Moro manda prender policial federal que fez entregas de dinheiro no escritório de Youssef

Jayme Alves de Oliveira Filho prestava serviços para o escritório de lavagem de dinheiro do doleiro, de acordo com as investigações. Ele foi condenado a 8 anos de prisão.

G1 PR

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, mandou prender preventivamente o policial federal afastado Jayme Alves de Oliveira Filho, que tinha sido alvo da sétima fase da operação. A decisão é desta segunda (29).

O policial foi preso nesta terça (30), no Rio de Janeiro. Na decisão, Moro determinou que ele seja transferido para o sistema prisional em Curitiba em cárcere próprio para ex-policiais. No Rio, a PF disse que por enquanto ainda não definiu a remoção.

Oliveira Filho é acusado de prestar serviços de entrega de dinheiro para o escritório de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef.

O policial foi condenado em maio de 2015 por lavagem de dinheiro a 13 anos, 3 meses e 15 dias de prisão e teve a pena diminuída para 8 anos e 4 meses de reclusão após recursos da defesa. A decisão foi julgada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em novembro do ano passado. Ele também foi inocentado do crime de participação em organização criminosa.

De acordo com Moro, em síntese, foi provado que agentes da empreiteira Camargo Correa destinaram cerca de R$ 50.035.912,33 de propina à diretoria de Abastecimento da Petrobras, que era comandada por Paulo Roberto Costa, em decorrência de obras celebradas pela empreiteira com a Petrobras referentes à REPAR e RNEST.

“Os repasses foram intermediados pelo escritório criminoso de Alberto Youssef. Teriam eles ainda se associado para a prática de crimes”, disse Moro.

Ainda conforme o juiz federal, Jayme Alves cometeu os crimes utilizando seu cargo de policial, transportando malas de dinheiro em espécie para pagamento de propina a agentes públicos.

” Trata-se de exceção, é certo, nos quadros da Polícia Federal, mas sua conduta reprovável merece a censura penal, não se justificando submeter esta à demora dos múltiplos e generosos recursos de nosso sistema penal, por vezes utilizados mesmo por quem não tem razão e com o único propósito de gerar prescrição e impunidade”, disse Moro ao decidir pela prisão.

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