Lava-Jato prende presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, por esquema com Cabral

Empresário é acusado pela força-tarefa de ‘esquentar´notas frias do Sistema

Orlando Diniz, presidente da Fecomércio – Divulgação 

RIO – Com a ajuda do ex-governador Sérgio Cabral, o presidente afastado da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio), Orlando Diniz, desviou, segundo a investigação, ao menos R$ 3 milhões de duas entidades do Sistema “S”, o Sesc e o Senac-RJ, para a Thunder Assessoria Empresarial, firma na qual figura como sócio-administrador. Esta conexão, apontada pela força-tarefa da Operação Calicute, versão da Lava-Jato no Rio, é um dos fundamentos do mandato de prisão preventiva de Diniz nesta sexta-feira, ordenada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Os agentes estão na casa do pai do empresário, no Leblon, zona sul do Rio e também na sede da Fecomércio. Outros três funcionários da entidade também são alvos de mandados de prisão.

Prefeitura paga R$ 1,4 milhão em honorários para os procuradores

Após dois anos de lenga-lenga judicial, o prefeito Chico Brasileiro (PSD) liberou o pagamento do acumulado que estava depositado no Fundo Especial dos Procuradores Municipais. O montante incluído na folha de pagamento e distribuído entre os 14 advogados da prefeitura é de aproximadamente R$ 1,4 milhão. A maioria recebeu valores individuais acima de R$ 100 mil. Somando salário do mês, 13º e adicional de férias, boa parte dos procuradores obteve ganhos totais de até R$ 144 mil líquidos em dezembro. “Há uma sentença de 2016, mas só agora pagaram. Os valores ficaram altos em razão do acumulado. A partir de agora o repasse deverá ser liberado mês a mês”, disse o procurador Willy Costa Dolinski, presidente do Fundo Especial dos Procuradores. Os procuradores estão mais felizes que pinto no lixo.

 

Toffoli engavetou pedido da PF  para interrogar Gleisi

O Antagonista apurou que Dias Toffoli engavetou pedido do delegado Hiroshi Ishida para ouvir a senadora Gleisi Hoffmann no inquérito do caso “Consist”.

Gleisi e o marido Paulo Bernardo são investigados por recebimento de propina de contratos da empresa com o Ministério do Planejamento. O pedido é de 13 de abril de 2017. O que é isso, companheiro?

DESEMBARGADOR DENUNCIADO POR BATER NA MÃE 

O Antagonista

Um magistrado do Tribunal de Justiça do Paraná foi afastado do cargo pelo STJ.

Motivo: ele foi denunciado por bater nas irmãs e na própria mãe.
Uma discussão do desembargador com as irmãs descambou para o pugilato e a pobre senhora foi atingida por um soco do filho.
O relator do caso no STJ, Napoleão Nunes Maia Filho, manifestou-se contrário ao afastamento do desembargador, com o argumento de que “o recebimento da denúncia não tira a presunção de inocência”. Outro ministro, Raul Araújo, que também votou contra o afastamento, aventou a hipótese de que, como as irmãs estavam munidas de gravador, o agressor pode ter sido “provocado até a última resistência”.
O STJ é um tantinho pitoresco. Já decidiu pela permanência no cargo de um juiz que assassinou jornalista com requinte de crueldade e, agora, pode criar a jurisprudência da briga de socos sem querer ou a de agressão a mãe como dano colateral.

 

Reforma do secretariado do Chico começou

Prefeito Chico Brasileiro decidiu mexer em seu secretariado. A primeira cabeça a ser decepada deverá ser a da Secretária de Meio Ambiente a doutora Ana Solange Biesek. Se se confirmado Chico estará mais uma vez dando um tiro no próprio pé (quando o fez quando nomeou a Inês para a pasta da saúde). Entrevistei a então Vice-Secretária de Meio Ambiente para uma TV por assinatura e pude constatar que a mesma é diferenciada da média comumente vista na fronteira. Uma das raras pessoas na  cidade com PhD na área de meio ambiente e sustentabilidade. Preparadíssima. Mas, infelizmente, em todo o país, não se nomeia para cargos públicos pessoas com reconhecida competência. O tom das nomeações é sempre pautado por junções políticas tipo: “o partido quer fulano ou beltrano no cargo”, e ponto final. Pode apostar que o Chico vai colocar no lugar da Ana Biezek um apaniguado político sem nenhum preparo para a sensível abordagem com o meio ambiente. Chico Brasileiro está fazendo o dever de casa tal qual lhe ensinaram quando começou a fazer política. Não fugiu á regra. Para quem imaginou que o Chico iria fazer diferente quando se elegeu, fica aí a decepção. Chico está sendo apenas mais um alcaide a passar pelo palácio das Cataratas, com um detalhe: sem deixar, até a presente data, nenhuma marca de eficiência. Falta três anos para o prefeito voltar para casa, espera-se que até lá ele se recomponha e comece a governar de fato e de direito. A rigor Chico faz exatamente como os seus antecessores fizeram. É o mais do mesmo. A mesmice prossegue…
E Foz do Iguaçu segue na sua claudicação intermitente sem data para terminar. Uma lástima!

 

Espaço para o Guarda Municipal II

Boa Noite Sr Lucas,

FOZ é realmente uma terra sem lei é sem dono nem o povo manda pois ouve uma audiência pública sobre segurança onde quem foi ??? Boa pergunta né, mas vamos ao ponto principal analisar os fatos divulgados na mídia na data de hoje 22/02/2018 onde foi noticiado a compra por parte do Prefeito de 6 camionetes de luxo a preços muito além do valor de tabela para simplesmente uns e outros irem da Prefeitura até alguns bairros da cidade lá de vez em quando. Vamos partir do princípio não poderiam ser 6 veículos 1.0 que custariam 1/3 do valor, novamente vamos analisar pois na atual Secretaria de Segurança Municipal/ SMSP, quanto ao serviço desenvolvido pelos guardas hoje são apenas 6 regionais (6 viaturas) de 10 quando o senhor Chico “sabe fazer” assumiu, mas conforme argumentos do comando da GM falta pessoal GMs e falta viaturas (ops tem 6 S10 TOP). E quanto a falta de pessoal é só haver gerenciamento pois diminuiu quantos GMs no quadro de pessoal de um ano para cá, fica fácil ter GMs basta não colocar 4 GMs para atender os Conselhos Tutelares pois 2 basta, qual a necessidade de 3 GMs no Terminal de Transporte Urbano na madrugada dentre muitos outros como a prainha por exemplo.
Mas vamos aos fatos novamente nesta caso a falta de efetivo? GM cuidando de lava car/ GM para entrega de uniforme (que uniforme uma vez que há anos os GMs não sabem o que é isso) GM na tal Escola de Governo em desacordo com a regra (é só quem tiver interesse solicitar a referida escala do servidor e a regra de prestação de serviços dos GMs ou foi cortado o adicional de periculosidade deste servidor em questão).
Então nas reuniões do comando com os GMs :
– Viaturas não tem dinheiro
– Uniforme não tem dinheiro
– Referências atrasadas desde 2013/ duas ainda pendentes não tem dinheiro
– Aumento de efetivo não tem dinheiro
– não tem dinheiro…
– não tem dinheiro…
– não tem dinheiro…
Mas aí voltamos as análises tipo o diário oficial.
– Concursos e mais Concursos
– Nomeações e mais nomeações
– E simplesmente compram 6 S10 de luxo para o PREFEITO (“eu sei fazer”) e meia dúzia de B…O… Irem da prefeitura até um ou outro bairro lá de vez em quando. Daí a população simplesmente tem que ouvir várias vezes quando em contato com a Guarda Municipal que a solicitação do mesmo não será atendida por falta de viatura???
Fica para reflexão do povo pois cada cidade tem os políticos que ela elegeu…

Guarda Municipal Revoltado II

 

Juízes ameaçam fazer greve pelo auxílio-suicídio

Josias de Souza

Constituída para defender os interesses da corporação dos magistrados, a Associação de Juízes Federais do Brasil meteu-se numa guerra que está corroendo a imagem dos juízes brasileiros. A entidade pega em lanças pelo auxílio-moradia —um puxadinho de R$ 4,3 mil mensais engatado em contracheques que costumam furar o teto de R$ 33,7 mil. É uma pena que a categoria queira virar detrito numa hora em que a sociedade confia nela para concluir a faxina iniciada pela Lava Jato.

Cármen Lúcia, a presidente do Supremo Tribunal Federal, marcou para 22 de março o julgamento que pode extinguir o auxílio-moradia. E a associação dos juízes federais organiza uma paralisação para o dia 15 de março. O suicídio é uma coisa íntima. No caso de magistrados, conhecedores da lei, a coisa envolve inclusive o direito de ir e vir. Por ora, prioriza-se o direito de ir. Mas alguém precisa tentar impedir os magistrados de tomar o veneno da autodesmoralização.

A associação dos magistrados sustenta que o auxílio-moradia só está sob questionamento porque os juízes têm ”atuação imparcial e combativa contra a corrupção”. Tolice. Sucede o inverso. É para poder continuar combatendo os larápios de fronte erguida que os magistrados e os procuradores deveriam higienizar os seus contracheques.

Auxílio-moradia faz sentido para quem é transferido de comarca. Vira tunga quando é recebido por servidor público que possui residência própria na cidade onde molha a camisa. Uma greve chamará mais atenção para a imoralidade, desmoralizando e enfraquecendo o Judiciário. Os juízes fariam um bem a si mesmos se aproveitassem o julgamento do Supremo para ensaiar uma autocrítica. Mas isso talvez seja esperar demais de uma categoria que não consegue distinguir um pseudo-direito de um auxílio-suicídio.

Beto Richa determina afastamento de diretor-geral do DER-PR preso pela Lava Jato

Carlos Felisberto Nasser, que é funcionário com cargo em comissão da Casa Civil, também foi afastado das funções por determinação do governador.

O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR), Nelson Leal Junior, foi preso nesta quinta-feira (22) (Foto: Reprodução/ RPC Curitiba)

O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR), Nelson Leal Junior, foi preso nesta quinta-feira (22) (Foto: Reprodução/ RPC Curitiba)

O governador Beto Richa (PSDB) determinou o afastamento do diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR), Nelson Leal Junior, que foi preso na manhã desta quarta-feira (22), na 48ª fase da Operação Lava Jato.

A atual fase, batizada de Integração, apura corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias federais do Paraná. Conforme o Ministério Público Federal (MPF), a investigação mostra “reais causas” de alto preço do pedágio no estado.

Nelson Leal Junior ocupava o cargo desde 2013 e tinha sido nomeado pelo irmão do governador Beto Richa, José Richa Filho. No pedido de prisão, o MPF argumentou que ele vinha usando o cargo para editar atos em favor das concessionárias.

O diretor-geral participava do grupo de trabalho nomeado pelo governador para estudar a renovação dos atuais contratos de concessão.

Carlos Felisberto Nasser, que é funcionário com cargo em comissão da Casa Civil, também foi afastado das funções por determinação do governador. Conforme o MPF, Nasser recebeu quase R$ 3 milhões de duas empresas ligadas do Grupo Triunfo, do qual faz parte a Econorte.

Além de Leal, cinco pessoas também foram presas e 55 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro estados durante a operação. Os alvos principais, ainda conforme os procuradores do MPF, são servidores públicos e empresas.

Nelson Leal negou todas as acusações em depoimento ao procurador do Ministério Público Federal Diogo Castor de Mattos.

Despesas em espécie

Segundo as investigações, Nelson Leal comprou um apartamento de luxo em Balneário Camboriú (SC) por R$ 2,5 milhões sem declarar à Receita Federal.

Além disso, cerca de R$ 500 mil do valor total foram pagos em espécie ou, conforme dito pelo MPF, com recursos que não tiveram a origem identificada.

Durante o depoimento, Nelson disse que não costuma pagar despesas pessoais em espécie.

Ainda conforme o MPF, o diretor do DER também teria alugado uma embarcação de sessenta pés para o verão de 2017 que custou de R$ 16 mil para utilizar em dois dias. Os valores foram depositados em espécie na conta do titular da empresa, ainda de acordo com os procuradores.

Os gastos de combustível e marinheiro, que giravam em torno de R$ 4 mil, também eram pagos em espécie por Nelson Leal.

O que disse o governador Beto Richa

Beto Richa comenta sobre nova fase da Lava Jato

Beto Richa comenta sobre nova fase da Lava Jato

Diante da deflagração da 48ª fase da Lava Jato, o governador Beto Richa informou que determinou a instauração de processo de investigação para o esclarecimento de eventuais irregularidades apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Assista ao vídeo.

A investigação será conduzida pela Controladoria Geral do Estado.