Análise: volta da CPMF representa estelionato eleitoral de Bolsonaro

Proposta feita por Paulo Guedes de recriar imposto sobre transações financeiras contraria frontalmente discurso de campanha do presidente

Hugo Barreto/Metrópoles

Com problemas de caixa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende criar um imposto semelhante à Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), extinta em 2007. Se a medida for implementada, a palavra do presidente Jair Bolsonaro (PSL) terá características de letra morta.

Para se usar uma expressão popularizada na política brasileira, esse seria um caso típico de estelionato eleitoral. A possível volta do imposto foi negada explicitamente por Bolsonaro na campanha para o Planalto e, também, depois de tomar posse no comando do Poder Executivo.

No dia 19 de setembro de 2018, por exemplo, o então candidato a presidente postou a seguinte mensagem no Twitter: “Ignorem essas notícias mal-intencionadas dizendo que pretendermos recriar a CPMF. Não procede. Querem criar pânico, pois estão em pânico com nossa chance de vitória. Ninguém aguenta mais impostos, temos consciência disso. Boa noite a todos!”, escreveu.

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