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No Rio de Janeiro, Doria tenta, mas não é recebido por Bolsonaro

Presidente do PSL reafirmou a orientação do presidenciável de que não haverá apoio nas disputas estaduais

MICHAEL MELO/METRÓPOLES

O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, tentou se encontrar nesta sexta-feira (12/10) com Jair Bolsonaro (PSL), no Rio de Janeiro, mas não chegou a ser recebido pelo presidenciável do PSL. O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que desconhecia a informação, confirmada por Doria na parte da manhã.

“Da nossa parte, não foi agendado absolutamente nada com o Jair”, afirmou, em frente à casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio, onde, do lado de dentro Doria o aguardava, já no fim do dia.

“Não haverá esse encontro”, disse Bebianno. Ele reiterou que Bolsonaro havia recomendado aos partidários em encontro num hotel da zona oeste do Rio na quinta-feira: que mantenham neutralidade nas disputas eleitorais nos estados.

Segundo o presidente do PSL, a aproximação com o seu partido parte do candidato ao governo paulista e tem uma única via. “Existe uma conversa institucional, no sentido do PSL agradecer o apoio que gentilmente está sendo oferecido pelo candidato João Doria em São Paulo à candidatura de Jair Bolsonaro”, afirmou.

Bebianno negou que tenha havido alguma resistência de Bolsonaro em ir à casa de Marinho, onde gravaria o programa eleitoral a partir das 14h, por causa de Doria. Durante todo dia a equipe da produtora que faria o vídeo aguardou pelo candidato do PSL, mas ele não apareceu. Segundo o presidente do partido, ele estava “indisposto”, por isso, preferiu ficar em casa. “Não há resistência em apoio ao Doria. Existe uma posição estratégica de não se envolver em questões estaduais”, disse.

Doria é amigo do empresário Paulo Marinho, apoiador da campanha de Bolsonaro e suplente no mandato de senador Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável. Segundo fontes, Marinho tentou ajudar na aproximação dos dois candidatos, o que teria gerado a indignação de Jair Bolsonaro, que, diante da presença do ex-prefeito no Rio, optou por ficar em casa.

Apesar do encontro entre os dois não ter acontecido, membros do partido se mostraram favoráveis à aliança. “João Doria tem uma posição muito mais à direita do que à esquerda. Isso é muito claro. Uma pessoa que toma posição. Ele é um homem firme. Nós admiramos”, disse Bebianno.

Também presente ao encontro na casa do empresário Marinho, o economista Paulo Guedes, cotado para o Ministério da Fazenda num eventual governo de Bolsonaro, manifestou apoio a Doria. “Gosto do Doria”. Ao ser questionado sobre os benefícios de um possível apoio do PSDB na campanha de Bolsonaro, respondeu: “que PSDB?”.

Cedraz denunciado por tráfico de influência

Segundo as investigações, o primeiro acerto foi firmado em 2012

O baiano Aroldo Cedraz, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), seu filho, o advogado Tiago Cedraz, e outras duas pessoas foram denunciadas pela Procuradoria Geral da República (PGR) por tráfico de influência. Eles são acusados de negociar e receber dinheiro da UTC Engenharia para influenciar o julgamento de processos sobre a Usina Angra 3 que tramitam no TCU. O valor total do contrato é de cerca de R$ 3,2 bilhões, montante que seria pago ao consórcio vencedor, que tinha entre os integrantes a construtora UTC. A denúncia foi encaminhada ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. As investigações têm como base a delação do ex-presidente da UTC Ricardo Pessoa.

Na peça, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, detalha o processo de apuração e as provas reunidas pelos investigadores, como elementos que comprovam a entrega de dinheiro em São Paulo, na sede da UTC, e em Brasília, no endereço onde funciona o escritório de Tiago Cedraz. Cruzamentos entre os registros de viagens, entrada dos envolvidos na sede da empresa, tabela de pagamentos apresentada pelo colaborador e documentos apreendidos no escritório do advogado também confirmam a relação entre Ricardo Pessoa e Tiago Cedraz. Segundo as investigações, o primeiro acerto foi firmado em 2012 e os pagamentos – feitos de forma parcelada e em espécie – ocorreram até 2014. No total foram pagos

R$ 2,2 milhões, ao longo do período de tramitação dos processos.

Defesa

Em nota, a defesa de Aroldo e Tiago Cedraz informou que recebeu a denúncia com “surpresa e indignação” e que, ao longo do processo, irá demonstrar a “lisura” dos dois.

PROCURADOR CORRUPTO

Descobre-se que o ex- procurador geral de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, era corrupto. Fazia parte do bando do Sérgio Cabral. Pilantra que não soube honrar o bom nome do Ministério Público.

Rede quer que Gilmar seja impedido de conceder habeas corpus em processo sobre outro tema

Ministro liberou investigados em ação que trata da legalidade de conduções
Rede , partido da ex-presidenciável Marina Silva , entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o ministro Gilmar Mendes seja impedido de conceder habeas corpus no processo que trata da legalidade de conduções coercitivas . No mês passado, nesse processo, o ministro concedeu um habeas corpus ao ex-governador do Paraná Beto Richa e ao irmão dele, o ex-secretário de Estado José Richa Filho, conhecido como Pepe Richa. Os dois irmãos são investigados por supostas irregularidades em concessões de rodovias no estado.
O processo em que Mendes tomou a decisão trata sobre a regra geral de conduções coercitivas, não de casos específicos. A ação chegou ao STF em março de 2017 e ainda não foi julgada em plenário. A ministra Cármen Lúcia foi sorteada para relatar o pedido da Rede. O partido também pede que Mendes se declare impedido de julgar casos relativos à Operação Rádio-Patrulha, que resultou na prisão preventiva de Richa e de seus aliados.

Na mesma ação, a Rede quer que sejam revogados os habeas corpus concedidos a Beto e Pepe Richa. Segundo os advogados, Mendes teria aproveitado que é relator da ação que trata de uma questão mais ampla para libertar os dois irmãos. Se tivessem entrado com habeas corpus sem ligação à ação sobre conduções coercitivas, os pedidos dos irmãos poderiam ter sido sorteados para a relatoria de outro ministro. “O ministro deturpou a realidade e fabricou regra de prevenção ao sabor dos investigados, de modo absolutamente extravagante, atraindo uma competência indevida”.

Prescrição livra família Gulin e servidores de condenação por fraude na licitação do transporte

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu, por unanimidade, que os crimes denunciados na Operação Riquixá de fraude a licitação e falsidade ideológica prescreveram – ou seja, perderam a validade, segundo informa o site G1 Paraná.

A operação investiga um suposto esquema de fraudes em licitações do transporte público em várias cidades do Paraná e também de outros estados. Há processos em andamento em Guarapuava, Paranaguá, Apucarana e Curitiba.

Em Curitiba, os fatos investigados remontam à licitação feita pela Urbs em 2010 para a concessão do serviço de transporte coletivo da capital, quando eram prefeitos Beto Richa e Luciano Ducci. Ministério Público e associações de usuários denunciaram o direcionamento da concorrência e que teria beneficiado as empresas da família Gulin, que acabou detentora de cerca de 70% das linhas de ônibus da cidade.

Desde então, como decorrência do modelo adotado, passaram a ocorrer distorções no funcionamento do sistema. A integração do transporte com a região metropolitana foi reduzida; ônibus com idade de vencida continuaram rodando; tarifas pagas pelos passageiros foram elevadas acima da inflação; subsídios do governo do estado voltaram a ser concedidos.

O último aumento da tarifa ocorreu em 6 de fevereiro de 2017, um mês após a posse do prefeito Rafael Greca. Subiu de R$ 3,70 para R$ 4,25 – na época a mais cara do país. Três dias após a majoração, Greca e o patriarca da família Gulin, Donato, foram fotografados em animado happy hour no Country Club.

A decisão de prescrição foi da 2ª Câmara Criminal do TJ-PR. Os desembargadores entenderam que deve ser extinta a punibilidade de 14 réus.

Na decisão, o TJ-PR considerou que já “decorreram mais de oito anos entre a data em que foram deflagrados os ajustes e que é de rigor reconhecer a prescrição”.

O crime de fraude a licitação tem pena de até quatro anos de prisão. Já o de falsidade ideológica, de no máximo três anos.

A decisão beneficia empresários e pessoas ligadas à família Gulin, que opera a maior parte do sistema de transporte coletivo de Curitiba.

Foram beneficiados Dante José Gulin, Acir Antônio Gulin, Marco Antônio Gulin, Wilson Luiz Gulin, Felipe Busnardo Gulin e José Luiz de Souza Cury.

Além deles, também o advogado Guilherme Gonçalves, que prestava serviços às empresas, e agentes públicos, caso do ex-diretor de transportes da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) Fernando Ghignone e do ex-presidente da Urbs Marcos isfer.

Agora, os 14 réus da Operação Riquixá só poderão responder por associação criminosa, que é o único crime que, segundo a Justiça, ainda não prescreveu. A pena máxima é de três anos.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que vai analisar a possibilidade de recorrer da decisão do TJ-PR.

Com contraponto

 

A Guerra – A ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil

Mais um livro instigante sobre a organização secreta PCC. Da obra fica-se sabendo que o PCC está tendo sua maior atuação em São Paulo, Mato-Grosso do Sul e Paraná. E que o mega-traficante Fernandinho Beira-Mar continua preso no temível RDD (Regime disciplinar diferenciado) desde 2006. Livraço!

Trata-se de uma super reportagem de alta temperatura, que comprova a falência da segurança pública no Brasil. Os autores entrevistaram diversos integrantes do PCC e revelam as entranhas das organizações criminosas.
Este livro é uma reportagem capaz de fixar a fisionomia do crime no Brasil. Os autores obtiveram relatos inéditos de integrantes das facções e contam essa história sob um ângulo inédito e revelador.
Geridas de dentro dos presídios, as facções criminosas se profissionalizaram. Quem assumiu a dianteira desse processo foi o PCC, responsável por um grau inédito de organização nos presídios brasileiros. Criada em 1993, meses após o Massacre do Carandiru, quando 111 presos foram mortos pela polícia, a facção passou a ditar as regras do crime nos presídios de São Paulo, impôs sua influência sobre outros estados e agora se internacionaliza a uma velocidade vertiginosa. Nunca essa realidade foi retratada com tintas tão fortes.

PITACO: Leitura obrigatória para jornalistas, policiais, advogados, membros do MP e Judiciário.

TCE-PR determina que R$ 1,1 milhão desviado de reforma de escola estadual seja devolvido

Colégio fica no bairro Jardim Social — Foto:  Wagner Araújo/Divulgação/TCE-PR

Colégio fica no bairro Jardim Social — Foto: Wagner Araújo/Divulgação/TCE-PR

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) informou, na quarta-feira (10), que determinou a a restituição de R$ 1,1 milhão desviado de reforma de uma escola estadual de Curitiba.

A quantia deve ser devolvida de forma solidária pela construtora Valor e por sete pessoas, que são diretores e funcionários da empresa e também servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seed).

O valor é referente ao desvio de dinheiro público em obras do Colégio Estadual Amâncio Moro, no bairro Jardim Social, de acordo com o TCE-PR.

O processo é referente à Operação Quadro Negro, que investiga desvios em obras de construção e reforma de escolas do Paraná. A decisão é de 19 de setembro.

Os responsáveis também receberam multa proporcional ao dano – de 30% do total desviado – e foram inabilitados para exercer cargos em comissão e proibidos de contratar com o poder público no estado por três anos.

Foi d. Arlete e não Pepe Richa que comprou terrenos, garante Casagrande

O Ministério Público Federal (MPF) juntou aos autos da Operação Integração I (48.ª fase da Lava Jato) depoimento do empresário Edson Casagrande que pode ser entendido como uma forma de isentar o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, irmão do ex-governador Beto Richa, da suspeita de que teria adquirido com dinheiro de propina terrenos e galpões em Balneário Camboriú e colocado em nome da mãe, dona Arlete Richa, de 78 anos.

Segundo o depoimento de Casagrande, um dos donos do empreendimento imobiliário, ele ofereceu o negócio à dona Arlete e a levou a Balneário Camboriú. Lá, ela se convenceu de que investimento nos imóveis seria mais rentável do que a aplicação financeira que mantinha em fundos de previdência. Dona Arlete fechou o negócio por R$ 1.250.000,00 – mais barato do que o preço anunciado de R$ 1.400.000,00.

O pagamento foi feito em transação bancária via TED a partir de conta em nome de dona Arlete Richa. Até hoje, no entanto, esclarece Casagrande, “não foi feita escritura pública de compra e venda e nem transferência no registro de imóveis do galpão por opção de Arlete, sendo que o imóvel continua no imóvel da Tradição Empreendimentos Imobiliários Ltda.”, de propriedade de Casagrande.

O depoimento de Edson Casagrande, ex-secretário no governo de Beto Richa, contradiz a delação premiada do ex-diretor-geral do DER, Nelson Leal Jr., que, textualmente, dizia saber que

“JOSÉ RICHA FILHO, em conjunto com ELIAS ABDO e EDSON CASAGRANDE, é sócio um loteamento em Camboriú Balneário Camboriu na Barra Sul; QUE, além disso, o COLABORADOR também sabe que JOSÉ RICHA FILHO adquiriu barracões para locação e também lojas de comércio em Balneário Camboriú; QUE tais imóveis estão em nome da mãe de JOSÉ RICHA FILHO, ARLETE VILELA RICHA; QUE a origem de parte do dinheiro utilizado na compra de tais imóveis e empreendimentos advém do esquema ilícito instalado no Governo do Estado do Paraná”.

O depoimento do empresário Edson Casagrande não confirma a versão de Nelson Leal, segundo se vê abaixo:

Direto do túnel do tempo

Em 2013 acordei meio inspirado e escrevi o texto abaixo no meu facebook, e como tempo passa, o tempo voa, estou dando um repeteco. Parece que estava antevendo o que vinha pela frente… Cantei até a bola do Rui Novick que entrou em cana em São Miguel. Boa leitura.

QUEDA DE BRAÇO
Uma guerra surda acontece entre dois grupos do primeiro escalão da prefeitura de Foz. É quase imperceptível, mas aos olhos mais atentos (como o da Língua) ela existe, é real, e vamos falar dela.
Aparentemente, está tudo dentro da normalidade, mas não é bem assim.
De um lado o grupo do Carlos Juliano Budel onde se aninham tucanos como a vice Ivone Barufaldi, Djalma Pastorello, recentemente adentrou o Cantor, e outros bagrinhos que ficam na geladeira.
Do outro lado o chamado grupo de “fora” composto pelo Jean do Planejamento, Valmir Leal do Fozhabita, Ricardo Vinicius Cuman da administração, advogada Roberta, dentre alguns outros que têm a total confiança do prefeito Reni Pereira, pelo elementar motivo de que ficaram 12 anos trabalhando com o então deputado na Assembleia Legislativa, portanto, natural que tenham ganho a confiança do chefe.
A rigor estes dois grupos tentam passar a impressão de que tudo entre eles vai a mil maravilhas…
Quando se encontram dão sorrisinhos amarelos, apertam as mãos, mas, no fundo, lá no recôndito da alma, sabe-se que eles não se bicam. Apenas se suportam porque ninguém quer largar o seu osso (e se bobear carregam o osso alheio…) É cobra engolindo cobra.

O modus operandi

O grupo do Budel conta com os eficientes serviços do Rui Novick, o “Junior” (executivo do Gatão), o encarregado de plantar notinhas nas colunas da “bicharada” criada pelo Bonato (que em 25 anos no jornal foi a única coisa que conseguiu conceber), visando fustigar aqueles que não comungam dos ideais do grupo.
É “patada” de gato, “bicada” de corvo, pra tudo que é lado, quer dizer, do lado de lá. Farinha pouca meu pirão primeiro…

Cama de gato

No momento atual arma-se uma “cama de gato” para tentar desestabilizar o Valmir do Fozhabita, á frente o Vitorassi e seu fiel escudeiro (cazuza) que nos próximos dias será oficializado como assessor do vereador do PV (cazuza vai receber do legislativo e do executivo).
Os antigos da fronteira (como este escriba) sabem de cor e salteado que o Vitorassi carrega na testa o estigma de incitar invasões de terrenos na fronteira. É aí que consegue os seus votos nas eleições. Certa feita quase foi preso pela PF por incitar uma invasão da AEADI. No atual momento Vitorassi mira seu olho gordo na invasão da Gleba Guarani…

Portanto, meus caros 17 leitores, é isso que está acontecendo. A fogueira das vaidades crepita. Quem duvidar é só prestar mais atenções nessas relações “lúdicas” destes executivos do primeiro escalão da atual administração. Está escrito nas estrelas…

 

Eleitores dizem não a candidatos de Foz

Foz mais uma vez perdeu a oportunidade de ter representatividade “real” no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa

Do Primeira Linha 

O policial militar Soldado Fruet (Pros), elegeu-se Deputado Estadual com 35.231 votos, sendo que desses 27.599 foram conquistados nas urnas em Foz do Iguaçu. Ou seja, foi eleito por iguaçuenses.

A cada eleição o iguaçuense vive a expectativa de finalmente poder contar com uma forte representatividade política em Brasília e Curitiba, centro do poder federal e estadual. Fato é, que infelizmente essa expectativa não se concretiza e ficamos à mercê de deputados com bases eleitorais fortes em outras regiões. 
Talvez venha a mente do leitor a seguinte pergunta: “Ué, mas nós não elegemos dois deputados federais e um estadual? Não é bem assim.
O policial militar Soldado Fruet (Pros), elegeu-se Deputado Estadual com 35.231 votos, sendo que desses 27.599 foram conquistados nas urnas em Foz do Iguaçu. Ou seja, foi eleito por iguaçuenses. 
Por outro lado, no caso do empreiteiro Nelsi Coguetto Maria Vermelho (PSD) e do Deputado Federal Fernando Giacobo (PR), os votos iguaçuenses ficaram muito aquém dos conquistados em outras regiões do Estado e seriam de longe insuficientes para que os mesmos fossem eleitos. Isso aconteceu mesmo com o apelo de ambas as campanhas em afirmar que pelo fato de terem domicilio eleitoral em nossa cidade, seriam iguaçuenses. 
Nossa equipe procurou a análise de um especialista na área e com os números apontados nas urnas chegamos a constatação de que apenas um dos eleitos realmente pode se dizer iguaçuense e com sua base eleitoral estabelecida em nossa cidade.
“Aí é que eu defino como tragédia. Porque o Giacobo e o Vermelho não têm identidade com a cidade. As votações deles são pífias aqui em relação ao que eles conseguem lá fora. Veja bem, eles querem dizer que tem identidade com Foz, mas a votação deles aqui mostra que a população não os identifica como iguaçuenses”, analisa o matemático e físico Luiz Carlos Kossar, especialista em estatística e pesquisas de opinião. “Esse foi o pior desempenho das últimas quatro eleições. Considerando Giacobo e Vermelho como candidatos de fora, 80 mil eleitores foram iludidos e votaram para fora”, diz
Kossar cita as cidades de Toledo e Cascavel como exemplos de conscientização em torno de candidatos de suas cidades. “Toledo e Cascavel, por exemplo, já praticam o voto distrital e sempre elegem pelo menos um Deputado Federal. Aqui é o contrário, na realidade é a cidade mais violentada em termos eleitorais”, exemplifica.
Para o especialista, a sociedade organizada e os próprios detentores do poder em Foz do Iguaçu acabam gerando essa perda de representatividade de nossa cidade. “Falta consciência das ditas autoridades. Na verdade, elas se prostituem, não sei no sentido do que, mas na verdade elas iludem o eleitor. O eleitor acaba cometendo o suicídio eleitoral sem perceber”, enfatiza. “As forças partidárias e os comandos da capital e lá de Brasília pulverizam candidatos para se tornarem meros cabos eleitorais. Infelizmente as entidades que representam a sociedade organizada, a câmara e liderança do próprio prefeito são frágeis e permitem isso. Não conseguem impedir essa pulverização”, pontua.
Como solução, Luiz Carlos Kossar aponta que se faz necessário a diminuição drástica no número de candidatos, com os possíveis nomes escolhidos por uma pesquisa prévia e articulados com os dirigentes partidários e a sociedade organizada. 
O presidente da Câmara de Vereadores, Rogério Quadros, durante toda a campanha eleitoral, com apoio de outras lideranças locais, puxou a campanha pelo voto útil e consciente em candidatos de Foz do Iguaçu. O movimento destacou a importância de a população eleger candidatos para representação do município. Segundo o presidente da Câmara, o número de deputados eleitos poderia ser maior se não houvessem tantos candidatos de Foz pleiteando a mesma vaga. “Além disso, infelizmente muitos votos foram para candidatos de fora, mas é um começo, é uma boa iniciativa é um primeiro momento. Parabéns aos eleitos”, finalizou Rogério.