Categorias
outros

Espírito natalino baixou na 2ª Turma do Supremo

Josias de Souza

O espírito natalino baixou na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Por maioria de votos ou por obra e graça de decisões monocrátricas do ministro Gilmar Mendes, saltaram do supremo saco de bondades dois habeas corpus, um trancamento de processo e quatro sepultamentos de denúncias criminais. Tudo isso nesta segunda-feira.

Abriram-se as celas de Adriana Anselmo e de Marco Antonio de Luca, respectivamente mulher e provedor de propinas de Sérgio Cabral, o multi-condenado ex-governador do Rio de Janeiro.

Suspeudeu-se um inquérito por suspeita de corrupção que corria no STJ contra o governador tucano do Paraná Beto Richa. De resto, foram ao arquivo denúncias criminais contra o senador Benedito de Lira (PP-AL) e os deputados Arthur Lira (PP-AL), Eduardo da Fonte (PP-PE) e José Guimarães (PT-CE).

As decisões que beneficiaram Adriana Anselmo e Beto Richa são da lavra de Gilmar Mendes. Todas as demais foram tomadas por uma magra maioria de dois votos a um. Relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin votou a favor da tranca e do banco dos réus. Gilmar e o colega Dias Toffoli abriram as celas e os arquivos. Ausentaram-se Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

De duas uma: ou o Ministério Público e as instâncias inferiores do Judiciário realizam um péssimo trabalho ou a Segunda Turma do Supremo, autoconvertida numa espécie de Lapônia, decidiu provar aos encrencados da República que Papai Noel existe.

Compartilhe isto...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *