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STF tem maioria para restringir foro privilegiado

Placar tem seis votos favoráveis à restrição da prerrogativa de deputados e senadores a crimes cometidos durante e em função dos mandatos

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria, ou seja, seis dos onze votos, para restringir o foro privilegiado de deputados federais e senadores a crimes cometidos no exercício de seus mandatos parlamentares e relacionados aos cargos que ocupam. A análise do assunto havia sido iniciada em junho e foi suspensa após um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. Até a suspensão, quatro ministros haviam votado, todos favoráveis à restrição do foro: o relator, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello e a presidente do STF, Cármen Lúcia.

Conforme uma estimativa de Barroso, o Supremo tem 528 inquéritos e ações penais envolvendo autoridades com foro privilegiado, que podem ser reduzidos em 90% caso a mudança entre em vigor e os processos sejam enviados a outras instâncias.

Na sessão de hoje, Alexandre de Moraes propôs uma restrição menor ao foro, divergindo do relator no sentido de que todos os crimes comuns cometidos após a diplomação no mandato, mesmo que não relacionadas a ele, devam ser abarcadas pelo foro privilegiado, enquanto infrações antes da diplomação no mandato, não. Os ministros Edson Fachin e Luiz Fux seguiram integralmente o voto de Barroso.

Os sete ministros concordaram que o juiz ou o tribunal responsável por julgar um processo não podem ser alterado em função do foro privilegiado após a conclusão da instrução processual, fase em que são ouvidos testemunhas de acusação, de defesa e os réus.

Ainda votarão os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O ministro Ricardo Lewandowski está de licença médica.

O caso concreto julgado pelo STF nesta quinta-feira envolve a restrição de foro privilegiado do atual prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes, o Marquinho Mendes (PMDB). Ele é réu por comprar votos na eleição municipal de 2008, ano em que se reelegeu prefeito da cidade. Quando Mendes concluiu o mandato, em 2012, o caso foi remetido à primeira instância e, em 2016, passou a ser conduzido pelo STF depois que ele assumiu a cadeira do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara. Mendes, entretanto, renunciou ao mandato ao ser eleito novamente prefeito, no ano passado, e o processo voltou à segunda instância, a quem cabe processar e julgar prefeitos.

Em seu voto, dado no início do julgamento, Barroso sustenta que a revisão do alcance do foro é “um interesse do país, é uma demanda da sociedade”. O relator entende que “resguardar com foro um agente público por atos que ele praticou e que não têm nada a ver com a função que o foro quer resguardar é a concessão de um privilégio”.

Ainda para o relator, o modelo de foro privilegiado brasileiro cria situações que constrangem o Supremo. “É tão ruim o modelo, que a eventual nomeação de alguém para um cargo que desfrute de foro é tratada como obstrução de Justiça. É quase uma humilhação ao STF. Eu penso que é preciso dar à cláusula do foro privilegiado uma interpretação restritiva e a interpretação que propus no meu despacho e reitero é de que o foro só prevaleça em fatos praticados pelo agente beneficiário do foro no cargo e em razão do cargo. Portanto, como é o caso concreto, se o fato foi praticado quando o individuo era candidato a prefeito e se o foro beneficia quem é deputado, nesse caso não se aplica o foro”.

Da VEJA

O que vem por aí…

A qualquer momento deve explodir uma bomba no legislativo nativo  de arrancar tatu do buraco. Tem a ver com vereanças e assessores… Aguardem.

PORTAL TRANSPARÊNCIA DA PREFEITURA

Promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Publico Marcos Cristiano Andrade deu 18 meses para que a prefeitura de Foz do Iguaçu regularize o seu Portal da Transparência. Um ano e meio, generoso o doutor promotor, convenhamos.

ASSESSOR PARLAMENTAR NA DELEGACIA EM HORÁRIO DE TRABALHO


Os dois jornalistas de facebook Luiz e Landerson Travenssoli

Na manhã desta segunda (20) o assessor parlamentar Landerson Travenssoli foi visto no pátio da 6ª SDP jogando conversa fora. Se tivesse ido lá atrás de algum auxílio policial deveria ter se dirigido ao balcão do atendimento. Não o fez, logo, lícito perguntar: O que o assessor do vereador Jhanke estava fazendo no local em horário de trabalho no legislativo? Estava cuidando de seus interesses vereador Jhanke?
Lembrando que este assessor foi recentemente denunciado a Justiça pela prática de homofobia contra um adolescente no interior da Câmara Municipal. Tem que exonerar vereador Jahnke!
E tem mais: no deplorável episódio em que me vi envolvido com o Cassiano Ribas (nesta mesma segunda), Landerson em companhia do Luis (que mantém uma conta no facebook), tiveram a empáfia de gravar um vídeo com o único propósito de tentarem me ridicularizar. Por terem feito isso, o que é deplorável em todos os sentidos, mesmo porque fui atacado por um agressor e ameaçado de morte, o vídeo foi encaminhado aos meus advogados para as providências pertinentes (doutor Osli Miachado terá mais trabalho…). Deverão ser convocados para compor a lide no processo criminal e cível que estou ajuizando contra o Ribas. Em tese, o que se pode deduzir do  vídeo é que a dupla aplaudiu a violência praticada contra a minha pessoa, logo, poderão ser enquadrados como autores de apologia a essa mesma violência. Simples assim.

PS: O mesmo procedimento será adotado contra o Oliveirinha, Darlon Dutra, André Rorato, Marcelo Angeli e todos os demais que tentaram tirar proveito da ocorrência. Convenhamos, não é esse o procedimento que se espera de pessoas de bem.

PITACO: Ajoelhou, tem que rezar.

TRISTE REALIDADE BRASILEIRA

70% dos brasileiros não leem, e 30% nunca comprou um livro na vida.
Brasil, Pátria Educadora!

 

Quem controla a mídia no Brasil?

A organização Repórteres Sem Fronteiras e o grupo Intervozes apresentaram o relatório “Monitoramento da Propriedade da Mídia no Brasil” (Media Ownership Monitor/Brasil – MOM). O estudo traz informações detalhadas sobre quem são os principais responsáveis pelos órgãos de imprensa do país, suas atuações em outros setores da economia e mostra o nível de concentração da propriedade dos meios de comunicação locais.

“O MOM associa os nomes dos proprietários aos seus veículos de mídia, grupos econômicos e empresas em outros setores, sistematiza essas informações e as torna acessíveis ao público em geral”, afirma o coordenador da pesquisa pelo Intervozes, André Pasti. Para gerar o relatório, a investigação durou quatro meses, abrangendo os 50 veículos de comunicação com maior audiência no Brasil e os 26 grupos econômicos que os controlam.

Para os organizadores da pesquisa, a transparência a respeito da propriedade da mídia é pequena, pois as empresas não são legalmente obrigadas a divulgar sua estrutura acionária ou balanços. Além disso, nenhuma das organizações respondeu as solicitações de informação da equipe do MOM.

A metodologia para o monitoramento foi desenvolvida pela organização Repórteres Sem Fronteiras. “A mídia não é como qualquer outro setor econômico. É importante saber quem a controla. Os cidadãos têm direito de conhecer os interesses por trás dos meios de comunicação que consomem. É isso que o Media Ownership Monitor deseja proporcionar”, diz o diretor do MOM e integrante da Repórteres Sem Fronteiras na Alemanha, Olaf Steenfadt.

Centros de poder da mídia

Os 50 meios de comunicação com maior audiência no Brasil pertencem a 26 grupos empresariais: nove são do Grupo Globo; cinco do Grupo Bandeirantes; cinco de Edir Macedo (considerando a Rede Record e os meios de comunicação pertencentes à Igreja Universal do Reino de Deus); quatro da RBS; e três do Grupo Folha. Os grupos Estado, Abril e Editorial Sempre Editora/Sada controlam, cada um, dois dos veículos de maior audiência. Os demais grupos possuem apenas uma das mídias pesquisadas.

No total, 80% dos grandes grupos de mídia estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do país. Entre os dados revelados pelo estudo é informado que a região metropolitana de São Paulo abriga 73% das empresas sudestinas do setor.

As emissoras de rádio e televisão são organizadas em redes nacionais, em que afiliadas locais retransmitem programação da empresa-mãe. “A propriedade das empresas de comunicação reflete esta hierarquia da transmissão do conteúdo. As afiliadas pertencem a políticos locais ou mantêm fortes laços com eles, o que reforça as relações de poder entre as oligarquias locais e a sede dos grupos, em São Paulo”, dizem os responsáveis pelo estudo.

Os donos da audiência

Como principal meio de comunicação de massa no Brasil, a TV concentra altos índices de audiência. Mais de 70% do público nacional é compartilhado entre quatro grandes redes televisivas: Globo – com 36,9% do total da audiência –, SBT (com 14.9%), Record (com 14,7%) e Band com (4,1%).

O estudo mostra, ainda, que a concentração da audiência se estende aos mercados de mídia impressa e online. A soma da audiência dos quatro principais veículos, em ambos os segmentos, é superior a 50%.

Em rádio, a audiência local é menos concentrada e mais relacionada a dinâmicas de cada cidade. As emissoras de rádio, no entanto, também são organizadas em redes nacionais, que transportam grande parte do conteúdo das emissoras-mães. Das 12 grandes redes de rádio, três pertencem ao Grupo Bandeirantes de Comunicação e duas ao Grupo Globo.

Propriedade Cruzada

Outra questão abordada no estudo é a da propriedade cruzada, ou seja, quando um mesmo grupo controla emissora de rádio, televisão, jornais e portais na web. No Brasil não há dispositivos legais que impeçam este fenômeno. Ao contrário, “a comunicação de massa se constituiu com base na propriedade cruzada, o que reforça a concentração da propriedade nas mãos de um pequeno número de grupos. Isto se aplica tanto a nível nacional como estadual e local”, declaram os responsáveis pela pesquisa.

A única norma brasileira que limita a propriedade cruzada é a Lei 12.485 / 2011, que regula o mercado de televisão por assinatura e proíbe que empresas produtoras de conteúdo audiovisual, por um lado, e as empresas de rádio e de televisão por assinatura, por outro, se controlem mutuamente.

O Grupo Globo, por exemplo, desempenha papel central em diversos mercados: a Rede Globo é líder da TV aberta; o conteúdo gerado por sua subsidiária GloboSat – que inclui GloboNews e dezenas de outros canais – tem destaque na TV por assinatura; o portal Globo.com é o maior veículo de notícias online no Brasil; e as redes de rádio Globo e a CBN estão entre as dez maiores em termos de público. Além disso, o conglomerado atua nos mercados editorial e fonográfico.

Mais dois exemplos podem ser vistos com os grupos Record e RBS. O Grupo Record opera a Record TV e a RecordNews na TV aberta, e seu jornal (Correio do Povo) e o portal R7 estão entre os veículos com maior audiência no país. A RBS, por sua vez, administra a afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, os jornais Zero Hora e Diário Gaúcho, duas redes de rádio (a nacional Gaúcha Sat e a regional Atlântida), o portal ClicRBS e possui outros investimentos em mídia digital, bem como em publicações impressas.

Veja o alcance dos grupos de mídia e seus veículos em números no infográfico apresentados pelos organizadores da pesquisa:

Além de apresentar quem são os grupos de mídia que detêm mais audiência e falar sobre suas extensões, o Monitoramento da Propriedade da Mídia no Brasil mostra quem são os proprietários por trás da comunicação destas empresas, o que inclui pessoas muito próximas a políticos e donos de fundações privadas como bancos, siderúrgicas e igrejas.

De acordo com a Constituição Federal (art.54), políticos titulares de mandato eletivo não podem ser sócios ou associados de empresas concessionárias do serviço público de radiodifusão. Apesar disso, 32 deputados federais e oito senadores controlam meios de comunicação, ainda que não sejam seus proprietários formais.

Em diversos estados brasileiros, os maiores impressos, as afiliadas das grandes redes de TV e estações de rádio são controlados por empresas que representam diretamente políticos ou famílias com uma tradição política – geralmente proprietárias de empresas em mais de um setor da mídia. Como reproduz a concentração da propriedade da terra no Brasil, esse fenômeno é definido, por pesquisadores, como “coronelismo eletrônico”.

Ex-deputado federal e atual prefeito de Betim (MG), Vittorio Medioli (PHS) é um destes políticos. Sua mulher e sua filha gerenciam os negócios de mídia do Grupo Editorial Sempre Editora, que publica cinco jornais – entre o Super Notícias e O Tempo –, tem um portal de internet, um canal de webTV e uma estação de rádio FM.

“A família Macedo, que controla o grupo Record e a Igreja Universal do Reino de Deus, também domina um partido político, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), que conta com um ministro no governo federal, um senador, 24 deputados federais, 37 deputados estaduais, 106 prefeitos e 1.619 vereadores”, informam os responsáveis pelo estudo que cita, ainda famílias como os Câmara (Goiás e Tocantins), Faria e Mesquita (São Paulo).

O MOM destaca que, na maioria dos casos, os laços entre políticos e meios de comunicação de massa são forjados por meio de estruturas de rede e acordos comerciais em que grandes radiodifusores nacionais sublicenciam sua marca e seu conteúdo para empresas no nível estadual. Esses afiliados atuam como redistribuidores, mas são veículos de co-propriedade para homens (muito raramente mulheres) poderosos em seus estados e municípios.

Há outros exemplos apresentados no relatório:

  • O Grupo do qual fazem parte a TV Bahia (afiliada da Rede Globo) e o jornal Correio da Bahia, controlado pela família Magalhães, do atual prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM).
  • O Grupo Arnon de Mello, que possui a TV Gazeta Alagoas (afiliada da Rede Globo), o jornal Gazeta de Alagoas e a emissora de rádio FM Gazeta 94, é liderado pelo ex-presidente e agora senador Fernando Collor de Mello (PTC).
  • O Grupo Massa (afiliada do SBT no Paraná), do apresentador Carlos Massa, cujo filho, Ratinho Filho, foi deputado estadual e federal;
  • E o Grupo RBA de Comunicação, que possui o jornal Diário do Pará e a TV Tapajós (afiliada da Globo no Pará) e pertence ao senador Jader Barbalho (PMDB) e sua família.

Para além da política

Além de controlar as empresas de comunicação, os proprietários da mídia no Brasil mantêm fundações privadas no setor de educação, são ativos nos setores financeiro, de agronegócios, imobiliário, de energia e de saúde ou empresas farmacêuticas.

Por exemplo, o grupo Sada/Editora Sempre, da família Medioli, que investe em transporte de veículos e carga, logística, siderurgia, energia, esportes e educação. Além deste, há os proprietários do grupo Objetivo, que, além de controlar a Rádio Mix, são donos de escolas privadas, cursos pré-vestibulares e da Universidade Paulista (Unip).

Redes nacionais de rádio e televisão também são ligadas a igrejas, como o Grupo Record, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e à Rede Aleluia de Rádio. Seu proprietário majoritário, o bispo Edir Macedo, também controla 49% do capital do Banco Renner.

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Autoridades fazem visita técnica às instalações de novo centro de mobilidade de Itaipu

A nova estrutura, com mais de 3 mil metros quadrados, será inaugurada em 12 de janeiro.
 
As futuras instalações do Centro de Inovação em Mobilidade Elétrica Sustentável (CI-MES) da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), foram apresentadas nesta quarta-feira (22) a diretores e representantes técnicos de empresas de energia e da área automotiva. O grupo foi recebido pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna.

A nova estrutura, em frente ao Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos (CPDM-VE), tem mais de 3 mil metros quadrados de área construída e conta com laboratórios, oficinas, ferramentaria e showroom, entre outro espaços.

A inauguração oficial do CI-MES, inicialmente marcada também para esta quarta-feira, foi remarcada para o dia 12 de janeiro. O adiamento ocorreu a pedido do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que cancelou a vinda ao Paraná devido a alterações na agenda do ministério.

O chefe da Assessoria de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu, Celso Novais, explicou que o CI-MES vai complementar o trabalho desenvolvido atualmente no atual centro, no galpão G5 – que continuará dando suporte às atividades do setor.

No novo espaço, porém, o foco será pesquisa e inovação, especialmente na área de armazenamento de energia. “Estamos ampliando a nossa missão. Aqui o ponto central não é a montagem de protótipos [de veículo elétrico], mas a exploração de tecnologias associadas”, disse.

Entre os projetos que serão desenvolvidos no centro de inovação estão a segunda geração da bateria de sódio com tecnologia nacional, em parceria com a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI); sistemas inteligentes de armazenamento de energia, com aplicação em áreas isoladas; e soluções para gestão de energia e mobilidade.

“Em um dos laboratórios, pretendemos fazer a gestão remota e dar suporte técnico a todas as instalações de sistemas de armazenamento de energia que a Itaipu e o PTI mantêm em fora da usina”, disse – citando, como exemplo, a parceria para levar a tecnologia para postos avançados do Exército na Amazônia Legal.

“Se ocorrer uma falha em uma dessas instalações, ou uma tendência de falha, será dado um alerta e poderemos planejar o momento adequado para a intervenção, substituição ou reparo dos equipamentos”, antecipou.

Outra vantagem será fazer o monitoramento não apenas do serviço de compartilhamento de veículos elétricos (carsharing), já implantado na usina, como de toda a frota de Itaipu (incluindo os carros a combustão). Esse monitoramento permitirá ao setor de transportes conhecer rotas, horários, consumo e até a velocidade média dos veículos. “O sistema vai gerar relatórios que poderão orientar a área a melhorar e otimizar o uso da frota”, apontou Novais.

No caso da bateria, o engenheiro explicou que a nova fase do projeto será desenvolvida de 2017 a dezembro de 2019, com técnicos de Itaipu e do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), e a expectativa é chegar a um produto de alta tecnologia com preço competitivo no mercado.

O chefe da AM.GB salientou que ambas as estruturas (CI-MES e o CPDM-VE) serão usadas de forma complementar e vão possibilitar a ampliação dos trabalhos do setor. Enquanto o novo galpão focará a pesquisa e a inovação, o G5 concentrará a parte dos grandes equipamentos – como o laboratório de solda, as máquinas de corte de precisão e o dinamômetro de rolo, usado no projeto do ônibus híbrido a etanol, desenvolvido em parceria com a Finep. “Não se faz ações de mobilidade sem a estrutura montada no G5”, reforçou.

Com assessoria.

 

Após parir Aécio, STF terá de embalar Picciani

Josias de Souza

Apenas um brasileiro em um milhão é capaz de entender a confusão jurídica que o Supremo Tribunal Federal provocou ao lavar as mãos no caso de Aécio Neves. Mas basta entrar em qualquer boteco de Copacabana que a encrenca está lá. A coisa ferveu depois que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro tentou sumir com o sabonete no caso que envolve o deputado estadual Jorge Picciani e Cia..

A procuradora-geral Raquel Dodge levou ao Supremo a gueda de braço travada entre o Legislativo fluminense e a Justiça. Sustentou que a votação da Assembleia que anulou a prisão e a suspensão do mandato de três caciques do PMDB —já devolvidos à cela pelo TRF-2— ofende as leis e a Constituição. A doutora pede que a decisão da Assembleia do Rio seja anulada, esclarecendo-se que o veredicto do Supremo que favoreceu Aécio não vale para parlamentares estaduais.

Por 6 votos a 5, os ministros do Supremo autorizaram o Senado a devolver a Aécio o mandato e anular sanções impostas ao senador tucano por uma turma da própria Suprema Corte. Um ano antes, os ministros tinham decidido o contrário num processo envolvendo Eduardo Cunha. Afastaram-no da presidência da Câmara e do exercício do mandato. Por causa disso, Cunha foi cassado, preso e condenado por Sérgio Moro. Não saiu mais da cadeia.

Os ministros que estenderam a mão para Aécio sustentam que o Supremo não foi contraditório ao ignorar que tratara Cunha a pontapés. Faz sentido. Não é que a Corte máxima do Judiciário brasileiro seja incoerente, apenas possui jurisprudência múltipla. O frequentador de boteco também não é contra o roubo. O que ele não suporta é a ideia de continuar sendo roubado por aqueles que foram eleitos para representá-lo.

Embora não ignorassem que o refresco servido a Aécio seria replicado nos Estados, os ministros do Supremo reclamam do mau uso do precedente. Ainda não se deram conta do papelão em que se meteram. Magistrado que se queixa da aplicação da jurisprudência que ajudou a criar é como um comandate de navio que reclama do mar.

O Supremo terá de operar uma mágica retórica para atender aos pedidos da procuradora-geral Raquel Dodge. São conhecidas as histórias de gente tirando gênios da garrafa. Mas ainda não se ouviu nada a respeito de gente obrigando o gênio a fazer o caminho de volta.

Quem pariu Aécio que embale Picciani. Não será simples. É como se o cozinheiro de um botequim prometesse desfrutar um ovo na frente dos frequentadores do estabelecimento. Como ninguém conseguiu realizar semelhante façanha, os magistrados logo perceberão que a respeitabilidade do Judiciário é como a virgindade. Perdeu está perdida. Não dá segunda safra.

Visitas ilustres

A Cônsul  Canadense  Angélica Alvarez, e mais dois membros de sua equipe, estão em visita oficial aos órgãos de segurança no município. A visita serviu para que as autoridades tenham um contato mais célere, aos turistas e cidadãos Canadenses.

A equipe chegou hoje e já se reuniu com o superintendente da Infraero.

As 14h30 foram recebidos pela Dra. Mônica Ferracioli, titular da Delagacia da Mulher e do Turista. Após a reunião, foram conduzidos a companhia de Polícia Ambiental localizada no interior do Parque Nacional para uma reunião com o comandante Capitao Nilson.

Nesta quinta (23) seguem as reuniões. Dentre os órgãos à serem visitados, está a delegacia da Polícia Federal.

 

Juiz condena ex-secretário e empresário por tentativa de compra de vereador em Londrina

Marco Cito e Ludovico Bonatto foram condenados a ressarcir a Prefeitura de Londrina; ambos haviam sido condenados a 6 anos de prisão na esfera criminal

Arquivo FOLHA - Ex-secretário de Governo da gestão Barbosa Neto, Marco Cito terá de pagar cinco vezes a remuneração de secretário municipal (R$ 10,320 mil) acrescido de juros monetários de 12% ao anoEx-secretário de Governo da gestão Barbosa Neto, Marco Cito terá de pagar cinco vezes a remuneração de secretário municipal (R$ 10,320 mil) acrescido de juros monetários de 12% ao ano

O juiz Emil Gonçalvez da 2ª Vara de Fazenda Pública de Londrina condenou por improbidade administrativa o ex-secretário de Governo da gestão Barbosa Neto (2009-2012), Marco Cito e o empresário Ludovico Bonatto em sentença proferida na segunda-feira (20). O caso é refente à tentativa de compra do apoio do vereador Amauri Cardoso (PSDB), em abril de 2012, para votar contrariamente à instauração de uma CP (Comissão Processante) contra Barbosa Neto que acabou culminando na cassação de mandato do então prefeito pela Câmara Municipal naquele ano.

Para o magistrado, ficou comprovado que os réus ofereceram R$ 40 mil ao vereador Amauri Cardoso para evitar a apuração de infrações político-administrativas pela Câmara no caso Centronic no qual o então prefeito foi acusado de utilizar em sua rádio dois vigilantes pagos pela prefeitura.

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Polícia Federal prende Anthony e Rosinha Garotinho

Ex-governador e sua esposa foram levados para a sede da Polícia Federal em Campos, cidade localizada na zona norte do Rio

Polícia Federal de Campos, cidade localizada no norte do Rio, prendeu nesta quarta-feira, 22, o ex-governador do Estado Anthony Garotinho (PR) e a mulher dele, Rosinha Garotinho. A prisão aconteceu no dia em que a PF realiza uma operação na qual um dos alvos é o ex-secretário de governo na gestão Rosinha. Ela foi governadora de 2003 a 2007.

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