Arquivo mensais:maio 2018

Após publicação de matéria, deputado ameaça colega: ‘Vou te pegar, vagabundo!’


O deputado Giacobo (PR-PR), à direita, e Alfredo Kaefer (PP-PR)

Primeiro-secretário da Câmara, o deputado Giacobo (PR-PR) se descontrolou na noite de terça-feira e quase agrediu fisicamente o colega Alfredo Kaefer (PP-PR). Ambos são parlamentares do estado do Paraná. No fundo do plenário, o GLOBO presenciou o momento em que Giacobo correu enfurecido em direção ao colega.

— Vai tomar no c… Eu vou te pegar, vagabundo! Vou mostrar suas notas frias! — gritou.

Giacobo estava revoltado com o fato de o jornal “O Paraná”, de propriedade da mulher de Kaefer, ter repercutido uma reportagem de “O Estado de S. Paulo” que o citava.

O caso tratava da venda de uma propriedade do também deputado Nelson Meurer (PP-PR) por valor abaixo do preço de mercado. Na transação de Meurer, a suspeita da Procuradoria Geral da República é que ele tenha tentado driblar o bloqueio de bens imposto pela Justiça.

Giacobo foi citado no texto porque a empresa que comprou o imóvel fica no mesmo endereço de uma outra empresa sua e onde funciona o escritório do PR, seu partido.

Procurado pelo EXTRA depois dos xingamentos na primeira-secretaria, Giacobo disse que Kaefer era “mesmo um vagabundo” e que seu jornal era “um pasquim”. Mas alegou que só perdeu a compostura porque estava sendo pressionado a arquivar uma investigação da primeira-secretaria sobre a prestação de contas de gastos da cota parlamentar por Kaefer.

Kaefer nega qualquer irregularidade e diz que vai avisar a presidência da Câmara para que instaure um procedimento no Conselho de Ética da Casa.

— Vou falar com o presidente Rodrigo Maia, para ele já saber que estou sendo ameaçado aqui na Câmara. Não tem nenhum cabimento essa história de investigação. Ele está inventando essa história. E, se quiser investigar, tudo bem. Tenho o passado limpo. Já o dele, é outra coisa — diz Kaefer.

Giacobo, por sua vez, disse que não poderia falar sobre o fato específico que investigava e reafirmou algumas vezes que Kaefer era um “vagabundo”.

O deputado do PR é conhecido por, em 1997, ter sido premiado 12 vezes na loteria, em um período de apenas 14 dias. Como primeiro secretário, entre as funções de Giacobo estão “interpretar e fazer observar o ordenamento jurídico de pessoal e dos serviços administrativos da Câmara” e “ratificar despesas da Câmara dos Deputados”.

O GLOBO procurou a presidência da Câmara para saber se alguma providência seria tomada diante do caso, mas até o momento não recebeu resposta.

Do Extra

PITACO: Briga de cachorro grande.

Paulo Preto entrou em cana novamente

Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”  entrou em cana novamente. Descumpriu restrições impostas quando na soltura da primeira prisão. Alguém tem dúvida que o “Soltador Geral da República “vai mandar soltar? Língua não tem nenhuma. Desgraçadamente!

E aconteceu o previsto! Gilmar Mendes mandou soltar pela segunda vez. Ministro do STF pode tudo. Ponto

 

 

Datafolha: 87% dos brasileiros apoiam greve de caminhoneiros

O apoio dos brasileiros ao movimento dos caminhoneiros é de 87 por cento, e mais da metade da população defende que a paralisação deve continuar, indicou pesquisa do instituto Datafolha publicada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira.

Manifestantes participam de protesto em apoio a movimento de caminhoneiros em Canoas 25/05/2018 REUTERS/Diego Vara
Manifestantes participam de protesto em apoio a movimento de caminhoneiros em Canoas  Foto: Reuters

Segundo o levantamento, apenas 10 por cento das pessoas entrevistas são contrárias ao movimento, que entrou nesta quarta-feira no 10º dia enfraquecido após um acordo fechado com o governo, que atendeu às principais demandas da categoria, como a redução do preço do óleo diesel.

Mesmo após o acordo, 56 por cento da população acredita que a paralisação deve continuar, frente a 42 por cento que defendem o fim do movimento, indicou o levantamento.

A pesquisa apontou também que 87 por cento dos entrevistados são contra o possível aumento de impostos e corte de gastos federais para atender às reivindicações dos caminhoneiros. Enquanto isso, 10 por cento dos entrevistados apoiam as medidas.

Declararam-se indiferentes ao movimento 2 por cento dos questionados, e 1 por cento não soube opinar. A margem de erro da pesquisa, que entrevistou 1.500 pessoas, é de 3 pontos para mais ou para menos.

Balanço parcial da Operação Muralha

As apreensões ultrapassaram dez milhões de reais nesta quarta semana da Operação Muralha 2018. As atividades de fiscalização realizadas no âmbito da Operação Muralha vêm atingindo o objetivo de fortalecer o Estado, por meio da integração entre a Receita Federal e as forças atuantes, no combate aos crimes de fronteira, elevando a percepção de risco e a presença fiscal nesta região da tríplice fronteira.

No período de 30 de abril a 27 de maio, que corresponde aos primeiros vinte e oito dias da Operação Muralha, as atividades na região oeste do Paraná foram realizadas principalmente na barreira de fiscalização instalada próximo à praça de pedágio situada no município de São Miguel do Iguaçu/PR e em estradas secundárias da região.Os resultados obtidos nestes 28 dias foram bastante expressivos, tendo sido apreendidos até o momento: 331.700 maços de cigarros, 1.053 quilos de maconha; uma arma e 74 munições; 9.101 unidades de medicamentos e anabolizantes e aproximadamente R$ 10,77 milhões em mercadorias; ainda 16 prisões em flagrante. Além disso, foram retidos 74 veículos, sendo 34 veículos de passeio, 39 ônibus e um caminhão.

O maior destaque fica por conta dos mais de dez milhões de reais em mercadorias apreendidas, valor que representa um crescimento de 98% com relação ao mesmo período da última Operação Muralha, realizada no final do ano de 2017. O aumento se deve à grande quantidade de eletrônicos, principalmente celulares de alto valor, que foram apreendidos nestas semanas.

Além disto, a quantidade de ônibus apreendidos aumentou 160% com relação à fase anterior da operação. Este aumento se deve a ações conjuntas entre a Receita e os demais órgãos de segurança que apreenderam grande quantidade deste tipo de veículo. Devido à dificuldade gerada pela Operação Muralha, formaram-se alguns comboios que tentaram utilizar desta artimanha para dificultar a fiscalização, porém não obtiveram êxito.

As apreensões de drogas e medicamentos também continuaram aumentando, principalmente de maconha com 1.053 kg e haxixe com 68,3 kg. Já os medicamentos tiveram um crescimento de mais 400% em relação à fase anterior, com mais de 9 mil unidades de comprimidos, ampolas e fracos apreendidos. Destaque para o uso continuo e massivo dos cães de faro que têm obtido grande êxito nestas apreensões. Caso inusitado é a apreensão de uma motocicleta que trafegava pelo acostamento na BR-277, próximo a barreira de fiscalização. Ela seguia devagar e em local escuro com o intuito de ludibriar a fiscalização, porém foi apreendida e, com seus ocupantes, foram encontrados 11,2 kg de maconha ocultos aos seus corpos.

 

 

Cármen diz que STF cumprirá seu dever. Será?

Cármen Lúcia fez um oportuno pronunciamento na abertura da sessão desta quarta-feira do Supremo Tribunal Federal. “A democracia é o único caminho legítimo”, disse a presidente da Suprema Corte, num instante em que os cartazes pedindo intervenção militar ornamentam o caminhonaço.

Como qualquer outro brasileiro que disponha de dois neurônios, a ministra revelou-se preocupada: “Não poderia deixar de acentuar que esta sessão e a atuação do Supremo Tribunal Federal, no exercício de sua competência de julgar, é cumprida hoje com profunda preocupação, atenção e responsabilidade com o grave momento político, econômico e social experimentado pelos cidadãos brasileiros.”

A cera altura, Cármen Lúcia declarou: “Este Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Judiciário brasileiro, contando com a responsabilidade e a atuação de cada cidadão, cumprirá o seu dever, como espera que todas as instituições públicas e particulares o façam.” Se pudesse reagir em coro às palavras da ministra, a plateia talvez gritasse: “Será?”

A célebre sacada de Churchill, sobre a democracia ser o pior regime imaginável com exceção de todos os outros, poderia ganhar uma versão nacional: no Brasil, até uma democracia que sai pelo ladrão é preferível a todas as suas alternativas —com excessão, obviamente, de uma democracia genuína, de verdade.

Mas as instituições brasileiras parecem empenhadas em dar razão a todos os que seguram cartazes na rua pregando alternativas piores. O Poder Executivo se diluiu na lama. O Legidslativo apodreceu. E a instância máxima do Judiciário, ao contrário do que faz supor a fala de Cármen Lúcia, não consegue dar respostas à altura. Ao contrário, emite sinais enviesados.

Abaixo do plenário, o Supremo opera em duas turmas. Uma mantém presos os larápios. A outra solta. Mesmo no plenário, quando os bons costumes conseguem prevalecer é pela maioria magra de 6 a 5. Num dia, aprova-se a prisão de condenados em segunda instância, Noutro, inicia-se a trama para voltar atrás.

Decorridos mais de quatro anos de Lava Jato, a Suprema Corte acaba de produzir a primeira condenação. Na primeira instância, onde ardem os réus sem mandato, já foram em cana ex-presidentes da Câmara, ex-ministros, a fina flor das empreiteiras… Até Lula, o ex-presidente da República mais popular da história, foi passado na tranca.

No Supremo, condenou-se Nelson Meurer. Deputado do baixíssimo clero, Meurer agora está separado da cadeia por dois recursos: um embargo de declaração e um embargo do embargo. E quanto a todo o resto de denunciados? Sabe Deus quando serão julgados.

“A construção permanente do Brasil é nossa”, disse Cármen Lúcia. Essa construção “é democrática e comprometida com a ética. Não há escolha de caminho.” Verdade. Mas o Supremo, se quisesse, poderia apressar o passo. A simpatia pela via militar volta de vez em quando porque os brasileiros mais velhos, já calejados, acham que não têm futuro. E os jovens, sem experiência, ignoram o passado.

Uma conjuntura assim, tão envenenada, pede unidade de ação e rapidez. Mas o tempo parece não existir no Supremo. Ali, só existe o passar do tempo. Um país não se afoga por cair no mar de perversão. Ele se afoga por permanecer lá. O Supremo deveria considerar a hipótese de nadar com mais desenvoltura.

Um exame de consciência seria um bom começo. Mas talvez isso seja esperar demais de uma instituição que, se provou alguma nesses tempos tormentosos, foi que a autocrática não é o seu forte.

Com Josias de Souza.

Os bons companheiros…

Prefeito Chico Brasileiro (PSD), Vermelho (PSD de Curitiba, frise-se) e o Eduardo Teixeira (PTB) o Fraldão, todos  cheios de caras e bocas… Felizes da vida…
Como o Vermelho é candidato a deputado federal daqui a pouco vai surgir um gaiato e dizer que está fazendo propaganda eleitoral antecipada… Olho vivo que cavalo não desce escadas…

E na foto acima temos o diretor financeiro do Fozhabita Adriano Rorato (antes assessor do Coquinho que entrou em cana na Pecúlio) e o Fraldão, presidente. Até o presente momento a dupla dinâmica não deu um piu sobre a acusação de terem superfaturado compras para o Fozhabita. Estão pianinhos, pianinhos… (mas mal sabem eles que uma super rebordosa está embrionando-se…)

STJ concede liberdade ao prefeito afastado de Santa Terezinha de Itaipu Claudio Eberhard (PSDB)

STJ em liminar libertou o prefeito afastado de Santa Terezinha de Itaipu Claudio Eberhard que estava preso desde o dia nove do mês corrente. Saiu junto o vereador “Bim” e os outros três presos. Todos sofreram restrições. No caso do Claudio manteve-se o afastamento da prefeitura e proibição de frequentar órgãos públicos. Detalhe: O TJ-PR indeferiu o pedido de soltura, mas os advogados peticionaram, concomitantemente, ao STJ que atendeu o pedido da defesa. Normal, todos seguirão respondendo ao processo em liberdade. Quanto a carreira política do Claudio tudo é uma incógnita. Só o tempo dirá se  conseguirá dar a volta por cima.

E o Legislativo?

Câmara Municipal de Sta. Terezinha é composta por nove vereadores, dos quais seis são apoiadores do Claudio. Pergunta-se:
Dado a gravidade do ocorrido com o prefeito afastado, que permaneceu preso por três semanas, acusado pelo GAECO de crimes graves contra a administração pública, não seria o caso de a Câmara Municipal abrir uma comissão processante? Ou seguirão pianinhos? Com á palavra os nove representantes do Povo de Santa Terezinha de Itaipu.