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Ou ele ou ele

Em derrota de Doria, PSDB rejeita expulsão de Aécio; rumo da sigla é obscuro

Aécio Neves (PSDB-MG), que teve sua expulsão rejeitada pelo partido – Andressa Anholete – 18.mai.16/AFP

Há pouco mais de um mês, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, decidiu subir o tom ao comentar a resistência de representantes do PSDB mineiro à tentativa da ala paulista da sigla, liderada pelo governador João Doria e por ele próprio, de expulsar o deputado e ex-presidenciável Aécio Neves.

Numa espécie de ultimato ao diretório nacional tucano, Covas lançou o desafio: “Ou eu ou ele”.

Nesta quarta (21), em Brasília, ao apreciar o pedido para levar o caso de Aécio ao Conselho de Ética, o colegiado decidiu ficar com o ex-governador de Minas Gerais. O relator, deputado Celso Sabino (PA), expôs sua visão contrária à admissibilidade da representação —e se viu acompanhado por 30 dos 35 correligionários presentes.

Impôs-se, assim, derrota fragorosa a Doria e ao alcaide paulistano, que parece ter bons motivos para se arrepender do afoito repto à cúpula partidária —um sinal, se não de amadorismo, pelo menos de imaturidade política.

Por sua vez, o governador afirmou por meio de nota que o PSDB escolheu o lado errado. “O derrotado nesse caso não foi quem defendeu o afastamento de Aécio. Quem perdeu foi o Brasil.”

Em que pesem os graves sinais de envolvimento em corrupção, o candidato tucano derrotado nas eleições presidenciais de 2014 conseguiu mais uma vez fazer valer seu longo histórico político e sua poderosa rede de relações.

Segundo argumentou sob anonimato um de seus aliados, o estrago que Aécio poderia fazer no PSDB já se materializou no pleito de 2018. Votar por sua permanência, neste momento, seria uma forma de conter o ímpeto do grupo liderado pelo governador paulista, que tenta se assenhorear da legenda.

Não se trata, que fique claro, de disputa entre alas regionais do partido, mas entre grupos —paulistas ou não, mineiros ou não— favoráveis e contrários à ascensão do novo cacique e postulante ao Palácio do Planalto em 2022.

São perfeitamente legítimas e fundadas as ambições de Doria, mas é fato que sua rápida e bem-sucedida carreira política representa uma inflexão à direita nas tradições tucanas. No exemplo mais recente, ele levou à legenda o deputado Alexandre Frota (SP), um dissidente precoce do bolsonarismo.

Na campanha eleitoral, o governador se distanciou de seu padrinho político, Geraldo Alckmin, e se apresentou como uma espécie de aliado tácito de Jair Bolsonaro, posição da qual agora procura cautelosamente se afastar.

Suas pretensões presidenciais estão entre as poucas certezas políticas do país. Já os rumos do PSDB ficaram ainda mais obscuros.

De ônibus é uma piada

Do analista dos Planaltos

Anunciado com toda pompa, as passagens para os vôos do pequeno avião terceirizado da Gol (Caravan 9 lugares) custa R$ 350 para trechos como Campo Mourão/Paranavaí a Curitiba. Isso choca com a realidade de quem se desloca por R$ 331 reais de ônibus leito (Umuarama a Curitiba) ou 292 reais (Paranavaí a Curitiba pela mesma Viação Garcia) em linhas sem licitação desde 1988, quando a nova Constituição Federal exigiu abrir concorrências para o setor.  Durante 31 anos as empresas lutaram na Justiça para não terem concorrência. A tradicional empresa londrinense Garcia (que havia abocanhado outras como Princesa do Ivaí, Ouro Branco) acabou sendo arrematada 2 vezes (uma para o grupo Luft e outra para José Boiko – oriundo do Expresso Nordeste, de Campo Mourão – e dono da BrasilSul e Londrisul). No setor aéreo qualquer um pode abrir empresa, solicitar autorização para os órgãos competentes, determinar as cidades que vai operar e colocar os aviões para voar. No setor rodoviário eles atuam para deixar tudo como está e o povo que pague o desejado pelos capitalistas. Aliás, dia 1 de setembro a AGEPAR autorizou um aumento de 4,19%  nos ônibus, mas não consegue explicar aos moradores de Umuarama (331 reais) como é que a passagem deles em ônibus leito é mais cara que a de Paranavaí (292 reais) pela mesma Viação Garcia, com quilometragem idêntica e menos pedágio? Detalhe pitoresco: quem quiser usar o ônibus da Viação Umuarama para Curitiba deve comprar a passagem mais barata de Perobal (vizinha cidade de Umuarama) e embarcar na garagem da empresa, pois não é permitida a ela utilizar a rodoviária da cidade pela Agepar/DER. Detalhe histórico – Zeca Boiko quando não detinha a Viação Garcia propunha uma tarifa menor entre Londrina a Curitiba pela Brasil Sul, com ônibus leito e preço de ônibus convencional. Agora esqueceu da promessa protocolada na Secretaria dirigida à época por Pepe Richa. Foi só comprar a Garcia e esqueceu rápido. São coisas que só acontecem no setor cartelizado de ônibus – que venha o serviço Buser (fretamento colaborativo https://www.buser.com.br/)

From Zé Beto

ANP interdita 35 postos de combustíveis após fiscalização no Paraná Ação foi desencadeada em 16 cidades do estado entre os dias 17 e 22 de agosto. Agência disse que recebeu denúncias de irregularidades.

Distribuidora e 35 postos de combustíveis são interditados depois de fiscalização

Distribuidora e 35 postos de combustíveis são interditados depois de fiscalização

Uma fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) interditou 35 postos de combustíveis no Paraná. Segundo a ANP, a ação foi feita entre os dias 17 e 22 de agosto. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (23).

A fiscalização foi feita em 183 postos, além de uma distribuidora em 16 cidades do Paraná, sendo elas: Curitiba, Colombo, Pinhais, Araucária, São José dos Pinhais, Agudos do Sul, Maringá, Guarapuava, Pinhão, Candói, Laranjeiras do Sul, Ponta Grossa, São João do Triunfo, Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel.

Segundo a ANP, a ação foi desenvolvida com base em denúncias feitas à agência e em parceria com o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem).

Ao todo, a agência disse que interditou 31 bicos de bombas que forneciam volume abaixo do que era registrado.

Em um dos casos, na Região Metropolitana de Curitiba, os fiscais interditaram sete bicos de abastecimento, que desviavam pouco mais de um litro de combustível para cada 20 abastecidos.

Três postos que vendiam combustíveis fora dos parões de qualidade também foram fechados, de acordo com a agência. Os estabelecimentos funcionavam em Foz do Iguaçu, no oeste, e Curitiba.

Um posto que não tinha autorização para funcionar em Londrina, no norte do Paraná, foi interditado durante as fiscalizações, conforme a ANP.

Em Curitiba e municípios da região metropolitana, a ANP fiscalizou 84 postos e uma distribuidora. Na região, um posto foi fechado após os agentes encontrarem solvente na gasolina.

Multa

De acordo com a ANP os postos que foram autuados ou interditados podem receber multas em valores que variam de R$ 20 mil a R$ 5 milhões. Ainda segundo a agência, mesmo com a regularização dos itens fiscalizados, o estabelecimento responde a um processo administrativo.

Denúncias podem ser feitas para a ANP por meio do telefone 0800 970 0267 ou pelo site da agência.

Fiscalização foi feita pela ANP em 16 cidades paranaenses — Foto: Reprodução/RPC

Fiscalização foi feita pela ANP em 16 cidades paranaenses — Foto: Reprodução/RPC

Com G 1 PR

 

Deputado Estacho no escracho

NOSSO TIRIRICA

O palhaço Tiririca foi eleito na primeira vez com uma pergunta: “Você sabe o que faz um deputado federal? Vote em mim e eu vou descobrir.” Já foi reeleito mais duas vezes e gostou do que viu, pois não larga a fatiota. No Paraná o humorista vlogueiro Estacho saiu de Pinhão pelo PV e elegeu-se para Deputado Estadual, daí fez um vídeo para sua mídia social. Pena que a propaganda/permuta de uma pizzaria de Santa Felicidade tenha tido mais visualizações que a aula do deputado Verde.
Detalhe: a Copel era patrocinadora do canal Zuera News do mesmo deputado Estacho. Pode Pimentel?

MAIS UMA APOSENTADORIA

Além da pensão como ex deputado estadual que lhe rende quase 20 mil reais por mês, Antonio Casemiro Belinati, tio do prefeito de Londrina, ganhou o direito a receber a bolada federal atrasada de sua aposentadoria por idade que lhe renderá mais de 500 mil reais em ação movida contra o INSS no TRF 4 (Ação 5013212-83.2012.4.04.7000/PR). Já devolver o dinheiro público desviado da prefeitura nas várias ações movidas pelo Ministério Público contra o ex prefeito Belinati e das inúmeras condenações por improbidade administrativa é que vai uma grande distância, por moto próprio ou bloqueio de dinheiro e bens do político então nem pensar. Com a palavra o Ministério Público do Paraná que é mantido pelo cidadão que paga impostos e vê a Justiça desde 1998 não conseguindo reaver o dinheiro desviado pela chamada ORCRIM das família Belinati e Janene, que atualizado daria o valor aproximado de 1 bilhão de reais.

Brani usava escritório de Batochio para guardar propina, segundo Palocci

Em sua delação premiada, Antonio Palocci deu duas versões sobre o possível repasse de R$ 1 milhão da Odebrecht para o advogado José Roberto Batochio.

Na primeira, ele diz que o dinheiro seria “possível quitação de honorários advocatícios referentes a serviços prestados pelo advogado ao ex-prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos”.

O dinheiro sairia, portanto, da “conta corrente de propinas” mantida por Palocci junto à Odebrecht.

Na segunda, Palocci diz que, por determinado período, parte da propina da Odebrecht destinada ao custeio do Instituto Lula foi armazenada por Branislav Kontic “na sede do escritório” de Batochio.

PF suspeita de ‘manutenção de recursos espúrios’ para Lula no BTG e ação para obstruir cooperação da Suíça

Num dos pedidos de busca e apreensão contra André Esteves, o delegado Filipe Pace lista detalhes do que os agentes devem procurar, como registros, livros contábeis, agendas, ordens de pagamento, cartas e atas de reunião – inclusive mantidas por secretárias do banqueiro.

Um dos objetivos é encontrar qualquer indício de “eventual manutenção de recursos espúrios dentro da estrutura da holding (do BTG) para Lula, suas empresas, e/ou familiares”.

A PF busca provas sobre “eventual oferecimento de vantagens a Maria das Graças Foster, consistente em apoio do BTG Pactual para retirada de João Carlos de Medeiros Ferraz da presidência da Sete Brasil e para posterior controle conjunto da empresa pelo banco e pela Petrobras”.

Busca-se qualquer documento que se refira a “eventual auxílio prestado por André Esteves à Odebrecht para obstruir o trâmite de cooperação jurídica internacional entre Suíça e Brasil”, o que pode ter “consistido em ações junto ao DRCI/MJ e/ou ações junto a veículos da imprensa para tentar imputar crimes de violação de sigilo a autoridades envolvidas na cooperação jurídica”.

A Lava Jato também quer saber sobre eventual “relacionamento criminoso” de Esteves com Eduardo Cunha (evitar intimações e requisições da CPI da Petrobras), José Carlos Bumlai (operações comerciais), Guido Mantega (informações privilegiadas do governo e do BC), além de “eventual formação e manutenção de fundo” para “suporte financeiro à revista Carta Capital – a pedido de Lula.

Está na mira da PF ainda “eventual relacionamento” entre André Esteves, Marcelo Odebrecht e Nelson Jobim.

 

 

AUDIÊNCIA NIPOTI DESTA SEXTA (23)

Audiência começou com a tentativa de ouvir o servidor municipal Rui Novick Junior, acusado pelo MPF de ser o dono da transportadora escolar Coelho que mantém contratos com a prefeitura. Essa questão de trasportes escolares estariam recheadas de corrupção segundo os colaboradores. Junior se reservou ao direito de ficar calado. Ele foi conduzido na Pecúlio e responde na Nipoti por [pertencer a Orcrim.

ISMAEL DA SILVA

Foi contatado por video conferência da cidade de Progresso no Pará. Ismael também ficou pianinho…

ADELIR DA ROSA

Dono de uma empresa de informática que prestava serviços á prefeitura. Pagaria propinas para trabalhar com a prefeitura, segundo a delação do Melque. Negou tudo, em dado momento perdeu a cabeça e xingou o Melque de “filho da puta”. Na frente da juíza federal!

ROSINALDO DOS SANTOS

Dono da Enervik Informática também metido em rolos segundo o Melque. Negou tudo.

FABRICIO VIDAL

Da Vidal Transportes Escolar á serviço da prefeitura. O contrato lhe rendia R$ 123 mil/mês.  Segundo o Melque pagava R$ 7 mil por mês de propina para permanecer no negócio. Réu negou tudo.

ERICO DA ROSA MARQUES

Outro do transporte escolar chamado Luzia Marlene (sua mãe). Disse nao se lembrar do valor do contrato. Melque disse que fazia truta.

EDISON ROBERTO BARDELLI E ELCIO BARDELLI (Irmãos)

Donos da Quality Flux empresa que fazia manutenção dos radares do Foztrans. Disseram que conviveram as turras com o Carlos Juliano Budel. Negou boatos de que o Reni Pereira seria o verdadeiro dono da Quality. Os dois disseram-se inocentes de todas as acusações

SEGUNDA FEIRA PROSSEGUEM AS AUDIÊNCIAS.

Após recomendação do MP, Fundação Cultural adia a 15ª Feira do Livro

15ª edição da Feira do Livro de Foz do Iguaçu é adiada

15ª edição da Feira do Livro de Foz do Iguaçu é adiada

A Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, no este do Paraná, informou nesta sexta-feira (15) que decidiu acatar a recomendação do Ministério Público Estadual (MP-PR) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) e adiar a 15ª Feira Internacional do Livro.

A nova data para o evento que seria realizado entre os dias 5 e 13 de setembro ainda não foi anunciada, o que deve ser feito na próxima semana.

Em nota, a Fundação Cultural declarou que a decisão pelo adiamento tem como objetivo “promover ajustes na contratação de escritores”.

Segundo a promotoria, a inexigibilidade de licitação usada para a contratação da empresa responsável por parte da logística do evento, como o transporte, hospedagem e alimentação dos 30 autores convidados, é irregular e tem “fortes indícios de direcionamento do certame”.

A programação inicial incluía escritores e escritoras de destaque nacional e internacional como o moçambicano Mia Couto, Zeca Camargo, Carpinejar, Miriam Leitão, Luiz Ruffato, Cíntia Moscovich, Cristóvão Tezza e do português Valter Hugo Mãe.

PF deflagra 64ª Fase da Operação Lava Jato Operação “Pentiti”

Curitiba/PR – A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (23/08), a 64ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pentiti com o objetivo de apurar crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais relacionadas a recursos contabilizados em planilha denominada “Programa Especial Italiano” gerida por grande empreiteira nacional.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ. As medidas cautelares foram autorizadas pela 13ª. Vara Federal de Curitiba/PR.

A investigação é complexa e trata de fatos abordados em diferentes inquéritos policiais, tendo sido impulsionada por acordo de colaboração premiada celebrado entre a Polícia Federal e ex-Ministro de Estado investigado.

Além da identificação de beneficiários da planilha “Programa Especial Italiano” e do modus operandi de entregas de valores ilícitos a autoridades, também é objeto desta fase esclarecer a existência de corrupção envolvendo instituição financeira nacional e estatal petrolífera na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no continente africano – conduta que pode ter lesado os cofres públicos em pelo menos um bilhão e meio de dólares, que equivalem hoje a aproximadamente 6 bilhões de reais.

O nome da operação significa “arrependidos” e faz referência a termo empregado na Itália para designar pessoas que integraram organizações criminosas e, após suas prisões, decidiram se arrepender e colaborar com as autoridades para o avanço das investigações.

Será concedida coletiva de imprensa às 10h no auditório da Superintendência Regional da PF em Curitiba-PR, a qual será simultaneamente transmitida pelo canal oficial da Comunicação Social da Polícia Federal em Curitiba no Youtube, cujo link será informado em breve.

TJ-PR nega recurso e mantém condenação contra ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná

Bibinho foi condenado a 15 anos de prisão em 2010 — Foto: Reprodução/RPC

Bibinho foi condenado a 15 anos de prisão em 2010 — Foto: Reprodução/RPC

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu manter as provas que levaram à condenação do ex-diretor da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Abib Miguel, na tarde desta quinta-feira (22).

O recurso tinha sido apresentado pela defesa de Abib, que pediu a anulação da sentença condenatória. O julgamento foi feito pela Segunda Turma do tribunal e teve dois votos contra um.

Abib foi condenado a 15 anos de prisão em 2010. O caso foi revelado pela RPC e pelo jornal Gazeta do Povo através da série de reportagens Diários Secretos.

Atualmente Bibinho, como Abib Miguel é conhecido, está preso pela Operação Argonautas, que investiga um esquema de lavagem do dinheiro desviado da Alep. À época, em 2014, ele foi condenado a 18 anos, 11 meses e 20 dias de prisão.

No recurso julgado nesta quinta, os advogados argumentaram que só o TJ-PR poderia ter autorizado o pedido de busca e apreensão de documentos na Alep e não um juiz de primeiro grau, como aconteceu.

Decisão pela manutenção das provas

O desembargador José Maurício Pinto de Almeida, que é o relator do caso, votou pela manutenção das provas. Ele citou uma decisão de junho deste ano em que o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que juiz de primeira instância pode determinar busca e apreensão no Congresso Nacional e, por extensão, em assembleias legislativas.

Já o desembargador Francisco Rabelo discordou. Para ele, as provas e a sentença que condenou Abib deveriam ser anuladas. O voto de desempate foi do desembargador José Carlos Daláqua, que votou pela manutenção das provas.

Diários secretos

O processo contra o ex-diretor geral da Assembleia Legislativa começou a partir de denúncias feitas em reportagens publicadas na RPC pelo jornal Gazeta do Povo. Segundo as informações apuradas à época, Bibinho foi apontado como a figura principal do esquema de contratações irregulares no Legislativo paranaense.

As nomeações eram publicadas em Diários Oficiais, com impressão reduzida, que nunca eram distribuídos. A série intitulada “Diários Secretos” ganhou o Prêmio Esso de Reportagem, a principal premiação do jornalismo brasileiro.

O que diz a defesa

A defesa de Abib não quis comentar detalhes, mas adiantou que deve recorrer da decisão na Primeira Turma do tribunal. Em 2018, a Primeira Câmara tinha decidido, por unanimidade, pela anulação das provas e da sentença.

Com G 1 PR