Arquivo mensais:setembro 2018

NOTÍCIAS DO LEGISLATIVO NATIVO

Câmara agenda diversas audiências públicas para dar voz à população sobre assuntos de interesse coletivo

A participação popular na decisão de diversos temas, que passam pela análise da Câmara Municipal e posteriormente deve influenciar diretamente na vida do cidadão, pode ser efetivada por meio de audiência pública. Esse é instrumento garantido pela Constituição Federal de 1988. Neste sentido de dar voz à população no debate a respeito de temas que afetam o cotidiano das pessoas a Câmara de Foz do Iguaçu realizará várias audiências nos próximos 60 dias.

Até o momento estão agendadas seis audiências. Dentre os temas que serão discutidos estão: área territorial envolvendo alterações no perímetro urbano e rural do Município; Poda de árvores; Música ao vivo em bares, restaurantes, bares e similares; Melhorias no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras deficiências; Orçamento para 2019; Acidentes com caçambas e entulhos; e situação dos vendedores ambulantes.

Saiba mais em: https://bit.ly/2xJDLGb

Proposições do mês: Vereadores requerem melhorias no trânsito urbano e fiscalizam atos do Executivo

Um levantamento realizado pela assessoria de Comunicação da Câmara de Foz do Iguaçu mostra os principais assuntos dos requerimentos dos vereadores apresentados neste mês. Durante as sessões ordinárias de setembro, os parlamentares apresentaram 16 requerimentos com temas relevantes para o município. Entre as cobranças está a situação da sinalização, além de medidas para a redução de acidentes; aplicação de emendas impositivas; pedidos de documentos para fins de fiscalização dos atos do Poder Executivo; qualificação profissional de motoristas de maquinários pesados; e realização de audiências públicas. Além disso, foram apresentadas 250 indicações com as mais variadas sugestões e reivindicações da população levadas aos vereadores.

Saiba mais em: https://bit.ly/2y0CZnQ

Comissão Mista da Câmara recebe prestação de contas e verificação de metas da prefeitura

Nesta sexta-feira (28) a equipe da Secretaria da Fazenda, chefiada por Ney Patrício, esteve na Câmara Municipal para apresentar o balanço e o cumprimento das metas fiscais do 2º quadrimestre de 2018. De acordo com o secretário, o destaque está na recuperação da capacidade de investimentos do município. Os investimentos que no mesmo período do ano passado (primeiros oito meses) foram de R$ 14,8 milhões, neste ano subiram para R$ 56,8 milhões, ou seja, 281,7% a mais. A receita total nos oito meses deste ano na prefeitura foi de R$ 606,8 milhões, sendo 12% acima dos valores do mesmo período do ano passado quando alcançou R$ 540,5 milhões. O resultado primário é de R$ 103,9 milhões, mantendo-se dentro da margem esperada. Na audiência de apresentação dos dados, os vereadores destacaram o trabalho realizado pelo Pode r Executivo em sintonia com o Legislativo para recuperação da cidade.

Saiba mais em: https://bit.ly/2Rap07J

 

Facada foi dada por um profissional, afirma Bolsonaro

Bolsonaro afirma que esfaqueador torceu a faca após o golpe para aumentar danos

Bolsonaro afirma em entrevista que facada foi dada por profissional, torcendo a faca para maximizar os danos

O candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou, em entrevista a José Luis Datena, que a facada desferida contra ele foi ato de um profissional.

Segundo o político, ao desferir o golpe, o esfaqueador torceu a faca para maximizar os danos provocados. Bolsonaro explicou que os médicos consideraram a recuperação um milagre, pois a torção rompeu órgãos internos, mas não atingiu o fígado “por pouco”.

Preso logo após o ataque, Adélio Bispo disse ter agido sozinho e por motivações próprias, mas a Polícia Federal ainda investiga as circunstâncias do atentado.

Bolsonaro, que ainda se recupera do atentado sofrido no último dia 6 de setembro, concendeu a primeira entrevista para a TV ainda no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Há expectativa de que ele tenha alta neste fim de semana.

Fake Money: marmelada de R$ 5 bi envolvendo 3 mil contribuintes

A Receita Federal deflagrou hoje a operação Fake Money para desarticular uma quadrilha especializada na cessão de supostos créditos para simular quitação ou compensação de tributos federais, num esquema que pode ter gerado prejuízos de até R$ 5 bilhões à arrecadação.
Foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva (contra empresários, advogados, economistas, consultores e contabilistas) e 33 mandados de busca e apreensão em várias cidades paulistas, além de Curitiba e Uberlândia.
O esquema funcionaria da seguinte forma: Leia Mais »

Desembargador confraterniza com José Dirceu à beira-mar de Alagoas

Tutmés Airan alega que recebeu corrupto condenado pela amizade

Ex-ministro José Dirceu com desembargador Tutmés Airan. Fotos: Facebook e Caio Loureiro/Dicom TJAL

O encontro de um integrante do Judiciário com um corrupto que já foi condenado a penas que lhe renderiam quase meio século de prisão provocou indignação e questionamentos nas redes sociais. O desembargador Tutmés Airan, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), recebeu o ex-ministro petista José Dirceu à beira mar, na semana passada, quando o ex-presidiário do mensalão e do petrolão esteve em Maceió (AL), para lançar um livro.

Na foto viralizada no aplicativo de mensagens Whatsapp, José Dirceu aparece, aparentemente em uma casa de praia, ao lado do desembargador. Ambos vestem camisas vermelhas e estão rodeados por militantes de esquerda, sete deles gesticulando em apoio a outro corrupto condenado pela Justiça do Brasil: o ex-presidente Lula, que está preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR).

Questionado pelo Diário do Poder sobre sua presença ao lado de Dirceu, o desembargador, que teve longa atuação de militância de esquerda em Alagoas, fez questão de ressaltar que aquele encontro não teve caráter político-partidário.

Tutmés foi questionado se, assim como Dirceu, defende a libertação de Lula. E também foi lembrado que ainda terá longa carreira como integrante do Judiciário, ao ser perguntado se encontros políticos e partidários não atrapalhariam sua atuação como julgador, no futuro.

Eis a resposta:

“Recebi o José Dirceu na condição de meu amigo pessoal. Só para você ter uma ideia, José Dirceu foi meu padrinho de noivado. Então, conheço o Zé faz muitos anos e ele não esteve aqui para uma atividade político-partidária. Ele esteve aqui para lançar um livro, me pediu apoio e eu, na condição de amigo pessoal dele, dei todo o apoio do mundo e daria de novo, entende? Desvirtuar isso, na verdade, faz parte de uma conjuntura política doentia, né?, onde as pessoas enxergam as coisas com os olhos da maldade, da malícia. Enfim, é muito triste isso, né? Não entre nessa onda, não, comandante. É muito feio isso”, disse Tutmés.

Ouça:

Ódiocracia!

Beto Richa despenca 11 pontos depois da prisão

Candidato ao Senado, o ex-governando do Paraná Beto Richa (PSDB) despencou no Ibope. Ficou 11 pontos percentuais menor depois de passar quatro dias na cadeia. Antes, colecionava 28% das intenções de voto. Numa disputa em que estão em jogo duas cadeiras de senador, estava isolado no segundo lugar. Em pesquisa divulgada nesta quinta-feira, amealhou 17%.

Richa ficou embolado, em situação de empate técnico, num pelotão que inclui Flavio Arns (16%), da Rede; Oriovisto Guimarães (15%), do Podemos; e Alex Canziani (14%), do PTB. Do alto dos seus 39%, Roberto Requião parece ter assegurado sua reeleição, condenando os rivais a se engalfinhar pela segunda vaga.

Libertado graças a uma liminar expedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo, Beto Richa classificou sua prisão de oportunista. O eleitorado, aparentemente, enxergou nas acusações que pesam sobre os ombros do tucano uma oportunidade para refletir.

Junto com sua mulher e outras 13 pessoas, Richa foi em cana sob a suspeita de participar de desvios num programa estadual de obras em estradas que cortam áreas rurais do Paraná. Goste-se ou não, é melhor que o eleitor saiba do que se passa antes do encontro com as urnas.

Com Josias de Souza.

IRMÃOS – UMA HISTÓRIA DO PCC

Um dos melhores livros que li sobre a organização secreta PCC, por isso recomendo

O Primeiro Comando da Capital nasceu na cadeia, um ano depois do Massacre do Carandiru. Legitimou sua autoridade no cárcere ao aplicar políticas de interdição do estupro, do homicídio considerado injusto e do uso de crack. Ao longo dos anos, a guerra contra os “coisa” — como são chamados policiais, facções rivais, estupradores e alcaguetas — se tornou a contraface da “paz entre os ladrões”, premissa que impulsionou a expansão do PCC via regulação econômica de mercados ilegais e reivindicação do monopólio da força e da justiça no crime.

Em Irmãos, o sociólogo Gabriel Feltran oferece uma interpretação alternativa àquelas que buscam comparar o PCC com outras organizações criminosas — como os comandos cariocas, as gangues prisionais americanas ou as máfias italianas. Tendo realizado extensa etnografia nas periferias de São Paulo, seu argumento é que o modo de organização do PCC se assemelha às irmandades secretas, funcionando como uma maçonaria do crime — uma rede de apoio mútuo, pautada pelo respeito aos negócios e pela honra do outro irmão.

Feltran percorre os momentos cruciais da história do Comando desde sua criação em Taubaté até as violentas disputas entre facções a partir de 2017. Ele também retrata a presença do PCC nas dinâmicas locais, bem como o impacto das ações do comando em dimensões legais e ilegais de mercados como o de veículos roubados, que movimenta anualmente dezenas de bilhões de reais.

Original e contundente, Irmãos apresenta um país em que o crime conquistou efetiva hegemonia política para parte significativa da população. Nele, o PCC emerge como uma instância de geração de renda, de acesso à proteção, de ordenamento social, de pertencimento e identificação, desafiando o projeto de uma comunidade nacional integrada, promessa que a redemocratização não logrou entregar.

Uma etnografia pioneira que traz uma compreensão original da violência no Brasil.”
Mitchell Duneier

Excelente e indispensável o novo livro de Gabriel Feltran
Michel Misse

‘PSDB terá que repensar sua própria essência’, afirma cientista político

PSDB terá que repensar sua própria essência’, afirma cientista político

Marconi Perilo que ficou quatro mandatos como governador de Goiás parece ter chegado ao fim da linha com a Lava Jato em seu calcanhar. Marconi só não foi preso porque é candidato ao senado.

Cientista político Pedro Mundim, também explicou as consequências da operação Cash Delivery em âmbito nacional

“O PARTIDO VAI SE ENFRAQUECER, E O MARCONI ERA UMA LIDERANÇA  RELEVANTE DENTRO DO QUADRO PARTIDÁRIO TAMBÉM VAI SAIR MAIS ENFRAQUECIDO, OU SEJA, O PARTIDO QUE VAI TER QUE REPENSAR SUA PRÓPRIA ESSÊNCIA PARA CONSEGUIR RECUPERAR O TERRENO QUE ELE JÁ TEVE UM DIA”

Em entrevista ao jornal Diário do Estado o cientista político Pedro Mundim, analisou a situação do ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo (PSDB). Além disso, explicou as consequências da operação Cash Delivery em âmbito nacional. E por fim, analisou como pode ser o cenário político no pós-eleição.

Para o especialista a operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta sexta-feira (28), mostra que é preciso esperar para saber o real impacto dessa movimentação em torno da campanha do PSDB em Goiás. “O que a gente pode fazer agora é especular que o impacto será grande, pois numa eleição que já está muito competitiva, principalmente no caso do Marconi Perillo no Senado, qualquer notícia negativa na reta final seria ruim. Agora se isso vai ser suficiente para ele perder votos ou conseguir reagir a isso, vamos ter que esperar um pouco para saber”, diz.

De acordo com Pedro, as próximas pesquisas de intenção devem mostrar o cenário pré-estabelecido. “Notícia ruim em véspera de eleição é sempre negativa e essa ainda tem uma semana para repercutir de maneira bastante significativa, seja porque os adversários vão explorar isso eleitoralmente, muita emoção para está reta final”, destaca.

No âmbito nacional os tucanos tendem a ter que se reinventar. O partido já ocupou grandes cargos políticos e tentou competir com o Partido dos Trabalhadores (PT). “O partido vai se enfraquecer, e o Marconi era uma liderança  relevante dentro do quadro partidário também vai sair mais enfraquecido, ou seja, o partido vai ter que repensar sua própria essência para conseguir recuperar o terreno que ele já teve um dia”, ressalta.

Em vídeo, atirador diz que foi humilhado, ameaçado e pede desculpas pelo incômodo

Em vídeo atribuído ao adolescente responsável pelos disparos contra colegas no Colégio Estadual Mondrone, em Medianeira, no Oeste do Paraná, na manhã de sexta-feira (28), o jovem pede desculpas aos familiares das vítimas. Em um segundo vídeo, ele cita, também, o nome dos alvos e pede desculpa pelo incômodo que iria causar à polícia e aos médicos que iriam atender às vítimas. As mensagens foram gravadas antes do atentado que deixou dois feridos.

“Peço que os familiares tenham compreensão pelos meus atos, pois seus filhos me humilharam, me ameaçaram, me esporam de uma maneira que não tem mais perdão. Em vez de vocês criarem seus filhos, vocês apenas os deixaram no mundo… e hoje eles vão ver”, diz o adolescente. “Não é um evento histórico, não é culpa de videogame, não é culpa de livro, não é culpa de bosta nenhuma, é apenas culpa desses filhos da puta. Se forem culpar algo, culpem seus próprios filhos”, continua.

Em um segundo vídeo, ele parabeniza o trabalho dos policiais, Bope, esquadrão antibombas e aos médicos que iriam atender os feridos e pede desculpas pelo incômodo. Ele também cita o nome de vários colegas que seriam os culpados pelo atentado na escola. “Espero que façam um ótimo trabalho”, diz.

Recortes de atentados que aconteceram nos Estados Unidos e uma carta foram encontrados na mala de um dos adolescentes, o que leva a acreditar que o jovem pretendia cometer suicídio.

Atentado em Medianeira

De acordo com o diretor auxiliar da escola, Professor Diego Rossi, ainda é cedo para saber se o crime tenha sido motivado por bullying. “Ainda não sabemos o que aconteceu. O clima é de consternação entre todos. Os alunos já foram liberados e todas as atividades de hoje foram suspensas”, afirma.

Os jovens atingidos foram encaminhados ao Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Luz. Um deles, com ferimento nas costas, deu entrada no hospital em estado grave, mas o quadro é considerado estável. O outro estudante foi liberado momentos depois, com ferimentos leves na coxa.

Além do atirador, um segundo adolescente, armado com uma faca e que teria dado suporte, também foi apreendido. Eles devem prestar depoimento à Polícia Civil nas próximas horas.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o desespero dos alunos. Veja:

A governadora Cida Borghetti se manifestou por meio de nota e afirmou que o Estado está prestando todo o atendimento necessário para os envolvidos. Já a Secretaria da Educação informou que a escola já realiza um trabalho de prevenção e enfrentamento a violência.  Veja na íntegra:

A Secretaria da Educação informa que um estudante de um colégio da rede estadual em Medianeira disparou uma arma de fogo contra um colega de classe, tendo ferido este nas costas. Em seguida o aluno disparou a esmo pelo estabelecimento, tendo ferido outro aluno, de raspão, no joelho. Os envolvidos são menores de idade e estão matriculados no ensino médio. O agressor foi apreendido pela Polícia Militar e está sob custódia. Os alunos feridos foram atendidos em um hospital da cidade, sendo que o estudante ferido com mais gravidade está internado. O Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu está no colégio, prestando todo o apoio necessário à comunidade escolar. As aulas foram dispensadas e devem ser retomadas na segunda-feira (01/10). O colégio já realiza um trabalho constante de prevenção e enfrentamento à violência e reforçará suas atividades nesta questão. A Secretaria da Educação do Paraná desenvolve ações na rede estadual que visam à prevenção e ao enfrentamento a todas as formas de violências no âmbito escolar, por meio de práticas pedagógicas e subsidiando os profissionais da educação ofertando cursos de formação continuada.

Com Paraná Portal

NOTA CONJUNTA RECEITA FEDERAL, POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL E POLÍCIA FEDERAL

RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS DE CARGA NA PONTE INTERNACIONAL DA AMIZADE (FASE DE TESTE)

Com o intuito de melhorar o fluxo de veículos que cruzam a Ponte Internacional da Amizade, a Receita Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal de Foz do Iguaçu informam que, a partir do dia 01 de outubro de 2018, darão início a um período de teste que restringirá a circulação de veículos de carga sobre a Ponte no período das 6h00 às 8h00 da manhã, em ambos os sentidos, priorizando a passagem de veículos de turismo, estudantes, trabalhadores, turistas e similares.
O tempo gasto na travessia de veículos sobre a Ponte, nas primeiras horas da manhã vem apresentando um aumento e a restrição de tráfego de veículos de carga nesse horário e outras medidas a serem tomadas conjuntamente com autoridades que atuam na Aduana Paraguaia visam a minimizar essa demora.

Enquadram-se como veículos de carga os caminhões provenientes do Porto Seco de Foz do Iguaçu, os caminhões em trânsito aduaneiro de outras localidades e carregados para exportação (material de construção e outras mercadorias) com destino ao Paraguai (ACI), as vans utilizadas como transporte de mercadorias amparadas pelo regime fronteiriço de “Mercado Interno”, com destino ao Paraguai.

Solicita-se, portanto, que os demais veículos não enquadrados como de carga que precisam cruzar a fronteira, a partir da data citada, aproveitem para fazer a travessia na janela a ser criada das 06 às 08 da manhã.

DO LEGISLATIVO NATIVO

Transparência e equipe tecnicamente preparada nas licitações da Câmara de Foz

Uma equipe altamente preparada cuida das licitações na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. A realização é transmitida ao vivo em plataformas como a TV Câmara, site oficial e redes sociais. Todo o processo também pode ser consultado no Portal da Transparência, onde o cidadão também pode acompanhar a execução dos contratos e os respectivos pagamentos.

A licitação é um procedimento obrigatório, para que o poder público possa celebrar contratos com terceiros para realizar obras, compras, alienações, concessões, permissões, locações e também para prestação de serviços, inclusive de publicidade. A licitação é regida pelas leis federais nº 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos) e Lei Federal nº 10.520/02 (Lei do Pregão). Na Câmara Municipal de Foz, as licitações, em sua maioria, são na modalidade pregão presencial. Click no link saiba mais

Saiba mais em: https://bit.ly/2OiDxzw

Secretário respondeu na Câmara reivindicações sobre segurança pública

Durante a apresentação na Câmara de Foz do Iguaçu, o secretário municipal de Segurança Pública, Reginaldo da Silva, também respondeu às reivindicações da comunidade sobre o setor. As queixas recebidas pelos vereadores foram repassadas ao gestor para que adote as medidas mais urgentes. Reginaldo esteve na Câmara Municipal na última quarta-feira (27) e apresentou medidas para intensificar e consolidar políticas públicas nesta área. Entre os projetos está a reativação do Conselho de Segurança e a criação do Plano Municipal de Segurança Pública. Outras necessidades também foram explanadas para os parlamentares, uma delas é a renovação do efetivo da Guarda Municipal com a realização de concurso público.

Saiba mais em: https://bit.ly/2N5m5tB

 

A história do pedágio e a eleição de governadores

Nas últimas cinco eleições para o governo do Paraná, o pedágio foi centro decisivo de todas as campanhas. O tema ajudou a reeleger Jaime Lerner em 1998, elegeu Requião por duas vezes (2002 e 2006) e Beto Richa também por duas vezes (2010 e 2014). Cada um a seu modo, enquanto o eleitor pagava tarifas cada vez mais altas, eles usavam o pedágio para ganhar eleições.

O descarado uso do tema para fins eleitorais começou já na campanha de 1998, quando Jaime Lerner concorreu à reeleição. No mandato que estava terminando, ele implantou o Anel de Integração e, após licitação, fechou contrato com seis concessionárias para administrar por 25 anos seis trechos do total de 2.500 quilômetros de rodovia.

Em agosto daquele ano, faltando pouco mais de dois meses para a eleição, começaria a cobrança, mas logo se percebeu que, com os elevados preços anunciados, Lerner perderia a eleição. Aconselhado pelo guru Anibal Khoury, então todo-poderoso mandante da política paranaense, ele não teve dúvidas: numa canetada, em ato unilateral e sem consulta às partes, reduziu as tarifas em 50%. Anibal estava certo: Lerner derrotou o adversário Roberto Requião. Dois anos depois, as tarifas foram aumentadas em 100%, isto é, voltaram aos níveis determinados pelos contratos, mas sem obras correspondentes.

Na eleição seguinte, 2002, com o bordão “abaixa ou acaba”, Requião veio à forra e ganhou fácil do adversário Alvaro Dias. No poder, Requião tentou cumprir a promessa e moveu dezenas de ações judiciais contra as concessionárias. Chegou a ameaçá-las de confisco. A Justiça não deixou. Mais próximo da eleição seguinte (2006), o então governador tentou uma jogada diferente – se não podia acabar com o pedágio, poderia baixar as tarifas?

Foi, então, que negociou redução de 30% com algumas concessionárias – mas em troca elas foram desobrigadas de realizar obras importantes que estavam previstas para o tempo imediato, adiando-as para o fim do período do contrato de 25 anos. Uma das obras suspensas foi a estratégica duplicação do trecho Cascavel-Foz do Iguaçu, na BR-277.

A providência lhe deu fôlego para concorrer à reeleição, que venceu superando por ínfimos 10 mil votos o oponente Osmar Dias. Empossado novamente, Requião retomou a estratégia de brigar na Justiça. Foram mais algumas dezenas de ações para questionar valores, aditivos e os próprios contratos. As concessionárias responderam com outras ações. No total, mais de 200 processos passaram por todas as instâncias do Judiciário brasileiro, nenhuma com resultado final favorável ao governo.

Apenas uma delas (na verdade seis, considerando que uma mesma ação foi impetrada contra cada uma das seis concessionárias) estava a ponto de ser julgada e, possivelmente, com resultado total ou parcialmente favorável. O então procurador-geral do Estado, Sergio Botto, argumentava sobre vícios insuperáveis de alguns aditivos aprovados na gestão Lerner e que permitiam aumentar as tarifas para muito além dos custos arcados pelas concessionárias.

Mas aí veio a eleição de 2010 – Beto Richa I versus Osmar Dias II. Osmar sofreu o impacto do fracasso de Requião – que de adversário no pleito anterior passou a apoiá-lo no seguinte – na luta contra o pedágio, enquanto que Beto Richa, bom moço, prometia usar uma outra estratégia para vencer as pedageiras: colocaria a questão sob prisma civilizado e, diplomaticamente, negociaria com elas a redução das tarifas e a retomada das obras.

Dito e feito: como prometeu na campanha, Beto Richa, com a ajuda de novo procurador-geral do Estado, Júlio Cézar Zem, entrou em acordo com as concessionárias e suspendeu todas as ações que tramitavam na Justiça, incluindo a última que parecia ser fatal. Queria tempo para negociar novos termos e antecipar obras que tinham sido adiadas. Pelas leis processuais, a suspensão precisaria terminar em seis meses. Passados, no entanto, os anos da primeira gestão e todos os outros da segunda, os processos permaneceram parados.

Em nome da pseudo negociação que estava entabolando com as concessionárias e para fins de propaganda, Beto conseguiu a duplicação de um pequeno trecho em Campo Largo – mas dispensou a duplicação de 40 quilômetros no Norte Pioneiro! Outra pedageira duplicou 14 quilômetros da BR-277 (Matelândia-Medianeira), mas ganhou o direito de aumentar a tarifa! Obrinhas pontuais também foram realizadas… mas parou por aí.

Enquanto isso, davam-se os acontecimentos bem descritos pelo Ministério Público Federal (MPF) e que levaram a Justiça Federal a decretar 19 prisões de agentes públicos e privados envolvidos no pesado tráfego de propinas. Além do irmão Pepe Richa, todo o núcleo duro do governo Beto está hoje habitando celas da Polícia Federal no Santa Cândida – como Deonilson Roldo, Ezequias Moreira e o primo-distante Luiz Abi Antoun (este último ainda livre, no Líbano).

A única “negociação” agora previsível será a de delações premiadas.

Com contraponto