Após seis dias, policiais militares acusados de matar suspeitos são absolvidos por júri popular em Curitiba

Julgamento começou na quarta-feira (4) e terminou nesta segunda-feira (9); este foi o maior julgamento do Paraná ao se considerar o número de réus e de testemunhas. Ainda cabe recurso.

Por G1 PR, Curitiba

Policiais comemoraram o resultado do julgamento (Foto: Reprodução/RPC)

Policiais comemoraram o resultado do julgamento (Foto: Reprodução/RPC)

O Tribunal do Júri de Curitiba decidiu absolver nesta segunda-feira (9) todos os 13 policiais militares que foram acusados de matar cinco suspeitos de roubar um carro. O caso aconteceu em 2009, em Curitiba. Ainda cabe recurso.

Este foi o maior julgamento do estado, considerando o número de réus e de testemunhas arroladas.

No último dia de julgamento, uma fila de interessados em acompanhar a decisão chegou a ser formada em frente ao Tribunal do Júri.

Entenda o caso

Em setembro de 2009, os policiais envolvidos afirmaram que viram um carro furtado e iniciaram uma perseguição. De acordo com eles, o veículo furou um bloqueio e acabou batendo no muro de uma trincheira, no bairro Alto da Glória, em Curitiba.

Os policiais contaram que, após o acidente, cinco jovens desceram do veículo e começaram a atirar. No confronto, os jovens teriam sido atingidos. Eles foram levados ao hospital pelos policiais, mas já chegaram mortos.

Cerca de 40 dias depois, um inquérito feito pela própria Polícia Militar apurou que a versão dos policiais era mentirosa. A investigação apontou que os jovens se renderam depois de baterem o carro e não atiraram. O grupo foi algemado e levado para as viaturas.

O aparelho rastreador instalado nos carros da PM apontou que, antes de irem ao hospital, os policiais pararam em um terreno baldio, no bairro Atuba, também em Curitiba. Nesse local, eles teriam matado os jovens. Dois deles eram menores de idade.

A acusação envolveu 14 policiais. No entanto, um deles morreu. Os outros 13 são réus no processo.

PITACO: Tribunal do Júri não condena policiais acusados de homicídios. Isso é ponto pacifico!

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