Deuses, não. Abusadores de mulheres

João de Deus, e o médico Roger Abdelmassih, no que pese estar condenado a 287 anos, segue em prisão domiciliar em sua mansão em São Paulo. Até mordomo tem. Um mimo do STF

Denunciado por assédio sexual e estupros de centenas de pacientes espirituais, João de Deus segue a trilha perversa de Roger Abdelmassih e vê sua reputação aniquilada do dia para a noite

PEDRO LADEIRA / AFP

O médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, vinha exercendo tranquilamente seus supostos poderes paranormais em Abadiânia, Goiás, há 44 anos. Graças à sua fama, o lugar virou um dos principais pólos de peregrinação espiritual do mundo. Chamada de centro de medicina da alma, a Casa de Dom Inácio de Loyola atraia pelo menos dez mil pessoas para a cidade todos os meses, boa parte estrangeiros, e parecia um lugar abençoado, repleto de entidades mágicas onde as pessoas procuravam e encontravam algum tipo de cura e paz de espírito. Pura ilusão. Mostrou-se agora que o lar de João de Deus era também um templo da perdição. Uma sala privativa localizada na saída do espaço de atendimento coletivo funcionava como o covil de um assediador em série.

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