Seriam 21 mil demitidos. Foram apenas 159

Governo promove mais marketing do que ações efetivas. Anunciou um brutal corte de cargos, mas ficou mesmo na promessa – não houve economia alguma

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O VIRTUAL E O PALPÁVEL No Twitter, o governo é bem ativo, mas no mundo real as realizações, muitas vezes, não são efetivas (Crédito: Divulgação)

O governo Jair Bolsonaro está próximo de chegar aos primeiros cem dias sob o risco do vexame de não ter nada de efetivamente concreto a apresentar. Notabilizado somente pela frequência com que se mostra nas redes sociais, sem fatos concretos, Bolsonaro gaba-se de ações que, na prática, significam muito pouco. Meros lances de marketing que não representam a efetividade alardeada. Um bom exemplo disso foi o anúncio de cortes de cargos comissionados, que representariam, segundo a promessa do presidente, uma grande economia aos cofres públicos. Na realidade, porém, não houve corte de cargos e nem economia.

Na segunda-feira 18, Bolsonaro utilizou sua principal ferramenta de diálogo com a população, o twitter, para exaltar um decreto que determinava a extinção de 21 mil cargos comissionados. “Na campanha, firmei o compromisso de enxugar a máquina pública e torná-la eficiente. Assinei decreto que extingue 21.000 cargos comissionados da esfera federal. Economia de quase R$ 195 milhões de dinheiro público e ainda há muito o que fazer! Estamos cumprindo nossa missão!”, exaltou o presidente.

Lendo apenas o twitte presidencial, a primeira coisa que o cidadão comum imagina é que o governo fez uma verdadeira faxina no amplo hall de comissionados e indicações políticas por toda a Esplanada dos Ministérios. Mas essa está longe de ser a realidade. Na verdade, o decreto determinou principalmente a extinção das funções gratificadas, e não de cargos comissionados de livre provimento, os chamados DAS. O governo só extinguiu de fato 159 cargos. Mas estes não estavam sequer ocupados. Ou seja: na maior parte dos casos, o governo apenas extinguiu cargos de comando e chefia que poderiam ser preenchidos por servidores concursados, o que lhes garantiria um adicional pela função. Na prática, ninguém foi demitido.

A única coisa que o decreto fez foi determinar a extinção definitiva de cargos que já não estavam ocupados.

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