Arquivo mensais:abril 2018

Impeachment para Gilmar


Carvalhosa quer a cabeça do Gilmar (no que faz muito bem)

O jurista Modesto Carvalhosa, na Veja, explica os nove motivos para o impeachment de Gilmar Mendes:

“1. Gilmar telefonou espontaneamente a Silval Barbosa, ex-governador de Mato Grosso, horas antes preso em flagrante na Operação Ararath, hipotecando-lhe solidariedade e prometendo interceder a seu favor junto ao ministro Toffoli, que relatava o inquérito. Silval Barbosa é, nas palavras do ministro Luiz Fux, o protagonista de uma delação monstruosa.

2. Gilmar votou contra a prisão do secretário da Casa Civil e da Fazenda desse mesmo ex-governador. Éder de Moraes Dias, segundo a Polícia Federal, foi o principal operador do esquema de corrupção descoberto na Ararath.

3. Gilmar teve inúmeros encontros privados com o presidente Michel Temer, fora da agenda oficial, alegando velha amizade, e, ainda assim, com voto de minerva no Tribunal Superior Eleitoral, absolveu a chapa Dilma-Temer de abuso de poder político e econômico na última campanha, de maneira a preservar o mandato do amigo. Nesse processo, a ex-mulher de Gilmar, Samantha Ribeiro Meyer-Pflug, emitiu parecer favorável a Temer, que depois viria a nomeá-la conselheira da Itaipu Binacional, sem contar que o presidente ainda tornou um primo de Gilmar, Francisval Dias Mendes, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

4. Gilmar, agindo como verdadeiro soldado do PSDB, a despeito de ser o relator de quatro entre nove inquéritos contra Aécio Neves, aceitou o pedido deste para convencer o senador Flexa Ribeiro a seguir determinada orientação no tocante a projeto de lei de abuso de autoridade.

5. Gilmar, desprezando o fato de que sua atual mulher trabalha no escritório que defendia os interesses do notório Eike Batista, mandou libertá-lo da prisão.

6. Gilmar, por três vezes, livrou do cárcere Jacob Barata Filho, milionário do setor de transportes do Rio de Janeiro, cuja filha se casou com o sobrinho de Guiomar Mendes, mulher do ministro. Mais: Francisco Feitosa, irmão de Guiomar, é sócio de Barata.

7. Gilmar mandou soltar o ex-presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio Lélis Marcos Teixeira, cliente, como Barata, do escritório de advocacia integrado pela esposa do ministro.

8. Gilmar votou no processo de anulação da delação premiada dos proprietários do grupo J&F, a despeito de a JBS haver patrocinado com 2,1 milhões de reais eventos do Instituto de Direito Público (IDP), empresa da qual o ministro é sócio.

9. Gilmar determinou a soltura do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Riva, conhecido como “o rei da ficha suja no Brasil”, que foi defendido por Rodrigo Mudrovitsch, não só professor do IDP mas também advogado do ministro em outra causa.”

PITACO: Concordo com o Carvalhosa. O Gilmar passou da conta. Tem que ser impedido.

Indústria da raiva ainda vai produzir um cadáver

Josias de Souza

Há um cheiro de enxofre no ar. É a emanação da morte. O odor cresce na proporção direta da diminuição da sensatez. Até outro dia, o ódio vadiava pelas redes sociais. Agora, circula pelas ruas à procura de encrenca. A raiva tornou-se um banal instrumento político. Há no seu caminho um defunto. Ele flutua sobre a conjuntura como um fantasma prestes a existir. A morte do primeiro morto ainda pode ser evitada. Mas é preciso que alguém ajude a sorte.

Concebida como alternativa civilizatória às guerras, a política subverteu-se no Brasil. Em vez de oferecer esperança, dedica-se a industrializar a raiva. Produz choques e enfrentamentos —uma brigalhada entre partidos enlameados, políticos desmoralizados, grupos e grupelhos ensandecidos. É nesse contexto que a notícia sobre a primeira morte bate à porta das redações como um fato que deseja ardorosamente acontecer.

O primeiro morto vagueia como uma suposição irrefreável. Por ora, ele vai escapando por pouco. Livrou-se da fatalidade quando sindicalistas enfurecidos reagirem mal às suas palavras, empurrando-o da calçada defronte do Instituto Lula em direção à rua, até cair e bater a cabeça no parachoque de um caminhão. Desviou dos tiros disparados contra os ônibus da caravana de Lula nos fundões do Paraná. Foi parar no hospital após ser baleado por atiradores filmados nas imediações do acampamento petista de Curitiba (assista no vídeo lá do alto).

Construir uma democracia supõe saber distinguir diferenças. Mas os políticos não ajudam. Estão cada vez mais a cara esculpida e escarrada uns dos outros. Todos os gatunos ficaram ainda mais pardos depois que a Lava Jato transformou a política em mais um ramo do crime organizado. Exacerbaram-se os extremos. Assanhou-se sobretudo a extrema insensatez.

Depois de sentar-se à mesa com Renans, Valdemares, Sarneys e outros azares, o PT tenta virar a mesa para fugir da cadeia pela esquerda. Por enquanto, conseguiu apenas transformar Gilmar Mendes em herói da resistência. De resto, o petismo virou cabo eleitoral da direita paleolítica personificada em Bolsonaro.

Esquerdistas, direitistas e seus devotos ainda não notaram. Mas para a maioria dos brasileiros o problema não é de esquerda ou de direita. O problema é que, em qualquer governo, tem sempre meia dúzia roubando em cima os recursos que fazem falta para milhões condenados a sofrer por baixo com serviços públicos de quinta categoria.

Bons tempos aqueles em que o Faroeste era apenas no cinema. A longo prazo, estaremos todos mortos. Mas o ideal é esquecer que a morte existe. E torcer para que ela também esqueça da nossa existência. Essa mania de provocar a morte, de desejar a morte, de planejar a morte em reuniões de executivas partidárias… Isso é coisa que só existe em países doentes como o Brasil.

A indústria da raiva se equipa para produzir um cadáver. Ainda dá tempo de salvar o primeiro morto. Mas as lideranças políticas brasileiras precisariam abandonar sua vocação para o velório. Dissemina-se como nunca a tese de que os políticos são farinha do mesmo pacote. Porém…

A igualdade absoluta, como se sabe, é uma impossibilidade genética. Deve existir na política alguém capaz de esboçar uma reação. Mas são sobreviventes tão pouco militantes que a plateia tem vontade de enviar-lhes coroas de flores e atirar-lhes na cara a última pá de cal.

 

Dança das cadeiras

Ex-vereador Gessani da Silva (PP) assumiu a chefia do escritório da Casa Civil em Foz do Iguaçu no lugar do Phelipe Mansur (PSDB). No ninho tucano nativo a conversa é que o Mansur pediu para sair.

PITACO: Então, tá.

PITACO II: Lembrando que o Gessani foi um dos conduzidos pela PF na sexta fase da Pecúlio/Nipoti. Junto foi o Vitorassi. Gessani virou réu no processo, Vitorassi escapou.

Ivone Müller deve ceder lugar a Elizabete no comando da regional de  Educação.

Na educação trava-se uma queda de braço para substituir a Ivone Müller no núcleo regional de Educação. A pessoa indicada é a professora Elizabete, a “Betinha”, esposa do pastor Isaías da igreja Assembleia de Deus.  Nos dois casos o decreto ainda não saiu, mas as mudanças são dadas como certas.
Esse jogo das cadeiras tem o dedo da governadora Cida (Belezura) Borghetti que vem fazendo uma espécie de desmonte parcial do que foi o governo do Beto Richa. Cida, que é ligeira no gatilho (consulta tudo com o Ricardo) segue nomeando o pessoal de sua confiança, ou seja: é PP, tá dentro. Agora, se for PSD, ou PSC, passa longe da caneta da belezura.

PS: A belezura pode até não se eleger governadora, mas uma coisa é certa: nunca na história do Paraná uma candidata apareceu tantas vezes no blog do escriba do Palácio Iguaçu. Dose para elefante. Argh!

A SEMANA QUE PASSOU FOI PRÓDIGA PARA OS PARAQUEDISTAS

Deputado federal Alex Canziani do PTB do fraldão e do Roberto Jefferson bateu ponto na terrinha na semana finda. Falou a rádio Cultura do Dr Bozó. Época de eleição, época de receber os paraquedistas que só dão o ar da graça nesses períodos. É a velha tática de sempre. E o prefeito Chico Brasileiro teria postulado seu apoio político ao homem do Roberto Jefferson. Canziani sonha com voos mais altos, sua meta agora é o senado.  Estão abertas duas vagas, uma deve ir para o Beto Richa. A outra só o Padim Ciço para descobrir.

ALVARO DIAS TAMBÉM VEIO

Outro figurão que nos visitou foi o Alvaro Dias que entrou numas de ser presidente da República pelo Podemos (ex-PTN) que aqui na terrinha é presidido pelo vereador Jahnke. Na foto o ilustre político em companhia do vereador Jahnke e sua entourage, Marcelo Marcolino Moura e o Landerson Travenssoli, ambos assessores do edil.
Vamos repetir: Travenssoli dia desses esteve no fórum de Justiça depois de ser denunciado por homofobia praticada no interior da Câmara Municipal. Comprometeu-se junto ao MP a pagar um monte de cestas básicas. Agora faz campanha para o Alvaro. Isso é política.

A UNILA NUNCA ME SURPREENDEU

Desde que a Unila se instalou na cidade, com metas faraônicas, tipo dez mil alunos em poucos anos, sede de 500 milhões de reais, e o escambau… a antena do Língua, ligou. Era muita promessa para ser verdade. De lá prá cá, o que vem acontecendo é uma série de trapalhadas. A recente decisão do juiz federal Roni Ferreira condenando a instituição a pagar mais de 30 milhões de reais a duas construtoras falam por si só. Mais uma invenção petista que micou. Demorô!

Ênio Verri na lista da Lava Jato

O empresário Léo Pinheiro colocou o deputado federal Ênio Verri, do PT de Maringá, na relação da Lava Jato, ao afirmar que Ênio recebeu R$ 150 mil da Construtora OAS e R$ 100 mil da UTC Engenharia para sua campanha para prefeito de Maringá em 2012. É preciso ressaltar que a conta da campanha de Ênio foi aprovada por unanimidade pela Justiça Eleitoral. As informações são de Angelo Rigon no Maringapost.

PRF apreende mais de 230 quilos de cocaína em fundo falso de caminhão na BR-277

O motorista e um auxiliar foram presos pela polícia no fim da tarde desta sexta-feira (27).

PRF apreende mais de 150 quilos de cocaína

PRF apreende mais de 150 quilos de cocaína

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 238,5 quilos de cocaína no fundo falso de um caminhão no fim da tarde desta sexta-feira (27), na BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu, no oeste do Paraná.

Correção: Inicialmente, a PRF informou que foram encontrados mais de 150 quilos da droga, mas ainda estava fazendo a pesagem do total apreendido.

O motorista, de 52 anos, e um auxiliar, de 42 anos, foram presos e levados para a Polícia Federal (PF). De acordo com depoimento do motorista, o caminhão saiu de Foz do Iguaçu, também no oeste do estado, e tinha como destino Santa Adélia (SP).

A abordagem ocorreu no posto de fiscalização da PRF. Os policiais disseram que desconfiaram de alterações feitas no espaço de carga do caminhão, que transportava ácido bórico, e encontraram o fundo falso.

Conforme a PRF, havia um rastreador colado a um dos 216 tabletes com a droga.

Com G1 PR