Eles têm a força: CPI dos Planos de Saúde ‘morreu’ antes mesmo de ser criada

Lobby de empresas que faturam R$ 175 bilhões barrou investigação no Senado

O poderoso lobby dos planos de saúde, que faturam R$175 bilhões por ano, não apenas consegue tornar dóceis os órgãos oficiais criados para fiscalizá-las, como sufoca qualquer tentativa de investigação. Em 2018, senadores emplacaram uma CPI para investigar os aumentos abusivos de planos de saúde. A então senadora Lídice da Mata (PSB-BA), hoje deputada, foi a autora. Mas a CPI nunca saiu do papel.

A CPI dos Planos de Saúde foi criada na prática em julho de 2018. Seis meses depois, “morreu” sem nenhum senador indicado.

Em 2017, planos de saúde aumentaram em média 13,5%, quase cinco vezes a inflação de 2,9%. Não foram processados por crime de usura.

Um dos objetivos da CPI era investigar por que a Agência Nacional de Saúde Suplementar é tão leniente com os planos que deveria fiscalizar.

“A ANS está mais preocupada com o pleito dos planos de saúde”, disse Lídice da Mata. E não está nem aí com os cidadãos, faltou dizer.

 

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