Categorias
outros

Cármen diz que STF cumprirá seu dever. Será?

Cármen Lúcia fez um oportuno pronunciamento na abertura da sessão desta quarta-feira do Supremo Tribunal Federal. “A democracia é o único caminho legítimo”, disse a presidente da Suprema Corte, num instante em que os cartazes pedindo intervenção militar ornamentam o caminhonaço.

Como qualquer outro brasileiro que disponha de dois neurônios, a ministra revelou-se preocupada: “Não poderia deixar de acentuar que esta sessão e a atuação do Supremo Tribunal Federal, no exercício de sua competência de julgar, é cumprida hoje com profunda preocupação, atenção e responsabilidade com o grave momento político, econômico e social experimentado pelos cidadãos brasileiros.”

A cera altura, Cármen Lúcia declarou: “Este Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Judiciário brasileiro, contando com a responsabilidade e a atuação de cada cidadão, cumprirá o seu dever, como espera que todas as instituições públicas e particulares o façam.” Se pudesse reagir em coro às palavras da ministra, a plateia talvez gritasse: “Será?”

A célebre sacada de Churchill, sobre a democracia ser o pior regime imaginável com exceção de todos os outros, poderia ganhar uma versão nacional: no Brasil, até uma democracia que sai pelo ladrão é preferível a todas as suas alternativas —com excessão, obviamente, de uma democracia genuína, de verdade.

Mas as instituições brasileiras parecem empenhadas em dar razão a todos os que seguram cartazes na rua pregando alternativas piores. O Poder Executivo se diluiu na lama. O Legidslativo apodreceu. E a instância máxima do Judiciário, ao contrário do que faz supor a fala de Cármen Lúcia, não consegue dar respostas à altura. Ao contrário, emite sinais enviesados.

Abaixo do plenário, o Supremo opera em duas turmas. Uma mantém presos os larápios. A outra solta. Mesmo no plenário, quando os bons costumes conseguem prevalecer é pela maioria magra de 6 a 5. Num dia, aprova-se a prisão de condenados em segunda instância, Noutro, inicia-se a trama para voltar atrás.

Decorridos mais de quatro anos de Lava Jato, a Suprema Corte acaba de produzir a primeira condenação. Na primeira instância, onde ardem os réus sem mandato, já foram em cana ex-presidentes da Câmara, ex-ministros, a fina flor das empreiteiras… Até Lula, o ex-presidente da República mais popular da história, foi passado na tranca.

No Supremo, condenou-se Nelson Meurer. Deputado do baixíssimo clero, Meurer agora está separado da cadeia por dois recursos: um embargo de declaração e um embargo do embargo. E quanto a todo o resto de denunciados? Sabe Deus quando serão julgados.

“A construção permanente do Brasil é nossa”, disse Cármen Lúcia. Essa construção “é democrática e comprometida com a ética. Não há escolha de caminho.” Verdade. Mas o Supremo, se quisesse, poderia apressar o passo. A simpatia pela via militar volta de vez em quando porque os brasileiros mais velhos, já calejados, acham que não têm futuro. E os jovens, sem experiência, ignoram o passado.

Uma conjuntura assim, tão envenenada, pede unidade de ação e rapidez. Mas o tempo parece não existir no Supremo. Ali, só existe o passar do tempo. Um país não se afoga por cair no mar de perversão. Ele se afoga por permanecer lá. O Supremo deveria considerar a hipótese de nadar com mais desenvoltura.

Um exame de consciência seria um bom começo. Mas talvez isso seja esperar demais de uma instituição que, se provou alguma nesses tempos tormentosos, foi que a autocrática não é o seu forte.

Com Josias de Souza.

Categorias
outros

Os bons companheiros…

Prefeito Chico Brasileiro (PSD), Vermelho (PSD de Curitiba, frise-se) e o Eduardo Teixeira (PTB) o Fraldão, todos  cheios de caras e bocas… Felizes da vida…
Como o Vermelho é candidato a deputado federal daqui a pouco vai surgir um gaiato e dizer que está fazendo propaganda eleitoral antecipada… Olho vivo que cavalo não desce escadas…

E na foto acima temos o diretor financeiro do Fozhabita Adriano Rorato (antes assessor do Coquinho que entrou em cana na Pecúlio) e o Fraldão, presidente. Até o presente momento a dupla dinâmica não deu um piu sobre a acusação de terem superfaturado compras para o Fozhabita. Estão pianinhos, pianinhos… (mas mal sabem eles que uma super rebordosa está embrionando-se…)

Categorias
outros

STJ concede liberdade ao prefeito afastado de Santa Terezinha de Itaipu Claudio Eberhard (PSDB)

STJ em liminar libertou o prefeito afastado de Santa Terezinha de Itaipu Claudio Eberhard que estava preso desde o dia nove do mês corrente. Saiu junto o vereador “Bim” e os outros três presos. Todos sofreram restrições. No caso do Claudio manteve-se o afastamento da prefeitura e proibição de frequentar órgãos públicos. Detalhe: O TJ-PR indeferiu o pedido de soltura, mas os advogados peticionaram, concomitantemente, ao STJ que atendeu o pedido da defesa. Normal, todos seguirão respondendo ao processo em liberdade. Quanto a carreira política do Claudio tudo é uma incógnita. Só o tempo dirá se  conseguirá dar a volta por cima.

E o Legislativo?

Câmara Municipal de Sta. Terezinha é composta por nove vereadores, dos quais seis são apoiadores do Claudio. Pergunta-se:
Dado a gravidade do ocorrido com o prefeito afastado, que permaneceu preso por três semanas, acusado pelo GAECO de crimes graves contra a administração pública, não seria o caso de a Câmara Municipal abrir uma comissão processante? Ou seguirão pianinhos? Com á palavra os nove representantes do Povo de Santa Terezinha de Itaipu.

Categorias
outros

Saindo da Petrobras, Pedro Parente já tem novo emprego

Pivô do caos deve virar o CEO da BRF, onde já preside o conselho

Na BRF, dona da Sadia e Perigão, Parente não aumentará os preços diariamente: no setor privado, quem explora o cliente é punido com perda de mercado. (Foto: Fabio R. Pozzebom/ABr)

Após incendiar o País com dolarização dos combustíveis, reajustados diariamente desde julho de 2017, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, tem novo emprego garantido. Ele deve assumir o comando da BRF (Brazilian Foods), que controla marcas de alimentos como Sadia e Perdigão. Parente já é presidente do conselho de administração da BRF, do qual o empresário Abílio Diniz se desligou em abril passado.

No novo emprego, Parente não aplicará aos frangos da Sadia e nem aos presuntos da Perdigão a política de reajustes diários de preços.

Parente não reajustaria produtos da BRF todo dia temendo as leis da concorrência: exploração do cliente é punida com perda de mercado.

A gestão de Parente piorou a asfixia do etanol: a Petrobras não quer que combustível limpo, renovável e nacional concorra com a gasolina.

PITACO: Para mim esse cara deveria ser preso, e não os caminhoneiros.

Categorias
outros

No escurinho do cinema…

Enquanto está todo mundo ligado em caminhões, greves, desabastecimentos, e o escambau, o ministro Gilmar Mendes, o “Soltador Geral da República”, solta mais dois acusados de corrupção. Do jeito que ele gosta…

A impressão que fica é que o Gilmar está de pirraça com o Juiz Bretas do Rio de Janeiro. Gilmar tem soltado quase todos os presos do Bretas nos últimos tempos. Não demora manda o Sergio Cabral pra casa…

Gilmar Mendes manda soltar dois acusados de corrupção no Rio

Os dois presos são investigados pela Operação Pão Nosso da PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu hoje (28) liberdade a dois presos da Operação Pão Nosso, ocorrida em abril, que investigou desvios de recursos públicos na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral. Ambos foram presos por determinação do juiz federal Marcelo Bretas.

Com a decisão do ministro, serão libertados o doleiro Sérgio Roberto Pinto da Silva e o ex-diretor da Seap Cesar Rubens Monteiro de Carvalho. Em troca da concessão de liberdade, os acusados deverão cumprir medidas cautelares, como proibição de manter contato com outros investigados, deixar o país em autorização e deverá entregar o passaporte em 48 horas.

De acordo com as investigações, as irregularidades foram iniciadas no Projeto Pão-Escola, cujo objetivo era a ressocialização dos presos, e envolveram empresas que teriam repassado propina ao ex-governador. No mês passado, com base nas acusações do Ministério Público Federal (MPF), Cabral se tornou réu pela 23ª vez pelos crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Justiça do Rio de Janeiro. O ex-governador está preso desde novembro de 2016.