Justiça determina bloqueio de bens de Beto Richa em ação que pede restituição de R$ 20 milhões

A decisão liminar, de quarta-feira (5), é do juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba; processo apura suspeita de propaganda irregular em 2007 e 2008.

Em nota, a defesa do ex-governador afirma que ‘a questão já foi resolvida na Justiça Eleitoral, inclusive mediante o pagamento de multa’ — Foto: Reprodução/RPC

A Justiça determinou o bloqueio de bens do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) em uma ação civil pública que pede o ressarcimento de R$ 19.895.333,61– em valores atualizados – aos cofres da Prefeitura de Curitiba.

A decisão liminar, de quarta-feira (5), é do juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. O processo apura suspeita de propaganda irregular nos anos de 2007 e 2008, período em que Richa era prefeito da capital.

Em nota, a defesa do ex-governador afima que “a questão já foi resolvida na Justiça Eleitoral, inclusive mediante o pagamento de multa”. O valor da reparação também é questionado. Veja, mais abaixo, a íntegra da nota.

Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os materiais publicitários bancados pelo município tinham a inserção do símbolo capacete brande, em referência ao político – que também é engenheiro -, e dos slogans “Curitiba, a cidade da gente” e “Curitiba melhor pra Você”.

De acordo com o MP-PR, os materiais de 2007 e 2008 tinham, por exemplo, a inserção do símbolo capacete branco, em referência à Richa, que é engenheiro civil, e dos slogans “Curitiba, cidade da gente” e “Curitiba melhor pra Você”.

O juiz, na decisão que determinou o bloqueio de bens, afirma que a semelhança entre “Curitiba, cidade da gente” e a expressão usada na campanha eleitoral “Prefeito da gente” indicam que houve tentativa de identificação pessoal.

“Pela narrativa, vê-se, ao menos nesse momento preliminar, que a publicidade municipal, tal como exposta, utilizou slogan divulgado na campanha eleitoral do réu, o que acabou por promovê-lo pessoalmente às custas do erário”, diz o magistrado.

Na ação, o MP-PR explica que como Richa deixou o cargo de prefeito em 30 de março de 2010, ao renunciar para se candidatar ao governo, os atos de improbidade administrativa supostamente cometidos por ele prescreveram. A reparação de danos, no entanto, não prescreve.

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