Contador da família Richa se torna réu por organização criminosa e corrupção passiva em processo da Lava Jato

Pupo foi preso no dia 25 de janeiro em um desdobramento da Operação Integração; procuradores do MPF afirmam que ele atuava a mando de Beto Richa e em nome dele.


O juiz Paulo Sérgio Ribeiro aceitou a denúncia contra o contador da família do ex-governador do Paraná, Dirceu Pupo, pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva em um 
processo da Lava Jato. Com isso, Pupo passa a ser réu no processo.

O Ministério Público do Paraná (MPF) também denunciou o primo de Beto Richa Luiz Abi Antoun pelos mesmos crimes. No entanto, a denúncia foi apresentada separadamente porque ele está fora do país. Até a publicação da reportagem, não havia decisão sobre a denúncia relacionada a Abi.

Dirceu Pupo e Abi Antoun são apontados pelos procuradores como operadores financeiros no esquema que envolvia crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

Ainda conforme o MPF, Beto Richa se beneficiou com pelo menos R$ 2,7 milhões em propinas pagas em espécie pelas concessionárias de pedágio do Paraná e por outras empresas que mantinham interesses em atos do governo.

 Beto Richa se beneficiou com pelo menos R$ 2,7 milhões em propinas pagas em espécie pelas concessionárias de pedágio do Paraná, segundo o MPF — Foto: J.F.Diorio/Estadão Conteúdo

Beto Richa se beneficiou com pelo menos R$ 2,7 milhões em propinas pagas em espécie pelas concessionárias de pedágio do Paraná, segundo o MPF — Foto: J.F.Diorio/Estadão Conteúdo

Pupo foi preso no dia 25 de janeiro, na deflagração da 58ª fase da Lava Jato, um desdobramento da Operação Integração. No dia 2 de fevereiro, a Justiça negou um pedido de revogação da prisão dele. Dirceu está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

A denúncia contra Pupo diz que os atos criminosos ocorreram entre 2011 e 2018 , de forma contínua e sistêmica, 42 vezes em reuniões presenciais ocorridas no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

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