Arquivo mensais:agosto 2018

Infiltrado!

Lama ocupou 62% do tempo de Alckmin no JN

Na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, Geraldo Alckmin tentou apresentar-se como candidato transformador pelo menos 18 vezes. Fez isso nas dez passagens em que repetiu a palavra “reforma”, seis das quais no plural. Ou nas oito ocasiões em que pronunciou os vocábulos “mudar” ou “mudanças”. A despeito do esforço, o presidenciável tucano revelou-se diante das câmeras uma novidade com aparência de pão dormido. Numa conversa de 27 minutos, a lama ocupou 62% do tempo.

Nos primeiros 17 minutos, Renata Vasconcelos e William Bonner abriram diante de Alckmin o gavetão das pendências tucanas: a companhia tóxica do centrão, com seus 41 caciques enrolados na Lava Jato; a convivência partidária com o réu Aécio Neves e o presidiário Eduardo Azeredo; a verba suja da Odebrecht, supostamente coletada pelo cunhado; o ex-secretário do governo paulista preso por desvios no Rodoanel; o operador Paulo Preto, com R$ 113 milhões escondidos no estrangeiro…

A reunião das encrencas apresentou ao pedaço despolitizado da audiência um fenômeno pós-Lava Jato: o fim da blindagem do tucanato. A cada nova resposta, Alckmin exibia ao telespectador a ferrugem que levou o PSDB a replicar a estratégia do PT. Antes, os tucanos acusavam os petistas de proteger corruptos. Agora, os petistas sustentam que protetores de corruptos são os tucanos. E a plateia fica autorizada a concluir que os dois lados estão cobertos de razão.

“Todos os partidos têm bons quadros”, disse Alckmin sobre sua aliança com o centrão. Aécio “foi afastado da presidência do partido”, alegou, como se ninguém tivesse notado que o achacador de Joesley Batista deixou o comando do partido voluntariamente. Azeredo “vai pedir o seu desligamento”, declarou o candidato, abstendo-se de explicar por que o preso continua ocupando uma cadeira na Executiva Nacional do PSDB.

“É mentira”, afirmou Alckmin sobre a delação em que executivos da Odebrecht revelaram a transferência de R$ 10,3 milhões do departamento de propinas da empreiteira para suas arcas eleitorais. O candidato levou a mão ao fogo por Laurence Casagrande, o ex-secretário preso: “É um homem sério”. Tomou distância de Paulo Preto, o operador do tucanato paulista: “Já estava fora do governo quando eu assumi.”

Se a entrevista de Alckmin teve alguma utilidade foi para demonstrar duas coisas: 1) O partido fundado por Franco Montoro, Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso fracassou na tarefa de formar novos quadros. Preocupou-se tanto em desconstruir Lula e seus súditos que esqueceu de reconstruir sua própria imagem. 2) Dezesseis anos depois de ter sido retirado do Planalto, falta ao PSDB uma agenda capaz de oferecer ao eleitorado a matéria-prima mais escassa no mercado eleitoral: esperança.

Cavalgando a inépcia dos rivais emplumados, Lula dá as cartas a partir da cadeia. E Jair Bolsonaro sapateia sobre Alckmin até em São Paulo, ameaçando desfazer o Fla-Flu que transformou as últimas seis sucessões presidenciais numa disputa particular entre PSDB e PT. Candidato dos sonhos da banca, Alckmin coleciona índices pífios nas pesquisas. Aposta que conseguirá chamar a atenção dos eleitores plantando bananeira no latifúndio televisivo que obteve graças à aliança com o rebotalho do centrão.

Na prévia do Jornal Nacional, o candidato tucano foi contestado mesmo naquilo que acha que fez de melhor: “A política de segurança de São Paulo é um exemplo”, declarou, em meio a questionamentos sobre a pujança do PCC, multinacional do crime sediada no Estado em que nenhum outro político governou por mais tempo do que Alckmin. A julgar pelo que o presidenciável tucano conseguiu exibir na entrevista, sua presença no segundo turno está garantida apenas até certo ponto. O ponto de interrogação.

Cheiro ruim vem do Pros

Aumenta o cheiro de ilicitude na doação de R$ 100 mil feita pelo deputado federal Toninho Wandscheer, presidente estadual do Pros, para a campanha do ex-vereador Boca Aberta, de Londrina, conforme apontado ontem por leitor do blog.

Além da estranheza de repassar um valor considerável para um suposto concorrente, ao mesmo tempo em que não arrecadou nenhum tostão para sua própria campanha, uma simples consulta à declaração de bens de Wandscheer mostra a impossibilidade da doação, em dinheiro, feito como pessoa física.
Somados os valores em dinheiro constantes de sua declaração entregue à Justiça Eleitoral, em espécie e os saldos espalhados por contas no Banco do Brasil e no Banco Itaú, eles totalizam a R$ 39.539,08, o que torna impossível a doação de outros R$ 60.460,92, porque simplesmente não foram declarados.
No mínimo, o candidato esqueceu-se de declarar o restante do dinheiro que completa os R$ 100 mil entregues ao londrinense Emerson Petriv. Os valores deveriam estar declarados, e não estão. A doação, portanto, cheira à ilegalidade.
Apesar da doação de Toninho Wandscheer, Boca Aberta é mais próximo ao maringaense Ricardo Barros (PP), que integra a mesma coligação para deputado federal.

PITACO: O Pros era o partido do Cazuza, logo, essa “catinga” é naturalíssima.

Jovem de 18 anos é presa com cocaína em aeroporto do Paraná

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta terça-feira (29), uma jovem de 18 anos que transportava mais de 2 kg de cocaína. O flagrante ocorreu no Aeroporto Internacional Cataratas, em Foz do Iguaçu.

Segundo a PF, policiais federais que trabalhavam na fiscalização de passageiros abordaram uma jovem na sala de embarque por volta das 6h. Eles suspeitavam do nervosismo da passageira e solicitaram que uma agente a revistasse. Durante a revista foram descobertos dois tabletes de cocaína escondidos na região do abdômen da passageira.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão em flagrante à jovem, que viajaria com destino a Brasília, onde mora. A presa e a droga foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

Com Bonde

Ex-prefeito Samis da Silva tem os direitos políticos suspensos por três anos

O bicho pegou o babyssauro por improbidade administrativa. Agora é saber se ele poderá continuar tendo cargo comissionado no governo do Estado. Seria ficha suja.

Existe outra condenação do Samis na esfera criminal. Quatro anos e um mes no semi aberto. Quem cuida dos processos do Samis é o advogado Marcos Affornalli.

Assista a matéria da RPC sobre essa essa última rebordosa:

AQUI