Arquivo mensais:março 2019

Seriam 21 mil demitidos. Foram apenas 159

Governo promove mais marketing do que ações efetivas. Anunciou um brutal corte de cargos, mas ficou mesmo na promessa – não houve economia alguma

Isto É

Crédito: Divulgação

O VIRTUAL E O PALPÁVEL No Twitter, o governo é bem ativo, mas no mundo real as realizações, muitas vezes, não são efetivas (Crédito: Divulgação)

O governo Jair Bolsonaro está próximo de chegar aos primeiros cem dias sob o risco do vexame de não ter nada de efetivamente concreto a apresentar. Notabilizado somente pela frequência com que se mostra nas redes sociais, sem fatos concretos, Bolsonaro gaba-se de ações que, na prática, significam muito pouco. Meros lances de marketing que não representam a efetividade alardeada. Um bom exemplo disso foi o anúncio de cortes de cargos comissionados, que representariam, segundo a promessa do presidente, uma grande economia aos cofres públicos. Na realidade, porém, não houve corte de cargos e nem economia.

Na segunda-feira 18, Bolsonaro utilizou sua principal ferramenta de diálogo com a população, o twitter, para exaltar um decreto que determinava a extinção de 21 mil cargos comissionados. “Na campanha, firmei o compromisso de enxugar a máquina pública e torná-la eficiente. Assinei decreto que extingue 21.000 cargos comissionados da esfera federal. Economia de quase R$ 195 milhões de dinheiro público e ainda há muito o que fazer! Estamos cumprindo nossa missão!”, exaltou o presidente.

Lendo apenas o twitte presidencial, a primeira coisa que o cidadão comum imagina é que o governo fez uma verdadeira faxina no amplo hall de comissionados e indicações políticas por toda a Esplanada dos Ministérios. Mas essa está longe de ser a realidade. Na verdade, o decreto determinou principalmente a extinção das funções gratificadas, e não de cargos comissionados de livre provimento, os chamados DAS. O governo só extinguiu de fato 159 cargos. Mas estes não estavam sequer ocupados. Ou seja: na maior parte dos casos, o governo apenas extinguiu cargos de comando e chefia que poderiam ser preenchidos por servidores concursados, o que lhes garantiria um adicional pela função. Na prática, ninguém foi demitido.

A única coisa que o decreto fez foi determinar a extinção definitiva de cargos que já não estavam ocupados.

Leia mais 

 

Barbara Gancia narra sua história com o alcoolismo em ‘A Saideira’

Acabei de ler, gostei, e vou recomentar.

Você que costuma “lavar o peritônio”, com uma geladinha todo dia, deveria ler esse livro… v

Vamos ao livro da Gancia (ex-alcoolista) coisa raríssima.

Segundo a jornalista, livro mostra a alcoólatras que existe vida sem a bebida. ‘Não parei de beber antes porque achava que minha vida seria baixo-astral. Descobri que não: dá para ser mais feliz’

Eduardo Knapp/divulgação
“Ainda é difícil, porque sempre voltam momentos ruins do passado” (foto: Eduardo Knapp/divulgação)

“Está mais do que na hora de falar sobre o alcoolismo no Brasil”, diz a jornalista Barbara Gancia. Ela narra sua história com a doença nas páginas de A saideira – Uma dose de esperança depois de anos lutando contra a dependência, lançado pela Editora Planeta. O livro perpassa aos 30 anos em que a autora viveu a compulsão, com direito a relatos de situações degradantes, além do processo de tratamento e os últimos 11 anos em que se mantém sóbria.

Ainda quando integrava o sofá do programa Saia justa, no canal GNT, Barbara percebeu que famosos brasileiros não compartilham suas experiências de dependência em drogas. O tema, afinal, ainda é um tabu. “Minha mãe e meu pai já morreram, então não há ninguém que possa se magoar com meus relatos”, afirma.

No livro, ela relembra momentos polêmicos de sua carreira motivados pelo consumo de álcool, como o episódio com o político Mário Covas, em que enfiou uma caneta no ouvido do então prefeito de São Paulo, durante apuração de desfile de escolas de samba de Carnaval. A publicação também reúne passagens peculiares com personalidades como Ayrton Senna, Clodovil e o ex-Beatle George Harrison.

Em passagens domésticas, perdeu a visão do olho direito e já acordou sobre uma poça de sangue, com um corte na cabeça, sem se lembrar o que havia acontecido. “Sempre bebi de forma espalhafatosa. Um dia, Ruy Castro (jornalista e biógrafo, que assina o texto da quarta capa de A saideira) me armou uma cilada, me levando a uma clínica com ele. Foi quando me dei conta de que tinha um problema e quis fazer algo a respeito”, conta Barbara. Leia o livro.

A SAIDEIRA

. De Barbara Gancia
. Editora Planeta
. 280 páginas
. R$ 49,90

 

Partido Progressista na mira de alça do Bolsonaro

O MAL DA GENERALIZAÇÃO 

Da coluna Radar de VEJA da semana.

Quando disse que o Congresso insiste na velha política, Bolsonaro referia-se ao PP, de Ciro Nogueira. Nas conversas com interlocutores do presidente, o partido não tem a menor vergonha de falar em postos que disponham de recursos

Quadro grave

A proposta: alem de efetuar a tal Lava Jato da Educação, o governo está fazendo uma devassa  na Saúde, antes administrada pelo PP. Os casos são escabrosos.

PITACO: A saúde foi gerida pelo PP na pessoa do então ministro Ricardo Barros ( o leitão vesgo), no governo Dilma Roussef. Portanto, que ponha as barbas de molho…

BONATO COSPE NO PRATO QUE COMEU

A foto acima mostra notinha publicada no bico do corvo da Gazeta neste final de semana atacando o Ermínio Gatti

Durante mais de duas décadas, Rogério Bonato incensou o empresário Ermínio Gatti na fronteira. Até os cachorros de rua sabem disso. O “puxa saquismo” chegou á ponto de em 2009 Rogério escrever o livro (Gato Preto, Gato Branco – O Retrato de um amigo) que foi comemorado com lauda feijoada no hotel Carimã. Esse mesmo hotel onde Bonato frequentava com frequência para encher a pança proeminente. Até um dos capítulos da papagaiada denominada festival de humor aconteceu no hotel Carimã. Ermínio e Bonato sempre foram unha e carne, a ponto de, no final dos anos 90, Ermínio ter comprado as cotas do Bento Vidal e Mário Boff na Gazeta e chamou quem para dirigir o jornal? Bingo! Rogério Bonato. Que não passava de um colunista meia boca do jornaleco. E lá ficou o Bonato dirigindo o jornal a ponto de chamá-lo de “os olhos da fronteira” e que valeria 10 milhões de dólares (ufânico esse individuo chegado numa mentira…). E o que aconteceu depois de mais de uma década de o Bonato dirigir o jornal? Quebrou!
Hoje o Bonato, subestimando a inteligência alheia, escreve que quem quebrou o jornal foi o Rosalvo Tavares um aventureiro de Cascavel que pousou na fronteira e arrendou o jornal por dois anos. Saiu por decisão judicial. Ermínio teve novamente a posse do jornal. E quem seguiu dirigindo o jornal? Ele, o Bonato! Para facilitar as coisas entendeu de colocar seu filho Fabinho, o little orange, como diretor. O resto vocês sabem, o jornal fechou ás portas, deixando um caminhão de passivo descoberto. Só de ações trabalhistas são mais de 40. E o que fez o Bonato? Abriu outro duas quadras acima (com o nome Gazeta Dário) e colocou no nome de seu filho. E como as coisas continuaram pretas, decidiu celebrar parceria com o deputado Vermelho, onde passou a constar no expediente o nome do filho do mesmo chamado Matheus, o “little red”, na condição de diretor adjunto. Portanto, “little orange e little red” são os donos do jornal que continua padecendo de claudicação intermitente. Para continuarem a usar a impressora do jornal e usar o nome Gazeta, fez-se contrato em que ele deveria pagar certa importância mensal. Pagou? Não! Ação  judicial (que vai despenar o corvo) toma forma no fórum de Justiça. Questão de dias o deputado Vermelho terá que enfiar a mão no bolso para bancar essa conta, mesmo porque o Bonato segue quebradíssimo. O filho que cumpre pena por embriagues ao volante segue na mesma vertente.  Rememorando: Bonato coleciona três condenações por improbidades administrativas, com direitos políticos suspensos por muito e muitos anos. Não pode votar, e nem ser votado (caso o vereador Márcio Rosa entre numas de lançá-lo candidato a qualquer coisa). Acabou para o Bonato que completou 60 anos com esse currículo invejável. Lembrando que tudo que esse indivíduo inventou na vida, deu errado. Cinco restaurantes, agencia de publicidade, artista plástico (a Justiça eleitoral confiscou todos os quadros), fez um filme que foi um fracasso retumbante (tadinho do Mário Du Trevor, o artista principal, deve ter morrido de desgosto…). Tudo que o Bonato dirigiu desandou, porque teria sido diferente com a Gazeta?

Resumindo: Bonato cospe no prato que comeu. É um ingrato. Esqueceu tudo que o Gatti fez por ele em mais de duas décadas.
E como ele deu para atacar o amigo nos últimos tempos, pergunta-se:

Bonato mentiu no livro, ou está mentindo agora?

 

Lava Jato denuncia Temer por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

Temer e Moreira são alvo da Operação Descontaminação – desdobramento da Lava Jato. Ele foi preso no dia 21 quando saía de casa em São Paulo.

Igo Estrela/Metrópoles

O Ministério Público Federal, no Rio, denunciou criminalmente o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) e outros investigados por supostos desvios milionários nas obras da usina nuclear de Angra 3. Temer e Moreira são alvo da Operação Descontaminação – desdobramento da Lava Jato.

A Procuradoria da República apresentou duas acusações formais contra Michel Temer. Uma por corrupção e lavagem de dinheiro e outra por peculato e lavagem de dinheiro.

Temer foi preso no dia 21 quando saía de casa em São Paulo. O ex-presidente passou quatro dias recolhido na Superintendência da Polícia Federal do Rio em uma sala de 46m². Na segunda, 25, o desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) mandou soltar o emedebista e outros sete alvos da Descontaminação.

Nesta quinta, 28, Temer tornou-se réu em ação criminal pela primeira vez por decisão da 15ª Vara Federal de Brasília. Neste caso, o ex-presidente é acusado por corrupção por causa da mala de R$ 500 mil.