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Ex-secretários municipais de Paranacity, empresários e um advogado são presos em operação do Gaeco

Cinco pessoas foram presas em uma operação contra suspeitos de fraudar licitação municipal em Paranacity, no noroeste do Paraná, nesta quarta-feira (12). Entre os presos, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), estão dois ex-secretários municipais de Paranacity, um advogado e dois empresários.

A operação investiga a atuação de agentes públicos e empresários que abriram uma empresa de conservação e limpeza para receber dinheiro público indevidamente.

Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o esquema foi montado para beneficiar um empresário que apoiou a atual prefeita Sueli Wanderbrook (PP) nas eleições de 2016.

Além dos mandados de prisão, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) autorizou o cumprimento de 18 ordens de busca e apreensão.

Os mandados foram cumpridos em Paranacity, a prefeitura foi um dos alvos, Paranavaí, Itaguajé, Bela Vista do Paraíso e Maringá.

Esquema investigado

A investigação começou após uma denúncia da comunidade ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).

O promotor Guilherme Franchi da Silva Santos, responsável pelas investigações, explica que a prefeitura realizou uma licitação no início de 2017 para contratar uma empresa terceirizada para a limpeza urbana.

De acordo com Santos, a investigação indica que o procedimento foi direcionado para a empresa vencedora. O MP-PR afirma que a empresa foi aberta para essa licitação e que o verdadeiro responsável por ela seria um ex-secretário municipal, alvo do mandado de prisão.

“O empresário recebia o valor da prefeitura e repassava esse dinheiro para o ex-secretário. Quem fazia o pagamento dos salários para os funcionários era o ex-secretário Empresário seria um laranja do ex-secretário. Emprestou os dados para o município fazer a terceirização”, explicou o promotor.

Durante um ano, conforme o MP-PR, a empresa trabalhou com menos funcionários do que estava previsto em contrato, mas ganhou o valor integral da prefeitura.

Após o fim do contrato estipulado em licitação, o serviço foi renovado com dispensa de licitação.

“A estratégia era possibilitar pagamentos de até R$ 8 mil para validar o contrato sem licitação. Porém isso é proibido quando se trata de parcelar o mesmo serviço”, detalhou o promotor.

Com as sucessivas dispensas de licitação, os funcionários terceirizados não foram registrados e não tiveram as garantias trabalhistas cumpridas. Por isso, os trabalhadores entraram com ações contra a empresa e a prefeitura.

“As ações trabalhistas foram pagas pela prefeitura, com dinheiro público”, esclareceu o promotor Guilherme Franchi da Silva Santos.

O MP-PR investiga o desvio de no mínimo R$ 120 mil com o esquema.

A prefeita de Paranacity disse que vai se manifestar quando estiver inteirada do processo.

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