Categorias
outros

Justiça Militar concede prisão domiciliar ao capitão da PM flagrado praticando extorsão

Capitão da PM Elias Wanderlei Marinho ficou menos de dois meses preso depois de ser flagrado recebendo o fruto de extorsão

A Justiça Militar, atendendo pleito do Promotor de Justiça desta mesma Justiça Militar, mandou soltar o capitão da PM Elias Wanderlei Marinho que estava lotado na Gaeco de Foz do Iguaçu, que fora preso em 28/12/2019 quando recebia R$ 20,150,00 (vinte mil, cento e cinquenta reais) fruto da prática de extorsão praticada em cima do gerente da empresa que vendeu o “pacote” de lampadas de LED para a prefeitura de Foz do Iguaçu. Marinho estava preso preventivamente. Por essa decisão o mesmo sai do regime fechado para prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.

Detalhe: alertado, o próprio Gaeco realizou a investigação (que durou 30 dias) que culminou com a prisão do capitão.

PITACO: Este nem esquentou o tamborete do xilindró!

Veja parte do despacho:

1.O réu Elias Wanderlei Marinho requer, por intermédio de seu Defensor, a revogação da prisão preventiva.

2.O Excelentíssimo Promotor de Justiça manifestou-se favoravelmente ao pedido. (ev. 8.1).

Vieram-me os autos conclusos.

3.Verifica-se que na atual fase dos autos de ação penal nº 0032179-63.2019.8.16.0013 a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão serão suficientes para garantia da ordem pública e regularidade da instrução eis que, com exceção da testemunha Renato Gomes de Araújo, as demais arroladas na denúncia foram ouvidas.

4.Em consequência, concedo a liberdade provisória ao requerente, sujeitando-os ao cumprimento das seguintes condições, nos termos do art. 319 do CPP:

a)Obrigação de comparecer perante o Juízo ou local determinado para videoconferência toda vez que for intimado;
b)Proibição de alterar o domicílio sem prévia autorização deste juízo;
c)Afastamento dos serviços operacionais e burocráticos;
d)Proibição do uso de fardamento e de armamento da corporação ou particular;
e)Proibição de manter qualquer tipo de contato (pessoal ou por interposta pessoa) com as testemunhas civis ou militares arroladas nos autos de ação penal militar, inclusive, testemunhas  indicadas pela defesa com quem não tenha relação de parentesco.
f)Recolhimento domiciliar em período integral, exceto quando convocado para prestar depoimento ou demais diligências processuais.
g)Uso de tornozeleira eletrônica para fins de fiscalização do item “g”.

ABAIXO O DESPACHO NA ÍNTEGRA

ConcessaoPrisaoDomiciliar

 

Compartilhe isto...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter

1 resposta em “Justiça Militar concede prisão domiciliar ao capitão da PM flagrado praticando extorsão”

Deixe uma resposta para Jorge Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *