Arquivo mensais:julho 2019

Espiral de infâmias

Em declarações, Bolsonaro escancara leviandade e inclinação autoritária

O presidente Jair Bolsonaro, durante cerimônia no Palácio do Planalto – Pedro Ladeira/Folhapress

Se no início de mandato declarações e medidas estapafúrdias ainda podiam, com boa vontade, ser vistas como tentativa de satisfazer o eleitorado mais fiel e ideológico, o que se verifica agora é um padrão de atitudes que ofendem o Estado de Direito, reforçam preconceitos e aprofundam as divisões políticas.

Além de expor o despreparo do chefe do Executivo para desempenhar suas funções num quadro de coexistência com as diferenças, a insistência na agressão e na boçalidade revela uma personalidade sombria que parece se reconhecer, com júbilo, nas trevas dos porões da ditadura militar.

As insinuações sórdidas acerca do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz —morto, segundo as investigações, sob a guarda do poder autoritário—, são um exemplo da pequenez e da leviandade a que pode chegar o presidente.

Não espanta, aliás, que tenha classificado como “balela” documentos oficiais sobre abusos cometidos pelo regime. Já eram, afinal, conhecidos seus elogios ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, bem como suas simpatias pelas violações praticadas no submundo dos órgãos de repressão.

Enganou-se, infelizmente, quem esperou que a condição de presidente da República levaria o ex-deputado nanico a moderar o discurso e buscar alguma conciliação.

Pelo contrário, são os traços intolerantes e obscurantistas do mandatário que saltam aos olhos nos ataques e afirmações falsas dirigidos aos jornalistas Miriam Leitão e Glenn Greenwald, nas imposturas acerca do desmatamento da Amazônia, nas ameaças de censura ao cinema, no tratamento injurioso aos nordestinos e no desdém pelo massacre de presos no Pará.

Talvez transtornado com as críticas à indicação vexatória de um filho à embaixada em Washington, ou com as investigações que envolvem outro, Bolsonaro aprofunda a estratégia populista e acentua a retórica de confrontação.

Com índices de aprovação aquém dos obtidos por seus antecessores em igual período do mandato, o presidente desperta crescente apreensão quanto a seu desempenho nos anos vindouros.

Para alguns analistas, os destemperos verbais já começam a fornecer munição para um eventual enquadramento em crime de responsabilidade, por procedimentos incompatíveis com a dignidade, a honra e o decoro do cargo.

Não se vê nenhum movimento nesse sentido, e a perspectiva de reforma da Previdência dá fôlego ao governo. Entretanto a recente espiral de infâmias não poderá se perpetuar sem consequências.

Homem é preso suspeito de usar prótese para esconder droga sintética

O homem disse ainda que os pacotes com a droga em pó foram atados às pernas dele por uma mulher, que não disse que tipo de entorpecente ele estava levando — Foto: PRF/Divulgação

O homem disse ainda que os pacotes com a droga em pó foram atados às pernas dele por uma mulher, que não disse que tipo de entorpecente ele estava levando — Foto: PRF/Divulgação

Um homem de 56 anos foi preso suspeito de usar uma prótese mecânica para esconder 2,5 kg de um tipo de droga sintética nas pernas.

O flagrante foi feito na tarde desta quarta-feira (31) no posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Terezinha de Itaipu, no oeste do Paraná.

Segundo os policiais, o suspeito estava em um ônibus que seguia de Foz do Iguaçu para Londrina, no norte do estado, e levaria a encomenda para o Rio de Janeiro, onde mora.

O homem disse ainda que os pacotes com a droga em pó foram atados às pernas dele por uma mulher, que não disse que tipo de entorpecente ele estava levando.

O suspeito foi levado para a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu e deve responder pelo crime de tráfico de drogas.

Determinada devolução de R$ 2,7 milhões pagos por obra de escola em Rio Negro

O Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) julgou parcialmente procedente Tomada de Contas Extraordinária instaurada para apurar a irregularidade nos pagamentos por obras no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Professor Lysímaco Ferreira da Costa, localizado no Município de Rio Negro (Região Sul).

Devido à decisão, Ângelo Antônio Ferreira Dias Menezes, um dos engenheiros responsáveis pela fiscalização das obras; Evandro Machado, engenheiro civil e então coordenador de Fiscalização da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), ligada à Secretaria de Estado da Educação; Maurício Jandoí Fanini Antônio, diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Sude à época dos fatos; a empresa Valor Construtora e Serviços Ambientais; os representantes da construtora, Eduardo Lopes de Souza, Tatiane de Souza e Vanessa Domingues de Oliveira; e Viviane Lopes de Souza Lima, responsável técnica da obra pela empresa contratada, foram sancionados à devolução solidária de R$ 2.725.900,35, referentes a pagamentos adiantados pela execução da obra.

 

PF prende Dario Messer, o ‘doleiro dos doleiros’

Foragido desde maio de 2018, ele foi preso por volta das 16h40 nos Jardins, em São Paulo, nesta quarta-feira, 31

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira, 31, Dario Messer, conhecido como o “doleiro dos doleiros”. A prisão ocorreu por volta das 16h40, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Dario Messer estava foragido desde maio de 2018, quando foi decretada sua prisão.

Nos últimos dias, a inteligência da PF passou a rastrear um endereço em São Paulo que poderia ser utilizado como bunker do esquema do doleiro, como informa a coluna Radar. Com o monitoramento concluído, o juiz federal Marcelo Bretas expediu mandados de busca e apreensão para o local.

No último dia 9, a força-tarefa da Operação Lava Jato prendeu o operador Mário Libman, ligado a Messer, em um desdobramento da Operação “câmbio, desligo”. Os investigadores suspeitam que o operador e seu filho, Rafael Libman, lavaram dinheiro em benefício de Messer. Somente Rafael tem 18 apartamentos de luxo, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

À época, Bretas apontou, na decisão que autorizou a medida cautelar, que a filha de Dario Messer, Denise, era casada com Rafael Libman. De acordo com as investigações, Mário Libman recebeu aportes no valor de mais de 31,8 milhões de reais, entre 2011 e 2016, provenientes das contas Matriz e Cagarras.

A “câmbio, desligo” foi deflagrada em 3 de maio de 2018 contra um esquema de movimentação de recursos ilícitos no Brasil e no exterior por meio de operações dólar-cabo, entregas de dinheiro em espécie, pagamentos de boletos e compra e venda de cheques de comércio. A delação dos doleiros Vinícius Vieira Barreto Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, resultou na operação. A ação tinha como principal alvo Dario Messer, apontado como controlador de um banco em Antígua e Barbuda. Ele era citado pelas delações de Juca e Tony.

PITACO: Será que tem bacana em Foz do Iguaçu que vai perder o sono?

Núcleo de Londrina do Gaeco e Polícia Militar realizam operação em 41 cidades contra facção criminosa que atua em presídios paranaenses

Operação Sicário

O Ministério Público do Paraná e a Polícia Militar do Paraná deflagraram nesta quarta-feira, 31 de julho, a Operação Sicário, voltada a coibir organização criminosa que atua em diversos estados, notadamente no Norte paranaense, a partir de presídios. Estão sendo cumpridos mandados em 40 cidades paranaenses, a maioria em Londrina e região, e em um município de São Paulo.

As investigações no MPPR são conduzidas pelo Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com o 2º Comando Regional da PM, com apoio da Seção de Operações Especiais do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (SOE Depen).

Estão sendo cumpridos 108 mandados de prisão preventiva, além de 100 mandados de busca e apreensão. Perto de 300 agentes públicos participam da ação, entre promotores de Justiça, policiais e agentes penitenciários, de diversas unidades do estado. As ordens judiciais foram expedidas pelo 3º Juízo Criminal de Londrina.

Facção – Os presos são suspeitos de pertencer a organização responsável por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, comercialização e porte de armas, sequestro de pessoas, cárcere privado, crimes patrimoniais (roubos, latrocínios, estelionatos), falsificações, homicídios e tentativas de homicídio. Parte dos crimes tem como foco a obtenção de recursos para manutenção das atividades da facção, e outros – notadamente homicídios e tentativas de homicídio – são praticados para intimidar e silenciar desafetos e afastar bandos rivais.

PF deflagra 62ª Fase da Operação Lava Jato Operação “Rock City”

Curitiba/PR – A Polícia Federal, em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal, deflagrou na manhã de hoje, (31/07) a 62ª. fase da Operação Lava Jato, denominada Rock City.
Cerca de 120 Policiais federais cumprem 1 mandado de prisão preventiva, 5 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em 15 diferentes municípios (Boituva, Fernandópolis, Itu, Vinhedo, Piracicaba, Jacareí, Porto Feliz, Santa Fé do Sul, Santana do Parnaíba e São Paulo/SP; Cuiabá/MT; Cassilândia/MS; Petrópolis e Duque de Caxias/RJ; e Belo Horizonte/MG). Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR
O objetivo é apurar o pagamento de propinas travestidas de doações de campanha eleitoral realizada por empresas do Grupo investigado, que também teria auxiliado o Grupo ODEBRECHT a pagar valores ilícitos de forma oculta e dissimulada, através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, expediente conhecido como operações dólar-cabo.
Os fatos ora investigados guardam estrita relação com as atividades do Setor de Operações Estruturadas do Grupo ODEBRECHT, responsável por viabilizar os pagamentos ilícitos do Grupo de forma profissional e sofisticada, para evitar o rastreamento dos valores e a descoberta dos crimes pelas autoridades de persecução penal.
A suspeita é que offshores relacionadas ao Grupo ODEBRECHT realizavam – no exterior – transferências de valores para offshores do Grupo investigado, o qual disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para realização de doações eleitorais.
Um dos executivos do Grupo ODEBRECHT, em colaboração premiada, afirmou que utilizou o Grupo investigado para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outubro de 2008 a junho de 2014, o que resultou em dívida não contabilizada pela ODEBRECHT com o Grupo investigado no valor de R$ 120 milhões. Em contrapartida, a ODEBRECHT investia em negócios do grupo investigado.
O esquema desenvolvido com o Grupo investigado é uma das engrenagens do aparato montado pela ODEBRECHT para movimentar valores ilícitos destinados sobretudo para pagar propina a funcionários públicos da PETROBRAS e da Administração Pública brasileira e estrangeira.
Outro delito a ser apurado é o de lavagem de dinheiro.
Um dos executivos do Grupo investigado, valendo-se do instituto do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) instituído pela Lei 13.254/16, regularizou em 2017, mediante apresentação de declaração falsa de que esses valores seriam oriundos de atividades lícitas, R$ 1.393.800.399,02 (um bilhão, trezentos e noventa e três milhões, oitocentos mil, trezentos e noventa e nove reais e dois centavos). Contudo, há indícios de que essa regularização tenha sido irregular, em razão da suspeita de que os valores seriam provenientes da prática de “caixa dois” na empresa, com origem em um sofisticado esquema de sonegação tributária que contava com a burla de medidores de produção de cerveja, a qual era então vendida diretamente a pequenos comerciantes em espécie, sendo os valores então entregues a couriers da ODEBRECHT.
O nome da operação remete ao nome à tradução para o inglês de Cidade de Pedra, significado em português das palavras gregas que remetem ao grupo investigado.
Também foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados.
Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde serão interrogados.

PITACO: o foco é o dono da cervejaria Petrópolis Valter Faria que fabrica a Itaipava. Ele está no pinote e tem preventiva decretada.

Pode isso, Bolsonaro?

Do blog do Tupan 

O clima está quente no PSL de Foz do Iguaçu, já que o atual presidente do partido do presidente Jair Bolsonaro na cidade, Ranieri Alberton Marchiori, já foi filiado ao PT de Lula e Gleisi Hoffmann, no início dos anos 2000.

Para os aliados de Bolsonaro, o ex-petista desqualifica o partido em Foz.

A situação de Marchioro esquentou as redes sociais neste final de semana com muitos pedidos intervenção da direção estadual no diretório iguaçuense.