Arquivo mensais:novembro 2018

Moro tentará minar o crime por asfixia financeira

Ao anunciar mais dois membros de sua equipe, o futuro ministro Sergio Moro (Justiça) consolidou uma linha uniforme de planejamento do combate ao crime. Ficou ainda mais nítido que o ex-juiz da Lava Jato se equipa para tentar impor aos criminosos uma asfixia financeira. A ideia é mapear os ativos das organizações criminosos e dos seus líderes, para posterior sequestro e confisco de bens e verbas —no Brasil e no exterior. Vale para o combate à corrupção e também para o enfrentamento de facções criminosas como o PCC.

Moro confirmou que o Coaf será transferido do futuro superministério da Economia para a pasta da Justiça. Antes da efetivação da mudança, que depende de aprovação no Congresso, o ex-juiz da Lava Jato já indicou para a chefia do órgão que controla as atividades financeiras no país o auditor fiscal Roberto Leonel, hoje lotado no comando do setor de inteligência da Receita Federal. Ele chega com a determinação de reforçar o esquadrão técnico do Coaf, esvaziado sob Michel Temer.

Para a Senad, secretaria que cuida de drogas, Moro indicou Luiz Roberto Beggiora, procurador da Fazenda Nacional. Há sob o guarda-chuva da Senad uma infinidade de programas, inclusive de assistência a drogados. O novo ministro cogita transferir parte das atribuições do órgão para a área social do governo, para se concentrar no que considera vital: a recuperação de ativos confiscados de traficantes de drogas.

Luiz Beggiora não foi escolhido por acaso. Ele se especializou na Procuradoria da Fazenda Nacional na cobrança de dívidas de grandes devedores. Na Senad, vai potencializar a busca de ativos, atividade que, na expressão de Moro, vem sendo “negligenciada”.

Antes, Moro já havia acomodado a delegada federal Érika Marena, que conheceu na Lava Jato, para o comando do DRCI, o departamento incumbido de celebrar acordos internacionais de cooperação para a recuperar dinheiro sujo enviado desviado para o exterior. Junto com a Receita Federal, o tripé Coaf-DRCI-Senad será a principal força auxiliar da Polícia Federal, a ser dirigida pelo delegado Maurício Valeixo, trazido por Moro do Paraná.

Na prática, Moro monta em Brasília uma espécie de Lava Jato hipertrofiada. Não será a primeira vez que o Estado tentará combater o crime impondo aos criminosos um torniquete financeiro. O que diferencia o planejamento atual de iniciativas anteriores é o perfil do ministro, a qualificação do time e a perspectiva real de reproduzir o esforço federal em Estados que funcionam como base do crime organizado, sobretudo São Paulo e Rio de Janeiro.

Com Josias de Souza.

MPF pede a cassação do mandato de Francischini (PSL) por divulgar ‘notícias falsas’ no dia das eleições

Vídeo postado por Fernando Francischini no dia das eleições teve 6 milhões de visualizações — Foto: Reprodução/Facebook

Vídeo postado por Fernando Francischini no dia das eleições teve 6 milhões de visualizações — Foto: Reprodução/Facebook

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Ministério Público Federal (MPF) pediu a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos do deputado estadual eleito Fernando Francischini (PSL).

A ação, assinada pela procuradora regional eleitoral Eloisa Helena Machado, defende que Francischini divulgou “notícias falsas acerca de lisura do pleito eleitoral” e teve “promoção pessoal e partidária no dia da eleição”.

O que motivou a ação foi um vídeo postado na página do Facebook de Francischini em 7 de outubro, dia do primeiro turno das eleições, em que o deputado disse que urnas eletrônicas estavam fraudadas.

A postagem foi feita enquanto as votações aconteciam em todo Brasil. Segundo o MPF, o vídeo teve 6 milhões de visualizações.

Fernando Francischini é atualmente deputado federal e foi eleito deputado estadual com a maior votação da história do Paraná, com 427 mil votos.

General indicado para secretário de Segurança do Paraná começa comprando briga com a Polícia Civil

No início da tarde desta sexta (30) os servidores da Polícia Civil do Paraná tomaram conhecimento do nome do novo Chefe da instituição a partir de 01 de janeiro. Trata-se do delegado Silvio Rockembach.
Ocorre que, a Associação dos Delegados de Polícia do Paraná, após votação onde 91% dos associados manifestaram sua vontade, formaram um lista tríplice para apreciação do novo governo.
Os três delegados mais votados foram:
1 – Alexandre Macorim de Lima, obteve 173 votos;
2 – Francisco Alberto Caricati, obteve 155 votos, e;
3 – Maritza Maira Haisi, obteve 144 votos.

363 dos 398 delegados do Paraná votaram.

Mesmo assim, o novo secretário de segurança desprezou os nomes e indicou um outro Delegado para o cargo.

Uma lástima! Órgãos como o Ministério Público têm essa lista respeitada.

 

PGM ficou temporariamente sem internet

Na última sexta-feira os servidores da PGM – Procuradoria Geral do Município – comandada pelo Osli Machado ficaram sem acessar a internet no ambiente de trabalho. Procura daqui, procura dali, um gaito descobriu que a traquitana wifi que permite acessar a rede mundial de computadores tinha sido retirada do local para atender um evento da dona Rosa Geronimo, a poderosa secretária extraordinária do prefeito Chico tinha programado para o sábado. Na segunda feira devolveram o equipamento.

Resumo da ópera: Dona Rosa Geronimo tem muito, muito poder na atual administração. O prefeito Chico que o diga.

FRALDÃO SEGUE CUIDANDO DA HORTA DA PM

Dr. Fraldão cumpre suas horas de serviços comunitário na horta do 14º Batalhão da PM. Fruto de uma condenação de dois anos por suprimir documento público. O que ainda não conseguimos descobrir é se o gajo continua dando expediente junto com usa mulher no Fozhabita. Será Oliveirinha?

GIACOBO NA TERRINHA

Deputado Fernando Giaocobo (PR) aterrizou na terrinha para falar das maravilhas que ele vai fazer no município. Tem 20 anos que escuto essa mesma lenga-lenga. Foi entrevistado do Luciano Alves da rede Massa. Uma pena que o entrevistador esqueceu de saber do Giacobo porque o jornalão Estadão o enumerou como devedor de R$ 17 milhões aos cofres da União. Não perguntou nada, ficou pianinho, pianinho… (Até porque se perguntasse Dom Ratão poderia não gostar, né Luciano?)

FIGURÃO VAI ENTRAR EM CANA BREVEMENTE

Um figurão da cidade, que pensa que é mais experto que todo mundo, está prestes a ser preso. Motivo: apropriação indébita de tributos como FGTS, dentre outros. Vai ser um Deus nos acuda quando entrar em cana… E o Juiz vai ter que decretar sob pena de prevaricar. Aguardem…

MAIS UMA CONDENAÇÃO NO LOMBO DO BONATO

Bonato segue sendo condenado mas não perde o rebolado

Quando o finado Salvador Ramos dirigiu o Centro de Convenções (Elefante Branco) entrou numas de dar uma colher de chá para o seu amigo Bonato. Contratou a agencia de publicidade ART-NATURAL (que faliu, tudo que o Bonato bota a mão, quebra) para fazer formulários para morder uns trocos. Acontece que o Língua não larga do pé do gordoidão  (quem mandou armar a canalhice que envergonhou a imprensa, né fala mansa?) e denunciou a mutreta na época. O MP que lê o Língua, foi rápido no gatilho ao denunciar a rapaziada. Agora saiu a sentença condenando-os  por improbidade administrativa com suspensão dos direitos politicos por três anos e pagamento de pesadas multas. Para o Bonato isso é café pequeno, porque ele não vai pagar picirica nenhum , porque vive quebrado. Não paga nem pendura de churrascaria. Não esquecendo que ele coleciona outras coordenações, duas delas da Justiça Federal. E foi justamento esse indivíduo que o Vermelho escolheu para ser seu sócio na azedinha que caminha para a falência… Fica veiaco mister RED!

Veja esse trecho da sentença:
“A fraude perpetrada pelos réus constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública, pois violaram os deveres de legalidade e lealdade às instituições, notadamente por fazer tábula do princípio constitucional da moralidade (artigo 37 da Constituição da República). A conduta dos réus vai de encontro ao dever de honestidade imposto àqueles que lidam com a res pública”

O Rogério não paga impostos, (aprendeu com o gatão) nesse caso ele recebeu o dinheiro do serviço, e na sequencia correu e pagou os impostos…) Foi assim o golpe.

Leia a sentença na íntegra da juíza Trícia Cristina Santos da 4ª Vara Cível da comarca

ASENTENCA (2)

E ABAIXO O JUIZ DA 1ª VARA FAZENDÁRIA DETERMINA A PENHORA DE BENS DOS RÉUS, EXECUTANDO A SENTENÇA POSTO QUE O PROCESSO TRANSITOU EM JULGADO. RESTA SABER SE O BONATO TEM BENS…

online (1)

 

 

CCR diz que Gleisi recebeu R$ 3 milhões em caixa 2

Segundo o ex-presidente da empresa, doação foi solicitada pelo marido da petista, Paulo Bernardo

Além de Gleisi, o petista Aloizio Mercadante também recebeu doação via caixa dois da CCR

O ex-presidente da CCR Renato do Valle afirmou em acordo de leniência fechado com o Ministério Público de São Paulo, doou R$ 3 milhões por meio de caixa dois para a então candidata a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual presidente do PT, em 2010. Segundo ele, a doação foi solicitada pelo marido da petista, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento do governo Lula à época do pedido.

Bernardo teria enviado um intermediário para tratar da entrega do dinheiro, o que teria sido feito em parcelas, por conta do alto valor.

Ainda de acordo com a empresa, o então senador Aloizio Mercadante (PT-SP) solicitou R$ 3 milhões no mesmo ano e recebeu R$ 1,7 milhão também via caixa dois.

O acordo de leniência foi fechado ontem, 29. Segundo a Folha de S. Paulo, membros do PSDB, como o ex-governador Geraldo Alckmin e o senador José Serra, também receberam os valores indevidos, além do ministro de Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD).

Alckmin, Serra e Kassab refutam o relato da CCR e dizem que todos os recursos empregados em suas campanhas são legais e foram aprovados pela Justiça eleitoral.

Há pelo menos mais dois tucanos na lista de beneficiados pelo caixa dois da CCR, ainda de acordo com a apuração da Folha. A empresa citou a doação via caixa dois de R$ 1 milhão para o ministro Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) em 2012 e R$ 340 mil para Edson Aparecido entre 2012 e 2013. Atual secretário municipal de Saúde de São Paulo, Aparecido era deputado federal e havia coordenado a campanha de Serra à prefeitura em 2012. Em outubro daquele ano, foi escolhido por Alckmin para chefiar a Casa Civil, a pasta mais importante do governo paulista.

A concessionária contou no acordo que também em 2010 doou R$ 1 milhão para Marta Suplicy, quando ela era candidata ao Senado pelo PT. Eleita, trocou o partido pelo MDB em setembro de 2015.

Morre Cândido Furtado Maia


Cândido Furtado Maia

Faleceu em Curitiba o procurador de Justiça Cândido Furtado Maia (59). O enterro ocorreu nesta quinta (29).
“Doutor Candinho”, como era tratado pelos amigos, foi promotor de Justiça na comarca de Foz do Iguaçu até passar a procurador e despachar no TJ em Curitiba. Cândido deixa um legado formidável em forma de criação literária, com mais de 20 obras publicadas. Foi sem sombra de dúvida um intelectual de alto coturno nos quadros do MP do Paraná. Uma perda para o meio.

Nossas condolências á família enlutada.

 

Veículo com grande quantidade de eletrônicos é retido em desvio no âmbito da Operação Muralha

 

Nesta terça-feira, dia 28, durante abordagens no âmbito da Operação Muralha, servidores da Receita Federal do Brasil, realizaram a apreensão de um veículo carregado com produtos eletrônicos.Por volta das 9h, durante fiscalização de equipes volantes da Direp/Foz em desvios próximos à barreira de fiscalização da Operação Muralha, um veículo com placas de São Paulo – SP foi abordado pelos servidores para vistoria.

O condutor fugiu do local assim que parou o veículo, que estava carregado de eletrônicos, entre eles, moldens, receptores de sinal de TV, Games, etc. Os produtos, contrabandeados do Paraguai, ocupavam todo o interior do veículo, que, inclusive, teve todos os bancos removidos a fim de aumentar sua capacidade de carga, restando apenas o banco do motorista.

O veículo foi escoltado até a Alfândega da Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu e lacrado para posterior verificação minuciosa. Estima-se que o valor total das mercadorias ultrapasse US$ 15 mil dólares.

 

Quadro Negro: Ex-diretor da Secretaria de Educação assina acordo de delação com o MP-PR

Com essa delação do Fanini ás chances do Beto Richa voltar á cadeia são enormes
Quadro Negro: Maurício Fanini assina acordo de delação premiada com o MP-PR

Quadro Negro: Maurício Fanini assina acordo de delação premiada com o MP-PR

O ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná (Seed) Maurício Fanini assinou nesta quinta-feira (29) acordo de delação premiada com o Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele ocupou o cargo no governo Beto Richa (PSDB).

Segundo a promotoria, ele comandou um esquema de corrupção na construção e reforma de escolas estaduais investigado na Operação Quadro Negro, que apura desvios de R$ 20 milhões.

Fanini, que está preso desde setembro de 2017, começou a prestar depoimento nesta quinta-feira para dar detalhes do esquema.

Conforme o MP-PR, a Construtora Valor recebeu quantias milionárias por obras que mal saíram do chão. No total, 15 pessoas – entre diretores e funcionários da Secretaria de Educação – são rés no principal processo da Quadro Negro.

Em junho deste ano, o ex-diretor fez uma proposta de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nessa proposta, ele afirmou que o dinheiro desviado das escolas serviu para abastecer campanhas eleitorais de Beto Richa.

Ele disse que intermediou pagamentos de propina, entre 2002 e 2015, e que o dinheiro serviu também para bancar gastos pessoais do ex-governador – como viagens e a compra de um apartamento para o filho mais velho dele, Marcello Richa.

Fanini contou também que Beto Richa não só sabia de todo o esquema como cobrava o repasse do dinheiro. O esquema, segundo Fanini, envolveu também secretários de estado e assessores próximos ao ex-governador.

Várias pessoas citadas na primeira proposta de delação, com a PGR, perderam o foro privilegiado. Por isso, o acordo foi assinado com o MP-PR. Ele, que é réu em três ações, apresentou provas para validar os depoimentos.

No acordo assinado com o MP-PR, Fanini vai citar dezenas de empresários que, segundo ele, pagaram propina para bancar campanhas eleitorais do ex-governador.

O ex-diretor da Seed também vai falar sobre envolvimento de outras autoridades, como deputados estaduais. Os depoimentos aos promotores devem ir até a próxima semana.

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Surpreendente no caso Pezão é falta de surpresa

Espantosa época a atual. O mais surpreendente na notícia sobre a prisão do governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão, é a ausência de surpresa. Condenado pela sucessão de escândalos a suprimir do seu cotidiano o vocábulo espanto, o brasileiro olhava para o Palácio das Laranjeiras, sede do governo do Rio, não com cara de exclamação, mas de interrogação: por que ainda está solto?

Luiz Fernando Pezão é preso pela PF no Rio de Janeiro

No momento, a oligarquia político-empresarial que Pezão integra está dividida em três grupos: a ala dos presos, o bloco dos que receberam habeas corpus de Gilmar Mendes e a trupe dos que, como Pezão, continuavam protegidos sob a marquise das imunidades de um cargo público.

Considerando-se que a cobertura já havia desabado sobre a cúpula da Assembléia Legislativa do Rio, a prisão de Pezão reduz o grupo da marquise a uns poucos parlamentares estaduais. São mandatos que aguardam na fila como flagrantes esperando para acontecer.

No final do ano passado, quando Michel Temer serviu um refresco fiscal da União para o Estado do Rio, Pezão adicionou à ruína quatro pedras de cinismo. Girando o dedo num copo em que a roubalheira se misturava à desfaçatez, o herdeiro de Sergio Cabral declarou que a corrupção “não é o principal problema do Rio”. Acrescentou: “Isso aí não atinge a nossa administração.”

Especialista na matéria, Pezão tinha razão. Após conviver com o saque que pilhava o Estado havia uma década, tendo sido secretário de obras e vice do presidiário Cabral, Pezão sempre soube que o principal problema do Rio era sua presença na chefia do governo. Confirmam-se agora as convicções do governador. A Procuradoria informa que o assalto não foi interrompido.

Há nove meses, quando decretou intervenção federal na segurança pública do Rio, Temer disse que decidiu agir porque “o crime organizado quase tomou conta do Estado.” Embora considerasse “essa medida extrema”, avaliou que “as circunstâncias exigem”. Prometeu “respostas duras”.

Esse Temer que falou grosso com a bandidagem do Rio, é o mesmo Temer que ostenta a condição de presidente licenciado do MDB —um partido que insiste em mater em seus quadros, entre outros ilustres cidadãos do Rio, Pezão, Cabral e Eduardo Cunha. Pezão apenas integrou-se à categoria dos políticos que se encontram atrás das grades. Contra essa quadrilha de estimação, porém, Temer nunca se animou a destinar uma resposta dura.

Com Josias de Souza.