Cheiro ruim vem do Pros

Aumenta o cheiro de ilicitude na doação de R$ 100 mil feita pelo deputado federal Toninho Wandscheer, presidente estadual do Pros, para a campanha do ex-vereador Boca Aberta, de Londrina, conforme apontado ontem por leitor do blog.

Além da estranheza de repassar um valor considerável para um suposto concorrente, ao mesmo tempo em que não arrecadou nenhum tostão para sua própria campanha, uma simples consulta à declaração de bens de Wandscheer mostra a impossibilidade da doação, em dinheiro, feito como pessoa física.
Somados os valores em dinheiro constantes de sua declaração entregue à Justiça Eleitoral, em espécie e os saldos espalhados por contas no Banco do Brasil e no Banco Itaú, eles totalizam a R$ 39.539,08, o que torna impossível a doação de outros R$ 60.460,92, porque simplesmente não foram declarados.
No mínimo, o candidato esqueceu-se de declarar o restante do dinheiro que completa os R$ 100 mil entregues ao londrinense Emerson Petriv. Os valores deveriam estar declarados, e não estão. A doação, portanto, cheira à ilegalidade.
Apesar da doação de Toninho Wandscheer, Boca Aberta é mais próximo ao maringaense Ricardo Barros (PP), que integra a mesma coligação para deputado federal.

PITACO: O Pros era o partido do Cazuza, logo, essa “catinga” é naturalíssima.

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