Arquivo mensais:janeiro 2018

Tal pai, tal filho


Cazuza nos tempos áureos  ladeado pela vice governadora Cida Borgheti, ex-vereador Zé Carlos, presidente do Pros Eurípedes Jr. Só graúdos da política

Cazuza tem cinco filhos. Uma menina e quatro homens todos adultos. Detalhe: A prole dos homens vieram de quatro mulheres diferentes. Um dos filhos do Cazuza foi preso anos atrás de posse de 30 quilos de maconha no centro de Foz do Iguaçu. Na época Cazuza, sempre com o seu ar professoral, cheio de dignidade, dirigiu-se á 6ª SDP e recomendou ao escrivão Antonio que não desse moleza para o preso. Aproveitou para recolher os documentos do filho e um talão de cheques. Depois de alguns anos na cadeia o rapaz foi solto. Passou a frequentar o recinto da Câmara Municipal junto do pai Cazuza. O “safo” estava lhe ensinando o caminho das pedras no legislativo que conhece como a palma de sua mão…

No dia que o Cazuza foi preso toda a igreja de crentes da Quintino Bocaiuva foi consolar “dona Cazuza. Mas aí era só rezar, porque a casa caíra. Cazuza continua chorando na cadeia. O vereador Brito a mesma coisa. Dizem que se abraçam e se perguntam: “mas afinal aonde foi que erramos?”

 

Moro manda prender policial federal que fez entregas de dinheiro no escritório de Youssef

Jayme Alves de Oliveira Filho prestava serviços para o escritório de lavagem de dinheiro do doleiro, de acordo com as investigações. Ele foi condenado a 8 anos de prisão.

G1 PR

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, mandou prender preventivamente o policial federal afastado Jayme Alves de Oliveira Filho, que tinha sido alvo da sétima fase da operação. A decisão é desta segunda (29).

O policial foi preso nesta terça (30), no Rio de Janeiro. Na decisão, Moro determinou que ele seja transferido para o sistema prisional em Curitiba em cárcere próprio para ex-policiais. No Rio, a PF disse que por enquanto ainda não definiu a remoção.

Oliveira Filho é acusado de prestar serviços de entrega de dinheiro para o escritório de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef.

O policial foi condenado em maio de 2015 por lavagem de dinheiro a 13 anos, 3 meses e 15 dias de prisão e teve a pena diminuída para 8 anos e 4 meses de reclusão após recursos da defesa. A decisão foi julgada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em novembro do ano passado. Ele também foi inocentado do crime de participação em organização criminosa.

De acordo com Moro, em síntese, foi provado que agentes da empreiteira Camargo Correa destinaram cerca de R$ 50.035.912,33 de propina à diretoria de Abastecimento da Petrobras, que era comandada por Paulo Roberto Costa, em decorrência de obras celebradas pela empreiteira com a Petrobras referentes à REPAR e RNEST.

“Os repasses foram intermediados pelo escritório criminoso de Alberto Youssef. Teriam eles ainda se associado para a prática de crimes”, disse Moro.

Ainda conforme o juiz federal, Jayme Alves cometeu os crimes utilizando seu cargo de policial, transportando malas de dinheiro em espécie para pagamento de propina a agentes públicos.

” Trata-se de exceção, é certo, nos quadros da Polícia Federal, mas sua conduta reprovável merece a censura penal, não se justificando submeter esta à demora dos múltiplos e generosos recursos de nosso sistema penal, por vezes utilizados mesmo por quem não tem razão e com o único propósito de gerar prescrição e impunidade”, disse Moro ao decidir pela prisão.

Após ser xingado em voo de carreira, Gilmar usa avião da FAB para ir a São Paulo

De acordo com dados públicos divulgados no site da FAB, o ministro decolou às 13h05 de Cuiabá e aterrissou às 17h30 em Congonhas.

O órgão não registra, contudo, um motivo pelo qual o ministro, que também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), usou uma aeronave oficial para o deslocamento, diferentemente dos outros voos registrados na mesma data, em que aparecem justificativas como “residência” ou “serviço”.

No site, no local destinado à autoridade que utilizou o serviço da força aérea, aparece apenas como “à disposição do Ministério da Defesa Transporte do Presidente do TSE”.

Questionada pela reportagem, a assessoria de imprensa do ministro afirmou que a solicitação foi feita à FAB por não haver voos de carreira disponíveis no trajeto para que ele cumprisse um compromisso no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em São Paulo, marcado para o fim da tarde de segunda.

A assessoria dele disse também que em nenhum momento a demanda foi feita sob a justificativa de segurança.

Informou ainda que o ministro utilizou voo de carreira no retorno de São Paulo para Brasília.

VOO DE CARREIRA

Uma pesquisa feita pela Folha encontrou a existência de um voo de carreira oferecido diariamente pela empresa aérea LATAM que parte de Cuiabá às 13h37 e chega ao aeroporto de Congonhas às 16h50, em intervalo de deslocamento parecido ao feito pelo ministro.

Por meio de nota, o Ministério da Defesa afirmou que autorizou o transporte de Gilmar “para agenda oficial no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Tal prerrogativa está prevista em lei, conforme o Decreto n.o 4.244 de 22 de maio de 2002”.

O compromisso do presidente do TSE em São Paulo não constava na agenda pública divulgada pela corte. A assessoria do ministro Gilmar Mendes afirmou que o evento havia sido divulgado em sua agenda no site do STF.

O site do TSE publicou uma notícia em que o ministro participou de um evento de biometria em Diamantino (MT), sua terra natal, na segunda-feira. A cidade fica a 186,9 km da capital do Estado, o que equivale a um descolamento em torno de duas horas e meia de carro.

Gilmar Mendes foi hostilizado por passageiros em um voo que partiu de Brasília rumo a Cuiabá no sábado. As críticas ao ministro foram registradas em vídeos compartilhados em redes sociais.

“Vai soltar o Lula também depois? E o Aécio?”, questionaram passageiros. “O STF não presta para nada. Tem que fechar aquilo lá”, continuaram, referindo-se ao ministro como “vergonha para o país”, “vergonha para a família brasileira” e utilizando termos mais chulos como “cagão”.

 

Pelas regras em vigor atualmente, podem se deslocar em aeronaves da FAB o vice-presidente da República, ministros de Estado, presidentes do STF, da Câmara e do Senado e comandantes das Forças Armadas e chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Gilmar não ocupa atualmente nenhum desses cargos.

O caso dele se enquadrou em uma exceção da lei que prevê que o ministro da Defesa pode autorizar que outras autoridades voem de FAB por motivo de segurança e emergência médica, viagens a serviço e deslocamento para local de residência permanente.

PITACO: previsão do Língua.

Polícia Civil demite estagiária no Paraná depois de postagens em rede social: ‘Morre PM!!!’

Jovem estuda direito em Foz do Iguaçu e estagiava no núcleo de proteção à criança e ao adolescente.

 

 

 

Estagiária foi demitida depois de publicações no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter)Estagiária foi demitida depois de publicações no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter)

Estagiária foi demitida depois de publicações no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter)

A Polícia Civil de Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, demitiu uma estagiária depois de duas postagens que ela fez na conta pessoal dela no Twitter. Nas postagens na rede social, a jovem deseja a morte de policiais militares.

O primeiro tuíte da jovem, do dia 26 de janeiro, dizia: “Ao se deparar com a tag “Morre PM” vc é a pessoa que se preocupa em saber que um PM morreu ou que lê no modo imperativo pq quer mais é que morra os PM tudo mesmo?”. [sic]

Em seguida, ela mesmo responde à pergunta e diz que lê a hashtag concordando que os policiais militares devem morrer todos: “Isso mesmo, morre PM!!!”, diz parte do segundo tuíte.

Para a Polícia Civil, a estudante de direito denegriu “a imagem de policiais e de instituições responsáveis pela segurança pública”. A polícia também pede desculpas pelo ocorrido.

As duas publicações já foram apagadas, assim como o perfil dela no Twitter. A jovem estuda direito da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e era estagiária no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima de Crimes (Nucria).

Na mesma rede social, a ex-estagiária exibia documentos aparentemente oficiais, assinados por ela como escrivã de polícia.

Na mesma rede social, a ex-estagiária exibia documentos aparentemente oficiais, assinados por ela como escrivã de polícia (Foto: Reprodução/Twitter)

Na mesma rede social, a ex-estagiária exibia documentos aparentemente oficiais, assinados por ela como escrivã de polícia (Foto: Reprodução/Twitter)

A Polícia Civil disse que o caso será investigado e que ela pode ser punida em diferentes esferas pelo comportamento.

Veja a íntegra da nota abaixo:

“Direção da 6ª Subdivisão da Polícia Civil de Foz do Iguaçu, em homenagem à ética, a postura moral que norteia nossos compromissos profissionais e em respeito ao cidadão iguaçuense, vem a público esclarecer, e pedir escusas pelo seguinte:

O fato protagonizado por uma estagiária que atuava no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima de Crimes – Nucria – pelo qual realizou postagens em redes sociais denegrindo a imagem de policiais e instituições responsáveis pela Segurança Pública, será objeto de apuração administrativa e penal, com consequências legais em ambas as esferas.

A referida estagiária, que é acadêmica de direito em uma Faculdade de Foz do Iguaçu, já foi devidamente desligada do quadro administrativo da Polícia Civil”.

PITACO: Imaginar que essa jovem brevemente estará advogando nos tribunais de Justiça. É PRÁCABÁ!

CONTROLE NA TRÍPLICE FRONTEIRA

Doutor Jorge da Silva Giulian é professor de Direito Penal em várias casas de ensino superior na fronteira. É doutor em Direito Penal. Pessoa qualificadíssima. Dr Giulian escreveu o livro acima onde aborda, sob uma ótica acurada e crítica a questão do CONTROLE NA TRÍPLICE FRONTEIRA – Análise crítica do uso repressivo dos aparelhos de controle social.  Este livro deveria ser leitura obrigatória para todos que se interessam pelo tema. Giulian diz entre outras coisas que a Guarda Municipal no que pese agir como Polícia, não é Polícia (Há anos repito isso neste espaço). Analisa com verve afiada os aparatos de guerra que são montados no município para coibir o contrabando & afins.
Livro forte e instigante.
Língua recomenda.