Arquivo mensais:outubro 2017

Empresário que estava desaparecido em Cascavel é encontrado morto

Corpo de Eduardo Sato, de 23 anos, estava na banheira de um motel. Ele estava desaparecido desde a sexta-feira (27), quando, segundo a família, saiu para trabalhar.

Por G1 PR

Empresário mudou para Cascavel havia dois meses (Foto: Reprodução)

Empresário mudou para Cascavel havia dois meses (Foto: Reprodução)

O Grupo de Diligências Especiais (GDE) da Polícia Civil em Cascavel, no oeste do Paraná, encontrou morto o empresário Eduardo Sato, de 23 anos, na noite de sábado (27).

O corpo, segundo a polícia, estava na banheira de um motel e não tinha sinais de agressão. A causa da morte ainda será investigada.

Ele estava desaparecido desde a manhã da sexta-feira, quando saiu de casa para trabalhar, segundo a família. O empresário se mudou para Cascavel havia cerca de dois meses.

Segundo a polícia, o último contato foi feito com a mulher, por meio de uma mensagem enviada pelo celular, pouco depois das 14h30 da sexta. A ela, ele havia dito que estava visitando um cliente e estava tudo bem.

Homem é morto a tiros na frente da família em Foz do Iguaçu

Crime foi registrado no Bairro Portal da Foz na tarde deste domingo (29); assassino fugiu em uma moto com placas do Paraguai.

Segundo familiares, o homem assassinado já tinha sofrido duas tentativas de homicídio (Foto: Reprodução/RPC)

Segundo familiares, o homem assassinado já tinha sofrido duas tentativas de homicídio (Foto: Reprodução/RPC)

Um homem de 53 anos foi morto a tiros na frente da família na tarde deste domingo (29) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Segundo vizinhos, a vítima que morava no Bairro Portal da Foz, tentou se esconder do assassino e fugiu para dentro de casa, onde acabou atingido por ao menos quatro disparos de arma de fogo.

O atirador fugiu em uma moto vermelha com placas do Paraguai.

Familiares do homem assassinado disseram que ele já havia sofrido outras duas tentativas de homicídio.

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Foz do Iguaçu.

Ministério do Trabalho publica ‘lista suja’ do trabalho escravo

Dados mostram 131 nomes, relativos a fiscalizações realizadas desde 2011.

Portaria que altera regras de fiscalização do trabalho escravo está suspensa.

O Ministério do Trabalho divulgou em seu site a lista com empregadores autuados por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão. Os dados atualizados até quinta-feira (26) mostram 131 nomes, relativos a fiscalizações realizadas desde 2011.

A divulgação se tornou uma polêmica após a portaria do ministério que alterava as regras de fiscalização de trabalho escravo e para a divulgação da lista.

O Fantástico antecipou no domingo (22) uma versão da lista que estava atualizada até o início de outubro. A portaria está suspensa por decisão da ministra do Supremo Rosa Weber.

Confira a lista completa

MUNICÍPIO AMARGA DERROTA NO TJ-PR SOBRE ALVARÁ PARA OPTOMETRIA

APELAÇÃO CÍVEL Nº 1.697.437-5.
ORIGEM: 2ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE FOZ DO IGUAÇU.
APELANTE: MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU
APELADO: SAMIR RECALDE BOGADO – ME
RELATOR: DES. CARLOS MANSUR ARIDA.

Samir Recalde Bogardo solicitou alvará de funcionamento ao município para atuar como optometrista, que foi negado.
Irresignado, impetrou mandado de segurança que foi deferido pela 2ª vara da Fazenda Pública da comarca. O município recorreu ao TJ e agora saiu a decisão indeferindo o pleito do município.

E assim deu-se uma lambada no CRM – Conselho Regional de Medicina que veda as atividades destes profissionais no país.

Veja a decisão abaixo:

Acórdão Samir

DECISÃO DO STF 

Suprema Corte decide que aborto até o terceiro mês não é crime. Acabou a celeuma.

Empresa na lista suja de trabalho escravo doou R$ 3 mi para Dilma

Bancada ruralista também foi agraciada com bons valores

A nova lista suja dos empregadores autuados por escravizar trabalhadores é reveladora quanto às relações entre doadores de campanha e seus candidatos. Umas das empresas que constam na vergonhosa relação é a Sucocítrico Cutrale Ltda, administradora da fazenda Vale Verde, em Minas Gerais, que empregou 23 funcionários em condições análogas a escravidão.

A Sucocítrico, por sua vez, é uma poderosa doadora de campanhas. Em 2014, Dilma Rousseff recebeu 3 milhões de reais da companhia. A informação é da coluna Radar da VEJA.

Não foi só ela. Parlamentares ruralistas também receberam grandes quantias da caridosa companhia. 500 mil para a senadora Katia Abreu (PMDB-TO), 200 mil para o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), 150 mil a Marcos Montes (PSD-MG), 100 mil para Zé Silva (SD-MG) e 70 mil para Marinha Raupp (PMDB-RO).

Paulo Skaf, que foi candidato ao governo de São Paulo, recebeu 2 milhões, valor que, apesar de alto, foi insuficiente para elegê-lo.

SERGIO CABRAL EM NOVAS INSTALAÇÕES

Sergio Cabral, o gângster do Rio de Janeiro, entrou numas de ameaçar o juiz federal do seu processo. Não deu outra: transferido ao presídio federal de Campo Grande no Mato Grosso do sul. O recurso dele no TFR 1 foi indeferido.
Cabral ficará em cela sozinho, sem o direito de encarar os carcereiros, andar sempre na linha amarela de cabeça baixa, sem TV, água fria no banho de três minutos, e duas horas diárias de banho de sol.

Lá é onde o filho chora e a mãe não escuta…

EXUMAÇÃO DO CORPO DO ADEMIR 

Acontecerá no dia 31 deste mês (próxima terça) ás 7,00 hs a exumação do corpo do Ademir Gonçalves Costa no cemitério do Jardim São Paulo. A determinação foi do juiz federal Edilberto Barbosa Clementino.
Lembrando que o inquérito aberto pela PF concluiu que Ademir veio á óbito por ingestão de anfetaminas. A família contratou o escritório do advogado Wilson Neres que conseguiu dar essa reviravolta no caso conseguindo a exumação do corpo. Esse caso continua muito nebuloso.
Por exemplo: Como se explica que uma das adunas mais importantemente do país (Brasil/Paraguai) não tivesse câmeras de videomonitoramento funcionando no dia da morte do rapaz?

Estranho, estranhíssimo…

TEMER FICOU DODÓI…

Médicos descobriram porque o Temer não faz xixi. Falta descobrir porque não para de fazer merda…

 

 

OPINIÃO

* Carlos Eduardo de Santi

SOS Segurança

O ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, participou ontem do seminário Fronteiras do Brasil, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Social e Econômico de Fronteiras (IDESF), na sede da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, onde proferiu palestra relatando sua experiência no enfrentamento da criminalidade que grassa nas favelas da capital fluminense.

Beltrame é delegado aposentado da Polícia Federal e comandou a Secretaria de Segurança Pública por quase 10 anos, no governo Sérgio Cabral. Credencial que num primeiro momento poderia soar desabonadora ao gaúcho de Santa Maria, não fosse o prestígio que desfruta pelo trabalho implacável de combate ao crime organizado, notadamente na implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas cariocas. Vale lembrar que as UPPs foram aprovadas por 87% dos moradores e são reconhecidamente um grande avanço no processo de reintegração entre o Poder Público e as comunidades carentes submetidas ao poder paralelo do tráfico de drogas.

O ex-secretário pontuou com propriedade diversos fatores que contribuíram para a degradação da Segurança Pública no Estado brasileiro. Na Cidade Maravilhosa, segundo ele, a tomada dos morros pelo poder do tráfico remonta aos anos 1970, quando lá se instalou a organização criminosa Falange Vermelha. Desde então, motivadas pela lucratividade proporcionada pela venda de drogas, as facções criminosas derivadas (Comando Vermelho, Terceiro Comando e ADA-Amigos do Amigos) foram se espalhando paulatinamente pelas favelas cariocas. Sua perpetuação, porém, se deu pela ausência do Estado, que privou as comunidades carentes dos serviços básicos, como Saúde e Educação, e principalmente do direito à Segurança. Além disso, destacou o ex-secretário, os criminosos contaram com a permissividade e leniência dos sucessivos governantes (desde o período imperial) na ocupação irregular dos morros, cuja geografia e conformação urbanística funcionam como trincheira para os meliantes.

Na opinião de Beltrame, o Brasil peca ao não dar a devida atenção ao controle de suas fronteiras (questão de “soberania nacional”, em suas palavras). Para ele, as facções criminosas cariocas iniciaram uma corrida armamentista para disputar os pontos de drogas e lograram êxito justamente pela falta de investimentos e olhar diferenciado às nossas fronteiras (“ao contrário dos EUA e de outros países desenvolvidos”). O ex-secretário também lamentou e mostrou-se resignado com a falta de investimentos em Segurança Pública, o sucateamento das polícias e o desinteresse do governo nacional – destacando a falta de lideranças – em colocar a questão no primeiro lugar da escala de prioridades do Estado brasileiro.

Um apontamento feito por ele, porém, merece reflexão. Beltrame relatou que no contexto social e político da promulgação da atual Constituição Federal, em 1988, o tema “Segurança Pública” foi relegado a segundo plano, por razões compreensíveis na época. Recém liberto do Regime Totalitário que dominara o país por duas décadas, o fantasma da repressão dos Anos de Chumbo exorcizou qualquer possibilidade de menção a investimentos em mecanismos que pudessem se tornar uma arapuca contra a nova ordem instalada – a democracia. Ao contrário, por exemplo, da Saúde e da Educação, que receberam atenção especial da Constituição Cidadã. Para Beltrame, as consequências dessa “imprudência” estão sendo colhidas hoje, três décadas depois.

A importância de se conhecer as experiências (bem-sucedidas ou não) de outras cidades e países reside na possibilidade de sua aplicação à realidade em que vivemos. Nossa querida Foz do Iguaçu, com pouco mais de 260 mil habitantes, é minúscula quando comparada à cidade do Rio de Janeiro e seus 6,5 milhões de residentes. Evidentemente, nossos problemas também são muito menores do que os apresentados pela capital fluminense, que albergou a Família Real portuguesa e sua corte por 13 anos (1808-1821). Mas o cenário iguaçuense demanda do Poder Público (local, estadual e federal) ações consistentes e perenes a fim de que não seja acometido pelas mesmas debilidades no futuro.

Foz do Iguaçu possui dezenas de favelas e a maior invasão de terras urbanas do Estado do Paraná – a Invasão do Bubas. No início da década de 2010, houve uma tentativa bem-sucedida do Poder Público municipal de reurbanizar algumas favelas, como da Guarda Mirim e da Mosca, porém o projeto estagnou. A Invasão do Bubas se deu em uma área de 40 hectares, em 2012, quando aproximadamente 800 famílias invadiram o local (atualmente há mais de 1 mil). A Justiça se posicionou contra a reintegração de posse aos proprietários e a Administração Pública municipal preferiu se abster do processo, alegando se tratar de área particular (onde, em tese, não haveria interesse público). Ocorre que, particular ou não, a invasão impactou diretamente os serviços de Saúde e Educação, o sistema de transportes etc. As famílias invasoras não dispõem de infraestrutura de saneamento básico e não há delimitação de logradouros, por exemplo, o que dificulta o acesso das ações governamentais à população local. Lá se vão cinco anos…  Vamos seguir os mesmos passos do Rio de Janeiro?

A sociedade espera do Poder Público ações preventivas e reativas, mas estas, quando necessárias, precisam ser rápidas e eficazes, sobretudo quando visam garantir ao cidadão os direitos básicos.

Ao final da sua apresentação, José Mariano Beltrame foi extremamente feliz – embora nada original – ao afirmar que a interferência dos gestores públicos na execução das ações planejadas pelos órgãos de Segurança é a grande responsável pela situação de violência sem precedentes que acomete o nosso país. Difícil discordar, não é mesmo?

 * Carlos Eduardo de Santi é médico veterinário, graduado em Tecnologia da Gestão Pública, pós-graduado em Vigilância Sanitária, foi coordenador da Vigilância Sanitária e diretor de Atenção Básica na Prefeitura de Foz do Iguaçu. Servidor público de carreira desde 2000, atualmente exerce a chefia do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). 

Quem matou e quem mandou matar o radialista Djalma Santos?

Reportagem de Bob Fernandes sobre o assassinato do radialista Djalma Santos, em maio de 2015, faz parte do Programa Tim Lopes de Proteção a Jornalistas, lançado oficialmente nesta semana. Idealizadora do projeto, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo liberou a reprodução do conteúdo ao Portal Comunique-se

Djalma Santos da Conceição está no ar com seu programa “Acorda Cidade”, das seis às oito da manhã. Na RCA-FM 87.9, rádio comunitária e o meio de comunicação de Conceição da Feira, município de 23 mil habitantes a 126 Km de Salvador. Djalma diz, aos gritos:

-Ninguém vai calar a minha voz….

Ele mesmo opera a mesa de áudio no estúdio e escolhe o fundo musical. Para secundá-lo, na sexta-feira 22 de Maio de 2015, Djalma, 54 anos, escolheu a música “O rádio e a televisão”, de Ruan e Rudney.

Djalma repete pela terceira vez: “Ninguém vai calar a minha voz”, e se cala por instantes, subindo o som e deixando os ouvintes com a dupla gospel:

-O rádio e a televisão estão mostrando/ Como a humanidade vive ultimamente/ É o homem matando homem…

Pouco depois das dez da noite, nessa mesma sexta-feira, com o pandeiro de sempre Djalma está na habitual roda musical no quiosque-bar de sua propriedade, na vizinha Governador Mangabeira.

Umas 15 pessoas em torno do quiosque montado em uma pracinha no lugarejo chamado Sítio dos Brejos.

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