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MP denuncia ex-presidente da Vale por homicídio doloso de 270 em Brumadinho

Fabio Schvartsman e mais 15, a Vale e TÜV SÜD foram denunciados

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou à Justiça, nesta terça-feira, 21, denúncia contra o ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman e 16 pessoas, além da própria mineradora e a empresa Tuv Sud, pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro do ano passado.

Desde a tragédia, o Corpo de Bombeiros permanece realizando buscas para encontrar os corpos. A tragédia provocou a morte de 270 pessoas, das quais onze ainda não foram encontradas. Também houve destruição de casas e equipamentos públicos na cidade, próxima a Belo Horizonte.

Os denunciados, incluindo Schvartsman, caso a Justiça concorde, responderão pelo crime de homicídio doloso, aquele em que há a intenção de matar.

PITACO: Era o mínimo que se esperava.

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NA RAÇA

Reportagem traça a ascensão da XP, desde o início modesto numa sala de 25 metros quadrados até se tornar uma empresa de dezenas de bilhões de reais

Uma das mais bem-sucedidas histórias de empreendedorismo do Brasil começou com uma demissão. Em 2001, Guilherme Benchimol iniciava sua carreira no mercado financeiro carioca quando perdeu o emprego. Envergonhado, decidiu fugir do Rio de Janeiro: pegou o carro e dirigiu quase 20 horas até Porto Alegre, onde, longe dos principais centros financeiros do país, fundou uma modesta empresa de investimentos, a XP, numa salinha de 25 metros quadrados.

Hoje, a XP vale dezenas de bilhões de reais — e Guilherme é multibilionário. Maria Luíza Filgueiras acompanhou a XP por nove anos como jornalista e entrevistou dezenas de executivos, incluindo o próprio Guilherme, para narrar os detalhes dessa trajetória de sucesso, também marcada por muitos momentos de dificuldade. Nos primeiros anos, o fundador topava qualquer coisa para evitar a falência. Panfletou nos bairros chiques de Porto Alegre, vendeu o carro para pagar as contas, pediu dinheiro para amigos. Nos anos seguintes, trocou sócios, engordou, emagreceu, quase pifou. Foi tudo, como ele mesmo costuma dizer, “na raça”.

Uma década depois da fundação, a XP deu origem a uma revolução na vida financeira dos brasileiros ao criar sua plataforma aberta de investimentos. Com isso, tirou centenas de milhares de clientes dos bancos e forçou a concorrência a apostar em inovação também — uma prova de que essa história está longe de chegar ao fim.

PITACO: Um livro muito bom. Leitura obrigatória para que tem dinheiro e segue na dúvida de como melhor aplicar.

 

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Tarifas de pedágio em três praças da Econorte serão reduzidas em 25,7% a partir de quarta (22)

Praça de pedágio de Jataizinho, no norte do Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Praça de pedágio de Jataizinho, no norte do Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Os preços das tarifas de pedágio em três praças da Econorte, no Norte Pioneiro, serão reduzidos em 25,77% a partir da 0h de quarta-feira (22). Veja abaixo os preços.

O anúncio foi feito pela concessionária nesta segunda-feira (21). A redução atende determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

A determinação ocorreu no âmbito de uma ação civil pública de improbidade administrativa proposta pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), informou a concessionária.

Como fica a redução na tarifa para carros:

  • Jacarezinho: de R$ 22,70 para R$ 16,80;
  • Jataizinho: de R$ 24,60 para R$ 18,20;
  • Sertaneja: de R$ 21,10 para R$ 15,60
Especial pedágios no Paraná: Econorte deveria de fazer cinco contornos previstos

Especial pedágios no Paraná: Econorte deveria de fazer cinco contornos previstos

A Econorte foi investigada na Operação Integração, deflagrada em fevereiro de 2018. À época, foram presos o ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) Nelson Leal Júnior e o ex-diretor da Econorte Hélio Ogama.

Os dois afirmaram, em delação premiada, que havia pagamento de propinas durante a elaboração de aditivos de contratos das concessões.

As investigações apuram a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato envolvendo os procedimentos de concessão de rodovias federais do Paraná que fazem parte do Anel de Integração.

Tabela de preços das tarifas de pedágio da Econorte que começam a valer na quarta-feira (22) — Foto: Econorte/Reprodução

Tabela de preços das tarifas de pedágio da Econorte que começam a valer na quarta-feira (22) — Foto: Econorte/Reprodução

PITACO: demorô!

 

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Justiça condena dez réus em processo da Operação Carne Fraca

Carne Fraca - réus - condenados - Mapa - fiscais federais agropecuários

Dez réus da Operação Carne Fraca foram condenados nesta terça-feira (21), em sentença do juiz Ricardo Rachid de Oliveira.

Entre os sentenciados estão o ex-superintendente do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, e a chefe do Dipoa (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal), Maria do Rocio Nascimento, líderes do esquema criminoso que coagia empresários do setor frigorífico a pagarem propinas para terem seus produtos liberados pelos fiscais federais agropecuários para comercialização.

Além disso, os fiscais federais agropecuários que participavam do esquema criminoso também não seguiam os prazos para fiscalização nos frigoríficos que pagavam propina.

“Maria do Rocio Nascimento, na condição de chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, SIPOA-PR, ao lado do então superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Daniel Gonçalves Filho, participou da formação de um grande esquema de corrupção envolvendo empresários do ramo frigorífico e servidores públicos federais. O esquema consistia no pagamento sistemático de vantagens indevidas em troca de favorecimentos na estrutura do Ministério”, citou Rachid de Oliveira em sua sentença.

Gonçalves Filho foi sentenciado a 8 anos, 4 meses e três dias em regime fechado pelo crime de corrupção passiva e violação de sigilo funcional, mesma pena de Maria do Rocio, que foi condenada apenas pelo crime de corrupção passiva.

Além deles também foram condenados:

Renato Menon: fiscal federal agropecuário à época e sentenciado a cinco anos de prisão em regime semiaberto por corrupção passiva;

Alice Mitico Gonçalves: Esposa de Daniel e responsável por lavar o dinheiro das propinas. Condenada por corrupção passiva a dois anos, quatro meses e 26 dias de prisão, convertidos à prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária;

Daniel Ricardo dos Santos: Químico industrial e funcionário do frigorífico Souza Ramos. Condenado por falsificação ou adulteração de substâncias alimentícias e uso de substâncias proibidas em alimentos a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto;

Flavio Cassou: Um dos delatores do processo. Médico veterinário e funcionário da Seara. Condenado por corrupção ativa a nove anos, três meses e três  dias de prisão em regime fechado;

Mara Rubia Mayorka: Irmã de Maria do Rocio e condenada por corrupção passiva a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto;

Roberto Borba Coelho: Condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto por corrupção ativa;

Sonia Mara Nascimento: condenada a quatro anos e quatro meses por corrupção passiva em regime semiaberto.

 

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Advogados curitibanos de fino trato denunciados juntos com Dario Messer

Dario Messer arrasta com ele um monte de granfinos, incluindo até o ex-presidente do Paraguai Horácio Cartes

A força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro denunciou Dário Messer, conhecido como “doleiro dos doleiros”, e outras três pessoas por evasão de divisas nas chamadas operações dólar-cabo. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os atos de evasão de divisas foram realizadas pelos advogados curitibanos Antônio Augusto Figueiredo Basto e Luiz Gustavo Flores, que são sócios e estão entre os denunciados.

Procurados, os dois advogados dizem desconhecer a denúncia, e a defesa de Messer ainda não se manifestou. Segundo a denúncia, os dois promoveram, de dezembro de 2008 a outubro de 2012, em co-autoria com o doleiro Marco Antônio Cursini, a saída de divisas para o exterior no valor total equivalente a US$ 2.528.212,55 (cerca de R$ 10,54 milhões pelo câmbio atual), sem autorização legal, por meio da realização de 32 operações conhecidas como dólar-cabo. Também houve operações ilegais em francos suíços e em euros, diz a denúncia.

Ao todo, segundo o MPF, são 35 atos de evasão de divisas, por meio de transferências bancárias, provenientes de diversas contas, de diferentes titularidades, para contas em banco no exterior, em nome de offshore ligada a contas sob controle de Figueiredo Basto e Luis Gustavo Flores. Em ao menos sete vezes dessas operações houve a participação de Dário Messer.

Além disso, entre 2016 a 2017, ocorreram operações inversas, em que Figueiredo Basto e Luis Gustavo Flores, em co-autoria com Marco Antônio Cursini, venderam dólares para contrapartes que enviaram ilegalmente divisas para o exterior. Tais operações são chamadas de dólar-cabo invertido. Ao todo, através de oito operações de dólar-cabo invertido, foi possível promover a saída ilegal para o exterior de divisas no equivalente a US$ 3.527.172,52 (valor correspondente a R$ 14,7 milhões, pelo câmbio atual). Dário Messer teria participado de, pelo menos, três dessas operações.

Na denúncia, Figueiredo Basto e Luis Gustavo Flores ainda são acusados de manter, por diversos anos seguidos, contas no exterior não declaradas às autoridades competentes. Procurados pelo UOL, os advogados Antonio Figueiredo Basto e Luis Gustavo Flores disseram que não conhecem a denúncia do MPF-RJ e, por isso, não vão se pronunciar. Basto e Flores são sócios e atuam, principalmente, em Curitiba. Foram responsáveis pela negociação de diversos acordos de delação premiada da Lava Jato. Já a defesa de Dário Messer ainda não se manifestou sobre a nova denúncia contra o doleiro. Messer está preso preventivamente desde o ano passado a pedido da Lava Jato do Rio.

Fonte: Uol.