Arquivo mensais:junho 2019

A pergunta que não quer calar, aos senhores senadores, pergunto:

Por quê convocar o Ministro Sérgio Moro para falar sobre um vazamento ilegal, se vocês não convocaram o Ministro Gilmar Mendes, quando vazou a gravação das conversas estranhas dele com o ex-senador Aécio Neves e dele com o ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, ambos investigados?

PGR recorre de decisão de Gilmar Mendes que enviou inquérito sobre Aécio à Justiça Eleitoral de MG

Raquel Dodge defende que caso seja enviado à Justiça federal porque não haveria indícios de crime eleitoral. Inquérito apura pagamento de propina a Aécio pela construtora Odebrecht.

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Ratinho e SBT terão de pagar R$ 200 mil a dois padres de Astorga por reportagem falsa de 1999

Foto: Divulgação/SBT
Foto: Divulgação/SBT

O SBT e o apresentador Ratinho, Carlos Massa, terão de indenizar dois padres por danos morais por uma reportagem veiculada em 1999.

Tanto a emissora quando Ratinho terão de pagar R$ 200 mil (corrigidos) a dois padres da cidade de Astorga, no Paraná, segundo decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A reportagem falava que uma moradora da cidade havia deixado o marido para viver com o padre que celebrou seu casamento, mas a notícia era falsa. Além disso, as imagens mostraram um outro padre da mesma cidade. Os dois, então, processaram o programa.

A decisão levou em conta “a imprudência dos apelantes ao transmitir ao vivo matéria ofensiva à honra dos apelados, o sofrimento ocasionado às vítimas e a repercussão em cadeia nacional de televisão, em horário nobre”, escreveu o ministro. O caso ficou ainda mais grave por envolver padres acusados de infringir o celibato, informou o documento.
PITACO: O processo demorou 20 anos para transitar em julgado. Barbaridade!

TJ-PR troca juiz de processos contra Beto Richa

TJ-PR troca juiz em que Beto Richa é réu

Uma portaria assinada pelo presidente do TJ, desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, no dia 7 de junho, altera os juízes de três subseções criminais.
Entre as mudanças, o juiz substituto Fernando Bardelli Silva Fischer deixa a 9ª e a 13ª Vara Criminal de Curitiba, onde correm as ações das operações Quadro Negro e Rádio Patrulha, respectivamente.
Na Quadro Negro, que investiga desvios no contrato de licitação de obras em escolas públicas, Beto Richa é acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva obstrução de justiça, organização criminosa e prorrogação e vantagem indevida em…

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Jaqueline e Weslliane Roriz são condenadas por lavagem de dinheiro

Além delas, irmãos Cotoparsi e o ex-presidente do BRB Tarcisio Franklin também foram sentenciados à prisão no caso do edifício Monet

Diogo Xavier/Câmara dos Deputados

A ex-deputada federal Jaqueline Roriz e a irmã mais velha dela, Weslliane Roriz, foram condenadas a três anos de prisão, em regime aberto, pelo crime de lavagem de dinheiro e ao pagamento de multa no caso do edifício Monet, em Águas Claras. O episódio foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que acusava o ex-governador Joaquim Roriz de interferir na liberação de empréstimo de quase R$ 7 milhões do Banco de Brasília (BRB) aos irmãos Roberto e Renato Cortopassi para a construção do prédio residencial.

Segundo os promotores que atuaram no caso, o clã teria distribuído 12 apartamentos entre os familiares. A sentença é da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal. Inicialmente acusados, Roriz e a caçula, a ex-deputada distrital Liliane Roriz, não foram condenados na ação.

O processo criminal contra o ex-governador foi extinto em fevereiro de 2018, quando o juiz-substituto da 2ª Vara Criminal de Brasília, André Ferreira de Brito, homologou o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) que atestou a insanidade mental do político. O político morreu em setembro do ano passado. Liliane também foi inocentada da ação penal pelo colegiado em janeiro.

NOVO NOME PARA O BNDES

O economista Gustavo Montezano é o novo presidente do BNDES.

 

Três ex-dirigentes da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu são denunciadas por desvio de dinheiro na Fartal de 2016

Rosli de Souza da Rocha, a “Arinha”, que presidiu a Fundação Cultural em 2016 acaba de ser denunciada pelo MP por sumiço de dinheiro público. Vai responder no cível e no criminal.

Na Fartal de 2016 cobrou-se R$ 3,00 para adentrar ao local.
No total foram arrecadados R$ 90.000,00 (noventa mil). No final da festa as contas não batiam. Faltavam R$ 24,1 mil do total arrecadado. O dim-dim sumiu!
O MP abriu procedimento para investigar. Ouviu as partes. E agora passados três anos protocolou á denuncia. Foram denunciadas por apropriação de bem público a auxiliar contábil, Délia Gonçalves, a ex-diretora da Fundação Cultural, Rosli de Souza da Rocha, a Arinha, e a ex-diretora financeira Marcia Elisa Capoani. Uma senhora bronca. 

A RPC pautou o assunto que você confere AQUI

Após bronca de Bolsonaro, Joaquim Levy pede demissão do BNDES

(Foto: Agência Brasil/AFP)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, pediu demissão do cargo após receber uma crítica pública do presidente Jair Bolsonaro. O jornal O Globo, na sua versão digital, confirmou neste domingo (16) o pedido de demissão.

“Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceite. Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas. Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade”, afirmou Levy ao ministro, segundo O Globo.

No sábado (15),  Bolsonaro deu uma bronca em Levy e ameaçou demiti-lo caso ele não suspendesse a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto do cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento.

“Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy”, disse o presidente. “Falei para ele: ‘Levy demite esse cara na segunda (amanhã) ou eu demito você Levy sem passar pelo Guedes (ministro da Economia)’”, afirmou o presidente.

Bolsonaro deu a declaração ao sair do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência, em direção à base militar, de onde parte para Santa Maria (RS).”Governo tem que ser assim: quando coloca gente suspeita em cargos importantes e essa pessoa, como Levy, já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e que ele conhece a meu respeito, ele (Levy) está com a cabeça a prêmio há algum tempo”, continuou o presidente.

Ao ser indagado por uma jornalista se estava demitindo publicamente o presidente do BNDES, Bolsonaro negou. “Você tem problema de audição?”, questionou.

Na noite de sábado, Barbosa Pinto entregou uma carta de renúncia ao cargo. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca, na presidência do BNDES, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao “G1”, Guedes destacou ainda que é natural Bolsonaro se sentir “agredido”.

Com laços com o PT, Marcos Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES. Fiocca era um dos principais nomes da gestão de Guido Mantega. Ele  é bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, mestre em Direito pela Universidade de Yale (EUA) e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo.

Levado por Guedes para a presidência do BNDES durante a atual gestão, Levy foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT)  entre 1º de janeiro e 18 de dezembro de 2015, primeiro ano do segundo mandato da petista.

Na última semana, Bolsonaro afirmou que vai demitir o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, por ele ter se comportado como “sindicalista”.  Desagradou o presidente o fato de o general ter tirado foto com parlamentares de esquerda e de ter dito que não haverá privatização dos Correios.

 

Paulo Angeli assina ficha no PSC do deputado Paulo Martins

Com mais uma edição do Festival de Turismo que se encaminha para se tornar o maior do gênero no planeta (remember o festival do mitômano…) o deputado federal Paulo Martins, presidente do PSC no Paraná, aproveitou a deixa para filiar o Paulo “língua plesa” Angeli aos quadros do partido. Um gaiato tratou logo de dizer que Paulo Angeli deverá presidir a sigla no município.
Lembrando que dito cujo foi presidente do PROS do Cazuza (de triste memória), que se encontra preso cumprindo pena de 30 anos. 
Cazuza e Paulo Angeli sempre foram unha e carne. Se entendiam só pelo olhar. Será que o Paulo Martins sabe disso? 

Portanto temos aí mais uma articulação politica. Não se surpreendam se o Angeli se lançar candidato a sucessão do prefeito Chico Brasileiro (PSD). Aqui na terrinha aonde o rabo abana o cachorro tudo pode acontecer.

Em tempo: O PSC pode ser considerado um partido nanico. Conta com um senador, oito deputados federais, e três deputados estaduais.

Desinformação e má-fé

Editorial, Estadão

Entre os diferentes argumentos que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, têm invocado para justificar a escalada de críticas que dirigem às universidades públicas, especialmente no que se refere ao seu sistema de financiamento, duas merecem destaque. A primeira crítica é no sentido de que as instituições beneficiadas pela autonomia financeira não conseguem usar essa prerrogativa para administrá-las de modo responsável e competente. A segunda critica é que elas não estariam produzindo pesquisas científicas.

Os fatos, no entanto, mostram a improcedência dessas duas críticas, que primam mais por seu caráter político e ideológico do que por estarem fundamentadas em dados estatísticos. Nesse sentido, basta ver relatórios publicados por órgãos públicos e análises elaboradas com base em dados oficiais por entidades da área de ensino e pesquisa, sobre cuja veracidade não pairam dúvidas.

O caso mais ilustrativo é o da Universidade de São Paulo (USP). Desde 1989, quando passou a gozar de autonomia administrativa e financeira, juntamente com a Unicamp e a Unesp, seus indicadores de produtividade apresentaram ganhos significativos. Segundo o último número da revista Pesquisa, editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, entre 1989 e 2017, o número de funcionários da USP caiu de 35.167 para 27.593 – uma queda de 22%. O número de professores também diminuiu. Passou de 11.065 para 10.914 – uma diminuição de 1,4%.

No mesmo período, o número de alunos matriculados nos cursos de graduação da USP pulou de 57.055 para 118.920 – um aumento de 108%. Na pós-graduação a elevação foi ainda maior: passou de 23.270 para 69.533 – uma variação positiva de 199%. Por fim, o número de mestres formados passou de 1.571 em 1989 para 6.311 em 2017 – um aumento de 302%. E o número de doutores pulou de 767 para 5.302 – ou seja, cresceu 591%. Os indicadores de produtividade da Unicamp são tão expressivos quanto os da USP.

Esses dados comprovam que nem o presidente da República nem o ministro da Educação sabem do que falam quando criticam a autonomia universitária. O mesmo pode ser dito com relação à produção de pesquisas científicas.

Ao contrário da afirmação de ambos, de que as universidades públicas seriam improdutivas, das 50 instituições que mais publicaram trabalhos científicos no Brasil nos últimos cinco anos, 36 são universidades federais, 7 são universidades estaduais e apenas uma é particular. As cinco instituições restantes – Embrapa, Fiocruz, Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – também são públicas. Só na USP, o número de publicações científicas passou de 1.064 para 17.175, entre 1989 e 2017 – um crescimento de 1.514%. Juntas, a USP, a Unicamp e a Unesp produziram 80 mil trabalhos científicos nos últimos cinco anos, sendo seguidas no ranking pela UFRJ, UFRGS, UFMG, Unifesp, UFPR e UFSC.

Divulgadas pelo Jornal da USP no final de abril, todas essas informações são da base Web of Science e foram compiladas pela Clarivate Analytics, empresa especializada em pesquisas acadêmicas e registro de patentes. Com base nos Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação de 2018, divulgados pelo Ministério ds Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a mesma reportagem também revela que mais de 80% dos pesquisadores do País estão nas universidades e que mais de 8,5 mil pós-doutorandos se dedicam exclusivamente à pesquisa científica.

Evidentemente, o financiamento do ensino superior público é caro e os recursos são escassos. Mas isso não permite que o presidente da República e o ministro da Educação acusem as universidades públicas de serem improdutivas e desqualifiquem a importância da autonomia universitária. Acusações como essas, que são desmentidas pelos fatos, não revelam só desinformação. Revelam, igualmente, má-fé.