DEONILSON: O POMO DA DISCÓRDIA ENTRE BETO E RICARDO

Aroldo Murá 

Beto Richa e Ricardo Barros

Beto Richa e Ricardo Barros

Aquilo que a princípio pareceu ‘ladainha’ do secretário de Comunicação de Cida Borghetti, as queixas sucessivas de que teria encontrado o cofre da SECS quase vazio, estaria se confirmando. No final de semana, e até na tarde desta segunda-feira, a equipe da Secretaria passou fazendo ampla auditoria nas contas da Comunicação Social do Estado, para dizer com precisão qual foi a ‘herança’ que o governo Cida herdou de Beto Richa nessa área.

Houve muita atenção nos gastos das estatais.

A alegação é que o antigo secretário, Deonilson Roldo, deixara não mais que R$ 6 milhões, e grande parte desse valor comprometida com débitos assumidos. Observe-se a disparidade: os recursos da SECS em 2018 eram de R$ 75 milhões. Tudo de acordo com orçamento e etc.

AGORA, SÓ DOIS

Finalmente, as avaliações indicariam, na semana passada, uma diferença maior: só R$ 4 milhões estariam disponíveis. Pior aconteceu nesta segunda: teria sido constatado que o disponível não passaria de R$ 2 milhões.

CONSTRANGEDOR

A situação, no mínimo constrangedora para aliados – Beto e Cida – criou desconforto na relação do ex-governador com o deputado Ricardo Barros, fiel zelador dos interesses governamentais.

Beto Richa, sabe-se, não teria acatado as alegações iniciais que atingem seu ex-braço direito Deonilson Roldo, mas já nesta terça-feira deverá ter em mãos tudo levantado. Tintim por tintim, para confrontar dados oficiais com a realidade nua e crua do legado de Deonilson, que anda às voltas com outros problemas, como a delação que o liga a realidades da Odebrecht.

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