Beto Richa vira réu pela 3ª vez na Lava Jato acusado de fraude em obras de rodovia

Em troca de propina de R$ 7 milhões, tucano teria favorecido consórcio em licitação para obras de duplicação de uma rodovia estadual, em 2014

A Justiça Federal do Paraná aceitou nesta segunda-feira (1º) denúncia contra o ex-governador do estado Beto Richa (PSDB) e outras seis pessoas sob acusação dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude licitatória e lavagem de dinheiro nas obras de duplicação de uma rodovia estadual, em 2014.

É a terceira vez que o tucano se torna réu no âmbito da operação Lava Jato. No total, porém, Richa responde atualmente a sete processos, envolvendo outras investigações.

O governador do Paraná, Beto Richa, na Convenção Nacional do PSDB no hotel Royal Tulip, em Brasília – Pedro Ladeira/Folhapress

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, aliado ao seu ex-assessor, Ezequias Moreira, seu irmão, o ex-secretário José Richa Filho, e a outros dois empresários, Rafael Gluck e José Maria Ribas Muellet, o ex-governador fraudou a licitação para duplicação da PR-323, entre Maringá a Francisco Alves, no noroeste do Paraná. Eles teriam agido em favor do Consórcio Rota das Fronteiras, composto, entre outras, pelas empresas Tucumann Engenharia e Odebrecht.

No acolhimento da denúncia, o juiz Paulo Sergio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, observa que há “supostos fatos criminosos relacionados a complexo esquema criminoso, envolvendo diversas pessoas e mecanismos sofisticados relacionados à execução de atos criminosos”.

Para garantir que outras empresas não ameaçassem a licitação, os agentes públicos teriam descumprido algumas formalidades legais e, em troca, teriam recebido cerca de R$ 7,5 milhões. Segundo as investigações, havia contato entre os empresários do consórcio e os agentes públicos antes mesmo da publicação das diretrizes para a licitação.

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