Arquivo mensais:abril 2018

Opinião

* Bibiana Orsi

No feriado dia do trabalhador enquanto muitas famílias descansam e gozam da companhia de seus entes queridos, outras famílias irão receber uma bandeira do Brasil milimetricamente dobrada em sinal de bravura e honra.

Colegas prestarão homenagens, os filhos chorarão a perda de seu pai herói. A viúva irá se arrepender pelo carinho não demonstrado na correria do cotidiano ao mesmo tempo que pensará na incerteza do futuro dos filhos. Essa cena não será vista na TV; não será narrada nas rádios; não irá viralizar nas redes sociais: foi só mais um policial morto em serviço – isso é rotina no nosso País.

Se 100 médicos morressem em serviço em um ano seria um choque mundial. Se 200 professores morressem por exercerem à docência isso seria um fato de repercussão global. Se apenas 10 representantes políticos fossem mortos pelo exercício de suas atividades toda a máquina estatal seria mobilizada para responder a tamanha brutalidade. Nos últimos 20 anos a média de mortes/ano de policiais no Brasil é de 500 trabalhadores – isso não é estatística, isso é um genocídio.

500 mortos POR ANO e atrás de cada uniforme existia um trabalhador.

Os heroicos esforços desses homens e mulheres mantem o mínimo de civilidade necessária para nossa violenta sociedade continuar funcionando. A mesma sociedade que não bradará salvos de direitos humanos pelos trabalhadores policiais que certamente morrerão também no primeiro de maio.

As instituições não existem por si. Quando falamos das grandes apreensões de drogas e armas, de prisões de quadrilhas, das operações cinematográficas, dos novos rumos traçados por operações como a midiática Lava Jato, muitas vezes não temos noção de todos os trabalhadores que fazem tudo isso ser possível, assim como não temos noção do preço pago por eles.

A segurança é nosso trabalho, nossa luta é buscar dignidade e novas perspectivas para nossos policiais. Nosso sonho é construir um país onde 500 mortes de policiais por ano não seja algo aceitável.

Feliz dia do Trabalhador para você que veste com orgulho e coragem todos os dias seu uniforme.

* BIBIANA ORSI

Presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná – Foz do Iguaçu

Justiça manda bloquear mais de R$ 1 milhão de médicos suspeitos de receber sem atender em posto de saúde

Dois profissionais do Programa Saúde da Família, do Governo Federal, atendiam pacientes no consultório particular durante horário de trabalho em Unidade de Saúde de Jacarezinho, no norte do Paraná, diz MPF.

Em horários em que deveriam estar atendendo no posto, os profissionais faziam atendimentos em consultório particular, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

Segundo a ação civil pública, proposta pelo MPF, os médicos Guilherme Augusto Mariano de Faria e Otacílio Mariano de Faria Neto – que são irmãos – não cumpriram a jornada do Programa Saúde da Família (PSF), do Governo Federal, entre setembro de 2008 até o fim de 2014.

O procurador Diogo Castor de Mattos, responsável pela ação, afirma que os médicos limitavam o número de pacientes atendidos diariamente. Guilherme atendia dez pessoas por dia e, Otacílio, outras cinco.

Essa prática levava os pacientes a madrugar na fila para conseguir consulta médica na UBS Vila São Pedro, onde os médicos atuavam, já que o atendimento era feito por ordem de chegada, conforme o MPF.

Ainda de acordo com o MPF, o município chegou a publicar uma Portaria que proibia a limitação do número de pacientes atendidos por dia em UBSs e reforçava a necessidade do cumprimento da carga horária semanal de 40 horas para todos os profissionais da Saúde.

Improbidade administrativa

Para comprovar as irregularidades, o procurador da República anexou à ação relatórios de atendimento médico emitidos por planos de saúde aos quais os médicos eram conveniados à época.

Em vários casos, os atendimentos em consultório particular foram feitos em horários em que os médicos deveriam estar atendendo na UBS.

“No período mencionado, os demandados realizavam, de forma habitual e dolosa, durante os horários em que deveriam trabalhar para o ente público, diversos e frequentes atendimentos privados”, informa o MPF.

Na ação, o MPF pede a condenação por enriquecimento ilícito, lesão ao erário e atentado contra os princípios da Administração Pública.

“[Os dois médicos] atuaram de forma ilícita e desonesta, recebendo salários correspondentes a um trabalho que, na prática, não foi prestado”, diz o procurador na ação.

A determinação do bloqueio de bens, do juiz federal Rogerio Cangussu Dantas Cachichi, da 1ª Vara Criminal de Jacarezinho, é de 19 de abril.

Os valores bloqueados, mais de R$ 500 mil para cada um dos médicos, têm como objetivo garantir o ressarcimento aos cofres da União em caso de condenação.

O outro lado

Os médicos Guilherme Augusto Mariano de Faria e Otacílio Mariano de Faria Neto disseram ao G1 que a denúncia não tem procedência, e que eles vão provar, durante o processo, que cumpriram o contrato firmado com a Prefeitura de Jacarezinho.

De acordo com a ação do MPF, os contratos entre o município e os dois médicos teve vigência até o janeiro de 2015.

Com G 1

Nota de Pesar – Pedro Grad Roth

É com extremo pesar que o Sindhotéis (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) de Foz do Iguaçu e Região comunica o falecimento de Pedro Grad Roth, nesta segunda-feira, 30, em Foz do Iguaçu. Em nome da diretoria do Sindhotéis, deixamos condolências aos seus familiares. 

A história do Sindhotéis está diretamente ligada a trajetória de Pedro Roth. Em 23 de setembro de 1974, os empresários da hotelaria e gastronomia iguaçuense elegeram os responsáveis por fazer a transformação da Associação de Hotéis e Similares de Foz do Iguaçu, em sindicato. Coube ao empresário a honra de escrever seu nome na história.

Já como presidente da associação, Pedro Grad Roth convocou, em 2 novembro de 1974, assembleia geral extraordinária para o dia 2 de dezembro, na sede social da entidade, localizada na Avenida Brasil, 1.205. Na ordem do dia: aprovação dos estatutos de reconhecimento como Sindicato de Hotéis e Similares de Foz do Iguaçu, de acordo com o artigo 518 da Consolidação das Leis do Trabalho.

Realizada a assembleia e aprovada a criação do sindicato, teve início a jornada para conquistar a carta sindical. Após muita luta, finalmente veio a conquista histórica: a criação do sindicato por parte do governo federal. Em 19 de maio de 1975, o ministro do Trabalho, Arnaldo Prieto, assinou a carta sindical. A data acabou adotada como o dia oficial de fundação do Sindhotéis.

Velório – Será realizado hoje, após as 18 horas, na Loja Maçônica União das 3 Fronteiras (Rua Jerusalém, esquina com Lisboa –atrás do Centro de Distribuição da Panorama). O enterro será nesta terça-feira, em horário a ser definido.

Em anexo, perfil do Pedro Grad Roth publicado no livro “Sindhotéis – Memórias”, em 2017. Veja também os principais trechos da entrevista em vídeo que integra o documentário. https://youtu.be/NAVS2noAllA


GRAMPO COMUNICAÇÃO

PF apreende maconha, mercadorias contrabandeadas e barco no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu

Maconha e mercadorias contrabandeadas foram apreendidas na Operação Fronteira Integrada, em Foz do Iguaçu (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Maconha e mercadorias contrabandeadas foram apreendidas na Operação Fronteira Integrada, em Foz do Iguaçu (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal (PF) apreendeu quase 150 quilos de maconha, mercadorias contrabandeadas e uma embarcação de madeira no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

As apreensões foram realizadas no domingo (29), durante a Operação Fronteira Integrada.

De acordo com a PF, uma movimentação suspeita foi percebida em um barco do Paraguai. Quando os policiais federais se aproximaram, os ocupantes pularam na água, segundo a PF.

A situação aconteceu às margens da Ilha Acaray. Os fugitivos, conforme a PF, seguiram para mata que existe na região.

A maconha e as mercadorias, dos mais diversos tipos, estavam na embarcação. Todo o material aopreendido foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal.

Material apreendido estava em embarcação de madeira no Rio Paraná (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Material apreendido estava em embarcação de madeira no Rio Paraná (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

 

Delação de braço direito de Pezão atinge governador, Cabral e até Romário

Ele afirmou ter repassado dinheiro para o senador Romário (Podemos) e o deputado federal Índio da Costa (PSD). Os dois são pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro

Pezão pendurado na brocha

A proposta de delação do ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro Hudson Braga atinge o governador Luiz Fernando Pezão (MDB), o antecessor Sérgio Cabral (MDB), e ao menos dois pré-candidatos à sucessão do Palácio Guanabara. Braga afirmou ter repassado recursos em dinheiro para o senador Romário (Podemos) e o deputado federal Índio da Costa (PSD), ambos analisando uma candidatura ao governo estadual. Disse também que fazia pagamentos mensais de R$ 100 mil a Pezão.

A proposta de delação de Braga, braço direito de Pezão desde 2007, foi revelada pela revista Veja, e confirmada pela Folha de S.Paulo. Segundo a reportagem apurou, os anexos para uma eventual colaboração foram entregues à equipe do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot há mais de um ano. As negociações, contudo, ainda avançaram pouco com Raquel Dodge, atualmente no cargo.

De acordo com Braga, o governador tem cerca de R$ 5 milhões em dinheiro guardados na empresa JRO Engenharia, enviadas para o local em troca de notas promissórias. Seriam recursos acumulados da mesada de R$ 100 mil arrecadados junto a empreiteiras.

A JRO Engenharia pertence a Cláudio Fernandes Vidal, que transferiu sua sede para Piraí em 2005 após aproximação com Pezão. Os dois ficaram amigos e se encontravam frequentemente. A empresa contratou em 2014 o escritório de advocacia do filho de Pezão, Roberto Horta, para defendê-lo em ações trabalhistas. O governador sempre negou conflito de interesses.

Segundo Braga, Romário recebeu R$ 3 milhões para apoiar Pezão na eleição de 2014. No encontro, segundo o relato de Braga, o senador indicou o valor necessário levantando três dedos, temendo ser gravado. Já Índio da Costa cobrou R$ 30 milhões para apoiar a reeleição de Pezão, de acordo com a proposta de delação. Parte do valor, R$ 4 milhões, foi entregue a Ronaldo Cezar Coelho, segundo Braga.

O ex-secretário de Obras diz ainda que deputados da base do governo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) dividiam um valor R$ 3 milhões em propina por mês. O responsável pela distribuição era o então presidente da Casa, Paulo Melo (MDB), atualmente preso.

Mesada

Braga confirma ainda a acusação contra Cabral de que recebia uma mesada da Fetranspor (federação das empresas de ônibus). Segundo ele, o valor era de R$ 1 milhão.

Outro citado na proposta de Braga foi o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele disse que o petista apoiou Pezão em troca do governo do Rio assumir dívidas da Prefeitura de Nova Iguaçu, à época comandada por Lindbergh, com empreiteiras. Desta forma, a Odebrecht viabilizou o repasse recursos para a campanha do petista ao Senado.

Braga foi braço direito de Pezão desde 2007, quando assumiu a subsecretaria-executiva da Secretaria de Obras, comandada à época por Pezão, também vice-governador. Ele assumiu o cargo após Pezão se tornar coordenador de infraestrutura do estado. Na eleição de 2014, foi o coordenador de campanha do emedebista. Ele foi cotado para assumir a Casa Civil na nova gestão, mas acabou se afastando por entender que o cargo não teria os poderes que imaginava.

Mesmo fora do governo, ele continuou atuando como lobista no Palácio Guanabara. A Folha de S.Paulo revelou há um ano que Braga intermediou o aluguel de dois edifícios que abrigariam o novo Centro Administrativo do Estado. O negócio chegou a ser anunciado por Pezão, mas não se concretizou.

Braga foi recentemente transferido da cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, onde estão os presos da Operação Lava Jato do Rio, para Bangu 8, onde também está Cabral. A transferência foi feita sem aviso prévio e sem justificativa para a defesa do ex-secretário, que tenta enviá-lo de volta para Benfica.

Outro lado

O deputado Índio da Costa negou ter negociado apoio com o MDB. “Definitivamente, não fiz parte nem compactuo com os métodos desse PMDB que destruiu o estado”, disse o deputado, em nota.

O senador Romário declarou que já solicitou à procuradora-geral Raquel Dodge e ao Supremo Tribunal Federal para que torne público qualquer inquérito contra ele. “Só assim poderei me defender oficialmente e acabar com esses boatos que só interessam à política nefasta deste país”, disse ele, em nota publicada em sua página no Facebook.

“Foi aberta há alguns meses a temporada de difamações com fins eleitorais. O grupo que governou o Rio de Janeiro nos últimos 16 anos está desesperado com medo de perder o poder”, declarou o senador.

Pezão, Cabral e Lindbergh não se pronunciaram até o fim da manhã desta sexta. A defesa de Braga afirmou que não iria comentar o caso.

Com Gazeta do Povo