Ratinho compra grande emissora por R$ 50 milhões em SP e contrata nomes fortes; assessoria nega

Ratinho (Foto: Reprodução)

Ratinho possui várias empresas de comunicações chamada Rede Massa, pertencente ao Grupo Massa, conglomerado que inclui setores como agronegócio, gestão e licenciamento de marcas, no Paraná, mas agora, acaba de realizar um grande sonho de sua vida e adquirir uma rádio em São Paulo.

Ele possui emissoras em cidades como Curitiba, Maringá, Londrina, Paranaguá e Ponta Grossa, mas agora, chega à capital paulista com uma filial da Rádio Massa, após uma compra que estaria sendo negociada por volta de R$ 50 milhões, de acordo com informações obtidas com exclusividade pelo TV FOCO. De qualquer forma, a assessoria de imprensa do apresentador, nega qualquer compra e afirma que essa informação não é verdadeira.

De acordo com a fonte, Ratinho sempre sonhou com uma rádio na cidade e já estaria pensando em contratar grandes artistas e uma equipe de peso para desbancar a concorrência na região. Atualmente, ele tem o seu programa exibido em rede nacional pelo SBT, no horário nobre da emissora de Silvio Santos.

Lá, inclusive, ele está vivendo ótima fase em audiência. Os índices que o Programa do Ratinho vem conquistando são superiores aos da Record, o que coloca a emissora do empresário na vice-liderança isolada na faixa e se torna uma verdadeira ‘pedra no sapato’ da concorrente.

Com TV FOCO

Pesquisa nacional: para 58% dos brasileiros, Lula deve continuar na cadeia

Até no Nordeste, tradicional reduto do lulista, mais de 50% são a favor da sua prisão

Entre os brasileiros com ensino superior completo, aumenta para 69,4% o percentual dos que acham que Lula deve ficar preso.

Entre os jovens de 16 a 24 anos é maior a dúvida: 49,4% acham que Lula deve ficar preso. Entre aqueles com mais de 60 anos são 61,4%.

O Paraná Pesquisa entrevistou 2.264 brasileiros com mais de 16 anos, dos 26 estados e Distrito Federal, entre 17 e 21 de junho.

Ruínas da Odebrecht

Crise da gigante empreiteira é marco do colapso do modelo tradicional de mobilização de capital para grandes obras

Editorial Folha de São Paulo

Fachada da sede da Odebrecht, em São Paulo – Eduardo Anizelli/Folhapress

O pedido de recuperação judicial do grupo Odebrecht, protocolado no último dia 17, é o maior já registrado no país. Foram incluídas na proteção contra credores 21 empresas do grupo, incluindo a holding, com dívidas de R$ 98,5 bilhões.

Trata-se do ponto culminante da degradação da maior construtora do país, que já chegou a empregar 193 mil pessoas e a faturar R$ 132 bilhões em um ano, mas acabou destruída pelas ondas de choque da corrupção sistêmica que ajudou a produzir. Só tem a culpar a si mesma por seu triste destino.

Agora, caberá à Justiça minimizar danos para a sociedade. O foco principal do que se prenuncia como longa batalha entre credores e acionistas não deve ser perdido de vista —cumpre preservar o que resta de valor na companhia, principalmente os milhares de postos de trabalho ainda existentes.

Os principais bancos do país aparecem entre os grandes credores. O que chama mais a atenção, no entanto, é como os valores se distribuem. Juntas, as instituições privadas —Itaú, Bradesco e Santander— respondem por R$ 9,7 bilhões, dos quais cerca de 85% estão cobertos por garantias.

Nas públicas não se dá o mesmo. BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e até o fundo de investimentos FI-FGTS têm a receber quase R$ 23 bilhões, mas apenas 28% têm algum lastro.

À diferença do que ainda ocorre nas recuperações judiciais brasileiras, não pode haver condescendência com os sócios controladores, em especial num caso em que fraudes estão bem documentadas.

A esse respeito, é relevante, embora potencialmente controverso, o posicionamento do Tribunal de Contas da União, que decidiu por um bloqueio de R$ 1,1 bilhão dos sócios para honrar o pagamento do acordo de leniência celebrado com o governo, agora ameaçado pelo pedido de recuperação.

A quebra da personalidade jurídica da empresa decorre da percepção do TCU de que houve desvio de finalidade no uso dela pelos controladores, que se beneficiaram pessoalmente de sua conduta fraudulenta e por isso devem responder pela reparação de danos com seus patrimônios pessoais.

Por fim, cabe reconhecer o avanço proporcionado pela Lava Jato —o que não significa deixar de apontar vícios e abusos associados à operação jurídico-policial.

Caiu por terra o mecanismo tradicional de mobilização de capital para grandes obras no país —a associação espúria de políticos ansiosos por superfaturamentos com empreiteiras reunidas em cartel, tudo financiado por bancos públicos e fundos de pensão de estatais.

A construção da infraestrutura brasileira, tarefa inescapável nos próximos anos, deve se amparar em novos métodos, mais transparentes, ainda em formação.

CORRUPÇÃO – LAVA JATO E MÃOS LIMPAS

A Mani Pulite e a Lava Jato são as duas maiores operações contra a corrupção conhecidas na história dos países democráticos. Este livro, organizado pela economista Maria Cristina Pinotti, permite que se conheçam melhor os vários pontos em comum entre elas, como técnicas jurídicas e métodos investigativos, bem como suas várias diferenças, muitas determinadas pelo lapso de 22 anos entre o início de cada uma, e outras pelas características próprias dos dois países.
O juiz Sergio Moro faz um relato pessoal e sóbrio da operação que comandou na 13a Vara Federal Criminal de Curitiba e os procuradores Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon discutem ações e reações no esforço contra a corrupção no Brasil. Os textos dos magistrados Piercamillo Davigo e Gherardo Colombo tratam da operação que se desenrolou entre 1992 e 1996, na Itália, e de que foram protagonistas. O livro traz ainda um artigo de Pinotti sobre os efeitos econômicos da corrupção, além de prefácio de Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal.

PITACO: Leitura obrigatória.