Arquivo mensais:setembro 2017

Dois em cana: Polícia Federal e Receita Federal deflagram Operação Confraria Cataratas

Na manhã desta quinta-feira, dia 28 de setembro de 2017, a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação Confraria Cataratas, com o propósito de combater a prática irregular de câmbio de moedas estrangeiras em Foz do Iguaçu/PR.

Foram cumpridas 33 ordens judiciais expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba/PR, sendo 2 mandados de prisão temporária, 2  mandados de condução coercitiva e 29 mandados de busca e apreensão. A operação contou com a participação de 140 servidores da Polícia Federal e 30 servidores da Receita Federal. Os investigados responderão pelos crimes de gestão temerária e de contabilidade paralela (caixa dois), ambos previstos na Lei nº 7.492, de1986.

As investigações, iniciadas em 2016, tiveram como foco agências de câmbio e turismo que, a despeito de possuírem autorização provisória para operar no mercado de câmbio em Foz do Iguaçu/PR, não comunicavam ao Banco Central a maior parte das suas operações de compra e venda de moedas estrangeiras.

Nome da operação
Em 2009, as agências investigadas reuniram-se e pleitearam ao Banco Central autorização para a criação de uma corretora de câmbio em Foz do Iguaçu/PR cujo nome seria “Cataratas Corretora de Câmbio S.A”. O capital social exigido para a constituição de uma corretora é elevado, sendo esse o fato que motivou as agências a realizarem esse pleito conjuntamente.

O pedido de autorização para a constituição e funcionamento da “Cataratas Corretora de Câmbio S.A”. ainda não foi julgado pelo Banco Central, razão pela qual as agências vêm realizando suas atividades precariamente desde 2009.

O termo confraria diz respeito a uma associação de pessoas que adotam o mesmo ofício, profissão ou modo de vida. Levando em conta que as provas produzidas ao longo da investigação revelaram que as agências atuam nos mesmos moldes, comprando e vendendo moedas estrangeiras à margem da lei, a operação foi batizada “Confraria Cataratas”.

Entenda o caso
A legislação estabelece que, independentemente do valor da operação de câmbio, qualquer agente autorizado a comprar e vender moeda estrangeira, inclusive as agências de turismo que funcionam precariamente, deve identificar cabalmente os seus clientes e registrar todas as suas operações no Sistema Integrado de Registro de Operações de Câmbio (SISBACEN).

As provas produzidas no curso da operação demonstraram que as agências de turismo investigadas, sistematicamente, atuavam à margem da lei. Elas não exigiam dos seus clientes documentos de identificação pessoal e, ainda, não contabilizavam e nem comunicavam ao Banco Central a grande maioria das suas operações de câmbio.
 
O conteúdo da investigação será compartilhado com o Banco Central do Brasil, autarquia que fiscaliza as instituições que operam no mercado de câmbio.
A coletiva de imprensa será realizada às 15h00, na sede da Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR, com a participação de representantes da Polícia Federal e da Receita Federal.


Com assessoria da PF e RFB

OPINIÃO

* Carlos Eduardo de Santi

Deus e o diabo na Terra Brasilis

Circula nas redes sociais um vídeo onde um cidadão com jeitão de militar, porém à paisana, aparece em um telão concedendo uma suposta entrevista a jornalistas do Jornal das Dez, do canal pago Globo News. Durante quase quatro minutos o sujeito discorre com singular didatismo sobre o papel das Forças Armadas na manutenção da estabilidade de um país, faz um contraponto entre intervenção e ditadura militar e finaliza com o argumento de que todo governo é uma concessão do Poder Armado, sem a qual não há governo democrático. Trata-se, no entanto, de uma montagem, que aproveita a polêmica causada pela fala do general Antônio Hamilton Mourão, há duas semanas, em uma palestra em Brasília, quando disse que “seus companheiros do Alto Comando do Exército” entendiam que uma intervenção militar poderia ser adotada, caso o Poder Judiciário não solucionasse o problema político do país, envolto em um mar de lama de corrupção.

É notória a escalada popular em apoio a uma ação incisiva das Forças Armadas – que, aliás, ocupa o topo na lista de instituições confiáveis pelo povo brasileiro – a fim de conter o descalabro político em que nos encontramos. De norte a sul, a figura polêmica e caricata do militar da reserva e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com sua postura “linha dura”, tem recebido cada vez mais manifestações calorosas de incentivo a uma eventual candidatura à Presidência da República em 2018. O silêncio dos militares (só quebrado após o episódio do general Mourão, ainda assim, de forma contida e não punitiva ao mesmo) soa ensurdecedor aos meios de comunicação e gera pavor entre os intelectuais e a classe artística, escaldados pelos 20 anos aterrorizantes da Ditadura Militar que ainda reverberam na memória recente do Brasil.

Por isso, é um grande tabu discutir abertamente uma hipotética intervenção militar, com seus (poucos) prós e (muitos) contras. É imperativo lembrar, contudo, que essa situação política pré-falimentar, refletida econômica e socialmente na vida nacional, decorre da putrefação ética e moral dos Três Poderes Constituídos, cujo processo de decomposição foi acelerado nos 14 anos em que o Partido dos Trabalhadores esteve no Poder.

As recentes declarações do ex-braço direito de Lula, Antonio Palocci, ao Ministério Público Federal, acusando-o de ser o “chefão” da quadrilha que tomou de assalto nosso país, simbolizam o “fim de uma Era”. Sim, porque até então, apesar de alguns ex-aliados petistas terem colocado a boca no trombone por meio de delações premiadas, nenhum outro tem o peso político do ex-ministro dos governos Lula e Dilma. Palocci caiu em desgraça no partido depois que foi para trás das grades; mais do que isso, viu-se abandonado pelo companheiro de tantas lutas, que preferiu o distanciamento para evitar máculas à sua mítica imagem autoconstruída de “homem mais honesto do país”. Assim que Palocci abriu o bico, o PT deixou aflorar sua verve stalinista, segundo a qual todo oponente deve ser desqualificado e apagado da história.

Coincidentemente, estou finalizando a leitura do livro A herança de Stalin, do jornalista anglo-russo Owen Mattheus, que conta a história de três gerações de sua família ao longo do Século XX, na antiga União Soviética. Em meio a guerras externas e casos de amor, o autor descreve com uma translucidez impressionante os estratagemas empregados pelo governo totalitário comunista soviético, através de prisões compulsórias, de condenações com provas forjadas e da eliminação sumária de todos os que ousassem pensar ou agir contrariamente à ideologia imposta pelo regime. A centralização de diversos papéis nas mãos do Estado e a postura ditatorial de Josef Stálin fez com que os ideais socialistas da Revolução Russa, de igualdade e liberdade, se perdessem ao longo do tempo. Ainda assim, Stálin era visto por muitos soviéticos como um “deus” – isto porque havia um grande culto à personalidade do ditador, fruto de uma intensa propaganda estatal e nacionalista.

Revisitar a história nos faz muito bem. Neste caso, em especial, gera-nos imunidade contra políticos populistas e dissimulados, que utilizam o bolorento e fantasioso idealismo do “combate à pobreza” para alcançarem o poder e a retórica e a propaganda como meios para atingi-lo e nele se perpetuarem.

Como escreveu o agora ex-companheiro Antonio Palocci em carta ao Partido dos Trabalhadores, em que pediu a sua desfiliação, “chegou a hora da verdade” para “o retirante que escolheu navegar no terreno pantanoso do poder sem limites”, e de toda a sua malta.

Carlos Eduardo de Santi é médico veterinário, graduado em Tecnologia da Gestão Pública, pós-graduado em Vigilância Sanitária, foi coordenador da Vigilância Sanitária e diretor de Atenção Básica na Prefeitura de Foz do Iguaçu. Servidor público de carreira desde 2000, atualmente exerce a chefia do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)

Viatura da Guarda Municipal pega fogo em via pública.

A Guarda Municipal de Foz agoniza, dentre as inúmeras mazelas que assolam a segurança pública municipal, o Língua vem denunciando frequentemente aqui, que apadrinhados políticos ocupam funções extremamente técnicas, e fazendo inúmeras lambanças.

Relembrando:

A competente equipe que gestiona a Guarda Municipal perdeu recursos do Poder Judiciário ao não entregar um projeto para receber recursos ao programa patrulha Maria da Penha.

O projeto K9, elogiado e reconhecido pela população é por outros órgãos foi encerrado.

A parceria de mais de 10 anos entre a GM e a Polícia Civil no atendimento às vítimas de violência junto a Delegacia da Mulher foi encerrada unilateralmente pelo comando da GM.

A falta de veículos em condições dignas de trabalho aos GMs na data de hoje (27) expôs os servidores a um incêndio em via pública. Colocando em risco a vida dos guardas.

10 meses de governo Chico/Bobato, já é hora de fazer mudanças e de comprar pelo menos novas viaturas para a GM atender a população.

Chico!!! O contrato de manutenção das câmeras de vídeo monitoramento parou de ser pago desde fevereiro, algo em torno de 50 mil reais mês.
Gaste esse dinheiro economizado, algo em torno de 500 mil na aquisição de novas viaturas.

Estamos de Olho!

POR QUE NÃO TEM ONG NO NORDESTE SECO?

Você consegue entender isso?

Vítimas da seca!
Quantos? 10 milhões.
Sujeitos à fome? Sim.
Passam sede? Sim.
Subnutrição? Sim.
ONGs estrangeiras ajudando: Nenhuma!

Índios da Amazônia.
Quantos? 230 mil
Sujeitos à fome? Não
Passam sede? Não
Subnutrição? Não
ONGs estrangeiras ajudando: 350.

Provável explicação:

A Amazônia tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros), madeira nobre e outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.

O nordeste não tem tanta riqueza, por isso lá não há ONGs estrangeiras ajudando os necessitados e famintos.

Tente entender: Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e
ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres.

Agora, uma pergunta:

Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?
É uma reflexão interessante ou não é???
Continuamos neocolonizados! mas graças a globalização da informação isto nunca terá fim!

Carpe diem!