Arquivo mensais:novembro 2019

Desembargadora presa do TJ-BA tinha joias, obras de arte e R$ 100 mil em espécie, diz PGR

Maria do Socorro Barreto é suspeita de apagar provas e interferir nas investigações da Operação Faroeste
A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago em solenidade, no último dia de sua gestão, em janeiro de 2018 Foto: TJ-BA
A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago em solenidade, no último dia de sua gestão, em janeiro de 2018 Foto: TJ-BA

A desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Maria do Socorro Barreto , presa nesta sexta-feira pela Polícia Federal , tinha em sua posse diversas obras de arte, um total de R$ 100 mil em espécie, joias e anotações que reforçam as suspeitas de um esquema de corrupção no tribunal, aponta a Procuradoria-Geral da República (PGR) . A PGR afirma que há indícios de que os bens e o padrão de vida da desembargadora estão “acima do que seria esperado para uma servidora pública”.

Ex-presidente do TJ-BA, Maria do Socorro foi presa preventivamente por ordem do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes, na nova fase da Operação Faroeste.

As evidências foram encontradas na terça-feira da semana passada durante cumprimento de busca e apreensão contra a desembargadora, na primeira fase da operação. “Chamou a atenção da equipe um grande estojo do tipo mostruário com adornos femininos, contendo colares, anéis, relógios, brincos. Destaca-se que os três relógios estampam a marca Rolex, não sendo possível afirmar se são apenas imitações”, diz trecho da representação da PGR. Segundo o órgão, havia “uma centena de joias” na posse da desembargadora.

“No quarto da senhora Maria do Socorro foi localizado em seu guarda-roupas valores em espécie no total de R$ 56.500,00 em moeda nacional, outros 9.050 euros e 200 dólares. Em cotação do dia de hoje, a soma dos valores apreendidos chega a quase R$ 100 mil”, afirmou a Procuradoria. Também foram encontrados quadros de artistas famosos no gabinete da desembargadora e em sua residência, alguns deles ainda dentro da embalagem.

PITACO: Desembargadora chinfrim! Imaginem quantas pessoas essa “magistrada” mandou para a cadeia?

O IRLANDÊS

Na netflix o filmaço “O Irlandês” que conta a história da máfia nos anos 60… Descreve-se o assassinato de Jimmy Hoffa o poderoso presidente do sindicatos dos caminhoneiros dos EUA. Um elenco de tirar o folego: Robert De NIro que faz o “Irlandês” (pistoleiro da máfia), Al Pacino como Hoffa, e Joe Pesci como um dos chefões da máfia siciliana que atuava na terra do Tio Sam na época. Da grife do Martin Scorsese. O filme está sendo aclamado pela crítica com 3h30  de duração. Espetacular!

CARTAS MARCADAS?

Juca bateu-pé e nao quis saber de arrumar outra empresa para os arranjos natalinos

O mesmo empresário (Estelar Iluminação) ganhou a licitação para os arranjos natalinos… a do ano passado e a deste ano, mesmo com as enormes dúvidas surgidas sobre esse angu de caroço. Ressalte-se: Somente este empresário tinha a parafernália exigida pelo edital, reeditado do anterior com menos itens.

Juca não sabia a data do Natal e fez a licitação anterior na véspera, parece que o “culturalete” da cidade desconhece também a data do fim da festa de Noel e emendou o Natal até o dia 19 de janeiro, deixando 13 dias a mais os penduricalhos na cidade, como os enfeites de natal são locados por diárias…..

Do Google: Portanto, o início do advento é no dia 2 de dezembro, data certa para montar a decoração. Já a retirada dos enfeites deve ser feita, segundo o calendário, no dia 6 de janeiro, data em que os Reis Magos teriam visitado o menino Jesus.

E o Juca voltou com o chapéuzinho de Zé Carioca. Feliz da vida sem sair do seu solipsismo, off course.

Veja a homologação da licitação para a mesma empresa, bensa nóis bobinho?

 

STJ concede habeas corpus a ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes

Durou pouco o decreto de prisão preventiva do senador Horácio Cartes

O Superior Tribunal de Justiça revogou nesta sexta-feira o mandado de prisão emitido por um tribunal no Rio de Janeiro contra o ex-presidente do Paraguai, Horacio Cartes, acusado de lavagem de dinheiro e outros crimes.

O recurso de habeas corpus que anulou a decisão anterior foi proferido pelo ministro Rogério Schietti, que considerou em sua decisão não existir “razões que justifiquem” o mandado de prisão preventiva contra o político paraguaio, que governou seu país entre 2013 e 2018.

Cartes é investigado no Brasil pela Operação Lava Jato, onde ele é acusado de participar de uma organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, emitiu no último dia 19 um mandato de prisão contra Cartes e também levantou suspeitas de corrupção sobre Juan Ernesto Villamayor, atual chefe do Gabinete Civil do Paraguai e considerado o braço direito do presidente Mario Abdo Benítez.

A principal acusação contra Cartes é que ele ajudou Darío Messer, considerado o “maior doleiro do Brasil” e preso em São Paulo, a fugir da Justiça e esconder seu vasto patrimônio.

“A participação do ex-presidente do Paraguai é bastante clara, pelo menos como alguém que financiou uma organização criminosa em determinado momento”, disse o promotor José Augusto Vagos, um dos responsáveis pela investigação.

Senador paraguaio é cassado após pedir morte de 100 mil brasileiros

Senador paraguaio é cassado após pedir morte de 100 mil brasileiros
Paraguayo Cubas expulso do Senado por 23 votos 

O senador Paraguayo Cubas, do partido Cruzada Nacional, que defendeu a morte de brasileiros que vivem no Paraguai foi expulso do senado paraguaio. Dos 45 senadores 23 votaram a favor da expulsão, 18 faltaram à sessão, três abstenções e um repúdio.
O que causou a expulsão do senador do Partido Cruzada Nacional foi a afirmação durante um bate-boca com a Polícia Nacional de que pelo menos 100 mil brasileiros que vivem no Paraguai deveriam morrer.
“Brasileiro bandido invasor vem desmatar o país. Tem que matar aqui pelo menos uns 100 mil brasileiros. Vocês sabem quantos brasileiros têm no nosso país? Tem dois milhões. Desses, cem mil são bandidos e tem que matar”, afirmou o político. A declaração foi captada em vídeo gravado por pessoas que participavam na confusão.
Informações coletadas da imprensa paraguaia dão conta de que o senador Paraguayo Cubas atendera ao chamado de um grupo de jovens ativistas ambientais que haviam detido três caminhões que transportavam um carga ilegal de madeira retirada da fazenda de um brasileiro e que a polícia ao ser chamada não fez nada. “A polícia foi embora sem atuar”, informa o jornal La Unión.
Segundo Paraguayo Cubas esses caminhões transportavam toras de madeira que segundo a informação que ele tinha não coincidia com as especificações da guia de transporte. Ele afirma que nesse caso as toras seriam produto da derrubada ilegal. “Em vez de investigar a polícia se retirou do local”.
O próximo passo foi o senador sugerir que a polícia estava sendo comprada ou recebendo propina.  “Claro porque quando dissemos que segurassem in fragrante aos três motoristas, os policiais embarcaram na caminhoneta e se foram por quê? Porque estão comprados” explicou Cubas por telefone à  R800 AM do grupo La Unión.

Da Redação com ABC Coilor / La Unión

Governo do Paraná é condenado a pagar indenização de R$ 50 mil para ex-comandante do Corpo de Bombeiros

A 3ª Câmera Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) condenou o Governo do Estado ao pagamento de indenização de R$ 50 mil por danos morais ao coronel Jorge Luiz Martins, do Corpo de Bombeiros do Paraná.

Ele foi inocentado de uma acusação de matar nove pessoas, em Curitiba. Cabe recurso da decisão proferida em 22 de novembro.

Por unanimidade, os desembargadores do TJ concluíram que Martins foi preso injustamente, sem que houvesse indícios da participação dele nos crimes, o que gerou danos à honra do coronel.

Na época do crime, em 2011, a Polícia Civil afirmou que ele tinha participado do caso por vingança, o que não se confirmou no julgamento.

Na versão da polícia, o militar encomendou a morte das vítimas, após a soltura de outro homem, que foi acusado de matar o filho de Martins, em 2009, durante um assalto.

As investigações da polícia apontavam que ele quis se vingar desse homem, encomendando a morte a outros quatro policiais. Contudo, desde que o caso veio à tona, Martins negou a participação no crime e alegou ser inocente.

Durante o julgamento, o MP-PR decidiu pedir a absolvição do ex-comandante do Corpo de Bombeiros, em setembro de 2016.

A promotoria afirmou que o militar era muito parecido fisicamente com um dos quatro policiais acusados de terem cometido o crime. Isso pode ter feito com que algumas testemunhas do caso reconhecessem Martins como um dos participantes da morte, mas as apurações ao longo do processo não apontaram provas contra o coronel.

O que dizem os citados

Por meio de nota, a defesa de Jorge Luiz Martins afirmou que o TJ considerou que ele foi vítima de grave erro da Polícia Civil.

A Polícia Civil disse que não comenta decisões judiciais.

O Governo do Estado do Paraná preferiu não se manifestar.

Coronel Jorge Luiz Martins, do Corpo de Bombeiros do Paraná — Foto: Reprodução/Arquivo RPCCoronel Jorge Luiz Martins, do Corpo de Bombeiros do Paraná — Foto: Reprodução/Arquivo RPC

Coronel Jorge Luiz Martins, do Corpo de Bombeiros do Paraná — Foto: Reprodução/Arquivo RPC

Com G 1 PR