Jatinho milionário é atribuído a Eduardo Braga, líder do MDB no Senado

Jato de R$33 milhões tem prefixo que mais parece aliança política: PP-MDB

O novo líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, anda às voltas com novo escândalo: ele seria o verdadeiro dono de um jatinho Citation de prefixo que mais parece aliança política, PP-MDB, adquirido por US$9 milhões (R$33,4 milhões) a uma empresa de Fortaleza, Moinho Dias Branco. A denúncia é do jornalista Ronaldo Tiradentes, de Manaus. Aliado de Renan Calheiros (MDB-AL), Braga foi também apontado pelo jornalista como sendo o “Glutão” da lista de políticos da Odebrecht. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Pela denúncia, o jato foi usado por Eduardo Braga em campanhas eleitorais e viagens de lazer aos Estados Unidos e ao Caribe.

O avião foi comprado, diz Tiradentes, pela empresa Etam, do consórcio que construiu a ponte sobre o rio Negro no governo de Eduardo Braga.

O senador tem negado as denúncias contra ele e obteve com um juiz de primeira instância a imposição de censura ao jornalista manauara.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) divulgou nota de repúdio contra a censura determinada por um juiz de Manaus.

REQUIÃO VENENOSO

 

Roberto Requião

@requiaopmdb

https://www.youtube.com/watch?v=UBjwyK7lEHc 

Alvaro dias chamou Bolsonaro de “vagabundo” e hoje esta pendurado no saco dele?

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DELATOR DETALHA COMO FORAM OS PEDIDOS DE PROPINA DE BETO RICHA

Em depoimento à Lava Jato, Nelson Leal Júnior, ex-diretor do DER do Paraná, descreveu três pedidos de propina, em um total de R$ 220 mil, em 2014 e 2015, ao então presidente da Econorte, Helio Ogama, registra o Estadão.

Segundo o delator, a propina pagou hotel, gasolina e até comida da campanha de Beto Richa.

“José Richa Filho orientou o colaborador a procurar alguma empresa que tivesse contrato com o DER para que ela arcasse com as despesas inerentes ao deslocamento e realização da campanha. O colaborador procurou o então presidente da Econorte, Helio Ogama, e solicitou a este o valor de R$ 80 mil”, disse.

Um governo peculiar

Generais, Guedes e Moro tentam desarmar crises e sustentar gestão Bolsonaro no seu início

Editorial Folha de São Paulo 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante evento em Brasília
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante evento em Brasília – Ueslei Marcelino/Reuters

A administração do presidente Jair Bolsonaro, prestes a atingir a marca dos 50 dias, oferece um primeiro esboço de seu modo de funcionamento, embora sujeito obviamente a transformações substanciais. Trata-se de um governo peculiar.

Quadros oriundos do alto oficialato das Forças Armadas constituem a espinha dorsal política. No Palácio do Planalto, nos ministérios e nas estatais, formam uma rede aparentemente articulada incumbida de tocar a máquina federal e de contra-arrestar os vetores estrambóticos que a todo momento espocam no seio do governismo.

A crise envolvendo o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, foi a demonstração mais recente e ostensiva da ubiquidade da ala militar, que até a última hora trabalhou para mantê-lo no cargo.

Desde o início da gestão, generais atuaram para desarmar bombas plantadas pelo presidente da República, por seus filhos arruaceiros e por um chanceler que resolveu frequentar a franja lunática do movimento neopopulista.

Não se sabe, entretanto, se esse arranjo inusitado poderá conferir estabilidade duradoura ao governo.

Afinal, estamos diante de um presidente que, embora muito popular, ainda mal começa a fazer valer sua autoridade. Cedo ou tarde pode ter de arbitrar, por exemplo, disputas entre os generais e o czar da economia, Paulo Guedes.

A equipe econômica é a segunda escora a compensar as deficiências do mandatário. Guedes entendeu a centralidade da reforma da Previdência e parece disposto a sacrificar muito —demais até— do programa inicial de abertura externa da economia a título de não perder votos para a mudança do regime de pensões no Congresso.

A tramitação do projeto, ainda a ser apresentado à Câmara, beneficia-se do perfil do eleito para presidir a Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), bem como da experiência do assessor de Guedes para o assunto, o ex-deputado Rogério Marinho.

Mas figuras investidas da articulação política —os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Santos Cruz (Secretaria de Governo) e o deputado Major Vitor Hugo (líder do governo)— inspiram insegurança, por falta de tarimba ou pelo histórico errático no Legislativo.

A opção de não trocar cargos no Executivo por apoio parlamentar também será testada, aliás.

Terceiro pilar do governo, Sergio Moro (Justiça) trilha senda ainda pouco decifrável. Seu pacote anticrime não terá prioridade na Câmara diante do debate previdenciário. Desafiam-no, na prática, as emergências de um país violento, bem como as sementes de escândalos com personagens governistas.

Fora desse triângulo que sustenta Bolsonaro, ideias e personalidades exóticas levitam em epifania.

Bebianno: “Bolsonaro é uma pessoa louca. Um perigo para o Brasil”

Segundo Lauro Jardim n’O Globo deste domingo, 17, o ministro demissionário Gustavo Bebbiano (Governo) disse a um interlocutor: “O problema não é o pimpolho. O Jair é o problema. Ele usa o Carlos como instrumento. É assustador”

Na tarde de sexta-feira, quando o incêndio de sua demissão parecia debelado, Bebianno demonstrava que a temperatura ainda ardia. Ao mesmo interlocutor, desabafou:

— Perdi a confiança no Jair. Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil.

O nome do problema não é Carlos nem Bebianno

Está evidente que o governo tem um problema. Ele tem nome e sobrenome. Alguns o chamam de Gustavo Bebianno. Outros, de Carlos Bolsonaro. Se estivessem certos, a solução seria simples. Bebianno já está a caminho da porta de saída do Planalto. Bastaria, então, trazer as opiniões do filho-pitbull na coleira e a coisa estaria resolvida. O diabo é que estão todos equivocados. Chama-se Jair Bolsonaro o verdadeiro problema do governo.

O capitão chegou ao Planalto como solução dos 57 milhões de brasileiros que o elegeram. Assumiu uma máquina estatal ideal para a instalação de uma administração pública inteiramente nova. Caos não falta. Entretanto, Jair Bolsonaro tornou-se um problema ao fazer uma opção prioritária pela trapalhada. Empenha-se tanto na produção de enroscos que se arrisca a tomar um processo judicial de Dilma Rousseff por plágio.

Outros presidentes precisavam tourear opositores. Com a oposição em frangalhos, Bolsonaro administra autocrises. Na falta de fatores externos, ele fabrica os próprios tropeços. No percalço mais recente, atribuiu-se à beligerância tuiteira de Carlos Bolsonaro a origem da Operação Tabajara que mantém um ministro palaciano pendurado nas manchetes em estado crônico de demissão há cinco dias. Engano. A trapalhada é coisa do pai.

Vendeu-se à opinião pública a falsidade segundo a qual Jair Bolsonaro reproduzira numa entrevista à TV Record o estampido das balas perdidas disparadas contra Gustavo Bebianno no Twitter do filho Zero Dois. Deu-se, porém, o oposto. Embora divulgada no telejornal noturno, a entrevista do presidente fora gravada de manhã, no hospital Albert Einstein.

Testemunha da conversa com o jornalista, Carlos ecoou o pai, não o contrário. Fez isso com o consentimento de Jair Bolsonaro, que lhe forneceu a munição mais letal: um áudio que enviara a Bebianno, via WhatsApp, para informar que não falaria com o ministro.

Nada disso deveria ter acontecido. Com o Diário Oficial ao alcance de sua caneta Bic, Bolsonaro não precisa atirar nos seus próprios ministros. Se a confiança em Bebianno evaporou, bastaria demiti-lo. Junto com o ato de exoneração seria distribuída à imprensa uma nota sobre a abertura do inquérito da Polícia Federal para apurar a denúncia de que Bebianno é correponsável pelo ‘laranjal’ do PSL.

O problema é que, de crise em crise, Bolsonaro tornou-se uma espécie de prisioneiro do próprio impudor. Suas ações e declarações perderam o nexo. Para se comportar como um autêntico presidente, seguindo as regras do manual, o capitão teria de responder a pelo menos três perguntas:

1) Como pode o pai do senador Flávio ‘Coaf’ Bolsonaro, marido de Michele ‘Cheque de R$ 24 mil’ Bolsonaro e amigo de Fabrício ‘Faz-Tudo’ Queiroz espicaçar Gustavo ‘Laranjal’ Bebianno?

2) Como levar a sério um presidente que invoca valores éticos para livrar-se apenas de Bebianno se pelo menos sete dos 22 ministros que nomeou ostentam algum tipo de suspeição?

3) Como acreditar na cara de nojo que Bolsonaro faz para o escândalo do PSL se o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, tão enrolado no caso do laranjal quanto Bebianno, continua no cargo como se nada tivesse sido descoberto sobre ele?

Desde que Bolsonaro elegeu-se presidente, aconteceram tantas esquisitices, uma se sobrepondo à outra, que muitas delas parecem esquecidas.

Em dezembro, por exemplo, quando se descobriu que o “amigo” Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, borrifara R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente se incluiu no problema:  “Se algo estiver errado —seja comigo, com meu filho ou com o Queiroz— que paguemos a conta deste erro. Não podemos comungar com erro de ninguém.” Por ora, em meio ao esconde-esconde, prevalece a impunidade.

No mês anterior, quando se verificou que o ministro escolhido para a pasta da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, responde a denúncia por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois, Bolsonaro piscou: “Não é nem réu ainda. O que está acertado entre nós? Qualquer denúncia ou acusação que seja robusta, não fará mais parte do nosso governo.” Bebianno tornou-se um sub-Mandetta.

Diante da notícia de que o ministro Edson Fachin, do Supremo, autorizara uma investigação preliminar contra o chefe da Casa Civil, Onyx Lorezoni, por suspeita de caixa dois, Bolsonaro renovou o lero-lero: “Havendo qualquer comprovação ou denúncia robusta contra quem quer que seja do meu governo, que esteja ao alcance da minha caneta ‘bic’, ela será usada”. Bebianno talvez pergunte aos seus botões: “Por que a política de ‘mata-e-esfola’ só vale pra mim?”

O capitão perdeu a fala quando o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa. Premiado com o silêncio do chefe e elogiado no Twitter de Carlos Bolsonaro, o sentenciado sente-se à vontade até para achincalhar a memória de Chico Mendes.

Com tantas evidências de desapreço pelos bons costumes, é improvável que a aversão que Bolsonaro passou a nutrir pelo ex-amigo Bebianno tenha como causa o laranjal do PSL. As verdadeiras razões apareceram nos diálogos mantidos pelo presidente na última sexta-feira.

Bolsonaro passou a se referir a Bebianno como “X-9”, uma alusão ao apelido que os criminosos dão aos traidores nas cadeias. Chamou de “quebra de confiança” a audiência que Bebianno marcara —e ele mandara cancelar— com um executivo do “inimigo” Grupo Globo. Por isso, armou o salseiro que consome as energias de um governo que deveria estar concentrado na articulação da maioria necessária à aprovação de suas reformas no Congresso.

Foi assim, tratando com suavidade a falta de ética e estocando bílis no congelador, que Bolsonaro converteu-se no principal problema do seu governo. Ao magnificar as crises que fabrica, o capitão conseguiu o milagre de dar conteúdo oposicionista a si mesmo. De tanto atirar contra o próprio pé, virou alvo de Bebianno, um auxiliar que o idolatrava.

Enquanto aguarda pelos torpedos domésticos, resta a Bolsonaro um consolo. Na oposição, a única novidade é que Lula, ainda preso em Curitiba, foi convencido por seus devotos de que sua biografia o credencia para uma candidatura ao Prêmio Nobel da Paz.

Com Josias de Souza

RESISTÊNCIA, pero non mutcho…

O gaiato da foto é o Luiz Duarte dono da página resistência no Facebook. A situação da foto foi criada quando o Lula passou por aqui e o Luiz foi fazer reportagem para postar ocasião em que levou uma invertida dos homens da lei. Prosseguindo….
O vereador Marcelinho Moura, o Vera Verão, gosta de retribuir os favores que recebe. Neste diapasão mandou o prefeito Chico Brasileiro dar um cargo comissionado para a mulher do Luiz Duarte e o Chico (que não é doido de desobedecer o Vera Verão), deu. A senhora agraciada despacha na agencia do Trabalhador. A nomeação está ai abaixo. 

Donde se conclui que os tenazes rapazes do resistência que, segundo os mesmos, foi criada com o intuito dar combate aos administradores relapsos, ou coisa que o valha  (que infestam  essas paragens)  podem dar uma “aliviada” nas críticas se  ganharem uma tetinha. Prático e criativo, né Chico?

 

“Sou inocente”, escreve Lula em documento de intimação

Ex-presidente foi condenado pela Lava Jato a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia

DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES

“Não reconheço a legitimidade dessa sentença, sou inocente, por isso, vou recorrer”, escreveu o ex-presidente ao assinar o documento.

De acordo com o G1, Lula só recebeu a intimação na sexta por causa de desencontros com os advogados dele. A defesa já havia aformado que ele vai recorrer.

Esta é a segunda condenação de Lula na Lava-Jato. Ele cumpre pena na sede da Polícia Federal em Curitiba desde 7 de abril do ano passado, devido à condenação de 12 anos e um mês no caso do tríplex do Guarujá.

“Não reconheço a legitimidade dessa sentença, sou inocente, por isso, vou recorrer”, escreveu Lula