Em tempos de hackers um escrevinhador dá o seu pitaco

Quando Eliot Ness precisou “cercar” Al Capone, não buscou ajuda em um convento. Ao contrário, recorreu aos maiores “desajustados” que Chicago podia oferecer.
Quando o Nazismo começou a se espalhar pela Europa, o problema não foi resolvido com jantares e apertos de mão. Iniciaram uma guerra e mataram os nazistas.
Quando o gado começou a ser dizimado por lobos e pumas, ninguém tentou ensinar as ovelhas a correrem mais rápido. Criaram cães tão fortes e violentos quanto os predadores e os usaram para combate-los.

Na vida real, é assim que o mundo funciona.
Os heróis não estão por aí, montados em seus cavalos brancos, ou voando com a cueca por cima da calça. Heróis têm sangue nas mãos. Na maioria das vezes, são psicopatas que, por ironia do destino, acabaram do lado “certo”. Ou alguém acha que um policial que sobe a favela, com armamento inferior ao do inimigo, para defender uma sociedade que o odeia, por um salário de fome, tem todos os parafusos bem apertados?
Os “normais” não mudam o mundo!

Utopia é muito bonita, nos contos de fada e no imaginário popular. A ilusão do “homem bom”, a “santificação dos heróis”.
O próprio Cristianismo, inclusive, só “dominou” o ocidente, com suas “mensagens de amor”, quando o imperador se converteu e tonou-o a religião oficial do Império Romano, que detinha o poder e as armas.

Lula não é um simples político, o PT passa longe de ser apenas um partido e a corrupção não é um mero crime de desvio de dinheiro.
O esquema Lulo-Petista incluía estreitas relações com ditadores genocidas, laços de amizade com facções criminosas e roubo descarado do orçamento de áreas com importância vital, como a saúde.
Assim como Escobar, porém, o “cartel” petista soube aliciar determinados grupos sociais, que por alguns (ou muitos) benefícios, dedicam-lhe inteira fidelidade.

JAMAIS pararíamos uma máquina tão poderosa e cruel com sorrisos e boas intenções. Estamos falando de pessoas que mentem, trapaceiam, roubam, coagem e até matam.
A genialidade de Moro de Dallagnol não tem nada a ver com serem santos, mas com terem vencido os “donos da banca”, no jogo deles.

É DEVER de cada brasileiro de bem, que torce por um pais melhor, abandonar a hipocrisia, encarar a realidade e apoiar aqueles que lutam ao nosso lado.
NEUTRALIDADE É OMISSÃO E OMISSÃO É COVARDIA.
Quem quiser um herói “limpinho”, que vá ler Rapunzel.

“Os que vencem, não importa como vençam, nunca conquistam a desonra.”
(MAQUIAVEL, Nicolau).

Felipe Fiamenghi – 11/06/2016

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