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O ANJO DA GUARDA DO MINISTRO SERGIO MORO CHAMA-SE FABIANO BORDIGNON

Delegado federal Fabiano Bordignon segue tentando resolver o caótico sistema penitenciário brasileiro

Assim que tomou posse como ministro da Justiça de Bolsonaro, o ex-juiz federal Sergio Fernando Moro, fez uma jogada de mestre ao chamar para dirigir o DEPEN -Departamento Penitenciário Nacional  – o experiente delegado da polícia federal Fabiano Bordignon. Pelo que se verá mais á frente Bordignon vem se saindo muito bem na espinhosa missão. Espinhosa porque existe uma carência de vagas no sistema penal  brasileiro em torno de 360 mil. Números assombrosos. Mas quem é o delegado Fabiano Bordignon?

Natural de Palmas, município de 50 mil habitantes no sul do Paraná, Bordignon é filho de professores universitários. Formado em Direito na capital paranaense, tem especialização em criminologia e ciência política. Iniciou carreira como delegado federal em 2002, a 3 mil quilômetros de casa, em Porto Velho, Rondônia. De volta ao Estado natal, em 2005, por dois anos foi chefe da PF na litorânea Paranaguá, mais antiga cidade do Paraná.

A proximidade de Bordignon com o sistema carcerário se estreitou entre 2009 e 2013, quando, por dois períodos, foi diretor da primeira prisão federal de segurança máxima do país. Muralha de pedra, em município de 10 mil habitantes, a Penitenciária Federal de Catanduvas é destino dos chefes do crime organizado. Recebeu, entre eles, os traficantes Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, ligados ao Comando Vermelho, facção com base no Rio de Janeiro.

O modus operandi

A outra missão dado por Moro ao chefe do DEPEN foi mais objetiva: Desmantelar o esquema que envolve os chefões do PCC  – Primeiro Comando da Capital – organização criminosa criada em 31 de agosto de 1993, numa cadeia de Taubaté (S,P,). Os fundadores do PCC foram oito detentos tendo como líder o alcunhado “Geleião“.
E o delegado vem cumprindo á risca o que lhe foi determinado. Primeira providência foi remover o núcleo que chefia o PCC á maior parte alojada nos interiores de penitenciarias do entorno de Taubaté e Presidente Prudente em São Paulo. O que é atualmente considerado chefe supremo da Organização, o Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcolafoi o primeiro a entrar no “pacote”. Marcola foi enviado a uma penitenciaria de segurança máxima de Brasília (Papuda).
Na época foi uma chiadeira geral dos políticos que por lá gravitam, mas não teve jeito: Missão dada, missão cumprida…
Os outros líderes da facção tiveram tratamento idêntico. Cada um para um lugar diferente em regimes de RDD – Regime disciplinar diferenciado – previsto em lei federal, onde o preso fica isolado sem nenhuma chance de se comunicar com o mundo exterior. Sem comunicação o crime arrefece. Á medida, aparentemente simples, foi coroada de êxito, pois vem diminuindo sucessivamente ás ações espetaculosas do PCC em todo o território nacional, e algumas até em outros países como o cinematográfico assalto a uma casa de remessa de valores no Paraguai. A rigor, pode-se inferir que o atual chefe do DEPEN, delegado federal Fabiano Bordignon, após essas ações inteligentes e objetivas caiu nas graças do ministro Moro. Em todos os lugares onde Moro cumpre agendas lá está o Bordignon, como um “anjo da guarda” á poucos metros do ministro. Em alguns casos costuma embarcar no  mesmo carro do ministro. Ganhou a sua confiança e passou a gravitar no seu restrito entorno.
Quando Moro foi ao Congresso expor seu “pacote anti-crime”  ocasião em que falou por várias horas, viu-se assentando atrás do ministro o seu “anjo da guarda”, o delegado Fabiano Bordignon.
Na visita recente que o Moro fez a fronteira quando foi receber o seu título de Doutor Honoris Causa da UDC era o delegado que cuidava de todos os detalhes. Os mínimos, como por exemplo, avisar ao ministro que á sua frente existia um ou dois degraus…
Salutar essa simbiose entre duas figuras que se locupletam quando o interesse público é a meta a ser alcançada.

Um delegado da polícia civil de Foz do Iguaçu no DEPEN

Sabe-se que no sistema penitenciário eclodem inúmeros relatos de corrupção (como em todas as outras áreas onde se lida com o submundo), dentro desta premissa Bordignon levou para ser o Corregedor Geral do DEPEN  o delegado Marcos Araguari. Araguari atuou em Foz do Iguaçu como delegado da Homicídios, ocasião em que deu provas de ser pessoa integra e muito capaz. Sua passagem por essa especializada da polícia civil foi marcada por grandes realizações. Corajoso e determinado Araguari desmontou um esquema na época especializado em eliminar pessoas na fronteira, fazendo Justiça com as próprias mãos. Pelo feito granjeou o respeito e a admiração de seus superiores. Passo seguinte foi transferido para atuar no GAECO/FOZ onde se sobressaiu até ser convidado para juntar-se á equipe do delegado Fabiano Bordignon. Sua nomeação ocorreu há meses.

Resumo da ópera: Servidores públicos que trabalham com segurança, são pelo próprio oficio, merecedoras de todas as nossas admirações. São profissões arriscadas. Ministro Moro acertou em cheio ao agregar pessoas como o delegado Fabiano Bordignon á sua equipe. Vida longa ao ministro Sérgio Fernando Moro, uma espécie de herói nacional, registre-se, das pessoas do bem. Sergio Moro combate os criminoso com eficácia e deve ser reconhecido por isso. Sua passagem pela Lava Jato entrou para história do Judiciário nativo. E digo mais: quem nao gosta do Moro bom sujeito não é, ou está ruim da cabeça, ou doente do pé. 

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