Operação Renitência começou a ouvir testemunhas

Cazuza foi flagrado tirando fotos das testemunhas de acusação e quase entra em cana novamente

Aconteceu nesta terça (15) a primeira audiência da chamada operação Renitência, a 8ª fase da operação Pecúlio, onde foram ouvidas testemunhas de defesa arroladas pelo MPF.
O blog esteve na sede da Justiça federal e conta o que viu:
Os trabalhos começaram com o depoimento do delegado da PF Fábio Mota da Fonseca que cumpriu mandado de busca e apreensão na clínica do médico Luis Brito (Multi-imagem). O delegado afirmou que um computador encontrado na clínica, que uma funcionária disse ser dela, na verdade tinha o login do Brito. Aberto, o computador mostrou um laudo sendo confeccionado, sugerindo que a funcionária seria a responsável por emitir o mesmo e que o Brito apenas assinaria na sequencia.
Mais cinco agentes federais depuseram contando o que fizeram ao participar da operação Renitência que prendeu o Brito, Cazuza, e o Anderson. Os três ficaram dois meses na cadeia sendo soltos pela própria juíza federal que decretou as prisões, doutor Flávia Hora de Mendonça. Os depoimentos foram eminentemente técnicos destes policiais.
Presentes na sala de
audiência os seis réus da Renitência. Três homens e três mulheres. Nenhum destes réus depuseram, deverão ser interrogados em audiência que deverá ser agendada.
Um fato hilário aconteceu quando o Cazuza, bem do seu feitio,
dissimuladamente, deu para tirar fotos dos depoentes. Cazuza não parava de mexer no celular, despertando á atenção de um servidor federal que o flagrou tirando foto do Reginado no momento em que o mesmo dava seu depoimento. Fez isso disfarçadamente, tal como gosta de agir, na surdina, pensando que todo mundo é trouxa, e só ele é inteligente. Ao retirar o celular da mão do Cazuza por ordem da juíza o mesmo afirmou: “eu sou jornalista!”. No que a juíza rebateu de bate pronto: “aqui o senhor é réu, está com prisão domiciliar decretada e usando tornozeleira, comporte-se!” Passou-lhe um “sabão”.
Fala mansa, o advogado do Brito e do Cazuza, quase teve um piripaque com o ocorrido. Até saiu da sala para digerir a rebordosa. Quando voltou estava com cara de véio cagado.
Enfim, os depoimentos das duas testemunhas de acusação do MPF, o Euclides e o Reginaldo Sobrinho foram demolidor. Confirmaram tudo que o MPF lançou na denúncia. Ex-vereador Brito os convidou para participarem de um esquema para fraudar licitações oriundas da saúde pública municipal. Brito seria o chefe da Orcrim, e o Cazuza o mentor intelectual, disse o Reginaldo que falou por mais de duas horas dando detalhes do esquema criminoso. Disse também que o Cazuza lhe mostrou mensagens de que havia cooptado o então secretário de comunicação da prefeitura
Washington Sena para acessar a então prefeita Inês da Saúde. O Brito, por sua vez, garantiu que a Inês só estava lá porque ele havia mexido os pauzinhos, e que ela era amiga, e por isso ele não fazia denuncias da saúde da Tribuna da Câmara. Enfim meus caros leitores, os trabalhos desta terça no âmbito da operação Renitência deixou os três advogados de defesa presentes com cara de enterro. Não sobrou pedra sobre pedra. Demolidor

Nesta quarta (16) serão ouvida algumas testemunhas de defesa e o blog estará lá para conferir.

PITACO: “Ação Controlada” foi usada neste processo da Renitência. Primeira no Brasil em que se tem noticia de um colaborador em outra operação ser procurado para praticar novos crimes e virar “ação controlada”. Registre-se!

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