiga rua) estava reservado para ampliação do espaço dividido entre Guarda Municipal, Foztrans e SAMU. Vale lembrar que o Governo Estadual possui vários terrenos na cidade, dentre elas uma área extensa próxima ao Colégio Agrícola e a Polícia Militar, não se fazendo necessário da parte da prefeitura, abrir mão de uma importante propriedade que poderia liberar espaço físico e proporcionar maior comodidade aos órgãos municipais.

Ao comentar o assunto no programa Contra Ponto da Rádio Cultura, o ex-prefeito Paulo demonstrou indignação com o erro do Poder Executivo Municipal. Para ele, o Estado pode utilizar imóveis próprios, entre tantos na cidade, para construir o prédio do centro integrado. Também cobrou reativação do centro de operações integradas com monitoramento, instalado no quartel da Guarda e que está abandonado.

“Não entendo porque começar tudo do zero e ainda matar o projeto de ampliação futura da Guarda Municipal, do SAMU e do Foztrans”, apontou. Paulo afirmou que as instalações inauguradas na gestão dele incluem o centro de monitoramento com 120 câmeras, agentes treinados para vigiar, salas de apoio para todos os órgãos de segurança, sala de gerenciamento de crise, auditório e sala de reunião do gabinete de gestão integrada (GGIn).

Planejamento

Na opinião do ex-prefeito, “quem está no comando da cidade tem a obrigação de enxergar além, pensar no futuro, planejar a cidade, pensar como as coisas vão ficar. Quando assumimos a prefeitura, o quartel da Guarda era no Boicy, com estruturas caindo aos pedaços, uma vergonha. Começamos a pensar em um novo quartel. Um empresário me procurou falando sobre a área do prédio no Parque Presidente onde funcionava uma casa de shows e estava penhorada pelo BRDE. Fizemos a proposta e de um valor de R$ 3 milhões, compramos por R$ 1 milhão e ali instalamos a estrutura do novo quartel e depois o serviço integrado de monitoramento, SAMU e Foztrans”.

Quanto ao terreno localizado aos fundos do quartel, Paulo Mac Donald relatou que o interesse surgiu porque futuramente a Guarda Municipal precisaria ser ampliada. “O proprietário dessa área devia IPTU e concordou em entregar esse terreno em troca da dívida. Ficou por aproximadamente R$ 25 o metro quadrado e hoje vale R$ 300 o metro. Foi um grande negócio para o Município e uma aquisição estratégica. Agora, com essa doação, estão matando esse projeto de expansão da Guarda que serviria também para maiores acomodações para o Foztrans e o SAMU”, conclui Mac Donald ao agradecer o espaço na emissora para expor o seu inconformismo com o ato do atual prefeito.

Da assessoria do Paulo McD

Batom na cueca: Barata Filho enviou flores para Gilmar e esposa, diz força-tarefa da Lava-Jato

Procuradores encontraram e-mail com a confirmação do pedido de flores feito pelo empresário

POR O GLOBO

Ministro Gilmar Mendes presidindo a sessão – Ailton de Freitas / Agência O Globo 

A força-tarefa da Lava Jato no Rio e procuradores da República da 2ª Região, que atuam no caso em segunda instância, encaminharam ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, um ofício com novas evidências da proximidade entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o empresário Jacob Barata Filho. Após análise de e-mails de Barata Filho foi encontrada uma mensagem com a confirmação de um pedido de entrega de flores ao casal Guiomar e Gilmar no mesmo endereço que consta no aparelho celular do empresário como sendo da esposa do ministro. O pedido de envio das flores foi realizado em 23 de novembro de 2015.

A análise dos e-mails foi autorizada pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro no curso da operação Ponto Final.

 

Editorial: helicoca, helicoca, helicoca

Do comunique-se

helicoca

(Imagem: Divulgação/Polícia Federal no Espírito Santo)

Censurar a imprensa. Foi isso que a juíza Gabriela Jardon Guimarães de Faria, da 6ª Vara de Justiça Cível de Brasília, fez ao decidir que a expressão “helicoca” não pode mais ser usada pelo Diário Centro do Mundo. O veículo cunhou o termo ao noticiar o caso de Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), que teve um helicóptero com meia tonelada de pasta base de cocaína apreendido, em 2013. Na decisão, a magistrada ainda pede a exclusão do Google de “todas as notícias que associem o nome do requerente às palavras ‘helicoca, helicóptero ou cocaína’ e a retirada de vídeos do YouTube com tema”. Data da década de 1960 quando as redações recebiam listas com nomes e palavras censuradas. Era tempo de ditadura no Brasil. Ou melhor, ainda é – ao menos na visão da família Perrella e da juíza.

Gabriela Jardon afirma em sua decisão que é “perfeitamente executável” a proibição de uso do termo “helicoca” em notícias que falam sobre o caso. De acordo com ela, a imprensa deve “continuar” a exercer seu múnus jornalístico no relato do episódio, mas com “desprezo” à expressão e mais: sem criar palavras como modo de substituição. Talvez o que a magistrada não sabe é que “exercer múnus jornalístico” passa pelo chamado direito à liberdade de expressão, previsto na Constituição Federal de 1988. Talvez não seja necessário, mas é bom reforçar: o direito à liberdade de expressão significa que qualquer indivíduo possa se manifestar livremente sem medo de retaliação ou censura por parte do governo ou de outro membro da sociedade. Ao Portal Comunique-se, parece que o básico não foi respeitado.

Quanto à situação nos tempos de ditadura, a única diferença agora é que a censura não passa desapercebida, não fica nos corredores das redações ou em rodas de conversa isoladas. O barulho foi grande e as pessoas que são no mínimo sensatas responderam: vai ter helicoca, sim. Nas redes sociais, o termo chegou a ficar entre os mais comentados no fim de semana. As derivações – que não poderiam aparecer por nada – foram criadas: heliPóptero e cocacóptero para ficar nos mais citados. Os questionamentos também apareceram: o que levou a juíza Gabriela Jardon voltar à década de 1960 com uma proibição que passa por cima de um direito conquistado a tanto suor?

Com espanto, a equipe do Portal Comunique-se espera que o país não dê passos ainda mais largos rumo ao passado. Os Perrella estão envolvidos em uma história de 445 quilos de pasta base de cocaína em um helicóptero. É helicoca pura esta história. Francisco Ramos e Caroline Narcon Pires de Moraes, advogados do DCM, formalizaram recurso junto à juíza Gabriela Jardon, para que ela reconsiderasse a decisão. E que seja reconsiderada, porque não faz sentido proibir um veículo de comunicação de usar determinado termo – ainda mais quando a palavra em questão está relacionada a um parlamentar que diz não fazer nada de errado, “apenas trafica drogas”. Vale lembrar à Justiça que o comércio de drogas é proibido no país, assim como a censura.

Corrupção está devorando a Câmara de Curitiba

Do Fernando Tupan

osias moraes

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) descobriu que a corrupção está nas entranhas da Câmara Municipal de Curitiba. Mais um vereador está sendo investigado pelo MP-PR por apropriação de salário de funcionários: Osias Moraes (PRB), da Igreja Universal do Reino de Deus, o quinto em menos de um mês. Moraes ainda tem um agravante: é suspeito de nomear um fantasma (um pastor nomeado no gabinete estava exercendo o evangélio na cidade de Maringá, 400 km de Curitiba). Com tantas denúncias, a expectativa do curitibano é que as laranjas podres sejam afastadas. Segundo uma oposicionista, tudo indica estar ocorrendo uma operação abafa no parlamento e os frutos estragados permanecerão apodrecendo no Palácio Rio Branco.

PITACO: E na Câmara de Foz do Iguaçu? Será que tem vereador com os direitos políticos suspensos por oito anos exercendo, normalmente, a vereança? Será que está tudo dentro dos conformes? Será que não têm assessores de vereadores condenados em segunda instância firmes nos cargos? Perguntas, perguntas…