Arquivo mensais:setembro 2018

Irmão de Beto Richa e outros quatro têm prisão convertida em preventiva pela Justiça

Pepe Richa foi preso na Operação Integração II, que investiga crimes na concessão de rodovias pedagiadas no Paraná. Juiz considerou risco para a ordem pública e econômica para mantê-lo preso.
Pepe Richa, irmão do ex-governador Beto Richa, foi preso na Operação Integração II — Foto: Agência Estadual de Notícias/Reprodução

Pepe Richa, irmão do ex-governador Beto Richa, foi preso na Operação Integração II — Foto: Agência Estadual de Notícias/Reprodução

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, converteu em preventiva (sem prazo) a prisão de Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa, e de outras quatro pessoas, na noite deste sábado (29).

Todos foram presos na Operação Integração II, como foi batizada a 55ª fase da Operação Lava Jato. Nesta etapa, deflagrada na quarta-feira (26), investiga-se irregularidades na concessão de rodovias pegadiadas do Paraná.

Além de Pepe, foram convertidas para preventiva as prisões de Ivano Abdo, Elias Abdo, Evandro Couto Vianna e Cláudio José Machado Soares.

“(…) diante de um complexo e sofisticado esquema criminoso, que perdura há anos num cenário de corrupção sistêmica, as prisões preventivas de José Richa Filho (Pepe Richa), Elias Abdo e Ivano Abdo se revelam imprescindíveis para preservar a ordem pública e econômica, na tentativa de desarticular a associação criminosa, impedir a reiteração delitiva e recuperar o resultado financeiro criminosamente auferido como proveito da ação ilícita”, justificou o juiz no despacho.

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Como Lula montou um QG de campanha na cela aonde está preso em Curitiba

Como Lula opera a campanha da cadeia

O ex-presidente transformou a sala-cela em Curitiba no QG da candidatura de Fernando Haddad ao Planalto. De lá, o petista articula a cooptação de caciques regionais e até entregas de dinheiro por meio de jatinhos

Crédito: Divulgação

Preso há seis meses numa sala-cela da PF em Curitiba, o ex-presidente Lula está apenas no início do cumprimento de uma pena de 12 anos e 1 mês de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Teoricamente, o cárcere deveria servir para o réu se regenerar dos crimes cometidos, não voltar a delinqüir e deixar o presídio após o final da pena apto a se reintegrar à sociedade, devidamente recuperado. Mas Lula parece não se emendar. Ao exercer sem qualquer cerimônia ou pudor o papel de coordenador da candidatura do presidenciável Fernando Haddad (PT), o petista transformou a sala-cela num QG da campanha, onde acontecem manobras pouco ortodoxas no vale-tudo para eleger o petista. Sob as barbas das autoridades, Lula vale-se da estrutura carcerária para operar a estratégia eleitoral petista, colocando em prática métodos nada republicanos no esforço para cooptar apoios de partidos como MDB, PR, PP e PDT para o “projeto Haddad”. Conforme apurou ISTOÉ, além de promessas de cargos no futuro governo do PT, Lula articula vantagens financeiras destinadas a irrigar as campanhas dos que se dispõem a serem convertidos a novos aliados. A máquina eleitoral é comandada por meio de bilhetinhos, à la Jânio Quadros, só que de dentro da cadeia, os quais o petista faz chegar às mãos de assessores de altíssima confiança. Integram o time de pombos-correios de Lula o ex-chefe de gabinete Gilberto Carvalho, o advogado Cristiano Zanin, o deputado José Guimarães (PT-CE) e do próprio Haddad, que o tem visitado na condição de advogado. O teor das mensagens é repassado pelos assessores aos políticos aos quais se destinam as determinações.

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Morre a cantora Angela Maria, aos 89 anos, em São Paulo

Aos 89 anos, morreu em São Paulo, a cantora Angela Maria. Ela estava internada há 34 dias, no Hospital Sancta Maggiore em decorrência de um quadro de infecção. O velório e o enterro ocorrerão hoje (30) no Cemitério Congonhas. De acordo com a família, foi um período de sofrimento para a artista.

A cantora morreu na noite deste sábado (29). Em um vídeo, publicado no Facebook, Daniel D’Angelo, marido da cantora, Alexandre, um dos quatro filhos adotivos do casal, e um assessor confirmaram a morte e pediram orações. Também afirmaram que jamais deixarão a estrela dela apagar.

A cantora Ângela Maria

A cantora Ângela Maria foi uma das rainhas da era de ouro do rádio brasileiro –

Angela Maria, conhecida como a Sapoti, foi uma das rainhas do rádio e de estrondoso sucesso entre os anos de 1950 e 1960, em um vídeo no Facebook. “É com meu coração partido que eu comunico a vocês que a minha Abelim Maria da Cunha, a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus”, disse Daniel D’Angelo.

Vida

Angela Maria, nasceu em Conceição de Macabu, no Rio de Janeiro. Foi operária e teve várias atividades profissionais, mas sempre quis seguir carreira artística. Mas jamais deixou de cantar.

A artista se consagrou na era dourada do rádio, tornando-se uma referência ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran. Recentemente, a cantora disse que gravou 114 discos e vendeu aproximadamente 60 milhões de exemplares.

Em 2012, tentou seguir carreira política. Candidatou-se a vereadora da cidade de São Paulo, mas não se elegeu. Há três anos foi lançada a biografia “Angela Maria: a eterna cantora do Brasil”, escrita pelo jornalista Rodrigo Faour, que reuniu depoimentos e relatos da cantora.

Temer e Minc manifestam pesar

Por meio da rede social Twitter, o presidente Michel Temer expressou condolências. “Lamento a morte da cantora Ângela Maria, a nossa Rainha do Rádio, um dos ídolos que tanto influenciou grandes nomes da Música Popular Brasileira. Meus sentimentos à sua família e amigos”, postou Temer.

Em nota oficial, o Ministério da Cultura (Minc) citou alguns dos principais sucessos de Ângela Maria e também lamentou sua morte. “O Ministério da Cultura manifesta sinceros sentimentos de pesar à família, amigos, colegas e admiradores do trabalho da cantora, uma das maiores vozes da música brasileira”, mencionou a pasta.

 

“É uma questão de tempo pra gente tomar o poder”, diz José Dirceu

O ex-ministro José Dirceu afirmou ao El País que é uma questão de tempo para que o PT retome o poder. Questionado se existe a possibilidade do partido ganhar as eleições e não levar, ele afirmou que considera a possibilidade improvável. A entrevista foi publicada na quarta-feira (26). As informações são de Géssica Brandino na Folha de S. Paulo.

“Acho improvável que o Brasil caminhará para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito. E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”, disse

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Biometria!

A uma semana da eleição, a crise voltou às ruas

Protesto contra Jair Bolsonaro levou milhares de pessoas ao Largo do Batata, em São Paulo

Muitos dirão que, comparadas com as multidões maciças da jornada de 2013, as eloquentes manifestações anti-Bolsonaro deste sábado foram miúdas. Outros alegarão que os atos pró-Bolsonaro, mais mixurucas, crescerão a partir deste domingo, para indicar que o pedaço do eleitorado avesso à volta do PT ao poder não pode ser negligenciado. Quem olhar para o asfalto com as lentes caolhas e reducionistas da polarização arrisca-se a perder a essência do que está se passando.

São quatro as mais importantes, as mais básicas características de Sua Excelência o fato. Eis a primeira e mais óbvia constatação: a sociedade brasileira está trincada. A segunda obviedade é alarmante: as eleições presidenciais de 2018 não devolverão o sossego ao país. A terceira percepção é inquietante: Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, líder e vice-líder das pesquisas, apresentam-se como solução sem se dar conta de que são parte do problema. A quarta evidência é exasperante: o que se vê nas ruas é apenas o nariz daquilo que Juscelino Kubitschek apelidou de ”o monstro”.

Na definição de Juscelino, o monstro é a opinião pública. Em 2013, a criatura também ganhou as ruas aos poucos. Do dia para a noite, o que parecia ser uma revolta juvenil contra o reajuste de passagens de transportes coletivos virou uma revolta difusa contra a roubalheira dos agentes políticos e a precariedade dos serviços públicos. O monstro exibiu-se de corpo inteiro. Ele estava em toda parte: nas camisetas, nas faixas, nos broches, nas panelas que soaram nas varandas dos edifícios chiques, na fila da clientela miserável do SUS e, sobretudo, na Praça dos Três Poderes.

Atordoados, os alvos da revolta reagiram da pior maneira. Os partidos deflagraram um movimento de blindagem dos seus corruptos contra a Lava Jato. O monstro desligou-os da tomada. Dilma Rousseff, a presidente de então, acenou com um lote de cinco pactos. Ganha um doce quem for capaz de citar um dos pactos de madame. Sobreveio a sucessão encarniçada de 2014.

Dilma prevaleceu com um discurso marqueteiro de “mudança com continuidade”. Deu em estelionato eleitoral, no impeachment e na prisão de Lula. Aécio Neves, que emergira das urnas como um derrotado favorito a virar presidente na sucessão seguinte, dissolveu sua liderança na mesma lama que engolfou a biografia e a agenda pseudo-reformista de Michel Temer. Deu no que está dando: a ferrugem do tucanato, a fragmentação do chamado centro político e o solidificação de Bolsonaro como alternativa das forças antipetistas.

Com 28% das intenções de voto, Bolsonaro esgrime uma agenda proterozoica em que se misturam coisas tão abjetas como a defesa da tortura, a distribuição de armas, o desapreço às mulheres e o desprezo aos direitos das minorias. Como se fosse pouco, o capitão carrega na vice um general radioativo e cospe nas urnas eletrônicas que lhe serviram mais de duas décadas de mandatos parlamentares. Sapateia sobre as mais elementares noções de democracia ao avisar que não reconhecerá nenhum resultado que não seja a sua vitória.

No outro extremo está Haddad. Com 22% no Datafolha, a caminho de um empatetécnico com o líder, ele despacha semanalmente com o oráculo da cadeia de Curitiba. Frequenta os palanques com a máscara de Lula, estimulando a suspeita de que, eleito, terceirizará o mandato presidencial ao padrinho presidiário. Neste domingo, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, gritava palavras de ordem contra Bolsonaro numa manifestação em Curitiba. Seu protesto soa ridículo quando se recorda que a mesma Gleisi lançou há sete meses um manifesto intitulado “Eleição sem Lula é fraude.” Algo que Haddad se absteve de desdizer.

A caminho do segundo turno, Bolsonaro e Haddad são cabos eleitorais um do outro. Quem rejeita o capitão pende para o poste de Lula. E vice-versa. Nesse contexto, a corrida presidencial resultará na eleição do presidente da exclusão, não no mandatário da preferência do eleitorado. A essa altura, os dois extremos já deveriam ter notado que não há alternativa senão o respeito incondicional às regras do jogo, a moderação do discurso e o aceno ao bom-senso.

A insensatez conduz ao estilhaçamento dos valores democráticos. A incapacidade dos atores políticos de produzir algo que se pareça com um acordo elementar contra a produção de sandices devolveu a crise às ruas a uma semana do primeiro turno da eleição. Mantida a atmosfera de crispação, o país logo enxergará o monstro que se esconde atrás do nariz. No limite, o próximo presidente, seja ele quem for, já assumirá carregando no peito uma interrogação no lugar da faixa presidencial: Será que termina o mandato?

Com Josias de Souza.

‘Virada’ nas pesquisas de intenção de voto nunca aconteceu em eleição presidencial

Levantamento mostra que vence o 2º turno quem lidera no primeiro

Última esperança do PT em 2018, a “virada” nunca aconteceu nas sete eleições para presidente desde 1989, e todas as disputas de 2º turno foram vencidas por quem já estava à frente nas pesquisas no primeiro turno. Só duas disputas viram guinadas nas pesquisas de primeiro turno: FHC, em agosto de 1994, após estar 26 pontos atrás de Lula no Datafolha de maio; e Dilma virou em agosto de 2010, após estar 10 pontos atrás de José Serra, em março. Nunca houve uma virada a menos de dois meses da eleição. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em 1989, Collor (14%), Brizola (13%) e Lula (12%) estavam empatados em abril. Collor venceu o 1º turno com 30% e se elegeu com 53%.

Na primeira eleição direta Lula foi 3º colocado até 20 dias da eleição, mas foi ao 2º turno com 0,6% de votos a mais que Lionel Brizola.

Em agosto de 2014, Marina Silva aparecia empatada com Dilma em 34% no Datafolha. Aécio tinha 14%, mas conseguiu ir para o 2º turno.

Vencedores das cinco disputas de 2º turno presidencial foram previstos corretamente já na primeira pesquisa após as votações de 1º turno.

Pastor Sadi Buzanelo não quer dar baixa do COMUS

Sadi Buzanelo tem 10 dias para cumprir a decisão Judicial, senão…

Os 17 leitores que leem este despretensioso site ficaram sabendo que o TJ-PR deu 10 dias para que o atual presidente do COMUS Antonio Sadi Buzanelo deixe o cargo. Semana passada Sadi articulou a ida ao COMUS de vários candidatos a deputado federal e estadual da terrinha. É o Conselho Munipal de Saúde fazendo politicagens, prática alheias às suas finalidades precípuas…. Destarte, vamos rememorar:  Nesta terrinha abençoada por Deus, e linda por natureza…
Convencionou-se dizer que existem dois tipos de ocorrências que podem levar alguém a cadeia: Não pagar pensão alimentícia e/ou descumprir decisão Judicial. Portanto, o bom Pastor Sadi Buzanelo, que ganhou o direito de ficar no COMUS até 2019 (por decisão de seus pares) capitaneando, portanto, o seu terceiro mandato consecutivo, que fique véiaco. Numa dessa pode ir conhecer o cheiro do boi… basta algum promotor de Justiça se interessar por essa novelinha..

PITACO: Sadi ama o COMUS. Mas tem que sair… E a grande imprensa não deu um piu sobre esse acontecimento… Mas falam de todo ladrão de penosa que vai preso…

PITACO II: e tem outra questão: aonde estava o COMUS quando a Pecúlio descobriu grandes roubalheiras na saúde? Dormindo um berço esplêndido, seo Sadi?

 

 

“Nunca enganei ninguém”

Do analista dos Planaltos

Roberto Requião foi pego na mentira pelo Ministério Público Federal com suas ações fantasiosas na Justiça contra as 6 pedageiras do Paraná (Viapar, Caminhos do Paraná, Econorte, CCR Rodonorte, Ecovias e EcoCataratas – as duas últimas do mesmo grupo CRAlmeida). O acordo feito com o chamado Adendo com a EcoCataratas foi a prova incontestável que Requião fez de conta que tentava acabar com o pedágio, enquanto no DER do seu governo funcionários ainda recebiam as propinas do grupo preso pela Polícia Federal ontem. Requião sempre fiel ao estilo denominado por Roberto Campos como PAMG (promete, acusa, mente e grita), como neste vídeo da rádio CBN de Cascavel https://www.youtube.com/watch?v=wkQjM0Ohpn4) – e se esquivava em revelar que o faz-de-conta não impedia aos amigos doadores de suas campanhas eleitorais Cecílio Rego Almeida e Marcelo Beltrão Almeida de continuar faturando alto com o pedágio. O seu Secretário de Transportes era Waldyr Pugliesi, deputado estadual do PMDB e marido da segunda suplente ao Senado, Irondi, que notabilizou-se pela parceria estreita com a empreiteira GEL (que fez obras em Arapongas durante o governo Pugliesi) e é sócia da pedageira Caminhos do Paraná. No citado ele ataca o jornalista que o entrevistava e, aos 2’02” minutos, disse que em seu governo “nunca enganei ninguém, nunca disse uma mentira”. Não é o que provaram os Procuradores da República ao prenderem a turma do pedágio e do DER paranaense.

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Outdoor na BR 376 na divisa do Paraná com Santa Catarina

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Publicado no jornal Gazeta do Paraná, de Cascavel

PITACO:, Vale a pena ver o momento em que o Requião surta na CBN de Cascavel.