Arquivo mensais:dezembro 2017

Prolatadas as duas últimas sentenças da Pecúlio azedando o Natal de muita gente

Juiz federal Pedro Carvalho Aguirre Filho prolatou as duas últimas sentenças da Pecúlio, encerrando assim, com chave de ouro, a tramitação deste que foi considerado o maior processo criminal já autuado na terra das Cataratas. O processo, complexo, por envolver quase duas centenas de réus, chegou ao seu final com a sentença. Nesta que foi a última fase da Pecúlio julgou-se duas ações penais: Uma da Câmara Municipal envolvendo um atual vereador e outros ex-vereadores. Nesta sentença condenou-se o vereador Beni Rodrigues e os ex-vereadores Darci DRM, Edilio Dallagnol, e o Paulo Rocha. Neste grupo pontuou também o ex-secretário de Governo Sergio Beltrame. As penas variaram entre dois a três de anos de reclusão em regime aberto mais multas e com suspensão dos direitos políticos por oito anos. Na segunda sentença, mais dura, duríssima, sentenciou-se o núcleo da organização criminosa (Orcrim) onde as sentenças foram mais rigorosas. Muitos dos acusados (á maioria) foram condenados á penas expressivas. Quem teve pena inferior a quatro anos o juiz arbitrou o regime aberto (prestação de serviços á comunidade, etc). Aos que passaram de quatro anos o regime é o sem-aberto em que o apenado deve dormir na cadeia e sair para trabalhar, sempre com tornozeleira.
Lembrando que ainda restar julgar a NIPOTI e seus desdobramentos cujas sentenças devem
pipocar por meados de 2018. Como podem ver a rapadura é doce mas não é mole não…

Com esse post dou por encerrado a participação deste blog neste ano.
Volto em Janeiro de 2018. Desejo a todos um FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.

Sugestão: A melhor maneira de ler uma sentença é começar do fim para o começo. Para melhor entendimentos das penas aplicadas (fica a sugestão).

Abaixo a sentença que condenou ex-vereadores

SENTENÇA HERMOGENES E DARCI

A seguir a sentença que julgou a Orcrim  (onde o bicho pegou pra valer!)

SENTENÇA HERMOGENES CONDENAÇÃO

 

Faleceu Flavio Antunes

O quarto deputado federal de Paranavaí (Alencar Furtado, Heitor Alencar Furtado, Dionísio Dal Prá além de Flávio Antunes) faleceu na tarde de segunda, vítima de câncer. O sepultamento será amanhã (19) e vários políticos já manifestaram seu pesar como o Governador Beto Richa, o ex prefeito de Curitiba  Gustavo Fruet (“Muito triste! Alguém apaixonado pelo que fazia e um raro entusiasta da boa politica. Mesmo à distância, aprendi a admirar e acreditar no Flávio que enfrentou todo tipo de obstáculos“), o secretário e jornalista Deonilson Roldo (“Meu amigo, gente de caráter, firme! Uma perda”), o ex secretário do Paraná em Brasília, Amauri Escudero (“Um líder nato, amigo fraterno e que muito cedo nos deixa.”). O deputado federal Luiz Carlos Hauly escreveu em sua página no facebook – “Com grande pesar, lamento o falecimento do amigo Flávio Antunes, jovem liderança. Foi meu suplente de Deputado Federal, e mantivemos sempre uma grande proximidade. Era sempre meu anfitrião nas visitas a Paranavaí. Descanse em paz meu amigo. E que Deus possa confortar os familiares e amigos.” O tucano Flavio Antunes notabilizou-se pelo trabalho profícuo em defesa da instalação da Reitoria da Unespar em Paranavaí junto ao governador Beto Richa, como mostra a capa do Diário do Noroeste.

CÂMARA MUNICIPAL DESAPROVA CONTAS DE 2010 DO EX PREFEITO PAULO MCD.

Assessor do vereador Luiz Brito sob tratamento psiquiátrico/psicológico

As pessoas que leem esse blog estão carecas de saber das presepadas que o Cazuza apronta. Parece não haver limite para esse indivíduo. Vejam a última do gajo:
Protocolou nos autos de um processo que movo contra ele um atestado em forma de Perícia Médica -INSS – Reavaliação Pericial.atestado – onde se lê que o mesmo encontra-se em estado delicado de saúde, sob tratamento psiquiátrico e psicológico, tomando remédios controlados, e nesta condição encontra-se impossibilitado de exercer qualquer atividade laboral. Pois bem, analisemos:

Cazuza tem uma atuação marcante na Câmara Municipal como assessor de imprensa do vereador Brito. Desfila pela casa de leis com um crachá de jornalista no pescoço. Ganhou até o apelido de “o décimo sexto vereador”. Dia desses esteve na Polícia federal cobrindo uma entrevista coletiva. Foi o mestre de cerimonias de um evento que o PATRIOTA (partido do vereador Brito) realizou para filiar a patuleia. Foi mestre de cerimonias da audiência pública criado pelo Brito para discutir o tema “Escola Sem Partido”. Cazuza continua escrevendo em seu blog. Não sai dos grupos de whassap. Se se tivesse doente agiria assim? Teria se metido numa encrenca com o Tulio Bandeira? Teria atacado a primeira dama Rosa Jerônimo? E a mim?
Em suma, Cazuza encontra-se em franca atividade profissional, como se deduz do relato acima. E tem mais, se o Cazuza estiver recebendo benefício do INSS por invalidez, mas como visto continua trabalhando, pode ser denunciado por crime federal. E pode ser preso por isso, evidente!

Ao que tudo indica Cazuza tem dupla personalidade: Numa está doente, na outra segue á todo vapor, inclusive articulando para a cassação dos cinco vereadores. 

PS: Uma banca de advogados da cidade vai usar o atestado médico para peticionar á Caixa e ao MPF para tentar entender o seguinte: se ele está doente por que continua trabalhando como jornalista ou coisa que o valha? Lugar de doente é no hospital e/ou acamado na sua residência.

Na foto abaixo o Cazuza fazendo gaiatices na coletiva da PF enquanto o delegado falava a imprensa.

Abaixo o atestado médico considerando-o incapaz para o trabalho.

anexoautosn002686811.2017.8.16.0030

 

 

OS INGLESES E A SUA ESTRANHA JUSTIÇA

Vingança de ex-mulher não é mole…

Em 2003, um deputado inglês chamado Chris Huhne foi pego por um radar dirigindo em alta velocidade. Pra não perder a carteira, pois na Inglaterra é feio uma autoridade infringir a lei, a mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.
O tempo passa, o deputado vira Ministro da Energia, o casamento acaba, a Vicky decide se vingar e conta a história pra imprensa.
Como é na Inglaterra, o tal do Chris Huhne é obrigado a se demitir, primeiro do ministério e depois do Parlamento. ACABOU A HISTORIA?
NÃO.
Na Inglaterra é crime mentir para a Justiça e ontem a Justiça sentenciou o casal, envolvido na fraude do radar, em 8 meses de cadeia pra cada um. E vão ter de pagar multa de 120 mil libras, uns 500 mil reais.
Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa.
Segurança nacional? Nem pensar, infrator é infrator.
Privilégio porque é político? Nadica de nada!
E o que disse o Primeiro Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro: “É uma conspiração da mídia conservadora para denegrir a imagem do meu governo”. Certo? Errado.
O que disse o Primeiro Ministro David Cameron acerca do seu ex-ministro foi o seguinte: “É pra todo mundo ficar sabendo que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da lei”.
Estes ingleses são um bando de botocudos.
Só mesmo nesses paisinhos capitalistas europeus um ministro perde o cargo por mentir para um guarda de trânsito.

Porque aqui sim, neste maravilhoso paraíso chamado Brasil, a primeira lei que um guarda de trânsito aprende é saber com quem está falando.

Por causa da rosa, a erva daninha acaba sendo regada.
(provérbio chinês)

DA BBC 

 

 

Espírito natalino baixou na 2ª Turma do Supremo

Josias de Souza

O espírito natalino baixou na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Por maioria de votos ou por obra e graça de decisões monocrátricas do ministro Gilmar Mendes, saltaram do supremo saco de bondades dois habeas corpus, um trancamento de processo e quatro sepultamentos de denúncias criminais. Tudo isso nesta segunda-feira.

Abriram-se as celas de Adriana Anselmo e de Marco Antonio de Luca, respectivamente mulher e provedor de propinas de Sérgio Cabral, o multi-condenado ex-governador do Rio de Janeiro.

Suspeudeu-se um inquérito por suspeita de corrupção que corria no STJ contra o governador tucano do Paraná Beto Richa. De resto, foram ao arquivo denúncias criminais contra o senador Benedito de Lira (PP-AL) e os deputados Arthur Lira (PP-AL), Eduardo da Fonte (PP-PE) e José Guimarães (PT-CE).

As decisões que beneficiaram Adriana Anselmo e Beto Richa são da lavra de Gilmar Mendes. Todas as demais foram tomadas por uma magra maioria de dois votos a um. Relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin votou a favor da tranca e do banco dos réus. Gilmar e o colega Dias Toffoli abriram as celas e os arquivos. Ausentaram-se Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

De duas uma: ou o Ministério Público e as instâncias inferiores do Judiciário realizam um péssimo trabalho ou a Segunda Turma do Supremo, autoconvertida numa espécie de Lapônia, decidiu provar aos encrencados da República que Papai Noel existe.