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Receita Federal destrói 100 mil decodificadores ilegais de TV por assinatura em Foz do Iguaçu

No primeiro ano da parceria entre a Receita Federal e a ABTA, foram tirados de circulação cerca de 30 mil aparelhos; entre 2017 e 2018, o volume se aproximou de 50 mil por ano — Foto: Reprodução/RPC

No primeiro ano da parceria entre a Receita Federal e a ABTA, foram tirados de circulação cerca de 30 mil aparelhos; entre 2017 e 2018, o volume se aproximou de 50 mil por ano — Foto: Reprodução/RPC

A Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, chegou nesta quinta-feira (13) à marca de 100 mil decodificadores ilegais de TV por assinatura destruídos desde 2017.

A ação em parceria com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) faz parte da repressão e combate à pirataria no setor e é resultado do reforço nas apreensões dos aparelhos ilegais.

O prejuízo à economia nacional com o uso deste tipo de equipamento chega a R$ 4 bilhões por ano, estima a associação. Deste total, R$ 550 mil equivalem a impostos federais e estaduais que deixam de ser arrecadados.

A prática também afeta a geração de empregos. A ABTA calcula que se todos os usuários fossem regularizados, as operadoras de TV por assinatura teriam de contratar 18,4 mil trabalhadores.

Receita Federal destrói 100 mil decodificadores ilegais de TV paga em Foz do Iguaçu

Receita Federal destrói 100 mil decodificadores ilegais de TV paga em Foz do Iguaçu

Crimes

Segundo a Receita Federal, a maioria dos decodificadores é trazida do Paraguai e distribuída para todo o país.

No primeiro ano da parceria, iniciada em 2015, foram tirados de circulação cerca de 30 mil aparelhos. Já entre 2017 e 2018, o volume se aproximou de 50 mil em cada ano.

Depois de destruídos os equipamentos os materiais são separados e as peças encaminhadas para empresas de reciclagem.

Para funcionar regularmente no Brasil, os aparelhos precisam ser homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o serviço ligado a uma operadora autorizada.

Quem compra ou vende um equipamento para a interceptação ilegal de sinal de TV por assinatura comete crime de receptação, além de contrabando e descaminho. As penas nestes casos podem variar de um a oito anos de reclusão, mais o pagamento de multa.

De acordo com o presidente da ABTA, Oscar Simões, este tipo de prática financia o crime organizado e deixa consumidores vulneráveis quanto à proteção dos seus dados pessoais e bancários por meio do acesso à rede wi-fi à qual o equipamento é conectado.

Segundo a Receita Federal, a maioria dos decodificadores é trazida do Paraguai e distribuída para todo o país — Foto: Reprodução/RPC

Segundo a Receita Federal, a maioria dos decodificadores é trazida do Paraguai e distribuída para todo o país — Foto: Reprodução/RPC

Com G 1 PR

Receita Federal retém 452 volumes de remessas postais irregulares em Foz do Iguaçu

A Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu realizou, nesta segunda-feira, dia 10 de dezembro, uma operação no Centro de Distribuição de remessas postais na cidade de Foz do Iguaçu/PR que resultou na retenção de eletrônicos e cabelo humano.As apreensões foram motivadas pela não comprovação de importação regular das mercadorias, seja pela falta de nota fiscal ou outro documento comprovatório de regularidade fiscal, como pela apresentação de documentos comprobatórios suspeitos de serem falsos ou inidôneos. Foram retidos 452 volumes, que foram trazidos para a sede da Alfândega de Foz para verificação minuciosa tanto do conteúdo quanto da documentação referente à postagem.

A verificação das mercadorias está em andamento, mas, entre os itens já deslacrados, além de grande quantidade de eletrônicos, destaca-se grande quantidade cabelo humano, aproximadamente nove quilos.

        Estima-se que as mercadorias somem cerca de R$ 200 mil. Os volumes seguiriam para vários destinos no país.

Instituto de Trânsito de Foz do Iguaçu faz leilão de carros e motos apreendidos
Os veículos podem ser visitados nesta quarta (12) e na quinta-feira (13), das 8h30 às 12h e das 14h às 17h, na Avenida Mercúrio, 1.320, Três Fronteiras (Pátios Paraná) — Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu/Divulgação

Os veículos podem ser visitados nesta quarta (12) e na quinta-feira (13), das 8h30 às 12h e das 14h às 17h, na Avenida Mercúrio, 1.320, Três Fronteiras (Pátios Paraná) — Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu/Divulgação

O Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans) fará na sexta-feira (14) um leilão de veículos apreendidos. Os lances iniciais variam de R$ 300 a R$ 15 mil.

Os lances poderão ser ofertados a partir das 8h30, no auditório do Sest/Senat, na Rua Rufino Vilhordo, 1.141, no Parque Presidente 2.

Foztrans vai leiloar mais de 400 veículos e sucatas

Foztrans vai leiloar mais de 400 veículos e sucatas

No total, serão leiloados 457 carros e motos nacionais e estrangeiros: 88 aptos para circulação e os 369 restantes para sucata.

Os veículos podem ser visitados nesta quarta (12) e na quinta-feira (13), das 8h30 às 12h e das 14h às 17h, na Avenida Mercúrio, 1.320, Três Fronteiras (Pátios Paraná).

No total, serão leiloados 457 carros e motos nacionais e estrangeiros: 88 aptos para circulação e os 369 restantes para sucata — Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu/DivulgaçãoNo total, serão leiloados 457 carros e motos nacionais e estrangeiros: 88 aptos para circulação e os 369 restantes para sucata — Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu/Divulgação

No total, serão leiloados 457 carros e motos nacionais e estrangeiros: 88 aptos para circulação e os 369 restantes para sucata — Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu/Divulgação

As ponderações de Janaína Paschoal sobre os mensalinhos em gabinetes de parlamentares

Deputada eleita não cita diretamente caso envolvendo filho de Bolsonaro, mas dá a entender

A advogada Janaina Paschoal, candidata a deputada estadual pelo PSL em São Paulo Foto: Marcos Alves / Agência O Globo
A advogada Janaina Paschoal, candidata a deputada estadual pelo PSL em São Paulo – Marcos Alves / Agência O Globo

A deputada estadual eleita por São Paulo Janaína Paschoal (PSL) fez uma série de considerações na manhã desta quarta-feira (12) em seu perfil no Twitter sobre os mensalinhos em gabinetes de parlamentares, prática que consiste em tomar de funcionários comissionados parte dos salários que recebem em troca da manutenção de seus empregos. Janaína não menciona diretamente a investigação envolvendo um ex-assessor de Flávio Bolsonaro, deputado estadual no Rio de Janeiro e filho de Jair Bolsonaro, que movimentou mais de R$ 1,2 milhão em sua conta e é suspeito de recolher parte dos salários de alguns dos antigos colegas de gabinete. Ela, no entanto, dá a entender que se trata do caso de Flávio, uma vez que cita o Coaf, origem das informações sobre as suspeitas envolvendo o ex-auxiliar de Flávio. Janaína diz que se os investigadores quiserem avançar no caso precisam dar “alguma garantia aos assessores, para que eles falem…”

 

O QUE ACONTECE NO LEGISLATIVO NATIVO

Câmara de Foz passa a exigir escolaridade para assessores nomeados

Confira os principais assuntos das sessões desta quinta-feira (13)

Consta da pauta de votação da sessão ordinária desta quinta-feira (13) projeto de resolução nº 9/2018, apresentado pela mesa diretora estabelecendo escolaridade mínima para nomeação de assessores nos gabinetes dos vereadores. A exigência passa a ser de ensino médio completo. Na atual formação do quadro de comissionados do Legislativo, dos 59 assessores parlamentares dos gabinetes dos vereadores, 23 deles possuem ensino superior e dentre esses alguns têm pós-graduação.
A exigência prevista no projeto originou da recomendação do Diretor do Departamento de Controle Interno à Presidência, considerando os enunciados nos prejulgados do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, que definiram parâmetros objetivos para aferir o regular provimento dos cargos em comissão na administração pública estadual e municipal. A medida, se aprovada, passa a valer a partir de 1º de janeiro.

Projeto final sobre redução das gratificações

Ainda na pauta da sessão ordinária desta quinta-feira (13) consta a votação da nova redação ao substitutivo ao projeto de lei 136/2017 que trata da redução para o limite de 35% para gratificações legais aos servidores da Câmara que exercem atividades além das previstas no concurso. Conforme justificativa da mesa diretora, “a medida dá atendimento à recomendação da Controladoria Interna da Casa em consonância com decisões do Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Aduz que a fixação de percentuais de funções gratificadas e gratificações por encargos especiais concedidas aos servidores deve ser regulada por meio de lei e não por re solução”.
As alterações consolidam a normatização dos percentuais das funções gratificadas, gratificação por encargos especiais, juntamente com a tabela de vencimentos dos cargos de natureza efetiva da Câmara, vez que estas verbas são atribuídas exclusivamente aos servidores efetivos da Casa, sendo prudente sua regulamentação em lei única. O projeto da mesa diretora foi proposto em conjunto com outros projetos, que pretendem adequar nossa legislação ao que foi recomendado, bem como unificar temas que atualmente são tratados em regulamentos esparsos, mas que, para fins de entendimento e efetiva aplicação, devem ser editados juntos.

Incentivo à exposição de carros antigos

O projeto nº 60/2018, de autoria da vereadora Inês Weizmann (PSD), está na pauta para votação em plenário nesta quinta-feira (13) com o propósito de estimular eventos na cidade como a exposição de carros. Para tanto, o texto propõe a inclusão no Calendário de Eventos Oficiais do Município o Dia Municipal do Jipe, a ser comemorado, anualmente, no dia 4 de abri. “Terá como principal objetivo promover a integração da população, a cidadania, a solidariedade e fomentar o turismo, com atividades esportivas, ecológicas e comunitárias e com desfile e exposição dos veículos a que se refere o evento e de outros alusivos ao antigomobilismo”, consta.
Weizemann argumentou que “pela qualidade e importância, o Jipe transformou-se em objeto de interesse, admiração, preservação e memória dos aficionados pelo automobilismo, que se reúnem e se agrupam para realizar eventos, desfiles e exposições. Esses admiradores percorrem rotas de ecoturismo, promovem gincanas e campanhas de solidariedade tendo o Jipe como o centro das atenções. A ideia é aproveitar como mais uma atividade turística no Município”.

Regularização de imóveis

Dois projetos sobre regularização de área pública entram na pauta de votação da sessão ordinária desta quinta-feira (13). Um deles a área de 960m² no Campos do Iguaçu para fins de regularização do espaço onde se desenvolve atividade de coleta, triagem, prensagem e destinação final de resíduos recicláveis. A ideia é futuramente reconstruir e ampliar o barracão de reciclagem.
O outro projeto pretende unificar trecho em prolongamento na rua Dois Vizinhos, no Jardim Lancaster, onde antigamente se formava um bolsão de retorno. Mesmo sem a devida alteração na documentação da área essa unificação já ocorre na prática. O projeto formaliza e agrupa o espaço ao imóvel onde funcionava a antiga unidade de saúde do Lancaster.

Créditos orçamentários e empréstimo para conter alagamentos

Dentre os projetos a serem votados na sessão extraordinária desta quinta-feira (13) da Câmara de Foz do Iguaçu estão três projetos com pedido de abertura de créditos ao Orçamento do Município. Um deles é de R$ 8,3 milhões para fechamento de ano em especial na saúde para serviços e cobertura da folha de pagamento. O outro é de R$ 30 milhões relativos a empréstimo pretendido pela prefeitura em programa da Caixa Econômica Federal com o propósito de implantação de obras para conter os alagamentos. O terceiro projeto é crédito de R$ 415,9 mil para implantação de faixas elevadas para pedestres em diversos bairros, atendendo a reivindicações d a comunidade repassadas aos vereadores.

Vereadores aprovaram 113 emendas ao orçamento para 2019

Os vereadores aprovaram na tarde desta quarta-feira (12), em sessão extraordinária, as 113 emendas ao orçamento para 2019. As emendas são remanejamentos que os parlamentares podem fazer ao orçamento do município para o ano seguinte, a fim de destinar recursos para áreas de saúde, educação, esporte, entidades, melhorando a aplicação dos recursos públicos para locais que têm maior necessidade. Com as emendas impositivas, a Prefeitura tem obrigação de cumprir a destinação conforme foi estabelecida pelos vereadores. Nova redação ao projeto entra em votação na sexta (14), às 11h em nova sessão extraordinária.

Saiba mais em: https://bit.ly/2GfjHlQ
Clique aqui para mais fotos: https://bit.ly/2UynPAB

Diploma de populista

Teste para tese de Bolsonaro sobre intermediação seria questioná-lo pelas redes sociais

Editorial Folha de São Paulo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante cerimônia em que foi diplomado no TSE

Até proferir a frase que ofuscaria as demais, Jair Bolsonaro (PSL) fazia um discurso razoável na cerimônia de sua diplomação.

O presidente eleito prometeu governar em benefício de todos os 210 milhões de brasileiros, “sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião”. Pediu ainda a confiança da parcela do eleitorado que não o apoiou —quase a metade dos votantes, se considerados também os que marcaram nulo ou em branco.

Obviedades protocolares, talvez, mas ainda assim relevantes em se tratando de quem, na campanha, ameaçava com cadeia os concorrentes diretos e falou em “fuzilar a petralhada”. Isso para nem recordar a coleção de declarações preconceituosas e ofensivas ao longo de sua carreira política.

Tampouco deixou de ser algum avanço o elogio ao trabalho da Justiça Eleitoral e o reconhecimento da lisura do pleito. “Nosso compromisso com a soberania do voto popular é inquebrantável.”

Declarações mais fáceis de fazer, sem dúvida, na condição de vencedor da disputa. Antes desse desfecho, o então presidenciável do PSL lançava acusações infundadas, obscurantistas e irresponsáveis acerca de fraudes nas urnas eletrônicas.

Bolsonaro de palanque acabaria por surgir, de modo um tanto abrupto, no pronunciamento que em geral se pautava por sensatez e conciliação. “O poder popular não precisa mais de intermediação”, proclamou o diplomado.

Tomada por si só, a afirmação é a própria essência do populismo —o líder carismático pretende falar em nome da vontade popular, quando não encarná-la, a tomar limites institucionais como obstáculos aos anseios que representa.

Observado o contexto, nota-se que o eleito investe, de forma oblíqua, contra o jornalismo profissional. “As novas tecnologias”, diz, “permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes”.

Em outras palavras, ele postula que o mandatário pode se entender a qualquer momento com o público por meio de suas redes sociais. O recurso dispensaria, no limite da interpretação, ritos como a concessão de entrevistas ou a participação em debates.

Um teste prático para essa tese seria um cidadão questionar o futuro chefe do Executivo, via Twitter ou Facebook, sobre a movimentação milionária detectada na conta de um assessor de seu filho deputado estadual —e, se chegar a conseguir uma resposta, demandar esclarecimentos adicionais.

A mesma cerimônia proporcionou um contraponto à fala de Bolsonaro. “Democracia”, disse a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, “não se resume à escolha periódica, por voto secreto e livre, de governantes”.

Arroubos populistas não são novidade no panorama político nacional, no mais das vezes em forma de retórica vazia. Freios e contrapesos democráticos, bem como a vigilância da imprensa independente, têm bastado para disciplinar os poderes dos governantes.

 

TJ-PR determina volta de Claudio Eberhardt á prefeitura de Sta Terezinha de Itaipu


Alemão teve cautelar revogada  

Nesta terça feira (11) desembargador José Carlos Dalacqua, do TJ-PR, acatou os argumentos da defesa do prefeito Claudio Eberhard (PSDB) determinando, em medida liminar, que o mesmo volte as suas funções de prefeito de Santa Terezinha de Itaipu. Eberhard ficou mais de sete meses afastado da prefeitura. Á medida judicial beneficiou também o vereador Antonio Luiz Bendo, o “Bim” e o servidor municipal Cesar Abatti.

Veja a decisão:

despacho (1)

TEMPORAL DEIXA ESTRAGOS NA CIDADE

Um temporal que durou uns 15 minutos desabou em Foz nesta tarde de quarta (12) deixando um rastro de estragos. Na Rodoviária os vidros da área de embarque viraram pó. Não se sabe de vítimas até o momento.

INQUÉRITOS PARA INGLÊS VER

Esse caso escabroso do João de Deus ainda vai render muito pano pra manga. Descobriu-se que vários inquéritos policiais foram abertos no passado para investigar denúncias de abusos sexuais do curandeiro. Delegados teriam “sentado” em cima dos inquéritos impedindo que as investigações avançassem. Chegado a hora de a onça beber água, essas, e outras questões deverão vir a público. Oxalá!

Em tempo: Nesta quarta (12) O MP de Goiás pediu a prisão preventiva do predador sexual travestido de espírita/curandeiro. Convenhamos, mais de 200 mulheres se manifestaram como vítimas. É muita gente.

MITÔMANO

Ele mente pela manhã, a tarde, e a noite. Não sabe fazer outra coisa. Mentir é a praia dele.

 

Jabuticaba brasileira

Justiça ‘jabuticaba’ custa R$5,5 bilhões por ano ao País, com ou sem eleição

Só em salários, Justiça Eleitoral custará R$5 bilhões em 2019, ano sem eleição

 

A diplomação do presidente eleito, nesta segunda (10), encerrando o ciclo eleitoral de 2018, deveria marcar também a dissolução do órgão público que organizou a disputa, como acontece em todo o mundo que respeita o sacrifício do pagador de impostos. Não é o caso do Brasil, onde o órgão criado para organizar eleição ganhou caráter permanente e o nome de “Justiça Eleitoral”. Essa invenção jabuticaba custa R$5,5 bilhões anuais e sustenta 35.371 servidores até em ano sem eleição. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O caráter provisório do TSE fica claro: são 3 ministros do STF, 2 do STJ e 2 da advocacia. Mas acabou perpetuado pelos fabulosos cargos.

Na Brasília carente de hospitais, a sede do TSE custou quase meio bilhão de reais, onde 7 ministros trabalham às terças e quintas. À noite.

No ano sem eleição de 2019, os salários da Justiça Eleitoral custarão ao cidadão brasileiro mais de R$5 bilhões, 89,8% dos gastos totais.

Ministro do TSE tem o próprio gabinete no tribunal de origem ou na sua banca. Mas na sede do TSE tem outro, de 150 metros quadrados.

PITACO: O Brasil continua sendo um dos raros países do mundo onde se tem justiça eleitoral. Isso tem que acabar!

Especialista em segurança afirma: O Hezbollah pode dominar o PCC 

Entrevista

VANESSA NEUMANN

Da IstoÉ

Nascida na Venezuela e criada nos Estados Unidos, Vanessa Neumann, consultora de risco especializada em comércio ilícito, analisa e aponta soluções contra um dos males mais insidiosos da economia global: a conexão entre contrabandistas de produtos falsificados e grupos terroristas. Neumann esteve no Brasil para lançar seu livro “Lucros de Sangue”, da editora Matrix, em que mostra como o cidadão comum financia atentados e guerras civis ao consumir drogas e comprar bens de procedência duvidosa. A edição brasileira de seu livro conta com um capítulo dedicado às operações ilegais na Tríplice Fronteira, onde o grupo terrorista Hezbollah age sem ser incomodado. O comércio ilegal na região soma até US$ 43 bilhões ao ano, afirma Neumann. Em um hotel na Avenida Paulista, a menos de uma quadra da banca de vendedor de produtos falsificados mais próxima, ela falou sobre as conexões entre as ditaduras da Venezuela e da Síria e a negligência brasileira diante do crescimento da facção criminosa PCC.

A senhora afirma que cigarros contrabandeados e produtos falsificados ajudam a financiar o terrorismo. Como chegou a essa conclusão?

Os grupos terroristas se especializaram em contrabando e tráfico de drogas. Tenho estudado o Hezbollah [grupo xiita libanês] na América Latina e suas relações com as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] e os chavistas. Viajei ao Líbano para entender como funcionam seus mecanismos de financiamento e suas ligações com a Venezuela. Também me deparei com operações em outras partes da América Latina. Outro assunto que acompanho é o contrabando de cigarros, que também tem a participação do Hezbollah na Zona de Maicao, entre Colômbia e Venezuela, e na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai.

De que maneira o cigarro financia o terrorismo?

As primeiras rotas de contrabando surgiram no Oeste da África. Uma vez aberto o caminho, também passam por ali seres humanos, armas e drogas. É um dinâmica que se repete e tem a ver com a logística que acaba por financiar o terrorismo. Na Tríplice Fronteira há forte presença do Hezbollah, que contrabandeia cigarros graças a Horacio Cartes [ex-presidente paraguaio e magnata do tabaco investigado por lavagem de dinheiro]. A atividade lhes dá uma fonte de financiamento operada com competência. Daí, quando se deseja movimentar produtos ilegais, há gente que possui casas de câmbio, esquemas de lavagem de dinheiro e transporte não só até o porto de Santos, mas até a África, o Oriente Médio e a Espanha. As agências de segurança apontam que eles atuam como uma empresa internacional de entregas expressas, como Fedex e UPS.

O combate ao terrorismo foi a inspiração para o seu livro, “Lucros de Sangue”?

O cidadão comum não se dá conta do sangue que está derramando a financiar o terrorismo. O dinheiro do contrabando é usado para a compra desde armas para defender o ditador Bashar Assad, na Síria, até promover ações em outras parte do mundo por meio de um sistema corrupto que envolve as polícias, os políticos e as aduanas.

Qual o papel da China e dos países do Oriente Médio na rede mundial de produtos falsificados?

A China é o grande produtor de produtos falsificados. Vimos no Aeroporto Internacional Guaraní, em Assunção, que a cada semana chegam dois aviões, um da China e outro de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, trazendo itens que não passam por nenhum controle. O que chega logo é distribuído para as lojas de Ciudad del Este. Tanto que lá os letreiros das lojas estão em árabe e chinês, além de espanhol. Ali funciona um miniestado para o crime organizado de todas as partes do mundo. Os chineses trazem os produtos e levam o dinheiro. Já de Dubai não sei o que trazem os aviões. Acredita-se que seja ouro ou dinheiro, de acordo com sua experiência no Oriente Médio. Perto de Dubai está a Zona de Livre Comércio de Jebel Ali, onde traficantes e grupos terroristas financiados por entidades da Árabia Saudita e do Irã atuam, enviando recursos e produtos para a América do Sul. A lavagem de dinheiro na Tríplice Fronteira é como uma árvore com ramificações que servem para diferentes grupos. E a China, que tem uma porção importante de sua economia voltada para o tráfico de produtos, se aproveita desse ambiente. O que preocupa é que esse sistema na Tríplice Fronteira é muito estável, funcionando perfeitamente.

Qual o tamanho do comércio ilegal e de drogas na fronteira com o Brasil?

O tamanho do comércio de drogas não é conhecido. Os números mais recentes do comércio ilegal apontam para 35 bilhões de dólares. Alguns analistas falam em 43 bilhões. Ou seja, é um dinheiro que os governos e a iniciativa privada dos três países nunca viram.

Além do Hezbbollah, a Al Qaeda e o Estado Islâmico também atuam no Brasil?

É sabido desde os anos 1990 que a Al Qaeda se beneficiava do tráfico de drogas e de tabaco. Naquela época eles estavam mais ativos. Não vejo por que mudariam.

Seguramente. O PCC está cada vez mais infiltrado no Paraguai, onde mantém uma relação com o Hezbollah. Sei que o Brasil não o considera um grupo terrorista, mas tenho razões para defender o contrário. Os comandantes do Oriente Médio com quem eu conversei são terroristas. E o império criminal que eles integram é uma ameaça. Hoje eles apoiam o PCC, que começou como uma quadrilha de prisão e se tornou uma insurgência criminal. E se alguém sabe fazer uma insurgência é o Hezbollah. Seus integrantes ocupam territórios, obtêm armas e dinheiro em troca de cocaína. Os brasileiros até pensam que se tornaram poderosos, mas o Hezbollah pode dominar o PCC. Bastaria querer.

O relacionamento com o Hezbollah não coloca facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho e o PCC, em evidência diante de órgãos internacionais?

O DEA [departamento de drogas], o FBI [polícia federal] e a CIA [serviço de espionagem] dos Estados Unidos têm mais com o que se preocupar, contanto que não exploda uma bomba ali. Porém, é preciso entender que muito do financiamento dos atentados vem de lá, onde há convergências. O irônico desses grupos é que apelam ao contrabando e ao tráfico para financiar suas operações, porém, quando os lucros chegam, há uma troca, com as armas sendo usadas para manter os negócios. A convergência vem por dois pontos. As sanções contra os apoiadores ficaram mais eficientes, tornando necessário criar negócios próprios. Outro ponto é a presença de facilitadores, que lavam dinheiro, possuem logística de transporte e bons advogados, fornecendo documentos e proteção. Se o celular de um facilitador for apreendido, veremos que os contatos com terroristas ultrapassam suas conexões com criminosos comuns.

O Brasil é um possível alvo ou apenas um local de refúgio e obtenção de recursos?

Não haveria perigo de um atentado, pois seria catastrófico para os negócios. Todavia, no futuro, com tanta corrupção, ilicitudes e dinheiro envolvidos, alguma ameaça poderia provocar uma reação. Nunca poderemos dizer que estamos seguros.

Debelar esses grupos só seria possível com cooperação internacional?

No relatório da Asymmetrica, minha empresa de consultoria, intitulado “Hidra Dourada”, alertamos que falta troca de informações entre as nações. Na Tríplice Fronteira, um criminoso tem três países para onde correr. Diante das ameaças transnacionais, é preciso colaboração, como a criação de um centro de inteligência que reunisse as polícias nacionais.

Quais são as ações do governo americano para conter os grupos terroristas na América do Sul?

Foi aprovada uma lei, o novo Hezbollah International Financing Act, o HIFA. O primeiro é de 2015 e permite sancionar quem financie o grupo. A novidade é que um dos artigos inclui tráfico de cigarros.

A desmobilização das Farc prejudicará o tráfico e trará paz à Colômbia e para a região?

O problema é que as pessoas não param de cheirar cocaína. Enquanto houver demanda haverá fornecedores. Antes da Colômbia, a cocaína vinha do Peru e da Bolívia. Sem contar que as Farc ganham dinheiro com sequestro e extorsão.

A senhora acredita que a Venezuela deve ser classificada como um país financiador do terrorismo?

Há provas de que o apoio ao terrorismo é uma política de Estado na Venezuela. Eles financiam diretamente grupos, forneceram milhares de passaportes, montaram negócios para empresas que sofreram sanções econômicas. Investigações apontam relações antigas com Saddam Hussein, do Iraque, e Gamal Abdel Nasser, do Egito. O projeto Pan-Árabe tem relações diretas com os bolivarianos da Venezuela. Não se trata só de dinheiro. Há laços de sangue com os drusos do Líbano e da Síria. As Farc também financiavam os sírios. Isso foi descoberto após a apreensão do computador do líder Raúl Reyes, morto em 2008. Também foi descoberto que Hugo Chávez destinava 300 milhões de dólares por ano às Farc para desestabilizar o governo colombiano. Ele sonhava com a Grande Colômbia unindo os países. Na fronteira, os militares venezuelanos se criminalizaram ao conviver com as Farc. No Arco Minero, o Exército de Libertação Nacional colombiano, o ELN, atua como força de controle territorial. Hoje é aliado do governo, amanhã, vai saber.

Isso quer dizer que os governos do PT apoiaram o terrorismo ao fechar os olhos para as ações de Hugo Chávez e Nicolás Maduro?

Creio que o governo brasileiro não entendeu ou não levou a sério o projeto bolivariano. Foram ingênuos e cometeram um grave erro. Em ambos os países a narrativa da justiça social e do socialismo tinha razões históricas, o que deu a desculpa para o aumento da interferência dos governos, que capacitaram verdadeiras cleptocracias. Uma investigação séria na Venezuela faria a Lava Jato parecer pequena. A estimativa é que sob Chávez e Maduro foram roubados até 400 bilhões de dólares. É muito mais do que o país necessita do Fundo Monetário Internacional para ser reconstruído. Para piorar, hoje a crise venezuelana é uma ameaça aos vizinhos.

Matador identificado em São Paulo

Polícia identifica homem que matou quatro e feriu quatro em igreja de Campinas

Euler Fernando Gandolfo, 49 anos, se matou após o ataque

Após se matar, o atirador manteve sua arma em punho: ele usou um dos dois pentes de balava que tinha. (Foto: reprodução da EPTV)

A Polícia Militar já identificou o homem que invadiu a Catedral de Campinas. Euler Fernando Gandolfo, 49 anos, matou quatro pessoas e feriu outras quatro no início da tarde desta quarta-feira (11).

De acordo com a PM, após o ataque, ele se matou com uma pistola 9 mm e mais um revólver. A motivação do ataque a tiros ainda é desconhecida.

Os tiros foram disparados no momento em que ocorria a missa das 12h15. A PM diz ter registrado um chamado pelo 190 às 13h25, com uma pessoa dizendo que um homem de camiseta azul e calça jeans entrou na catedral, fez os disparos e, na sequência, se matou.

O secretário municipal de Segurança de Campinas, Luiz Augusto Baggio, afirmou que o homem já teria entrado na igreja atirando. “A intenção era atirar. Ele já atirou ‘fatalizando’ as pessoas. Não tinha nenhum motivo específico que não fosse a loucura dele”, completou Baggio.

Outras quatro pessoas foram atingidas pelos disparos e sobreviveram. Elas foram socorridas pelos bombeiros e pelos médicos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levadas para os hospitais Mário Gatti, HC de Campinas e Beneficência Portuguesa.

Os bombeiros informaram que os sobreviventes vão passar por cirurgia para a retirada dos projéteis que atingiram partes vitais. O estado de saúde deles não foi divulgado.

A Catedral de Nossa Senhora da Conceição fica na principal área comercial da cidade, próxima à rua Treze de Maio.

Em frente à catedral, o major Paulo Monteiro, do Corpo de Bombeiros, declarou que a principal preocupação agora é o atendimento aos sobreviventes. “Pelo horário, havia um fluxo de pessoas, tinha bastante gente na igreja. Os socorros já foram feitos, e os óbitos, detectados”, disse o major.

Por meio de nota, a arquidiocese de Campinas informou que a catedral está fechada para o atendimento às vítimas e para a realização das investigações da polícia. “Contamos com as orações de todos neste momento de profunda dor”, segundo trecho do comunicado. (Com informações FolhaPress)